Brasil, França e os nossos novos submarinos nucleares
Brasil e França assinarão acordo na área de defesa no dia 23, no Rio de Janeiro. É esperada a aquisição de equipamentos para os soldados, como os de visão noturna e chips para localização dos soldados na floresta (no projeto “Soldado do Futuro”). Além disso, mais quatro submarinos convencionais e mais um de propulsão nuclear (os franceses colaboração com o casco dos submarinos Scorpene (compatível com o projeto brasileiro), enquanto a parte de desenvolvimento nuclear é projeto brasileiro, um dos grandes orgulhos de nossa Marinha). Outro ponto é a instalação no Brasil de mais de seis usinas nucleares, incluída Angra 3, com transferência de conhecimento.
O governo francês teria o desejo de transformar o Brasil em parceiro militar, sendo que tal gestoseria reforçado pelo apoio francês à antiga ambição brasileira de um assento permanente no Conselho de Segurança.Os países também assinarão acordos de desenvolvimento de satélites para monitoramento da Amazônia.
No dia 26 de setembro foi criada a Coordenadoria Geral do Programa de Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear, que irá gerenciar o projeto e a construção do estaleiro dos submarinos. A Marinha tem desde meados das décadas de 70-80 um programa de desenvolvimento nuclear, no Centro Tecnológico da Marinha, que, sob monitoramento internacional, busca trazer ao Brasil o conhecimento necessário para que tenhamos um gerador de propulsão nuclear para nossos submarinos, dando maior automomia e permitindo a fiscalização mais eficaz de nossa “Amazônia Azul” (Mar territorial mais a ZEE, que tem tamanho próximo ao da Amazônia, mais de 5 milhões de quilômetros quadrados).O objetivo da Marinha é que o submarino nuclear esteja em funcionamento até 2013. As principais vantagens do negócio com a França foram o baixo custo e a transferência de tecnologia.
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O Brasil também assinará com a Comissão Européia, representada pelo presidente da mesma, José Durão Barroso, uma série de acordos, como termos de cooperação em meio-ambiente, promoção tecnológica e científica, intercâmbio de cientistas, universitários e pesquisadores.
Escrito por: Daniel Cardoso Tavares
Fonte: O Globo
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