Celso Amorim: Livro Branco de Defesa Nacional Brasileira Deve Ficar Pronto Ainda Este Ano, para Votação no Congresso Ano que Vem
Por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Agência Brasil
O Ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou hoje que o Livro Branco de Defesa Nacional é um exercício de transparência, já que é o povo quem está pagando e precisa saber como os recursos são utilizados e qual sua importância real.
O objetivo do Livro Branco é ser um documento público que expõe a visão do Estado brasileiro sobre o tema, com visibilidade nacional e internacional. O livro deve ficar pronto até o fim deste ano, sendo apresentado ao Congresso no início do ano que vem.
“Para fazer o Livro Branco não existem modelos ideais que devam ser copiados pelo Brasil, mas isso não significa que experiências de outras nações tenham que ser desconsideradas. Temos expectativas de que o Livro Branco venha a ser um grande catalizador da discussão sobre a defesa e servirá como mecanismo de prestação de contas sobre a adequação da estrutura de defesa hoje existente aos objetivos tratados pelo Poder Público”, disse Amorim.
Durante palestra, realizada no dia de hoje, Celso Amorim conversou com o Ministro da Defesa da Argentina sobre a ideia de criação de uma agência espacial sul-americana, mesmo estando fora do escopo do Ministério da Defesa.
Para Amorim, é preciso transformar o Continente Sul-Americano em uma área segura para todos, sem guerras, mas, ao mesmo tempo, com os países preparados para enfrentar eventuais conflitos externos. “Se houver um conflito entre duas potências [fora da América do Sul], temos recursos como água, alimentos e energia que temos que proteger. E, de preferência, conjuntamente, para mostrar que essa região está bem defendida”.
Sobre o projeto de lei que cria a Comissão da Verdade, em tramitação na Câmara dos Deputados desde o ano passado, Amorim acredita que a votação possa ocorrer até o fim de setembro, para que o texto siga para o Senado. “Temos que virar essa página. Nós temos um projeto adequado, satisfatório para as Forças Armadas, para boa parte da comunidade que milita nos direitos humanos e para o Ministério da Justiça”, disse ele.
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