Por Daniel Cardoso TavaresGraduado em Relações Internacionais no primeiro semestre de 2006, e webmaster. Autor do livro "As Filhas de Deus. O confronto entre Ocidente e Islã sobre os direitos da mulher." Quase especialista em Empreendedorismo. Graduando em Tecnologia de Jogos Digitais.
Abaixo seguem algumas idéias levantadas por professores sobre os rumos do relacionamento Brasil-EUA.
Cristina Pecequilo – título da notícia: Analista admite momento inédito na relação Brasil-EUA (resumo)
- Temos que ser realistas. Continuará o clima positivo de aprofundamento de diálogo entre os países, mas não haverá grandes movimentos para destravar a Rodada DohaA rodada Doha da OMC visa diminuir as barreiras comerciais em todo o mundo, com foco no livre comércio para os países em desenvolvimento. Concentra-se na separação entre os países ricos e os maiores países em desenvolvimento (representados pelo G20O G-20, ou Grupo dos 20, é um grupo de países emergentes criado em 20 de agosto de 2003, em Cancún, México, focado principalmente na agricultura.
Em Cancún, os objetivos principais tinham sido defender resultados nas negociações agrícolas que refletissem o nível de ambição do mandato das negociações da Rodada de Doha e os interesses dos países em desenvolvimento.
Seus países membros respondem por 60 % da população mundial, 70 % da população rural do mundo e 26% das exportações agrícolas mundiais.
Fonte: Wikipedia). Os subsídios agrícolas são a principal controvérsia. ** As negociações na OMC são chamadas de rodadas. A cada rodada é lançada uma agenda de temas que serão discutidos entre os membros da OMC para firmarem acordos. No GATT (1947 a 1994) ocorreram 8 Rodadas de Negociação e na OMC em 2001 iniciou-se a Rodada de Doha. O resumo das Rodadas de Negociação na história do sistema multilateral de comércio: 1a rodada: Genebra – 1947 - 23 Países - tema: tarifas * 2a rodada: Annecy - 1949-13 Países - tema: tarifas * 3a rodada: Torquay - 1950,51- 38 Países - tema coberto: tarifas * 4a rodada: Genebra - 1955,56 - 26 Países - tema:tarifas * 5a rodada: Dillon - 1960,61- 26 Países - tema: tarifas * 6a rodada: Kennedy - 1964,67- 62 Países - temas: tarifas e medidas antidumping * 7a rodada: Tóquio - 1973,79 - 102 Países - temas: tarifas, medidas não tarifárias, cláusula de habilitação * 8a rodada: Uruguai - 1986,93 - 123 Países - temas: tarifas, agricultura, serviços, propriedade intelectual, medidas de investimento, novo marco jurídico, OMC. * 9a rodada: Doha - 2001,?- 149 Países - temas: tarifas, agricultura, serviços, facilitação de comércio, solução de controvérsias, "regras"., ou reformar abertamente o CSNUO Conselho de Segurança das Nações Unidas é um órgão das Nações Unidas com responsabilidades sobre a segurança mundial. O órgão tem o poder de autorizar uma intervenção militar em algum país. Todos os conflitos e crises políticas do mundo são tratados pelo conselho, para que haja intervenções militares ou missões de paz.
O Conselho de Segurança é composto por 15 membros, sendo 5 membros permanentes: os Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a Rússia (ex-União Soviética) e a República Popular da China, sendo que cada um destes membros tem direito de veto. Os outros 10 membros são rotativos e têm mandatos de 2 anos.
Uma resolução do Conselho de Segurança é aprovada se tiver maioria de 9 dos quinze membros, inclusive os cinco membros permanentes. Um voto negativo de um membro permanente configura um veto à resolução. A abstenção de um membro permanente não configura veto.. Vivemos hoje, porém, um momento inédito. "O Brasil realmente está em outro patamar de poder mundial, comparável a países como China, Japão, Rússia." O motivo do interesse americano no Brasil é político-estratégico. Bush perdeu o apoio da América do Sul, deixando um vácuo de poder que foi preenchido por Hugo Chavez. O Brasil entre, então, como ponto de moderação e "como parceiro importante no campo ambiental, nas questões energéticas e de combustíveis renováveis." O único momento em que a aproximação foi tão próxima foi durante a Segunda Guerra Mundial. Só que naquela época o Brasil não era "essa potência econômica regional que é hoje, em termos de incentivo ao multilateralismo." Mesmo com a amizade FHC-Clinton, não saía-se da assimetria e do travamento causado pela ALCA.
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Thomas E. Skidmore, Riordan Roett, "assessores do Itamaraty", William Smith e Kathryn Hochstetler –título da notícia: Analistas elogiam protagonismo de LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011. e destacam importância do Brasil para EUA (resumo)
- A opinião de renomados especialistas é a de que LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011. foi bem sucedido ao vender a imagem do Brasil como um protagonista no cenário político mundial.
Para Skidmore, LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011. quer incluir os Estados emergentes entre os que tem poder de decisão. Ele quer tornar-se um forte parceiro dos EUA na América Latina". A posição de LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011. confere-lhe a posição de porta-voz dos governos da região, na medida em que Hugo Chavez está neutralizado perante Washington. A Obama interessa a imagem do Brasil como líder regional, já que ele relaciona-se bem com os regimes de esquerda, como [Bolívia], Equador e Venezuela. Para esse especialista, a posição de LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011. é mais favorável que a de Cristina Kirchner e Felipe Calderón (Argentina e México, respectivamente).
Para Riordan Roett, não há dúvida de que Washington leva o Brasil a sério e quanto mais escutar os Estados emergentes, melhor. O fato de LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011. ser o terceiro mandatário a falar com Obama é algo muito relevante, já que essas visitas são estrategicamente planejadas. “O presidente LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011. maneja essa nova importância do Brasil com destreza e isso é profundamente reconhecido pelos EUA e pelo mundo”, referindo à nossa atuação na Rodada DohaA rodada Doha da OMC visa diminuir as barreiras comerciais em todo o mundo, com foco no livre comércio para os países em desenvolvimento. Concentra-se na separação entre os países ricos e os maiores países em desenvolvimento (representados pelo G20O G-20, ou Grupo dos 20, é um grupo de países emergentes criado em 20 de agosto de 2003, em Cancún, México, focado principalmente na agricultura.
Em Cancún, os objetivos principais tinham sido defender resultados nas negociações agrícolas que refletissem o nível de ambição do mandato das negociações da Rodada de Doha e os interesses dos países em desenvolvimento.
Seus países membros respondem por 60 % da população mundial, 70 % da população rural do mundo e 26% das exportações agrícolas mundiais.
Fonte: Wikipedia). Os subsídios agrícolas são a principal controvérsia. ** As negociações na OMC são chamadas de rodadas. A cada rodada é lançada uma agenda de temas que serão discutidos entre os membros da OMC para firmarem acordos. No GATT (1947 a 1994) ocorreram 8 Rodadas de Negociação e na OMC em 2001 iniciou-se a Rodada de Doha. O resumo das Rodadas de Negociação na história do sistema multilateral de comércio: 1a rodada: Genebra – 1947 - 23 Países - tema: tarifas * 2a rodada: Annecy - 1949-13 Países - tema: tarifas * 3a rodada: Torquay - 1950,51- 38 Países - tema coberto: tarifas * 4a rodada: Genebra - 1955,56 - 26 Países - tema:tarifas * 5a rodada: Dillon - 1960,61- 26 Países - tema: tarifas * 6a rodada: Kennedy - 1964,67- 62 Países - temas: tarifas e medidas antidumping * 7a rodada: Tóquio - 1973,79 - 102 Países - temas: tarifas, medidas não tarifárias, cláusula de habilitação * 8a rodada: Uruguai - 1986,93 - 123 Países - temas: tarifas, agricultura, serviços, propriedade intelectual, medidas de investimento, novo marco jurídico, OMC. * 9a rodada: Doha - 2001,?- 149 Países - temas: tarifas, agricultura, serviços, facilitação de comércio, solução de controvérsias, "regras". e na OMC.
Para "assessores do Itamaraty", a reunião durou mais que o previsto, indicando que os Estados Unidos tem muito a ouvir do Brasil.
Para William Smith, o Brasil, além de ser um dos maiores parceiros comerciais dos EUA, tornou-se o mais influente da América do Sul. Os dois presidentes veem-se como "progressistas pragmáticos", com aspirações reformistas contra a pobreza, progresso social e desigualdade. Os dois tem os mesmos interesses e objetivos políticos. Para ele a política dos EUA penderá para o pragmatismo, escapando da tendência ideológica. O Brasil pode ser, também, um parceiro fundamental nos debates sobre mudanças climáticas, caso os EUA realmente queiram lidar com esse tema.
Para Kathryn Hochstetler, os EUA "veem o Brasil como um dos países mais bem-sucedidos da América Latina, até capaz de se tornar um forte concorrente, em termos de influência, se Washington não começar a dar mais atenção à região.”
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João Paulo Peixoto – título da notícia: EUA não devem mudar de maneira significativa relação com Brasil, acredita professor. (resumo)
- Não devem haver mudanças significativas na política externa dos EUA em relação à América Latina. Apesar de Brasil e México merecerem atenção especial, "não vejo nenhuma perspectiva de mudança radical, de elevação da prioridade, de colocação da América Latina na agenda prioritária de política externa”.
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Virgílio Arraes – título da notícia: Encontro de LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011. com Obama não muda relações bilaterais, acredita professor da UnBUniversidade de Brasília (resumo)
- O Brasil não deve esperar grandes resultados do encontro. O pragmatismo superará qualquer "afinidade de pensamento" que exista entre Brasil e EUA (tese apoiada pelo Itamaraty). Na América do Sul não há qualquer governo que dê problemas. As relações comerciais com a Venezuela são o que realmente interessa para os EUA, e vão muito bem. Na América latina a Colômbia é um grande parceiro político e o Brasil é o grande parceiro comercial. Com Obama nada mudará. “A Colômbia é o grande parceiro pois aplica uma diretriz de política externa que o Brasil não se sente à vontade, que é a relativização dos direitos humanos. Para o governo colombiano, qualquer movimento insurgente, a princípio, não tem vinculação com causas sociais. Está associado ao narcotráfico e, conseqüentemente, ao terrorismo”. Ele não acredita na redução do protecionismo, que não depende do bom relacionamento entre presidentes, mas do congresso americano. Ele não acredita que LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011. venha a ter influência sobre a política americana. “Para Washington, o Brasil é um país bom para dialogar, mas dentro de uma convergência, de uma linha de interesses da diplomacia americana". "O encontro de LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011. com Obama é bom como uma peça de retórica, de propaganda. Mas, de efeitos práticos, não vai mudar nada. Os Estados Unidos não vão ficar menos protecionistas, não vão baixar tarifa de etanol e o Brasil não vai conseguir seu assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas”.
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Minha análise: Acredito que pouca coisa mudará. O relacionamento entre presidentes, em minha opinião, ficará um pouco pior que o relacionamento da era Bush, já que ele e LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011. davam-se muito bem. Agora, nosso presidente vê Obama como um "garoto" que tem "coisas a aprender com ele", e isso não é nada bom. Nenhum relacionamento saudável surge dessa maneira, é um tipo de arrogância que só traz prejuízos, na verdade os prejuízos, nesse caso, são cumulativos, de longo prazo. Há tempo, então, para uma revisão da postura do brasileiro, a fim de diminuir as zonas de atrito e "azeitar" as relações pessoais entre os dois mandatários.
Fontes: MRE, Agência BrasilA Agência Brasil é um portal de notícias mantido pelo governo brasileiro e administrado pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Desde 2003, vem passando por um processo de transformação editorial. Antes, restringia-se a cobertura de eventos do Governo Federal. Atualmente, é uma agência de notícias pública, de acesso livre, de reconhecida credibilidade e abordagem pluralista., economist.com e Correio BrazilienseCorreio Braziliense é um jornal brasileiro com sede em Brasília, Distrito Federal, pertencente ao Grupo Diários Associados, do qual faz parte outro jornal (Aqui DF), além das rádios Clube FM e AM, a TV Brasília e os portais Correio Braziliense e Correio Web.
Fundado no dia 21 de abril de 1960 por Assis Chateaubriand, juntamente com a inauguração da cidade e a da TV Brasília. O nome veio do histórico Correio Braziliense ou Armazém Literário, editado em Londres a partir de 1808 por Hipólito José da Costa.
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