Só para Constar (72) – www.Politicaexterna.com de Férias por Tempo Indefinido
Olá a todos,
Depois de assistir ao último discurso da Dilma, na ONU, eu não pude deixar de sentir-me absurdamente mal com nossa política externa.
Para mim, está tudo errado nos rumos conceituais que a Dilma está colocando nas coisas, em especial no aspecto de submissão aos EUA, apoio a políticas que fatalmente levarão a mais ódio entre povos (o choque de civilizações que todo mundo faz tanto esforço para dizer que não existe).
Na época do Lula eu achava que o Brasil seria grande, mas dai eu vejo o Celso Amorim assumindo posto secundário, o Brasil indo pro ralo e todo mundo nem aí…
Enfim: eu estou desmotivado, "visceralmente" desmotivado.
Informo, contudo, que o site não acabou: está apenas de férias.
Daqui há um ano (não exatamente no dia 21 de setembro de 2011) eu pretendo voltar… ou não, quem sabe…
Soçarba!
Ps.: Como simplesmente não consigo viver sem palestras, é possível que eu continue colocando os Pensadores… hehehehe….
Daniel Cardoso Tavares
Vídeo Russia Today: Em Israel, Lei “Fascista” Impede Palestinos de Lembrarem Dia de Expulsão de Suas Terras no Nakba (Catástrofe)
For Palestinians, May 15 marks the date their ancestors were displaced during the creation of Israel. RT talks to an Israeli-Arab MP to find out whether divisions in the country can be bridged.
Escalando WW3 (14) EUA Retiram da Lista de Terrorismo Grupo Que Vem Ajudando Israel No Território Iraniano
Por Daniel Cardoso Tavares
O MEK, ou Mujahedin-e Khalq, vem sendo acusado de ser o autor dos assassinatos de cientistas e outros iranianos. De acordo com a visão de Washington, o fato deles atuarem em parceria com Israel dentro do território iraniano faz com que suas ações não sejam mais encaradas como de terrorismo.
O grupo estava na lista de terroristas há mais de 15 anos, até tornar-se o “inimigo dos inimigos” dos EUA.
An Iranian group considered as terrorist by the US for 15 years is moving off the black list.
Government officials are advocating to clear the name of Mujahedin-e Khalq or MEK, even releasing a number of PR adverts.
This could further strain relations between Washington and Tehran.
Jamal Abdi, the policy director for the Iranian-American national council, believes it’s MEK’s ties with Israel and US lawmakers that are driving the push.
Esclando WW3 (13) Exército dos EUA Abre 14.000 Vagas Na Linha de Frente para Mulheres
Por Daniel Cardoso Tavares
Nota: Em um conflito tradicional, por “sargento de inteligência”, como é dito no vídeo, entenda algo como um “scout” (estilo jogo Team Fortress): o sujeito que vai na frente das tropas, geralmente sozinho, para reconhecer o campo inimigo. É o trabalho mais perigoso que existe, porque você pode ser morto pelo imigo (que terá atiradores de elite esperando por você) ou pelas suas próprias tropas, que podem achar que você pertence ao outro exército. –> há um grande risco de ser morto pelos seus próprios “snipers”).
As mulheres muitas vezes acabam caindo na ilusão (muito adequada aos homens) de que elas ganham “poder” ao tornarem-se masculinas. Na verdade, é o contrário: elas ganhariam poder se homens começassem a fazer o que elas tradicionalmente fazem.
Enquanto isso, por motivos práticos, os EUA colocam mais vagas para mulheres nas frentes de combate. Isso tem duas motivações principais:
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Aumentar o número de soldados (óbvio);
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Incentivar o recrutamento de mais homens (metidos a espertos).
Mesmo sendo taxado de machista após o que falarei abaixo, deixo apenas um lembrete (mesmo nunca tendo participado de uma guerra, posso intuir sobre o assunto):
Um homem com “sangue nos olhos”, no meio de uma guerra, utiliza única e exclusivamente a função Pensamento Extrovertido (Te): ele vira uma máquina racional de matar. Não há qualquer moral guiando os atos de um soldado preso em uma situação de combate efetivo. As mulheres, no caso, serão utilizadas como objetos pelos próprios soldados “amigos” e como troféus pelos inimigos.
Guerra é guerra, os únicos objetivos lá são matar seu inimigo e sair vivo.
O resto é resto, ao menos na cabeça do sujeito com um fuzil na mão, que já matou 40 pessoas naquele dia.
Como Acontece a Exploração do Capitalismo? + A Impossibilidade Conceitual de Acabar com a Corrupção no Capitalismo
Por Daniel Cardoso Tavares
Veremos, agora, da forma mais simples que eu conseguir, como se dá a exploração do capitalismo sobre o trabalhador.
Resgatarei aqui o que aprendi lendo “O Capital”, já há muitooos anos, e o que andei relendo para meu próximo livro. Por sinal, o livro de Karl Marx foi, sem sombra de dúvidas (tirando talvez Lacan) um dos mais difíceis de ser lido. Marx é extremamente conciso e denso ao mesmo tempo. É muito comum você ficar “travado” lendo o livro “uma frase por vez”, repetidas vezes, até conseguir entender. Se alguém conseguiu ler O Capital como quem lê um livro de literatura, merece meus mais sinceros cumprimentos.
Essa exploração é parte existencial do sistema, ou seja: sem ela não existe capitalismo. Isso é algo bem duro de se pensar: literalmente, o capitalismo só sobrevive com base na exploração e injustiça sobre o trabalhador. Vejos como isso acontece.
Inicialmente
Inicialmente, Karl Marx chegou, em seu livro “O Capital”, à constatação de que existem dois tipos de valores:
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VALOR DE USO: É o valor que você dá a alguma coisa de acordo com sua necessidade. Se você precisa costurar uma camisa urgentemente, para conseguir um prêmio em uma disputa de moda, talvez você esteja disposto a pagar centenas ou milhares de reais por uma linha e uma agulha.
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VALOR DE TROCA: É o valor socialmente aceito como válido para a troca de bens.
Com base no valor de troca é possível superar a etapa do escambo (troca de um bem por outro) e estabeler um padrão monetário para as transações: um quilo de arroz vale 10 dinheiros, então posso trocar esse bem por dez quilos de algodão, que também valem 10 dinheiros.
Em seguida, Marx constata que o capitalismo surgiu como superação do feudalismo. Naquele sistema, a terra era propriedade de um senhor feudal, que deixava pessoas moraram por lá em troca de certa quantidade dos bens que produzissem.
No capitalismo, por outro lado, o capitalista é o sujeito que detém os chamados “meios de produção” (máquinas ou ferramentas – incluindo o trabalho – que produzem outras máquinas e ferramentas). O objetivo do capitalista é tirar o poder de produção das pessoas comuns e empregá-las sob seu comando, onde receberão dinheiro em troca dos bens produzidos e que serão de propriedade do capitalista. O capitalista, então, vende os bens produzidos no mercado.
O principal ponto é: não interessa ao capitalista vender os bens pelo menos preço que eles valem: isso não traria qualquer benefício para o capitalista. Nesse caso, o feudalismo seria mais vantajoso. Vejamos como aconteceria o caso da venda dos bens pelo mesmo preço de produção:
O capitalista gastou 100 dinheiros para comprar os meios de produção. Em nosso exemplo: uma máquina de algodão doce (60 dinheiros), o açucar (matéria-prima custando 20 dinheiros) e duas pessoas para a produção e venda (trabalhando por 10 horas).
Você deve, inicialmente, saber quanto cada trabalhador precisa para sua subsistência. No caso, cada trabalhador precisa de 10 dinheiros por dia para sobreviver. Assim, o algodão deve render ao menos 20 dinheiros por dia. A esse custo deve ser acrescentado o valor da matéria prima (20 dinheiros), o que totaliza 30 dinheiros. Acrescente-se, então, os 60 dinheiros da máquina (contando que dure apenas aquele dia). O total é de 100 dinheiros para pagar por tudo.
Segue-se a venda:
A seguir, vendeu 100 unidades de algodão doce (10 horas de trabalho, produzindo 10 algodões em cada uma delas –> 5 algodões por hora, por funcionário), a 1 dinheiro cada. Ao final, angariou o suficiente para pagar o meio de produção (máquina + matéria-prima + trabalho) = 100 dinheiros; e terminar o dia sem qualquer ganho extra.
O Mistério da “mais-valia”
Marx, observando isso, inquiriu cientificamente de onde viria a “mais valia”, que seria o valor adicional recebido pelo capitalista pelos produtos produzidos: a “razão de ser” do capitalismo.
Não há lógica em afirmar que o capitalista pode escolher o preço que quiser para seus bens e ganhar com isso. A razão é que há outras pessoas produzindo os mesmos bens e, em uma concorrência natural, imaginando que todos tenham a mesma qualidade, será vendido o produto com o menor preço possível, que é sempre o valor de produção.
O capitalista, então teria que “espremer” alguma coisa a fim de reduzir seus custos e vender naquela margem entre seu preço mínimo e o do concorrente.
Marx percebeu que não haveria como espremer o valor das máquinas ou das matérias-primas, que seriam, por si sós, produtos vendidos por alguém em situação semelhante. Esses bens que não poderiam ter seu valor alterado ele chamou de “capital fixo”.
Ao observar os trabalhadores, contudo, ele percebeu que estaria ali a fonte da riqueza do capitalista. O trabalho foi por ele chamado de “capital variável”.
Variável porque o capitalista poderia mentir para seus funcionários. Ele pode esticar o tempo de trabalhar para 12 horas e manter o mesmo nível mínimo de subsistência que o trabalhador exige. Assim, o trabalhador que antes recebia 10 dinheiros por 10 horas, passa a receber 10 dinheiros por 12 horas.
Com essas duas horas “extras”, o capitalista ganha o equivalente a 20 dinheiros a mais (5 algodões doce por hora, por funcionário, multiplicado por 2 funcionários = 20 –> 120 no total). Esta é a mais-valia.
No dia seguinte, ele compra uma nova máquina custando 80 dinheiros e que produz 10 algodões doce por funcionário, por hora. Agora, os trabalhadores ficarão 12 horas trabalhando e produzirão 240 algodões doce, que renderão ao capitalista um total de 240 dinheiros, menos os custos 20 (matéria-prima) + 80 (máquina) + 20 (salários). Ao final, a mais-valia é de 120 dinheiros.
Só que os salários continuam os mesmos. Há, assim, uma exploração do trabalhador, que tem suas jornadas de trabalho totalmente desproporcionais em relação ao que produzem.
Esta distinção imensa entre o que é produzido e o que efetivamente vai ao trabalhador é fruto inevitável do capitalismo.
Na Inglaterra, no caso das máquinas, nos anos próximos às revoluções industriais, houve movimento dos trabalhadores no sentido de, literalmente, quebrá-las devido ao dano que causavam: este foi o chamado “movimento ludista”.
Hoje, não é preciso quebrar máquinas, mas buscar uma solução (inevitalmente a destruição do capitalismo) para tal situação de exploração que persiste até hoje.
A Impossibilidade Conceitual de Acabar com a Corrupção no Capitalismo
Expandindo o pensamento e fazendo uma correlação com a corrupção, fica claro que é impossível acabar com a corrupção dentro de um sistema capitalista.
Isto se dá porque as premissas que movem nosso dia-a-dia vivendo no capitalismo são as da injustiça. O próprio sistema inteiro, em cada pequena transação, até mesmo na compra de um pão ou goma de mascar, depende da corrupção do trabalho.
É um gesto imenso de ignorância ou hipocrisia exigir que haja o fim da corrupção quando cada dia de nossas vidas (sob o capitalismo) está sujo pela corrupção do trabalho.
Se não somos capitalistas (detentores de maios de produção), então somos os explorados. Em algum lado estamos e, de alguma forma, somos coniventes com essa “corrupção original”.
A solução: destruir o sistema capitalista e substituí-lo por outro que seja justo. Somente tendo nosso dia-a-dia limpo de toda forma de exploração será possível exigir de forma plena o fim da corrupção.



