VANTs Começam a Operar no Brasil a Partir de Dezembro
Por Silvana Guerra
Fonte: Defesa Brasil
Em dezembro desse ano, começam a operar no país 15 VANT’s, Veículo Aéreo Não Tripulado, fabricados pela Israel Aerospace Industries (IAI). Os vants Heron TP voarão nas fronteiras do sul do país, auxiliando no combate ao tráfico de drogas sem colocar em risco a vida de policiais. A partir de 2010, as aeronaves começarão a sobrevoar São Paulo e Rio de Janeiro.
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O Heron TP tem uma autonomia de voo de quase 40 horas, podendo voar a uma altura de até 13.000 metros. O Diretor do Centro de Inteligência Policial da Polícia Federal, Alexandre Moretti, afirma que, apesar da altitude, suas câmeras especiais são capazes de mostrar “um nome num crachá a 5.000 metros de altura”, além de enviarem imagens em tempo real, com ótima definição e referências geográficas.Em uma semana, a aeronave pode escanear todo o território brasileiro. Com seu sistema infravermelho, detecta túneis a até 7 metros de profundidade e identifica embarcações submersas usadas pelos traficantes para transportar drogas a profundidades de até 5 metros. A base de controle e recepção de imagens do avião é móvel, uma espécie de contêiner. O aparelho atua com um plano de voo pré-traçado, guiado por satélite e programado numa memória na parte dianteira do avião.
A Polícia Federal diz que o objetivo prioritário é melhorar a vigilância na maior porta de entrada de contrabando, armas ilegais e drogas do país: a tríplice fronteira de Brasil, Paraguai e Argentina, na região de Foz do Iguaçu, no Paraná. Outros alvos são as divisas com Colômbia, Bolívia, Peru e Paraguai, territórios livres para o tráfico e o contrabando. A PF afirma não haver risco de violação de fronteiras com países vizinhos porque o avião permite filmar e monitorar ações humanas a 30 quilômetros de distância.
O combate aos traficantes em favelas do Rio de Janeiro e em São Paulo será uma extensão desse trabalho. A aeronave terá condições de identificar traficantes e possibilitar prisões em flagrante, além de fiscalizar a rota da droga. “Sem dúvida poderemos trabalhar em conjunto com outras forças policiais para combater o tráfico”, diz Moretti. E, mesmo que os traficantes se irritem com a fiscalização, será difícil derrubar a aeronave como fizeram com um helicóptero da Polícia Militar do Rio, em outubro. “A aeronave vai operar a 7.000 metros de altura. Apenas armamento de guerra, como um canhão antiaéreo, poderia derrubá-lo”, afirma Moretti.
Além de funcionar como um Big Brother do céu, o vant pode atirar para matar. Os Estados Unidos têm um modelo próprio, o MQ-1 Predator, usado em programas de combate ao terrorismo. Os militares americanos chamam essas operações de “3D”: “dull” (enfadonhas), “dangerous” (perigosas) e “dirty” (sujas). O Predator identifica áreas de risco potencial para os soldados no Iraque e no Afeganistão. A inteligência dos EUA se nega a fornecer dados sobre os alvos e as baixas que o Predator já tenha causado. Recentemente, um deles teve de ser abatido no ar por estar fora de controle. Pelo menos por enquanto, a Polícia Federal afirma não ter a intenção de equipar os vants com armas.
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