Crítica ao Artigo: “Volta às Origens”
Fonte: O GloboO Globo é um jornal diário de notícias brasileiro, fundado em 29 de julho de 1925 e sediado no Rio de Janeiro. Está orientado para o público da grande área metropolitana. É parte integrante das Organizações Globo, de propriedade da família Marinho, que inclui a Rádio Globo e a Rede Globo de Televisão. Funcionou como jornal vespertino até 1962, quando se tornou matutino. De orientação política conservadora, é um dos jornais de maior tiragem do país. Ao lado da Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o O Globo é um dos jornais mais influentes do Brasil.
Entre inegáveis ações positivas do governo LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011., infelizmente não está a política externa. A expectativa em torno da atuação internacional do Brasil cresceu consideravelmente, em linha com o destaque que o país passou a ter por conta da consolidação de suas instituições democráticas, da relativa firmeza de sua economia e dos avanços na redução das (ainda graves) desigualdades sociais. Mas as expectativas foram frustradas.
No governo LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011., a política externa brasileira foi reorientada para refletir supostos novos interesses estratégicos do país, em prejuízo da linha histórica traçada pelo Barão do Rio Branco, pautada pelo profissionalismo, pela eficiência e pela sintonia fina dos interesses nacionais.
Simpatias ideológicas começaram a ditar o rumo da diplomacia brasileira, abrindo desnecessárias áreas de desgaste com importantes e tradicionais parceiros do país. Ao mesmo tempo, interesses partidários passaram a interferir nas diretrizes permanentes de nossa atuação externa, deixando o Itamaraty refém de iniciativas descalibradas.
O compadrio ideológico fez com que o Brasil apoiasse sistematicamente o regime comunista de Cuba, para o qual a defesa dos direitos humanos é uma atitude “antirrevolucionária”; o regime bolivariano da Venezuela, para o qual adversários políticos são inimigos jurados; ou o regime indigenista da BolíviaBolívia (Pronúncia espanhola, AFI: /βoˈliβja/), oficialmente Estado Plurinacional da Bolívia, é um país encravado no centro da América do Sul. Faz fronteiraLimite é a linha imaginária que divide dois países, mas a fronteira é um espaço dinâmico, em que ocorrem trocas sociais, culturais e econômicas entre os dois países. com o Brasil ao norte e leste, Paraguai e Argentina ao sul, e Chile e Peru ao oeste. Antes da colonização europeia, a região andina boliviana fazia parte do Império Inca - o maior Império da era pré-colombiana. O Império Espanhol conquistou esta região no século XVI. Durante a maior parte do período colonial espanhol, este território era chamado Alto Peru ou Charcas e encontrava-se sob a administração do Vice-Reino do Peru, que abrangia a maioria das colônias espanholas sul-americanas. Após declarar independência em 1809, 16 anos de guerras se seguiram antes do estabelecimento da República, instituída por Simón Bolívar, em 6 de agosto de 1825. A Bolívia tem lutado em períodos de instabilidade política, ditaduras e problemas econômicos., que nacionalizou instalações brasileiras de exploração de gás.
A política externa brasileira ressuscitou fósseis da Guerra Fria, como a divisão entre Primeiro e Terceiro Mundos, o conflito entre o Hemisfério Norte, desenvolvido e explorador, e o Sul, pobre e espoliado, o que desembocou num antiamericanismo risível. Esse posicionamento brasileiro levou a distorções, como a insistência no apoio ao ex-presidente Zelaya, de Honduras, um chavista tardio, mesmo depois de a crise do país ter sido solucionada com a realização de eleições apoiadas por Washington. Criou situações ridículas, como a do presidente LulaLuiz Inácio Lula da Silva (Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele foi o trigésimo quinto presidente da República Federativa do Brasil, iniciando seu mandato em 2003 e terminando em 1º de janeiro de 2011., em visita ao Oriente Médio, tentando posicionar o país como um dos baluartes do processo de paz entre israelenses e palestinos.
E forçações de barra, como a de tentar transformar o Brasil num interlocutor privilegiado do regime clerical-obscurantista do Irã, sendo imediatamente desautorizado pelos Estados Unidos e pelos fatos.
Da ideia do contraponto à OEA, que seria controlada por Washington, nasceu a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), com todo o apoio brasileiro e o objetivo de unir as duas organizações de livre comércio sul-americanas — o MercosulO Mercosul, como é conhecido o Mercado Comum do Sul (em espanhol: Mercado Común del Sur, Mercosur) é a união aduaneira (livre comércio intrazona e tarifa externa comum) de quatro países da América do Sul. Em sua formação original, o bloco era composto por quatro países: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Desde 2006, a Venezuela depende de aprovação dos congressos nacionais para que sua entrada seja aprovada. No dia 17 de dezembro de 2007, o Israel assinou o primeiro acordo de livre comércio (ALC) com o bloco. No dia 2 de agosto de 2010, foi a vez de o Egito assinar também um ALC. Fonte: Wikipedia e a Comunidade Andina de Nações.
A entidade se desdobraria, entre outras medidas, num Conselho de Defesa da América do Sul. Não está explícito de que ou de quem a região se defenderia.
Mas pode-se imaginar, a julgar pelo antiamericanismo predominante entre seus membros — a Colômbia, maior aliada dos EUA na região, é membro relutante.
Não há dúvida de que a diplomacia deve ser dinâmica para acompanhar a evolução dos interesses estratégicos do país num mundo em rapidíssima transformação. Há novos atores, como os Bric, e novos temas, como a defesa do meio ambiente, mas isso não quer dizer que o país deve abandonar os pilares tradicionais de sua política externa.
Deve, isto sim, é resgatar o equilíbrio e o multilateralismo que sempre caracterizaram a atuação do Itamaraty. O Barão do Rio Branco agradece.
Comentário
Eu vi esse artigo hoje cedo e nem iria colocar aqui (afinal, gastaria meu tempo brigando com o vento), mas então uma pessoa fez um crítica em uma lista de e-mails e não posso deixar de colocar seu comentário aqui, foi simplesmente sintonia total com o que eu pensava.
Não vou repisar as conhecidas críticas a essa "diplomacia de república bananeira" que o editorial defende, mas uma coisa não posso deixar de comentar. Se o barão, tantas vezes citado no texto, seguisse os conselhos do editorialista, nosso parceiro principal (a aliança tradicional da época) ainda seria o Reino Unido. (E eu quase consigo enxergar um ancestral do redator preconizando semelhante "retorno às origens".)
Cabrum! No alvo!
Eles têm a tendência a esquecer que o Barão não foi um miolo mole, cego seguidor de “tradicionais alianças”, mas sim um revolucionário. Ele fez algo impensável para a época: saiu à frente de seu tempo e alinhou-se com os EUA em um momento em que o “certo, aceitável, e lógico” seria manter-se alinhado com a Inglaterra. Os jornais de seu tempo tinham o mesmo tom de críticas que hoje Celso AmorimCelso Luiz Nunes Amorim (Santos, 3 de junho de 1942) é um diplomata brasileiro. Ao longo de sua carreira, ocupou por duas vezes o cargo de ministro das Relações Exteriores do Brasil. Influenciado pelo trabalho de Ulysses Guimarães, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), mas não teve militância partidária. Recentemente, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em 7 de outubro de 2009, David Rothkopf, um comentarista da revista americana Foreign Policy indicou Amorim como "o melhor chanceler do mundo". Fonte: Wikipedia recebe.
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