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Petrobras Deixará o Equador Após Não Aceitar Novo Modelo Contratual

Por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Valor Econômico

 

A Petrobras não aceitou os termos exigidos pelos peruanos nos contratos e decidiu deixar de operar no páis. De acordo com Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da Presidência, o governo brasileiro intercedeu negociou o quanto pode junto ao Peru, do Presidente Rafael Correa, mas chegou à conclusão de que não havia alternativa além da saída. O prazo para as negociações terminava ontem.

A Petrobras estava sendo pressionada por Quito para tornar-se uma prestadora de serviços e deixar de lado os contratos de participação. Com o modelo novo imposto, o petróleo pertencerá plenamente ao Equador, que remunerará as companhias de acordo com tarifa pré-definida.

Para Jorge Zelada, Diretor da área internacional da Petrobras, a empresa não aceitaria a nova situação e também não teria retorno aceitável no papel de prestadora de serviços.  Para ele, agora falta discutir as compensações para os investimentos realizados e que não foram amortizados.

Em relação a outros países, a Repsol, da Espanha, aceitou o novo contrato, mas oficialmente apenas a chilena Enap já assinou os papéis. “A italiana ENI e duas empresas controladas pela chinesa CNPC ainda não chegaram a um entendimento com Quito.”

A Petrobras, contudo, ainda permanecerá em parte no Equador. Ela é dona de 11,42% das participações do Oleoducto de Crudos Pesados (OCP), que transporta óleo da Amazônia equatoriana até a costa do Pacífico. A Petrobras poderia vender esses ativos a fim de financiar a exploração do pré-sal.

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