Eurofighter Volta a ter Esperanças de Disputar Projeto F-X2
Por Silvana Guerra
Fonte: Valor Econômico
O principal executivo do consórcio europeu Eurofighter, Enzo Casolini, vê de forma positiva o adiamento, por tempo indeterminado, da compra de 36 caças de combate, para modernizar a Força Aérea Brasilieira (FAB). Ele acredita que a ocasião é oportuna para o Brasil voltar a avaliar o que as maiores empresas de defesa e tecnologia da Europa podem oferecer ao país em termos de custos, transferência de tecnologia e benefícios industriais.
O Consórcio Eurofighter, empresa multinacional formada pelos países Itália, Reino Unido, Espanha e Alemanha, coordena a produção e a atualização dos aviões Eurofighter Thyphoon. A companhia foi fundada em 1986 e envolve as empresas EADS Deutschland, BAE Systems, Alenia Aeronáutica e a EADS CASA. Além dos próprios países parceiros do consórcio, o caça europeu também foi vendido para a Áustria e a Arábia Saudita.
O Eurofighter participou da concorrência da FAB no processo de seleção dos caças brasileiros com o projeto F-X2, mas foi eliminado sob a alegação de que seu preço era muito elevado. Enzo Casolini disse que a Presidente Dilma Rousseff poderia reconsiderar os benefícios do progama F-X2, já que o Eurofighter tem um custo menor que o Rafale e é superior em relação ao F-18 e ao Gripen.
Segundo o executivo Casolini, a Eurofighter participa de concorrência no Japão, Turquia, Malásia, Romênia, Qatar e Índia. Com o Brasil, afirma que há vários anos existe uma parceria sólida com a Eurofighter, envolvendo a indústria aeroespacial e de defesa nacional. Entre os negócios acordados, o Brasil já comprou 50 helicópteros para a FAB, 12 aeronaves de transporte militar que operam na Amazônia, a modernização de nove aeronaves de patrulha marítima e alguns contratos na área espacial.
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