Samuel Pinheiro: Estratégia de Aproximação com a África é Consistente
Fonte: S.A.E.
Embaixador José Botafogo Gonçalves, presidente do Cebri, ao lado do ministro da SAE, Samuel Pinheiro
O Brasil, desde o início do governo Lula, adotou uma estratégia de aproximação com a África muito consistente, sem condicionalidades, e a quantidade de acordos de cooperação técnica com o continente atesta a eficiência da política externa brasileira, disse ontem o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro Guimarães, durante palestra no Seminário Internacional “Brasil e China na África”.
No evento, promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) no auditório da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o ministro da SAE disse que o esforço de cooperação entre Brasil e África é estratégico para promover o desenvolvimento e reduzir a pobreza e a desigualdade social tanto do País quanto do continente africano.
Segundo ele, o apoio dos países africanos nas negociações internacionais também é extremamente importante para o Brasil. “A vaga pleiteada pelo País no Conselho de Segurança da ONU é exemplo disso”, afirmou.
Para Samuel Pinheiro, a política de aproximação tem fundamentos, além de políticos e econômicos, sociais. “Estimativas apontam que no Brasil há 90 milhões de negros. Isso significa que somos a segunda maior população de origem africana do mundo, perdendo apenas para a Nigéria”.
A questão da localização também foi apontada pelo ministro como motivadora da parceria. “O continente africano está em frente à costa oriental do Brasil. A questão da segurança do Atlântico-Sul interessa a ambos os lados”, explicou.
De acordo com Samuel Pinheiro, do ponto de vista da cooperação técnica, o Brasil desenvolve uma série de programas com a África. O escritório da Embrapa em Gana, a fábrica de antiretrovirais genéricos da Fiocruz em Moçambique, e os cinco centros de formação e qualificação de mão-de-obra do Senai em vários países africanos são alguns exemplos.
O ministro também destacou o programa brasileiro na formação de oficiais da Marinha da Namíbia e o apoio do Brasil no desenvolvimento da tecnologia do etanol. As 29 embaixadas de países africanos em Brasília e três vôos semanais de Cabo Verde para Fortaleza mostram ainda o grande interesse da África pelo País.
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