Globo News painel (8) – 15 Anos do Real + Frases
William Waack recebe convidados para falar sobre os bastidores da criação e implantação do Plano Real, que completa 15 anos este ano.
Veja o segundo bloco e transcrição de frases ou entendimentos.
Frases (ou entendimentos):
- A primeira coisa: não caiu do céu.
- FHC foi um dos poucos políticos que captou a reação popular ao período de inflação baixa.
- FHC: quem resolver a inflação vira herói.
- Brasileiros buscavam alguma coisa para elevar sua autoestima.
- Brasil passava por um dos piores momentos políticos de sua história.
- Itamar Franco assume sem ter equipe, sem saber o que fazer.
- Havia muita divergência dentro da equipe econômica.
- Real foi um resgate dos princípios do plano Lara Resende, de 82.
- Inflação começou no período militar.
- Aspecto muito interessante: forma de implantação.
- Já havia na história a idéia da moeda indexadora.
- Modificar a expectativa da população inteira de forma brutal.
- Processo jurídico muito complexo.
- Medo gigantesco de tentar algo nunca testado aqui.
- Incalculável o rombo no Brasil: faxina fiscal foi essencial.
- Conta Movimento: esquemas pelos quais se imprimia dinheiro sem limites.
- O Real é um processo histórico, sem imagem errada de "milagre".
- Nenhum caso externo tinha a institucionalidade da nossa indexação.
- Collor abriu a economia brasileira, sem ele o real não teria sido implementado com sucesso.
- Demanda tão clara que todo mundo teve boa vontade em receber a URV.
- FHC: “A sociedade quer que dê certo.”
- O plano Real passa do campo da economia e permeia a política.
- A equipe econômica que fez o real fez o que quis fazer, o congresso estava apático.
- O mais consistente, o grande mérito, do plano real: pós-estabilização.
- Grande medo: quando a inflação caísse, a população daria onda de corrida às compras, repetindo-se o problema.
- FHC: formular juros para evitar corrida às compras.
- Abriu-se pela primeira vez em décadas a possibilidade reestruturação da economia brasileira.
- Resolvendo a inflação: abriu energia nova que foi bem entendida e utilizada por FHC.
- Disciplina fiscal: para vários níveis, menos o federal.
- Lei de responsabilidade fiscal veio no rastro do plano real.
- Não adianta estabilizar fiscalmente se a economia estiver sob efeito da inflação.
- Instituições democráticas atuais devem à estabilidade.
- Responsabilidade fiscal não foi uma lei, mas um princípio.
- Sinal de desesperança: a distância entre a opinião pública, mesmo os mais esclarecidos, e a administração pública (ter aquele troço na mão) é muito grande.
- Nossa sociedade tem herança de que o estado tem um papel maior do que deveria ter.
- Privatização: não vamos achar que o setor privado é a panacéia.
- Idéia da agência reguladora: momento mais brilhante do governo FHC. Do Estado provedor ao garantidor dos direitos do consumidor.
- O brasileiro ainda tem o mix-feeling: quer ter telefone disponível, mas com o Estado arbitrando o serviço. Isso não é possível.
- Há comunicação deficiente: governo não soube (sabe) explicar a necessidade de privatização.
- A própria lei de responsabilidade fiscal foi mal comunicada.
- Ficou a imagem de que a privatização é uma coisa ruim.
- Indivíduo acomodado: o volume de informações é mais do que suficiente para a opinião pública compreender de uma vez por todas que a privatização não é um demônio.
- É preciso sorver melhor as informações que recebe, que são muitas.
- Grande ponto de apoio do Lula: ver a realidade da população, sem a projeção que as elites tem.
- O brasileiro é contraditório: leitura paternalista, mas vai à luta, não é acomodado. Isso cria disfunção.
- Lula sabe que está a 7 anos sem mexer em nada.
- Aspecto mais importante do plano real: foi tão superior que o PT do Lula, que sempre foi contrário, adotou.
- Grande vitória de FHC: ter tornado aquela sua agenda na agenda de 90% da população.
- Brasil não tem nenhum risco de ruptura econômica. Isso é inédito. A América Latina tem um quadro oposto. Bom para os investidores.
- Brasil passa por momento proveitoso: tudo isso enquanto o mundo está desabando.
- Real faz parte de pequeno grupo de moedas de países emergentes que começa a se contrapor ao dólar.
- Reservas internacionais: cada vez acumulando mais.
- Pré-sal: vai fazer com que o Brasil nade em reservas internacionais.
- Brasil está fadado a ter moeda privilegiada.
- Sociedade e forças políticas acreditam na moeda brasileira.
- Importante para a frente é o seguinte: questão fiscal, esse governo não tem cuidado com a questão fiscal.
- Capacidade tributária incrível permite gastos incríveis, que são perigosos.
- A questão fiscal não é ameaça ao plano real ou estabilidade: A situação fiscal brasileira frente à dos EUA, por exemplo, é uma piada.
- Preocupa: boa parte da força da agenda da FHC está gasta. Para a próxima década deve-se reconstruir a agenda do plano real.
- Vamos comemorar os 15 anos do plano real, colocar FHC no devido lugar, mas está na hora de olhar para os próximos 10 anos.
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