EUA São o Principal Mercado para (TI) Tecnologia da Informação Brasileira
Por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Agência Brasil
Capoeira Legends, jogo produzido pela Donsoft (não chegou na parte 2)
Dados do IBGE informam que em 2009, 72,7% das exportações de produtos e serviços de TI (Tecnologia da Informação) destinaram-se aos EUA. Em seguida vieram: México (3,8%), Mercosul (3,1%), Alemanha (2,2%) e Chile (1,6%). Em valores, a exportação total rendeu USD 1,1 bilhões, o que é baixo em comparação com a Índia (USD 50 bilhões), Alemanha (USD 17,9 bilhões), EUA (USD 13,4 bilhões), Reino Unido (USD 13 bilhões), Israel (USD 6,8 bilhões), China (6,2 bilhões) e Canadá (5 bilhões). Nosso mercado exportador ficou próximo ao japonês (USD 1 bilhão).
A pesquisa foi feita em parceira com a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex). Para o pesquisador Roberto Saldanha, o resultado mostra que "as empresas de TI brasileiras estão se concentrando num mercado altamente competitivo, o que as obriga a desenvolver produtos com melhor qualidade e maior valor agregado". Como a comparação com outros países é desfavorável, o pesquisador acredita que ainda temos muito o que avançar, citando o caso da Índia, que "vem investindo pesado há anos em mão de obra qualificada e inovação."
De acordo com a Agência Brasil, "os principais produtos e serviços exportados pelo Brasil foram o desenvolvimento de programas customizáveis – personalizados – (55,8% do total das exportações), desenvolvimento de programas não customizáveis (19,0%) e consultoria em tecnologia da informação (15,1%)."
Comentários
Não sou especialista em TI (apesar de estar crescentemente interessado nisso e tentando – à base de muita porrada (já que sou muito ruim na área) – aprender a programar), mas acredito que haja um grande erro na estratégia das empresas brasileiras. O erro é pura e simplesmente a falta de ambição e o medo do fracasso.
Já conversei com diversos programadores brasileiros e eles morrem de medo de sequer tentar programar em campos que geram rendimentos absurdamente altos, como o de jogos de computador. Isso que conversei com alguns caras muito feras, que programam pesado em Java e outras linguagem não tão simples.
Lembro que o mercado de jogos é um dos três maiores mercados do mundo, atrás do de cinema e música.
No Brasil, os investimentos que existem nessa área vão para campos mais frágeis como o dos "advergames" (jogos publicitários) ou jogos para celular. Para mim isso é besteira. Mal uso de recursos humanos tecnológicos.
É preciso investir em grandes jogos, feitos para o público mundial, com ou sem temática nacional (a empresa Donsoft comete grande erro, a meu ver, ao querer criar jogos "com temática cultural brasileira": isso não vende tanto assim. Tanto é que não escutei mais nada sobre eles).
O investimento em jogos (nem que seja um só) que possam ser digeridos internacionalmente gerará:
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grande volume exportado;
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grande prestígio internacional;
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divulgação indireta de outros tipos de software;
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incentivo à qualificação interna.
Eu não posso deixar de ver com grande alegria iniciativas como a do IESB (Instituto de Educação Superior de Brasília), que disponibilizou há algum tempo um curso tecnológico de três anos em "jogos digitais". O sujeito chega, aprende a linguagem C++, técnicas de programação para jogos, técnicas de criação de modelos digitais, técnicas de criação de storyline, estruturação de mapas etc. Enfim, um curso completo para o sujeito sair programando jogos em três anos: fantástico. É disso que o Brasil precisa: programadores criando em áreas que dão muito dinheiro.
Ficar fazendo softwares para empresas específicas é ficar comendo coxão duro enquanto existe um filé do lado.
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