Brasil e França + Vídeo dos Concorrentes do Projeto FX-2 + Comentários de um Aviador da FAB
Por Daniel C. T.
Fonte: UOL, Defesa Brasil, Estadão
Ontem, Brasil e França defenderam novamente uma "aliança pela mudança" para vigiar e estruturar sobre melhores bases as instituições financeiras internacionais, ampliar a representatividade do CSNU e dar prioridade ao combate do aquecimento global.
Ambos concordam com uma visão "de um novo multilateralismo adaptado a um mundo multipolar", assim escreveram em coluna publicada na imprensa francesa e brasileira. Eles encontraram-se em reunião um dia antes da Cúpula do G-8 (hoje), que ocorre em L´Aquila, a cidade atingida por terremoto a poucos meses. Também participarão, como convidados, 20 países, dentre eles o G5, formado por Brasil, Índia, China, México e África do Sul.
Sobre as mudanças pretendidas, Sarkozy afirmou que, "depois da crise, nada poderá ser como antes", pedindo"uma mudança de governabilidade mundial". Lula e ele pediram que Brasil, Índia, Alemanha e Japão estejam representados no CSNU. "Os dois presidentes consideraram que ‘a necessidade de uma mudança na governabilidade global não nasceu com a crise’, mas acrescentaram que esta representa uma ‘oportunidade’ para realizar as reformas requeridas pelo sistema internacional."
O texto reivindica a conclusão da Rodada Doha, iniciado a mais de oito anos e paralisado há um, a fim de que "reforce o multilateralismo em matéria comercial" na OMC. Já sobre o meio ambiente concluíram que é necessário "um resultado ambicioso em Copenhague em dezembro (quando deve ser negociado o denominado processo pós-Kioto)" objetivando o combate à mudança climática e "limitar a dois graus centígrados o aumento da temperatura do planeta".
Jobim vai a Paris fechar acordos com a França
Começam nesta semana os encontros para fechar os acordos dos três primeiros contratos na área de defesa. Nosso Ministro da Defesa estará em paris para dar partida nesse etapa final, que deve durar até o final de agosto.
O objetivo é que já no dia 7 de setembro o Brasil anuncie, com a presença de Nicolas Sarkozy no Brasil, convidado para o desfile, a compra e montagem de 51 helicópteros Cougar EC-725, assim como de quatro submarinos convencionais e o contrato para construção do caso do submarino nuclear. "Além disso, numa negociação separada, o governo brasileiro discute com a França o financiamento para a construção de um estaleiro e uma base naval no litoral do Rio." Dependendo do vencedor da concorrência do FX-2, pode ser também a festa da fabricante do Rafale.
Jobim também voará em um Rafale, um dos caças selecionados no projeto FX-2 (veja mais informações sobre os concorrentes). De acordo com ele, sobre os helicópteros, faltam "apenas" os ajustes sobre a transferência da tecnologia. "Hoje, a transferência de tecnologia e a aliança com empresas brasileiras são a regra do jogo. Não é uma simples compra, como acontecia antigamente, mas a implantação de uma linha de produção […] Vamos transformar a Helibrás em uma plataforma de exportação para América do Sul", afirmou o ministro.
Sobre os submarinos Scorpène (veja mais aqui), falta definir o financiamento da base naval e do estaleiro. "A Compagnie Française D’assurance pour le Commerce Exterieur (Coface) financia 70% das compras de helicópteros e submarinos – assim como os caças, se o Rafale vier a ser o escolhido -, mas não a infraestrutura naval. Como o BNP Paribas é o agente financeiro da operação, o governo brasileiro terá de discutir o assunto com a Coface e com o BNP. Os dois empréstimos para a compra dos submarinos e dos helicópteros têm custo estimado em R$ 23 bilhões – em torno de R$ 6 bi para os Cougar, e R$ 17 bi para os submarinos."
Antes do vídeo, ficam os comentários de um amigo aviador, apesar de afirmar não ser especialista, fez um relato informal sobre os aviões:
O que eu sei …. Resumidamente (pq não ganho honorários pra escrever) hehehehe —-> Pensamento Capitalista
O F-18,é americano e os EUA não passam toda a tecnologia dele = comprar carro sem ar, direção, vidro… só que na guerra isso custa vidas. Além disso é um avião que já não é o mais moderno do mercado.
SU-35, russo. Eles passam tudo… […] Mas eles tem sérios problemas na logística de peças. Lá se eu não me engano, eles pararam o projeto, ou seja… não tem mais evolução. Mas ainda é um avião muito bom pro tamanho geográfico do Brasil.
Grippen é um projeto novo, mais tem um problema animal! Baixa autonomia = voa poucas horas e pra um país do tamanho do nosso ele fica devendo. Sem contar que ele não é rustico o suficiente pra pousar em qualquer lugar. Ele foi criado pra voar na Europa…
Mirage 2000 francês. Lá eles já estão em projeto de trocar… Vão pro Eurofighter. Mas acho que eles fornecem transferência de tecnologia o que é bom pro Brasil.
O avião que vai entrar na europa daqui a uns anos será o Eurofighter. Que dizem ser um avião muito bom… mas sei pouco dele.
Vídeos com os concorrentes do FX-2 (clique abaixo)
Gripen:
SU-35
Rafale:
Euro Fighter:
F-18:
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