Pesquise no site

Pesquisa personalizada

Categorias

Arquivo

Equipe

Fundador/CEO
Click to view my Personality Profile page
Editora
Click to view my Personality Profile page

(Jung por Jung) Os Tipos Psicológicos: O Pensador Extrovertido (ENTJ e ESTJ) – Parte 2

Saindo a Parte 1, que tratou dos INTJs e INFJs: intuitivos introvertidos, passemos aos ENTJs e ESTJs: pensadores extrovertidos.

ENTJ

Função dominante: Pensamento Extrovertido (Te).

Função auxiliar: Intuição Introvertida (Ni).

Função terciária: Sensação Extrovertida (Se).

Função inferior: Sentimento Introvertido (Fi).

ESTJ

Função dominante: Pensamento Extrovertido (Te).

Função auxiliar: Sensação Introvertida (Si).

Função terciária: Intuição Extrovertida (Ne).

Função inferior: Sentimento Introvertido (Fi).

 

Fonte: JUNG. C. G. Os Tipos Psicológicos. p. 330 – 337.

O tipo pensamento extrovertido

Mostra a experiência que as funções psicológicas básicas raras vezes ou praticamente nunca têm a mesma força ou mesmo grau de desenvolvimento num determinado indivíduo. Normalmente preponde uma ou outra das funções, tanto em força quanto em desenvolvimento.

Quando o primado recai sobre o pensar, isto é, quando o indivíduo conduz sua vida principalmente sob o comando da reflexão, de modo que todas as suas ações mais importantes sejam fruto de motivações intelectualmente geradas ou, ao menos, tenham esta tendência, então trata-se do tipo pensamento. Abordaremos em primeiro lugar o tipo pensamento extrovertido.

Por definição, este será alguém – supondo tratar-se de tipo puro – que se esforça por colocar toda a atividade de sua vida na dependência de conclusões intelectuais que se orientam, em última análise, sempre por dados objetivos, sejam fatos objetivos ou ideias válidas em geral.

Esse tipo outorga não só a si mesmo, mas também aos circundantes, a força decisiva da realidade objetiva, ou seja, de sua fórmula intelectual com orientação objetiva.

Segundo esta fórmula mede-se o bem e o mal, determina-se o belo e o feio. Certo é tudo o que condiz com esta fórmula; errado, o que a contradiz; e fortuito o que transcorre indiferente a seu lado.

Parecendo corresponder ao sentido do mundo, torna-se também a lei do mundo que deve realizar-se sempre em toda parte, tanto no individual como no geral. Assim como o tipo pensamento extrovertido se submete à sua fórmula, devem também os circundantes, para seu próprio bem; quem não o faz está errado, opõe-se às leis do mundo, é irrazoável, imoral e sem consciência.

A moral do tipo pensamento extrovertido proíbe tolerar exceções. Seu ideal tem que ser realizado, custe o que custar, pois, a seu ver, é a mais pura formação da realidade objetiva e, portanto, tem que ser verdade aceita em geral, indispensável à salvação da humanidade.

E isto não por amor ao próximo, mas do supremo ponto de vista da justiça e da verdade. Tudo o que, por sua própria natureza, pareça contraditar esta fórmula é imperfeição, falha acidental que deve ser eliminada na primeira ocasião ou, se não for possível, deve ser considerado doentio. Se a tolerância com os doentes, sofredores e anormais deve fazer parte constitutiva da fórmula, serão providenciados organismos especiais de atendimento como, prontos-socorros, hospitais, prisões, colônias etc., com seus respectivos planos e projetos.

Para a execução concreta não basta, normalmente, o motivo da justiça e da verdade. Necessário se faz ainda o verdadeiro amor ao próximo que tem a ver muito mais com o sentimento do que com uma fórmula intelectual.

O "poderíamos" ou "deveríamos" desempenha papel importante. Se a fórmula for ampla o suficiente, pode este tipo ter um papel relevante na vida social como reformador, promotor público, conscientizador e propagador de inovações importantes. Quanto mais rígida a fórmula, porém, mais ele será um resmungão, sofista e crítico autojustificado que deseja comprimir a si e aos outros num esquema. Temos aí dois pontos extremos dentro dos quais se movimenta a maioria desses tipos.

De acordo com a natureza da atitude extrovertida, os efeitos e manifestações dessas personalidades são tanto mais proveitosos ou melhor quanto mais exteriores forem. Encontram seu melhor aspecto na periferia de sua esfera de ação. Quanto mais penetrarmos em seu campo de poder, tanto mais perceberemos as consequências desastrosas de sua tirania. Na periferia ainda pulsa outra vida para quem a verdade da fórmula é um complemento valioso do resto. Quanto mais entrarmos, porém, no campo de poder da fórmula, tanto mais se acabará qualquer outra vida que não seja condizente com a fórmula.

Em geral, são os próprios representantes que sofrem as consequências nefastas da fórmula extrovertida, pois são os primeiros a serem impiedosamente atingidos. Mas quem mais sofre é o próprio sujeito, e assim chegamos ao outro lado da psicologia desse tipo.

Dado o fato de que jamais haverá fórmula intelectual capaz de abranger a si e expressar satisfatoriamente a plenitude da vida e de suas possibilidades, surge uma inibição, uma exclusão de outras fórmulas e atividades importantes de vida.

Em primeiro lugar, serão abrangidas e sujeitas à opressão, neste tipo, todas as formas de vida que dependem do sentimento, como, por exemplo, as atividades estéticas, o paladar, o senso artístico, o cultivo da amizade etc. Formas irracionais como experiências religiosas, paixões e semelhantes são extirpadas até a completa inconsciência. Estas formas de vida, tão importantes em certas circunstâncias, levam uma existência praticamente inconsciente.

Há, sem dúvida, pessoas de exceção que conseguem sacrificar toda sua vida a uma fórmula, mas a maioria não tem estrutura para viver tal exclusividade por muito tempo. Mais cedo ou mais tarde – dependendo das circunstâncias externas e da disposição interna – as formas de vida reprimidas pela atividade intelectual, vão manifestar-se indiretamente, perturbando a condução consciente da vida. Quando esta perturbação atingir um grau notório, fala-se de neurose. Na maioria dos casos não chega a tanto, porque o indivíduo cria para si, instintivamente, certas atenuações da fórmula, sempre numa roupagem adequada e razoável. Está criada, assim, uma válvula de segurança.

Devido à relativa ou total inconsciência a que foram relegadas as tendências e funções pela atitude consciente, permanecem elas em estado de relativo desenvolvimento. Em relação à função consciente, elas são inferiores. Enquanto inconscientes, confundem-se com os restantes conteúdos do inconsciente, assumindo um caráter bizarro. Enquanto conscientes, desempenham papel secundário, ainda que sejam de importância considerável para o quadro psicológico geral.

Os primeiros a serem atingidos pela inibição oriunda da consciência são os sentimentos; são eles que mais se opõem a uma fórmula rígida e por isso também são os mais reprimidos. Nenhuma função pode ser totalmente eliminada, apenas sensivelmente alterada. Na medida em que os sentimentos se deixam formar e subordinar aleatoriamente, devem sustentar a atitude intelectual da consciência e adaptar-se às suas intenções. Mas isto só é possível até certo ponto; parte do sentimento não se subordina e necessário se torna, pois, reprimí-la.

Tendo êxito a repressão, o sentimento desaparece da consciência e desenvolve subliminalmente uma atividade contrária às intenções conscientes, fazendo surgir consequências que são completo enigma para o indivíduo. Assim, por exemplo, o altruísmo consciente, muitas vezes extraordinário, é atravessado por um egoísmo secreto, desconhecido do próprio individuo, que imprime nas ações desinteressadas o selo do interesse pessoal.

Intenções puramente estéticas podem levar o indivíduo a situações críticas em que algo mais do que simples aparência faz supor que o motivo básico seja outro que não o estético. Salvadores voluntários e guardiães dos costumes aparecem, repentinamente, precisar eles próprios de salvação ou parecem comprometidos. A intenção salvadora facilmente os leva ao emprego de meios que produzem exatamente aquilo que se deseja evitar.

Há idealistas extrovertidos tão dedicados a realizar seu ideal em benefício da humanidade que não recuam nem mesmo diante da mentira e de outros meios indignos. Temos vários e lamentáveis exemplos no campo científico onde pesquisadores de alto mérito, por estarem convencidos da verdade e validade geral de sua fórmula, falsificarem provas em favor de seu ideal. Isto segundo o princípio: o fim justifica os meios.

Somente uma função afetiva inferior, agindo inconscientemente de forma enganosa, pode provocar tais aberrações em pessoas, normalmente, de grande respeitabilidade.

A inferioridade do sentimento manifesta-se neste tipo ainda da outra maneira. De acordo com a fórmula objetiva predominante, a atitude consciente é mais ou menos impessoal e muitas vezes cai em tal grau que os interesses pessoas sofrem profundamente. Se a atitude consciente for extrema, desaparecem todas as considerações pessoais, mesmo as que dizem respeito ao indivíduo ele mesmo.

Sua saúde é negligenciada, a posição social entre em declínio, sua família é violentada em seus interesses vitais – saúde, finanças e moral – por causa do ideal.

Em todos os casos diminui a simpatia pessoas pelos outros, a não ser que sejam eventualmente defensores da mesma fórmula. Acontece não raro que, na pequena família, os próprios filhos, por exemplo, só conheçam um tal pai como tirano cruel, enquanto no mundo mais vasto ressoa a fama de sua humanidade. Devido à sua grande impessoalidade (e não, apesar dela) da atitude consciente, os sentimentos são inconscientemente de extraordinária sensibilidade pessoal, dando origem a certos preconceitos íntimos como a tendência, por exemplo, de considerar qualquer oposição objetiva à fórmula como malquerença pessoal, ou sempre menosprezar as qualidades dos outros para enfraquecer de antemão seus argumentos e para resguardar sua própria suscetibilidade. A susceptibilidade inconsciente dá muitas vezes ao linguajar um tom áspero, agudo e agressivo. As insinuações tornam-se frequentes.

Os sentimentos têm caráter retardatário, como é próprio da função inferior. Provém daí uma disposição nítida para o ressentimento. Por mais generoso que seja o sacrifício pelo objetivo intelectual, os sentimentos são mesquinhamente desconfiados, caprichosos e conservadores. Toda novidade que já não esteja contida na fórmula é olhada através de um véu de ódio inconsciente e devidamente condenada. Aconteceu em meados do século passado que um´médico, famoso por seu humanitarismo, ameaçou dispensar o assistente porque usara um termômetro, quando a fórmula era: a febre é detectada no pulso. fatores semelhantes devem existir aos montes.

Quanto mais reprimidos os sentimentos, mais nefasta e secretamente influenciam o pensamento que, sendo outra a situação, pode não sofrer reparo algum. O ponto de vista intelectual que, devido a seu valor real, poderia reclamar um reconhecimento geral, experimenta uma alteração característica por causa da influência da suscetibilidade pessoal inconsciente; torna-se rigidamente dogmático. A auto-afirmação da personalidade é transferida para ele. Já não se permite à verdade agir naturalmente, mas, devido à identificação do sujeito com ela, é manipulada como boneca sensível que um crítico impiedoso magoou. O crítico é arruinado, inclusive com ataques à sua pessoa, e nenhum argumento é grosseiro demais para não ser usado. A verdade tem que ser apresentada até que o público perceba claramente que não interessa tanto a verdade, mas a pessoa que a concebeu.

O dogmatismo do ponto de vista intelectual experimenta às vezes ainda outras modificações características pela imiscuição inconsciente dos sentimentos pessoais inconscientes que repousam menos sobre o sentimento sensu strictiori (em sentido mais estrito) e mais na conjugação de outros fatores inconscientes que ficaram misturados no inconsciente com o sentimento reprimido.

Ainda que a própriarazão prove que toda fórmula intelectual só pode ser uma verdade de valor limitado e, portanto, não poder reclamar jamais um domínio exclusivo, a fórmula assume, na prática, tal predominância que todos os demais pontos de vista e possibilidades a seu redor passam para um plano de fundo. Ela usurpa o lugar de toda e qualquer cosmovisão mais geral, menos precisa e, por isso, mais modesta e mais veraz. Substitui também aquela concepção geral que chamamos religião. E, assim, a fórmula se torna religião, mesmo que, por sua natureza, nada tenha a ver com o religioso. Com isso ganha também o caráter de absoluto, essencial à religião. Torna-se, por assim dizer, a superstição intelectual.

Todas as tendências psicológicas, por ela reprimidas, juntam-se no inconsciente e tomam posição contrária, provocando ondas de dúvidas. Para combater a dúvida, a atitude consciente se torna fanática, pois fanatismo nada mais é do que supercompensação da dúvida. Esta evolução conduz finalmente a uma posição consciente exagerada e à formação de uma posição inconsciente absolutamente oposta que, por exemplo, se mostra extremamente em oposição ao racionalismo consciente, e extremamente arcaica e supersticiosa em oposição à cientificidade moderna do ponto de vista consciente. Daí aquelas opiniões estúpidas e ridículas que a história das ciências nos transmite e sobre as quais tropeçam muitos pesquisadores de renome. Às vezes o lado inconsciente de tal homem se encarna numa mulher.

Este tipo, certamente bem conhecido do leitor, encontra-se, segundo minha experiência, sobretudo nos homens, pois em geral o pensamento é uma função que predomina mais no homem do que na mulher. Quando o pensamento assume o predomínio na mulher, então trata-se, ao que me parece, de um pensamento que está na linha sobretudo de uma atividade intuitiva do espírito.

O pensado do tipo pensamento extrovertido é positivo, isto é, ele cria. Ele conduz a novos fatos ou a concepções gerais de materiais empíricos disparatados. Seu julgamento é, em geral, sintético. Mesmo quando analisa, constrói; sempre passa por sobre a decomposição para una nova combinação, para outra concepção que reúne o material analisado de outra forma ou lhe acrescenta algo mais. Esta espécie de julgamento poderíamos denominá-lo genericamente predicativo.

Em todos os casos é de notar que ele jamais é depreciativo ou destruidor, mas sempre substitui por outro valor destruído. Esta característica provém do fato que o pensar do tipo pensamento é, por assim dizer, o canal por que flui principalmente sua energia vital. A vida sempre progressiva manifesta-se em seu pensar pelo qual sua ideia adquire caráter progressista e criador. Seu pensar não é estagnador e, muito menos, regressivo.

Mas estas qualidades o pensar assume apenas se não lhe couber o primado da consciência. Como, neste caso, isto é relativamente sem importância, falta-lhe, também o caráter de atividade vital positiva. Vai atrás de outras funções; torna-se o epimeteico, chegando quase ao ridículo de ocupar-se sempre com o já acontecido e passado que ele rumina pensativamente, analisa e digere. Já que o elemento criativo está em outra função, o pensar já não é progressista, mas estagnador. Seu julgamento assume claramente o caráter de inerência, isto é, limita-se cabalmente ao âmbito do material à sua disposição, em nada o ultrapassando.

Ocupa-se com constatações mais ou menos abstratas, sem atribuir ao material experimental nenhum valor que já não esteja nele inserido de antemão. O julgamento de inerência do pensamento extrovertido orienta-se pelo objeto, isto é, sua constatação sempre acontece no sentido de uma importância objetiva da experiência. Mas não fica apenas sob a influência orientadora do dado objetivo, mas fica inclusive nos limites da experiência individual e nada mais afirma sobre ela além do que já foi dado.

Podemos facilmente encontrar este tipo de pensar em pessoas que não conseguem deixar de fazer uma observação razoável e sem dúvida muito proveitosa sobre alguma impressão ou experiência, mas que não avança para além do âmbito da experiência. Esta observação diz basicamente apenas o seguinte: "Eu compreendi, posso acompanhar a reflexão." E fica só nisso. Um julgamento desses significa, no máximo, colocar uma experiência numa sequência objetiva, mas já era evidente que a experiência só poderia caber naquele lugar.

Mas se outra função que não o pensamento possuir o primado da consciência em grau de qualquer  forma mais elevado, o pensamento assume caráter negativo, contanto que esteja consciente e não dependa diretamente da função dominante. Enquanto o pensamento estiver subordinado à função dominante, pode até parece positivo, mas um exame mais acurado facilmente mostrará que apenas faz eco à função dominante, supre-a com argumentos que muitas vezes estão em aberta contradição com as leis da lógica, próprias do pensar. Este tipo de pensar não interessa à nossa discussão atual.

Nossa preocupação está mais na natureza daquele pensar que não pode submeter-se ao primado de outra função, mas permanece fiel a seu próprio princípio. Observar e estudar este pensar é difícil porque, no caso concreto, ele é mais ou menos reprimido pela atitude da consciência. Na maior parte das vezes deve ser buscado nos planos de fundo da consciência, se não chegar à superfície ocasionalmente num momento de descuido.

Quase sempre é preciso extraí-lo com a pergunta: "Mas o que você acha disso, bem no íntimo de sua opinião?" Ou mesmo usar de ardil e formulá-la assim: "O que você acha que eu estou pensando disso?".Esta última deve ser usada quando o pensar propriamente dito é inconsciente e, por isso, projetado.

O pensar, puxado dessa forma para a superfície da consciência, tem propriedades características que me levam a denominá-lo negativo. A melhor caracterização de seu hábito são as palavras "nada mais do que". GOETHE personificou este pensamento na figura de Mefistófeles. Mostra sobretudo a tendência de reconduzir o objeto de seu julgamento para uma banalidade qualquer e despojá-lo de seu significado autônomo. Isto se faz apresentando- como como dependente de outra coisa banal. Surgindo entre dois homens um conflito de natureza aparentemente objetiva, o pensamento negativo diz: "Cherchez la femme" (procurai a mulher). Se alguém defende ou divulga uma coisa, o pensamento negativo não pergunta pela importância dela, mas "quanto ganha com isso?" O dito atribuído a MOLESCHOTT "o homem é o que ele come" também entra neste capítulo, bem como outras expressões e concepções que não preciso mencionar aqui.

Não há necessidade de maiores explicações sobre o aspecto destrutivo deste pensar e sobra sua, por vezes, utilidade restrita. mas existe outra forma do pensamento negativo, difícil de se reconhecer à primeira vista. O pensar teosófico é, aparentemente, nada redutivo, mas eleva tudo a ideias transcendentes e universais. Um sonho, por exemplo, não é um simples sonho, mas uma vivência em "outro plano". O fato ainda não esclarecido da telepatia explica-se facilmente pelas "vibrações" que passam de um para outro. Uma perturbação nervosa comum explica-se bem simplesmente dizendo que afetou o "corpo astral". Certas peculiaridades antropológicas dos habitantes da costa atlântica são explicadas facilmente pela submersão da Atlântida, etc.

Basta abrir um livro de teosofia e seremos massacrados pela certeza de que tudo já foi explicado e que a "ciência do espírito" não deixou para trás nenhum enigma. No fundo, este modo de pensar é tão negativo quanto o pensar materialista. Enquanto este considera a psicologia como alterações químicas das células ganglionárias ou como extensão ou contração dos dendritos, ou ainda, como secreção interna, isto é tão supersticioso quanto a teosofia.

A única diferença está em que o materialismo reduz tudo à filosofia atual, ao passo que a teosofia remete para conceitos da metafísica hindu. quando atribuímos um sonho ao estômago muito cheio, ainda não explicamos o sonho; e quando dizemos que a telepatia são "vibrações", também nada ficou esclarecido. O que são "vibrações"? Ambos os modos de explicar, além de impotentes, são também destrutivos, pois impedem uma pesquisa séria do problema; por meio de explicação fictícia, retiram o interesse do assunto e o desviam, no primeiro caso, para o estômago e, no segundo, para vibrações imaginárias.

Ambos os modos de pensar são estéreis e esterilizadores. Sua qualidade negativo provém do fato de serem extremamente baratos, isto é, paupérrimos em energia geradora e criativa. É um pensar a reboque de outras funções.


Nickelback – Rockstar por Xx_Sandra

Artigos Relacionados:

Deixe um Comentário

Livros

As Filhas de Deus

Enquete:

Hackers do bem podem ajudar no combate à corrupção?

View Results

Loading ... Loading ...