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Cúpula dos Chefes de Estado e Governo dos BRICs – Comunicados Conjuntos

Por Daniel C. T. Comentários entre []s
Fonte: MRE e AFP
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Chegaram às seguintes conclusões:

- Reforçaram o papel central do G20 em lidar com a crise financeira, que encoraja a cooperação, coordenação de políticas e o diálogo político a respeito de questões econômicas e financeiras.
- Pedido para que todos os "organismos internacionais relevantes" e Estados adotem as decisões do G20 (2009). Desejo de sucesso na Conferência da ONU sobre a Crise Internacional Econômico-Financeira e seus Impactos no Desenvolvimento, que ocorrerá entre 24 e 26 de junho.
- Comprometimento com a reforma do sistema financeiro internacional, com maior transparência e voz para as economias emergentes e em desenvolvimento.
- Princípios que devem nortear a reforma econômico-financeira: transparência e decisões democráticas; base legal sólida; compatibilização entre instituições de regulação nacional e padrões internacionais; fortalecimento de práticas de supervisão e de controle de risco.
- Chamado para melhorar o ambiente de investimento e comércio internacional, mantendo a estabilidade multilateral do comércio, evitando o protecionismo e buscando resultados balanceados na Rodada Doha.
- Necessidade de prover liquidez financeira para os países mais pobres. Deve-se buscar a concretização dos objetivos do milênio. Necessidade de investimento de 0.7% da Renda Nacional Bruta [ EOB + (W + Wr) + (Im – Sb) + RLP = RNB ou simplesmente: Renda Nacional Bruta (RNB) = Produto Interno Bruto (PIB) – Renda Líquida enviada ao exterior (RLEE) – impostos indiretos + subsídios ]  dos países mais desenvolvidos em fundo de Assistência Oficial ao  Desenvolvimento e outras formas de ajuda.
- Busca pela implementação do conceito de desenvolvimento sustentável, incluindo a Agenda 21 e demais acordos multilaterais de meio-ambiente [com ou sem hífen? Duvidas quanto ao novo sistema…] .
- Apoio à cooperação energética e à sua diversificação em prol de energias renováveis, segurança das redes de transmissão e novas investimentos e infra-estrutura.
- Apoio à cooperação internacional para eficiência energética. Aplicação do conceito de responsabilidades comuns, mas diferenciadas no combate às mudanças climáticas.
- Busca por avanços no fornecimento de  ajuda humanitária internacional e na busca de prevenção de desastres naturais (ver comunicado sobre questões de alimentação, abaixo).
- Busca por avanços na cooperação nas áreas de ciência e educação.
- Suporte a um mundo multi-polar mais democrático e justo, baseado no direito internacional, na igualdade, respeito mútuo, cooperação, ação coordenada e decisão coletiva de todos os Estados, em busca de soluções pacíficas.
- Condenação veemente ao terrorismo e pedido para adoção urgente da "Convenção Abrangente contra o Terrorismo Internacional" ("Comprehensive Convention against International Terrorism")
- Forte compromisso com a diplomacia multilateral, com a ONU como centro. Pedido de reforma abrangente da ONU, a fim de torná-la mais eficiente para enfrentar os desafios hodiernos. Apoio às aspirações de Índia e Brazil a um "maior papel na ONU". [ isso não significa muita coisa, muito vago esse "apoio", mas, pelo menos, mostra as "boas intenções" de China e Rússia. Sobre a reforma da ONU, também acredito que é muito vaga essa declaração, não podemos cair no buraco de aceitar uma reforma da ONU em sentido amplo, que pode mudar muita coisa, mas esquecer a reforma do CSNU. Esse é o plano dos EUA (Obama), por exemplo, mudar o sistema em favor deles, retirando alguns relatórios da Organização que os incomodam, e pronto.]
- Foram acordados "passos" a fim de promover o diálogo e a cooperação de forma incrementativa, proativa, aberta e transparente.
- Rússia, Índia e China felicitam a convite brasileiro de sediar a próxima reunião do BRIC em 2010.

 

Comunicado Conjunto dos BRICs sobre Segurança Alimentar Global

- As flutuações dos preços de alimentos e a crise financeira ameaçam a segurança alimentar global. O número de pessoas sofrendo de fome sobe e pode haver reversão dos progressos em direção às Metas do Milênio. Esse desafio deve ser enfrentado por todos os governos e agências internacionais de relevância.
- Deve ser utilizado o princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas [virou moda, boa por sinal].
- Os países desenvolvidos devem prover apoio tecnológico e financeiro para os países em desenvolvimento na área de produção de alimentos.
- Os BRI? "saúdam as iniciativas da ONU e de suas agências especiais nessa questão", renovando seu compromisso em "contribuir" para os esforços de superação da crise alimentar global.
- As causas da crise são "complexas e multifacetadas", apenas dizer que é consequência do aumento da demanda não é explicação clara.
- A mudança climática e desastres naturais tem efeito direto sobre a crise, já que afetam as condições agro-ecológicas.
- A crise econômica também tem efeito negativo ao diminuir os recursos para a agricultura. Acesso restrito aos mercados e subsídios dos países desenvolvidos também atrasaram o desenvolvimento das capacidades produtivas de alimentos nos últimos 30 anos.
- Condições do mercado global não criam condições para expansão da produção da agricultura, fazendo com que muitos países menos desenvolvidos  tornem-se importadores de alimentos.
- É importante verificar as oportunidades e desafios dos biocombustíveis.
- Os BRICs saúdam a troca de informações sobre biocombustíveis, normas e regulamentos, a fim de garantir a sustentabilidade da produção desses combustíveis, em acordo com os três pilares do desenvolvimento sustentável: social, econômico e ambiental. Os biocombustíveis podem levar à inclusão social e distribuição de renda, principalmente em áreas pobres do mundo menos desenvolvido e em desenvolvimento.
- Saúdam os resultados do Fórum Mundial dos Grãos, que ocorreu em São Petesburgo.
- Um sistema de comércio internacional baseado nos princípios da justiça e da não discriminação é requisito para garantir a segurança alimentar. É necessário reduzir os "multibilionários" subsídios agrícolas.
- Ações de médio e longo prazo apoiadas pelos BRICs: apoio à agricultura familiar; cooperação para introduzir tecnologias avançadas na agricultura a fim de aumentar a produtividade. Os direitos de propriedade devem dosar benefícios para a humanidade e incentivos à inovação; Melhorar a infraestrutura agrícola e promover crédito e seguros; Aumentar a troca de conhecimento e comercialização de biocombustíveis sustentáveis; garantir acesso amplo à comidapor meio de políticas e bom funcionamento dos sistemas distributivos; Compartilhamento de experiências na distribuição pública de alimentos; e equipar os países desenvolvidos com meios tecnológicos e financeiros para implementar medidas que minimizem os impactos da mudança climática na segurança alimentar.

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