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Ahmadinejad Envia Mensagem de Solidariedade a Dilma Devido às Enchentes + Livros de Paulo Coelho São Barrados no Irã

Por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Agência Brasil

 

O Presidente Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, enviou mensagem de solidariedade à Presidenta Dilma devido às enchentes que deixam mortos e desabrigados no Brasil, em especial na região Sudeste. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro enfrentam situações de dificuldade.

De acordo com o embaixador do Irã no Brasil, as relações bilaterais se intensificaram nos últimos meses, mesmo em um cenário pós-sanções.

 

Livros de Paulo Coelho São Barrados no Irã

Fonte: Agência Brasil e Estado de S. Paulo

 

A Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, lamentou o banimento dos livros do autor Paulo Coelho no Irã. A Ministra afirmou que conversaria com o Chanceler, Antonio Patriota, a fim de discutir a questão.

“Vou conversar agora com o ministro Patriota, para entender como o Ministério das Relações Exteriores está vendo isso e provavelmente eles vão se manifestar. Essa manifestação do governo brasileiro cabe ao Ministério das Relações Exteriores. Pela cultura, só posso dizer que a censura é sempre lamentável”, disse a ministra.
 

Pelo Estado de S. Paulo:

Como você soube da proibição?

Recebi um e-mail de meu editor iraniano, Arash Hejazi, comunicando o veto. Proibiram até as versões piratas, o que é surreal.

Qual foi sua primeira reação?

Comecei a buscar apoio do governo brasileiro e não posso admitir desculpas do tipo "é um assunto cultural e não político, por isso não vamos nos meter". A cultura é uma forma de representação da nação. Se o País se posiciona em relação a extradição de italianos ou ao apedrejamento de mulheres, não pode se omitir quando o assunto é cultura.

E o que você espera?

Uma declaração de não compactuar com esse tipo de censura já posiciona o governo brasileiro ao meu lado. Não seria meramente uma reclamação. Se os iranianos perceberem o erro, dirão que houve um mal entendido e revogarão essa proibição esdrúxula e fora de época.

 

Comentário

O autor tem todo o direito de reclamar, mas os iranianos também tem todo o direito de decidirem o que lhes apetece ou não. O que guia o Estado iraniano, assim como vários outros Estados, são regras religiosas, o que traz um peso de parâmetros morais que devem ser respeitados. Se aqui no Brasil é a casa da mãe Joana, onde tudo é permitido, em outros locais existem regras morais a serem seguidas.

De novo, chamar a ação de “fora de época” é, mais uma vez, uma imposição de perspectivas de uma cultura sobre a outra (o que sempre leva ao conflito). Isso não me preocupa, porém, já que o autor não representa o Estado brasileiro, mas é só uma ressalva que faço. Como eu não sou ávido leitor de literatura (prefiro livros de teoria) não conheço o nível de “liberdade” que o autor incorpora em suas obras.

A respeito da reação do Brasil, acho que com certeza haverá reclamação, mas não publicamente, o que seria muito “feio”, mas sim por meio dos canais diplomáticos que, com jeito, farão comentário sobre o caso.

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