Política Externa Brasileira, Defesa, Desenvolvimento Nacional, Concurso do IRBr para Diplomata (CACD)

Fonte: SAE

 

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O Brasil precisa contribuir com o desenvolvimento econômico dos países vizinhos e com a construção de uma região mais integrada fisicamente, disse ontem (19), o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro Guimarães, durante o IV Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos da Defesa (Enabed).

“Precisamos de algo semelhante ao Plano Marshall”, disse o ministro ao se referir à iniciativa norte-americana na reconstrução da Europa após a Segunda Guerra Mundial.

O ministro considerou este o principal desafio do país, e afirmou que a superação das assimetrias existentes entre o Brasil e os países da América do Sul relacionadas a economia são um desafio para o setor de defesa.

“Este talvez seja o nosso grande desafio de segurança. Do ponto de vista das tendências naturais, vários desses países, devido à dimensão de seus recursos naturais, de sua população, e das disparidades internas, podem ter um processo de desenvolvimento moderno mais difícil”, disse.

Para Guimarães, a falta de comprometimento com o desenvolvimento da América do Sul implicará diretamente no aumento da instabilidade dos países da região. O que, segundo o ministro, terá conseqüências para a sociedade e para a economia brasileiras.

Guimarães disse ainda que o Brasil não tem a pretensão de ensinar como esses países devem se organizar, e que é respeitoso do principio da não ingerência em assuntos internos desses países, mas destacou que é preciso cooperar seguindo aos critérios da não intervenção e da autodeterminação.

Segundo o ministro, o Brasil é o principal país da América do Sul, em termos econômicos e territoriais, para promover o aperfeiçoamento das estruturas produtivas, com um maior processamento dos recursos naturais destes países, além de poder estimular uma relação de maior integração da estrutura econômica, inclusive do ponto de vista de transporte, de energia e de comunicações.

“Temos condições de contribuir para a melhora da infraestrutura de outros países. Para se ter uma idéia, até hoje há apagão de energia elétrica em Assunção, no Paraguai, mesmo com extraordinárias reservas em eletricidade que tem esse país”, disse.

O Enabed acontece anualmente com a presença de oficiais das Forças Armadas, acadêmicos, profissionais ligados à defesa, estudiosos sobre o assunto e empresários ligados ao setor, para promover o intercâmbio e a discussão de temas de interesse entre civis e militares.

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