Brasil Quer Ampliar Participação no Setor Nuclear Mundial
Por Silvana Guerra
Fonte: Exército Brasileiro
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O Brasil quer ampliar sua presença no mercado nuclear internacional e está se preparando para isso, é o que afirma o Presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben) Guilherme Camargo. A energia nuclear é uma alternativa viável para substituir o petróleo e o carvão, tanto do ponto de vista econômico como ambiental.
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Segundo Camargo, o Brasil, detentor da sexta maior reserva de urânio do mundo e com apenas um terço do território prospectado, tem grande potencial para se colocar entre as duas ou três maiores reservas mundiais em alguns anos. O país tem o domínio do ciclo completo do combustível nuclear com tecnologia de ultracentrifugação, desenvolvida aqui mesmo, e que é considerada a melhor tecnologia do mundo para enriquecimento de urânio.O setor nuclear brasileiro apresenta hoje um cenário animador diante de três novas situações: a retomada da construção da Usina Angra 3, a perspectiva de implantação de uma nova mina de urânio em Santa Quitéria/CE e pelos estudos de localização da quarta usina nuclear no Nordeste. Esses novos desafios são, sem dúvida, oportunidades que o Brasil não pode perder, disse Camargo.
A Aben promove a International Nuclear Atlantic Conference (Inac 2009) que começou ontem (27), no Rio de Janeiro, prevista para terminar no dia 02 de outubro. Para Camargo, o evento representa a força e o compromisso da comunidade nuclear internacional no sentido de consolidar a energia nuclear como tecnologia fundamental para o futuro.
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