Chile Entra na OCDE – Vídeo da Al-Jazeera
Chile has become the first South American country to be admitted into the Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD). Michelle Bachelet, Chile’s president, says entry into the group is a major stride towards joining the ranks of developed nations. Chile has, in the last two decades, gone from being one of the poorest countries in Latin America to one of the richest. Based in France, the OECD comprises 30 countries that promote principles of representative democracy and free-market economy. It traditionally includes rich and industrialised nations such as the US, Japan and South Korea. In recent years, it has also made efforts to give entry to developing economies such as Mexico and Poland. Membership -- given to countries that meet certain political and economic requirements -- allows member states to discuss and co-ordinate global social, environmental, and economic policies. Al Jazeera’s Lucia Newman, reporting from Santiago, explains that Chile’s free market economy was one factor that helped it gain entry into the OECD. "An economic powerhouse like Brazil, for example, doesn’t have such an open economy and has many protectionist measures," she said.
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Daniel,
Cabe lembrar que o Brasil também foi sondado a entrar na OCDE, mas o Ministro Celso Amorim defendeu que o Brasil não entraria no grupo sem que os membros do BRICs e IBAS também fossem admitidos.
Mas parabéns ao Chile…
Quem diria que um ditador assassino fosse o responsável por todos esses sucessos chilenos.
Daniel,
O link da noticia que eu afirmei: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,AA1540672-9356,00.html
Olhe:
O governo brasileiro ainda avalia os prós e contras de uma entrada na OCDE, que é conhecida também como “clube dos ricos”. Ele quer evitar uma adesão isolada do Brasil, que prejudique sua liderança em grupos de países emergentes, como o G-20 ou G-77. O México, ao se associar à entidade em 1994, perdeu sua influência junto aos movimentos de países em desenvolvimento.
Bem lembrado, deixo, assim, uma notícia de 2004 que fala sobre isso (se tiver outras pode deixar aqui mesmo):
http://www.estadao.com.br/arquivo/economia/2004/not20040808p21864.htm
Brasil quer companhia para entrar na OCDE
Chanceler Amorim prefere inserção que inclua também China, Índia e Africa do Sul
Se o governo quisesse, o Brasil poderia ser admitido como membro pleno da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE). Mas tudo indica que não quer. Visões conflitantes sobre o tipo de inserção internacional que o País deve buscar dividem o governo e mantêm o assunto em banho-maria.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, manifesta preferência por um esquema de adesão aos poucos e mais ou menos simultânea à de pelo menos três outros países – a China, a Índia e a África do Sul. Com isso, evitaria o constrangimento político do desligamento do País do Grupo dos 77, que o México e a Coréia do Sul enfrentaram para entrar na OCDE, nos anos 90.
Grande centro oficial de pesquisas e discussão de temas sobre economia e desenvolvimento integrado por 30 nações democráticas e com economias de mercado, a OCDE abriu suas portas para a adesão do Brasil, no início do ano passado. A idéia, de acordo com fonte da organização, era fazer do País o carro-chefe de um plano de ampliação que contempla a entrada gradual de cinco outras nações em desenvolvimento de porte que, a exemplo do Brasil, já tem status de observadores e participam de vários grupos temáticos da organização sediada em Paris: China, Índia, Indonésia, África do Sul e Rússia.
Nos primeiros meses no ano passado, num gesto de inclusão e reconhecimento das implicações positivas que o sucesso do governo Lula teria para o sistema econômico internacional, os principais países da instituição deram o sinal verde a seu secretário geral, o canadense Donald Johnston, para informar Brasília que um pedido formal de adesão do País seria bem recebido e favoravelmente examinado num prazo de 12 a 18 meses, já que o Brasil preenche os mais importantes requisitos de entrada. No segundo semestre do ano passado, a OCDE tomou duas iniciativas para reafirmar sua disposição de acolher o Brasil entre as seis grandes nações em desenvolvimento: convidou o chanceler Celso Amorim para a reunião ministerial da organização de 2004, em maio, e iniciou o segundo estudo em profundidade sobre a economia brasileira, apenas dois anos depois de ter concluído o primeiro.
Na fila – Não se deve esperar para logo, porém, a entrada do Brasil no “clube dos ricos”, como a OCDE é conhecida. Embora a inclusão do País seja entendida pela OCDE e pela área econômica do governo como consistente com a política de busca sistemática de novos espaço pelo Brasil nos grandes fóruns mundiais – intensificada no governo Lula, com importantes resultados, como a inserção do País no núcleo central das deliberações políticas da Organização Mundial de Comércio (OMC) -, oficialmente Brasília não demonstrou maior entusiasmo. Segundo relato de Johnston a representantes de países-chave da OCDE sobre a visita feita em junho a São Paulo, para a reunião da Unctad e para reiterar o desejo da organização de acolher o Brasil, ele ouviu uma resposta tépida do chanceler brasileiro.
De acordo com um deles, dentro do esquema de adesão gradativa preferido por Amorim, levará anos para o País tornar-se membro da organização. Embora tenha criado um programa especial para a China, a exemplo dos que mantêm para o Brasil e para a Rússia, a OCDE está impedida de contemplar um pedido de adesão de Pequim enquanto o governo não conseguir o reconhecimento oficial de que o país opera numa economia de mercado. Recentemente, a União Européia, cujos 15 membros principais são sócios da organização, negou tal reconhecimento à China.
No caso da Rússia, o único dos seis grandes que formalizou pedido de adesão, o obstáculo é que o país não é membro da OMC – condição de entrada na OCDE.
Índia, África do Sul e Indonésia estão atrás na fila dos “big six”. E querer não é poder. Embora o Chile tenha a economia de mercado mais aprumada da América Latina, gestões de Santiago para entrar na OCDE fracassaram, porque o país pesa pouco na economia internacional. E uma iniciativa algo patética do ex-presidente Carlos Menem, que foi pessoalmente à sede da organização em 1993 apresentar a candidatura argentina, não prosperou. No caso do Brasil, a fonte indicou que a preocupação do Itamaraty com constrangimentos políticos que o país poderia passar para tornar-se membro pleno da OCDE é imaginária ou exagerada, pois a organização não insistiria no desligamento do G-77 como condição para admissão.
Em Brasília, um grupo interministerial coordenado pelo secretário-geral de Assuntos Econômicos do Itamaraty, embaixador Clodoaldo Hugueney, vem se reunindo desde abril de 2003 para discutir os prós, os contras e o processo de adesão à OCDE, tendo produzido um denso relatório. Mas as opiniões conflitantes entre pelo menos duas correntes de pensamento têm impedido o avanço nas deliberações.
Na área econômica, bem como nos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento e em setores do Itamaraty, a adesão à OCDE é vista com simpatia. Na visão dessa ala do governo, ela contribuiria para sinalizar ao resto do mundo que a escolha do País pela economia de mercado é definitiva, e inclui a disposição de submeter-se a regras de prudência macroeconômica, à racionalidade no manejo das instituições microeconômicas e a uma dinâmica de modernização que, embora valorize o papel do Estado, enfatiza a busca de ganhos de eficiência e de competitividade.
Numa demonstração do interesse da Fazenda, nas últimas semanas o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, fez mais uma visita à sede da OCDE, e foi recebido por Johnston e outros altos funcionários, além de vários embaixadores de países da organização.
A visão oposta é representada pelo eixo formado pela secretaria-geral do Itamaraty e pelo BNDES, que combina o pensamento da ala esquerda do PT e de adeptos do nacionalismo estatizante originário tanto da esquerda como do regime militar. Este grupo vê a adesão isolada do País à OCDE como algo a ser evitado, pois implicaria o abandono de opções que reservam ao Estado o papel de promotor do desenvolvimento.
Origem – A OCDE nasceu em 1961 como sucessora da Organização Européia de Cooperação Econômica, criada depois da 2.ª Guerra para administrar a ajuda dos Estados Unidos (Plano Marshall) e do Canadá para a reconstrução do continente. A instituição tem hoje 30 países membros e relações formais com outros 70, que participam de comissões e grupos especializados. O Brasil, por exemplo, é membro pleno e ativo do Grupo do Aço.
Aqui um texto de 2009 do site do PRAlmeida(http://textospra.blogspot.com/2009/06/438-brasil-ocde-uma-relacao-incompleta.html).
Brasil resiste a aderir ao “clube dos ricos”
Relações externas: Para o governo, crise financeira desmoralizou o receituário econômico dos países da OCDE
Cristiano Romero, de Brasília
Valor Econômico, 22/06/2009, p. A14
Eric Burgeat, diretor da OCDE: “Há uma percepção no mercado de que os países da OCDE seguem boas políticas”
Fazer parte da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o clube que reúne desde os anos 60 as maiores economias do mundo, foi durante muito tempo uma aspiração brasileira, rejeitada pelo grupo. Hoje, é a OCDE, ainda considerada por muitos o “clube dos ricos”, apesar da presença de países em desenvolvimento como o México, que corteja o Brasil. Agora, quem não tem interesse numa adesão é o governo brasileiro.
Em 2007, a OCDE, cuja sede fica em Paris, lançou uma iniciativa, batizada de “enhanced engagement” (engajamento ampliado), para estimular a adesão de cinco países a seus quadros – além do Brasil, China, Índia, África do Sul e Indonésia. O grupo ficou logo conhecido como o E-5. A preocupação da instituição é com a própria sobrevivência. “Nós vimos que a OCDE não continuará a ser relevante sem a participação desses cinco países”, reconheceu um embaixador da organização que pediu para ficar no anonimato.
A percepção decorre do fato de que, nos últimos anos, países emergentes como Brasil, China, Índia e Rússia (o grupo Bric) cresceram rapidamente e, hoje, detêm uma parcela significativa do PIB mundial. No conceito de Paridade do Poder de Compra (PPP, na sigla em inglês), a China já é a segunda maior economia do planeta, a Índia é a quinta, a Rússia a oitava e o Brasil, a 10ª . Apesar disso, os quatro países não integram a OCDE.
Juntas, as 30 economias da OCDE têm uma população total de 1,175 bilhão e respondem por um PIB de US$ 38,282 trilhões. Já o E-5 tem 2,985 bilhões de habitantes – quase metade da população mundial – e PIB de US$ 14,462 trilhões, equivalente a 38% da riqueza da OCDE. Dos Bric, a Rússia é o único país que já está negociando seu ingresso na organização, ao lado de outras quatro nações em desenvolvimento – Chile, Estônia, Israel e Eslovênia.
“O engajamento dos cinco países (do E-5) é uma prioridade, não há dúvida sobre isso”, assinalou um funcionário graduado da OCDE. A recíproca não é verdadeira. “Nenhum dos cinco países manifestou interesse em ser membro da OCDE”, informou Eric Burgeat, diretor do centro de cooperação com países não-membros da instituição.
No caso brasileiro, a mudança de interesse é recente. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o país se aproximou bastante da OCDE. No início, era membro apenas do Centro de Desenvolvimento da instituição, mas, ao longo dos anos, passou a fazer parte de inúmeros comitês e grupos de trabalho. O ponto alto do período de aproximação ocorreu em 2000, quando o governo brasileiro assinou a Convenção de Combate à Corrupção de Autoridades Estrangeiras, uma convenção inspirada na lei americana que combate esse tipo de fraude.
No primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o interesse por uma aproximação com a OCDE continuou forte no Ministério da Fazenda, mas não no Itamaraty. A equipe da Fazenda acreditava que o ingresso na OCDE daria ao país um selo de qualidade que, em última instância, facilitaria a concessão, pelas agências de classificação de risco, do grau de investimento. Além disso, asseguraria ao Brasil um assento num fórum econômico que estabelece regras na economia mundial, cria padrões de comportamento em várias áreas e influencia nas negociações de outras instituições multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).
“Há uma percepção no mercado de que os países da OCDE seguem boas políticas”, sustenta Eric Burgeat. “A OCDE é um bom lugar para se ter bons conselhos e uma abordagem rigorosa das políticas. Trata-se de um acesso sem paralelo a boas ideias. A organização ajuda os governos a defenderem seus pontos de vista no debate interno”, acrescenta uma autoridade da instituição. Burgeat rejeita a pecha de “clube dos ricos” ainda atribuída à organização onde trabalha. “Prefiro ver a OCDE como um clube de reformistas.”
Pelo menos um dos aspectos que motivavam o interesse brasileiro em ser membro da OCDE perdeu o sentido. A economia brasileira conquistou em 2008 o grau de investimento. “Esse selo valeria mais nos anos 90″, diz um assessor do governo. Ninguém questiona o fato de que, ainda assim, participar da organização agregaria valor à imagem do país perante os mercados, mas o que se alega hoje, em Brasília, é que a crise financeira internacional, originada nos Estados Unidos e em outras economias avançadas, teria desmoralizado o receituário econômico dos países ricos.
“A crise surgiu na OCDE e é resultado do modelo ultraliberal de desregulamentação das economias. Por que vamos aderir a uma instituição cujas receitas levaram à crise?”, indaga um assessor graduado do governo. Segundo essa fonte, será preciso ver a resposta dos países ricos à crise daqui em diante, especialmente, o que diz respeito à supervisão dos sistemas financeiros. “Não temos pressa”, diz o assessor.
Na visão do governo brasileiro, não há consenso hoje na OCDE sobre a definição de uma estratégia de saída para a crise. O Estado voltou a ocupar espaço importante nas economias e a dúvida é se ele vai se retirar em algum momento para que a economia volte a ter o dinamismo que tinha antes da crise. “Lá dentro da OCDE, tem gente advogando que a resposta seja ‘business as usual’”, observa um assessor, referindo-se à possibilidade de o pensamento liberalizante voltar a reinar com o fim da crise.
Não é apenas a crise econômica que separa o Brasil da OCDE. Na verdade, há razões políticas e questões específicas, relacionadas a exigências que a organização faz a seus membros e aos não-membros que assinam suas convenções, que dificultam uma associação. Funcionários graduados da organização disseram ao Valor que, do lado brasileiro, a principal resistência ao ingresso do Brasil na organização é de natureza política e está localizada no Ministério das Relações Exteriores. “Ainda não é conveniente para o Brasil se aproximar da OCDE”, confirma um diplomata brasileiro.
Nos últimos anos, o Itamaraty assumiu o controle do relacionamento dos diversos órgãos públicos federais com a OCDE. Em 2007, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto dando ao Itamaraty a prerrogativa de fazer isso. Foi uma forma de evitar que entidades do governo federal avancem o sinal, na relação com aquela instituição, desrespeitando as diretrizes gerais da política externa brasileira.
Embora não integre oficialmente os quadros da OCDE, o Brasil tem uma intensa relação com o organismo em termos de cooperação técnica. Nada menos que 32 órgãos públicos – 16 ministérios e 16 autarquias – participam de comitês, grupos de trabalho e forças-tarefas da organização. Em fevereiro deste ano, por exemplo, a pedido da Casa Civil, a OCDE organizou seminário, em Brasília, para debater experiências internacionais de monitoramento das agências reguladoras.
O Brasil é o único país da América do Sul que participa do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) da OCDE desde a sua primeira aplicação, em 2000. “Procuramos manter diálogo com as áreas que consideramos produtivas”, diz um assessor do governo. “O Brasil procura de forma sistemática todas as áreas da OCDE. Isto sugere que existe uma relação séria, mas acho que tornar-se membro é algo que o Brasil vai procurar fazer com cuidado”, pondera um alto funcionário da instituição.
No plano político, a oposição do governo à OCDE, liderada pelo Itamaraty, argumenta que há obstáculos à adesão do Brasil. Um deles está na área energética. Um diplomata alega que, em relação a esse tema, prevalece na OCDE a questão da mudança climática. Segundo essa visão, a OCDE estabelece limites para a emissão de gases do efeito estufa que limitam o desenvolvimento industrial de países emergentes como o Brasil. Esses limites são fixados a partir do ano-base 1990, uma forma, segundo um diplomata, de beneficiar as nações já industrializadas. “O problema que afeta o clima não começou em 1990″, ironiza um assessor do governo.
O Itamaraty questiona também a efetividade da ajuda dada pelos países da OCDE a nações pobres, no âmbito da assistência oficial ao desenvolvimento (ODA, na sigla em inglês). “O Brasil pratica a cooperação Sul-Sul sem a imposição de condicionalidades”, sustenta um diplomata. Um assessor graduado do Ministério da Fazenda disse ao Valor que não há, na área econômica, “resistência ideológica”. O problema está na área tributária.
País monitora relação de emergentes com o grupo
Preocupado em não ficar isolado no que considera um “assédio” da OCDE às maiores economias emergentes, a diplomacia brasileira criou, no início deste mês, em Paris, um grupo informal para monitorar a relação desses países com aquela instituição. O grupo vai se reunir a cada dois meses e é integrado pelo número 2 das embaixadas de Brasil, China, Índia, Indonésia e África do Sul em Paris.
“Todos têm consciência de que há um assédio da OCDE”, diz um diplomata brasileiro. O temor é que as negociações de ingresso avancem com um determinado país, enfraquecendo a posição dos outros. O E-5 pretende atuar de forma articulada na reunião do Conselho de Ministros, a instância máxima da OCDE, marcada para o dia 25. “O mundo emergente mudou muito. Os cinco países têm hoje um peso muito maior do que tinham no início dos anos 90″, justifica um assessor.
Os ministros dos países do E-5 e do grupo de acesso participarão da reunião como observadores e, pela primeira vez, seus representante ajudaram a definir a agenda do encontro. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, falará no painel “Doha: mantendo os mercados abertos”.
Uma das preocupações do Brasil é evitar o que aconteceu com o México, que entrou para a OCDE por imposição dos Estados Unidos, após a criação do Nafta, o acordo de livre comércio da América do Norte. Segundo avaliação da diplomacia brasileira, depois de ingressar no clube o México passou a sofrer de “crise de identidade” – não se articula mais com o mundo em desenvolvimento nem tem como abraçar as políticas dos países ricos por ainda ser uma nação emergente. (CR)
Modelo tributário dificulta ingresso
As principais dificuldades técnicas para o ingresso do Brasil na OCDE estão em três áreas: tributária, de contas de capital e de política industrial. Os problemas foram identificados há dois anos pela Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, que fez um minucioso levantamento dos impactos que a adesão do país à organização provocaria na economia brasileira e na legislação nacional.
O tema mais sensível é o tributário. O Brasil adota modelo de tributação de um país que recebe capital estrangeiro para investimento. A taxação se baseia em grande medida no tempo de permanência dos capitais no país. Por isso, é aplicada uma legislação restritiva de Imposto de Renda, além da cobrança de royalties e outras taxas. É uma legislação fruto dos anos 70 e 80, quando o país tinha problemas estruturais no balanço de pagamentos.
A política tributária da OCDE favorece sempre o país exportador de capitais, afinal, seus países-membros estão nessa categoria e desejam um tratamento favorável para os capitais expatriados. Nessa linha, a OCDE exige que seus países-membros assinem acordos de bitributação. Se o Brasil assinasse um dispositivo dessa natureza, diz um técnico do governo, a perda de tributação seria muito grande porque o acordo favoreceria o país de origem do capital.
Outro tema considerado sensível diz respeito à conta de capital. Embora o Brasil tenha liberalizado em grande medida a conta de capital no início dos anos 90, o país nunca assinou nenhuma convenção internacional se obrigando a manter a abertura, que pode, portanto, ser revertida a qualquer momento. Novamente, a preocupação é com o balanço de pagamentos. A exigência da OCDE nessa área, assim como na tributária, tem caráter legal vinculante (“legally binding”, na expressão em inglês).
Na área industrial, a OCDE trabalha com o conceito de vantagens comparativas, enquanto o Brasil, desde os anos 50, segue modelo próprio – até os anos 80, o país adotou o modelo de substituição de importações e mesmo hoje não abre mão do poder de apoiar, com subsídios, a indústria nacional. O Brasil também se reserva o direito de manter uma estrutura tarifária para proteger da concorrência estrangeira o setor de bens de capital (máquinas e equipamentos), enquanto a OCDE defende a liberalização dos mercados.
Para fazer parte da OCDE, um país tem que, além de se comprometer com uma série de diretrizes e padrões de políticas públicas, assinar seis convenções com implicações legais. Elas tratam de tributação, proteção à propriedade estrangeira, energia nuclear (para controle de segurança de instalações nucleares e para responsabilização de países como terceira parte) e do combate à corrupção de autoridades estrangeiras em transações comerciais internacionais.
Além de ter assinado a convenção anticorrupção, o governo brasileiro aderiu, em 2000, à decisão do Conselho da OCDE que fixou diretrizes (de responsabilidade social) para empresas multinacionais. O Brasil é signatário ainda de acordos na área agrícola. Em março, assinou o texto da OCDE que disciplinou as regras de crédito às exportações de aviões comerciais, uma medida que ajuda a equiparar as condições de competitividade da Embraer, no âmbito do mercado dos países da OCDE, com suas concorrentes europeia e americana. (CR)
O repórter foi selecionado pela OCDE para participar de visita à instituição, em Paris, entre os dias 25 e 29 de maio.
Postado por Paulo R. de Almeida
The economic reforms in Chile were originally drafted by the ‘chicago boys’ a populr set of Chilean economists. Most of them were the products of the University of Chicago. Economic liberalization was the main purpose behind their efforts. The first reforms took place between 1974 and 1990. There was a huge recesion in 1983.
Michelle Bachelet, President of Chile, may be happy on becoming a member of the OECD and he may also be happy with the idea that Chile and not the economic powerhouse Brazil have been raised to the coveted position. Free market economy and representative democracy have been the factors behind. I do not know what the condition of most of the people of Chile and Brazil is. India, we know, has embraced market economy in full form and India is famous for representative democracy. But the truth is that more than fifty percent of the rural population in India is under below poverty line. Again, the countries who love to prescribe the theory of free economy or the developing or underdeveloped countries have many protectionist measures for their own soil.