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O Brasil pode exercer um papel de relevância nas negociações sobre a questão nuclear do Irã?

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Teste Operacional

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São Paulo – A corrente de comércio do Brasil, que é a soma das exportações e das importações, diminuiu 23,6% no ano passado pela média diária de transações. O fluxo comercial foi de quase US$ 280 bilhões, resultado de embarques de US$ 152 bilhões e compras externas de US$ 128 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (04) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

 

 

São Paulo – A corrente de comércio do Brasil, que é a soma das exportações e das importações, diminuiu 23,6% no ano passado pela média diária de transações. O fluxo comercial foi de quase US$ 280 bilhões, resultado de embarques de US$ 152 bilhões e compras externas de US$ 128 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (04) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

 

 

São Paulo – A corrente de comércio do Brasil, que é a soma das exportações e das importações, diminuiu 23,6% no ano passado pela média diária de transações. O fluxo comercial foi de quase US$ 280 bilhões, resultado de embarques de US$ 152 bilhões e compras externas de US$ 128 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (04) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

 

 

São Paulo – A corrente de comércio do Brasil, que é a soma das exportações e das importações, diminuiu 23,6% no ano passado pela média diária de transações. O fluxo comercial foi de quase US$ 280 bilhões, resultado de embarques de US$ 152 bilhões e compras externas de US$ 128 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (04) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

 

http://www.youtube.com/watch?v=-3uLKwX1ZsQ

 

 

 

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Para Refletir (7) – The PeaceMaker

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Novo ciclo: Nos últimos anos o Brasil Passou a Acusar Sinais de Transição para o Modelo Social-Desenvolvimentista.

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Fonte: O Globo

 

O esgotamento do projeto desenvolvimentista imposto pela crise da dívida externa no início da década de 1980 não tornou o País órfão de um modelo econômico e social por muito tempo. A partir do fim dos anos oitenta do século passado, o Brasil internalizou gradualmente o modelo neoliberal.

O entendimento de que o Estado faria parte apenas dos problemas existentes levou à formulação de diversas profecias que não foram realizadas com o passar dos anos. Exemplo disso foi o próprio comportamento econômico durante os anos de hegemonia neoliberal. Pelo lado internacional, constatou-se que a opção pela inserção passiva e subordinada gerou grande fragilidade externa. Cada instabilidade externa produzia internamente a interrupção da expansão produtiva e enormes consequências sociais negativas.

Com isso, a variação média anual do Produto Interno Bruto (PIB) foi de apenas 2,3%, favorecendo a financeirização da riqueza como medida de compensação crescente à tendência de baixa na taxa média de lucro do setor produtivo. Assim, coube ao Estado a submissão plena ao regime de ajustes fiscais permanentes por meio do contingenciamento ao gasto público, da privatização do setor produtivo estatal e da elevação da carga tributária.

A opressão do gasto público se revelou necessária à eficácia da macroeconomia financeira, responsável pela transferência média anual de mais de 6% do PIB na forma de pagamento de juros aos segmentos rentistas. Mas o ajuste fiscal permanente trouxe, em consequência, o desajuste social, uma vez que as regiões metropolitanas mantiveram a taxa de pobreza acima de 2/5 da população, e mais de 1/3 dos brasileiros submetidos à condição de baixa renda.

Ao disciplinar 19% do PIB para o gasto social, a experiência neoliberal comprimiu a expansão real do salário mínimo, bem como manteve menos de 14% da população receptores de medidas de garantia mensal de renda. A desigualdade na renda do trabalho manteve-se próxima de 0,6 no índice de Gini, enquanto a participação do rendimento do trabalho ficou abaixo de 40% da renda nacional.

Nos últimos anos, contudo, o Brasil passou a acusar importantes sinais de transição para o modelo social-desenvolvimentista. A identificação básica de que o Estado faz parte das soluções dos problemas existentes não implicou reproduzir os traços do velho modelo nacional desenvolvimentista vigente entre as décadas de 1930 e 1970. Pelo contrário. De um lado, pela reafirmação da soberania nacional, o que exigiu uma profunda reorientação da inserção internacional, com a passagem da condição brasileira de devedor para a de credor de organismos multilaterais (FMI), a formação de significativas reservas externas e o redirecionamento do comércio externo e cooperação técnica para o âmbito das relações Sul-Sul. Assim, as crises externas deixaram de expor a sociedade brasileira às mesmas dificuldades observadas durante a vigência passada do modelo neoliberal.

De outro lado, os compromissos firmados com o avanço do sistema produtivo permitiram a expansão econômica nacional anual na média de 4,2%, bem como a queda da despesa pública com a financeirização da riqueza para quase 2 pontos percentuais do PIB inferiores aos vigentes durante o predomínio do modelo neoliberal. Com isso, houve tanto a ampliação no gasto social para 22% do PIB (quase 3 pontos percentuais a mais do que nos anos 1990) como o atendimento de mais de 1/3 da população brasileira com mecanismos de garantia mensal de renda.

O resultado social se mostrou evidente, com a queda na taxa de pobreza para menos de 1/3 da população e a desigualdade de renda do trabalho abaixo de 0,40 do índice de Gini nas regiões metropolitanas. A recente volta da mobilidade social, que inclui no consumo de massa milhões de brasileiros e transforma a antiga figura da pirâmide social numa nova, parecida com uma pera, mostra-se fruto do avanço do ainda incompleto social-desenvolvimentismo. Os próximos anos, se este modelo for mantido e aprofundado, poderão indicar o quanto pode ser reduzida a distância que separa o país real daquele que os brasileiros acreditam realmente que possa vir a ser.

MARCIO POCHMANN é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

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Clipping: Marco Aurélio e Honduras

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Cúpula Iberoamericana vive impasse sobre reconhecimento de eleições, e Brasil já ensaia recuo
Deborah Berlinck
Fonte: O Globo

 

A eleição de Honduras concentrou as atenções ontem na Cúpula Iberoamericana em Estoril, Portugal, expondo a enorme divisão no continente americano sobre como reagir, agora que a eleição de Porfirio "Pepe" Lobo em Honduras é um fato consumado. Diante do racha, a cúpula poderá acabar hoje sem uma declaração sobre Honduras. Alguns países que se alinhavam à posição do Brasil – de não reconhecer os golpistas — começaram a caminhar na direção do diálogo com o presidente eleito.

A Espanha defendeu abertamente o diálogo, dizendo que a resolução do impasse político em Honduras tem que passar, necessariamente, por um "grande acordo" que envolva América do Sul, América Central e Europa.

No final do dia, depois uma verdadeira ginástica retórica, até o Brasil, pela primeira vez, admitiu que poderá mudar de posição, dependendo de gestos do presidente eleito e do índice de participação eleitoral.

- Se o Brasil considerar que tem que mudar de posição, mudará. Vamos ter que ver concretamente como isso evolui – disse Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, que repetia, ao mesmo tempo, que "o Brasil não mudou de posição".

Quando repórteres insistiram em perguntar se isso não era uma contradição – repetir que a eleição é ilegítima, mas aceitar reavaliar o quadro se ficar comprovada forte participação popular -, Garcia respondeu :

- Consideramos que esta eleição é ilegítima. Mas se evidentemente tivesse tido uma fortíssima participação popular, não poderíamos ficar indiferentes a este dado. Uma coisa é repudiarmos a eleição como procedimento. Outra é considerarmos como um fato político. Para quem faz política, como fazemos, são elementos que devem ser considerados – disse.

A divisão entre os países ficou óbvia com a troca de farpas ontem entre o presidente da Costa Rica, Óscar Arias, e Marco Aurélio Garcia. Na crise de Honduras, Garcia bateu de frente com dois Prêmio Nobel da Paz: Barack Obama, o presidente dos EUA, e agora Arias. Este disse que não reconhecer as eleições hondurenhas significa "castigar o povo hondurenho". Sem citar nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apoiou abertamente a contestada reeleição do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ele disse que "o pior seria atuar com moral dupla".

- Há muitos países na comunidade internacional que aceitam a eleição do Irã, que foi questionada e que se sabe que não foram limpas e que todos sabem que não foram transparentes – atacou.

Garcia defende eleições iranianas

Marco Aurélio reagiu mal às declarações de Arias:

- Esta comparação, além de indelicada, é absolutamente improcedente. As eleições do Irã foram convocadas pelo governo do Irã, sobre o qual não havia nenhuma contestação. As eleições de Honduras foram convocadas por um governo golpista.

Garcia insistiu que, para o Brasil, as eleições hondurenhas servem para legitimar o golpe. Mas listou algumas condições para o governo reavaliar sua posição. O Brasil quer saber o que pensa o presidente deposto, Manuel Zelaya. Depois, o que Lobo está pensando sobre o futuro de seu país, e se ele vai trabalhar com a Organização dos Estados Americanos para uma saída para a crise.

Ontem, a chanceler deposta de Honduras, Patricia Rodas, admitiu que o governo eleito precisa fazer parte do diálogo para pôr fim à crise

 

Garcia suaviza discurso e Brasil pode rever posição
Para assessor de Lula, País poderia mudar de opinião dependendo da relação do novo governo com a OEA
Andrei Netto, ESTORIL
Fonte: Estado de S. Paulo

Antes taxativo, o governo brasileiro já admite que pode mudar de posição sobre a escolha de Porfírio "Pepe" Lobo para a presidência de Honduras. Ontem, em Portugal, onde participa da Cúpula Ibero-Americana, o assessor do Planalto para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse que "se o Brasil considerar que tem de mudar de posição, o Brasil mudará de posição".

Ele também confirmou – mesmo se esforçando para negar – a mudança de estratégia do Brasil. Primeiro, reafirmou que o governo não aceita o resultado das urnas hondurenhas. "Nós não reconhecemos as eleições", disse. "Houve um golpe de Estado e as eleições foram utilizadas, em grande medida, para legitimá-lo."

A seguir, entretanto, disse que o Brasil está disposto a ouvir o presidente eleito, com a condição de que Lobo se manifeste na Organização dos Estados Americanos (OEA) e explique seus "planos para o futuro".

"Será muito importante a posição que o senhor Porfírio terá em relação à OEA", afirmou Garcia. "Queremos saber se ele vai se dirigir ao secretário-geral e se ele vai considerar a OEA como um interlocutor legítimo. Esse conjunto de sinais, de gestos, é que vai nos permitir avaliar a decisão e dizer quais serão os próximos passos."

Garcia também citou como "fatos relevantes" que precisam ser esclarecidos o grau de comparecimento às urnas e a legitimidade do processo eleitoral. "Precisamos examinar a evolução da situação hondurenha. Estamos saindo de uma situação muito recente."

Por fim, ele negou que haja incoerência ou divergências sobre a posição do país. "Não mudou nada. Essa é a posição do presidente Lula. E não há nenhuma divergência interna no governo."

Depois da palavra oficial do Brasil, os sinais de distensão entre os países latino-americanos continuaram com Patricia Rodas, ministra hondurenha das Relações Exteriores do governo deposto de Manuel Zelaya.

"O processo eleitoral é espúrio, ilegal e inaceitável. Mas, os atores políticos, como os atores dos movimentos sociais e populares do país, são reais e devem fazer parte de qualquer ação de diálogo entre todos os setores", disse.

RESPOSTA EXTERNA

 

Governos que disseram que vão reconhecer novo governo:

- Estados Unidos

- Colômbia

- Panamá

- Costa Rica

- Peru

 

Governos que parabenizaram Honduras pela eleição pacífica, mas não anunciaram se vão reconhecer novo governo:

- União Europeia

- Espanha

- México

- Grã-Bretanha

 

Governos que criticaram eleições sob regime ilegítimo:

- Brasil

- Paraguai

- Argentina

- França

- Cuba

- Venezuela

- Bolívia

- Equador

- Guatemala

 

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Brasil: o Líder Regional quer Agora Jogar Entre as Potências (SIC*)

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Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/19112009/48/manchetes-brasil-lider-regional-quer-agora.html

Brasil: o líder regional quer agora jogar entre as potências

Quando o presidente do Irã desembarcar por aqui na próxima semana – a primeira visita oficial de um chefe de Estado daquele país ao Brasil nos últimos 50 anos -, muita gente vai se perguntar sobre os motivos ou protestar contra o estreitamento de laços com uma das figuras mais polêmicas no cenário mundial.

Afinal, Mahmoud Ahmadinejad quer consolidar seu país como líder regional mesmo que isso implique projetos obscuros como o desenvolvimento de tecnologia nuclear, acusações de desrespeito aos direitos humanos e bravatas como o questionamento do holocausto judeu, uma forma de se capitalizar politicamente com a simpatia dos palestinos e a unidade religiosa. Mas, apesar de controvertida, essa pauta tem importância singular. E é aí que a diplomacia brasileira tenta abrir mais uma frente para se projetar entre as grandes potências, afirma o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, com exclusividade ao Yahoo! Brasil.

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“Qualquer pretensão de mediação [entre as potências ocidentais e o Irã] seria excessiva, é um processo lento e que envolve vários países, mas estes são aspectos que estarão presentes na conversa sim”, diz o chanceler. “O Brasil tem um intercâmbio representativo com o Irã e tem interesse em aumentá-lo. É só quando se tem relações bilaterais bem estabelecidas que se gera uma confiança recíproca, e a partir daí se pode ajudar com alguma facilitação.”

Para quem tem acompanhado os últimos anos da política externa brasileira, as boas-vindas ao iraniano representam uma atitude ousada, mas de resultados incertos: podem gerar bons dividendos ou ser um tiro no pé. Certo é que a visita da semana que vem reforça o foco do Itamaraty no multilateralismo e no diálogo.

Assim como recebe Ahmadinejad, o presidente Lula também abriu as portas recentemente ao presidente Shimon Peres, de Israel, país também controvertido, principalmente se for levada em conta a questão palestina (em tempo: o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, também está de visita ao Brasil).

“A base de Guantánamo é criticada mesmo dentro dos EUA, e o Brasil foi contra o ataque no Iraque. Nem por causa disso deixamos de receber ou visitar o presidente George W. Bush”, observou Celso Amorim.

Nos encontros com os representantes israelense e palestino, de acordo com fontes diplomáticas, o presidente Lula quer mostrar que o governo brasileiro pode ser uma fonte confiável na busca à solução ao histórico conflito na região. Quanto ao Irã, além do aumento do comércio bilateral, o desafio é parecido, mas tem atores diferentes: investir na relação para se apresentar, no futuro, como um dos possíveis mediadores nas tensões que envolvem as potências ocidentais e Teerã, essencialmente no que diz respeito ao programa nuclear iraniano.

Segundo o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o próprio presidente Barack Obama disse que “parece bom que o Brasil dialogue com o Irã”, pois não seria acertado isolar o governo de Ahmadinejad.

‘Hardpower’

A proposta de intermediar conflitos e tensões é mais uma ação de um governo que nunca escondeu de ninguém o objetivo de conquistar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. “Está mais perto do que há quinze anos, quando se discutiam vagas para Alemanha e Japão no Conselho. Hoje se fala muito mais numa entrada de Brasil ou Índia. É muito complexo mexer na questão da segurança dos Estados, mas as coisas mudam. Estamos caminhando, mas não tenho uma bola de cristal para dizer quando isso (a conquista do assento permanente) pode ocorrer”, afirma Celso Amorim.

A favor, ainda, o carisma do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, celebrado internacionalmente – só neste ano, homenageado pela Unesco e por um respeitado instituto de assuntos estrangeiros do Reino Unido em função de iniciativas pela “paz, justiça social e política econômica”.

“O Brasil tem muito o que em geopolítica se chama de ’softpower’, que é a capacidade de dialogar. Mas essa ação é pequena, tem poder limitado”, analisa o embaixador e ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero. “Ainda faz a diferença o ‘hardpower’, que é a capacidade militar ou o uso de meios econômicos para se alterar uma conjuntura.”

Para mostrar sua força mais “hard”, o Brasil chefia desde 2004 a missão da ONU para estabilizar politicamente o Haiti, chamada de Minustah, que envolve quase 10 mil homens de diversas nações. Também surpreendeu o mundo, em setembro último, ao oferecer abrigo ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, na embaixada brasileira em Tegucigalpa, ‘comprando a briga’ com o governo que o derrubou.

“É preciso discernir, no entanto, uma ação de outra”, observa Ricupero. “No Haiti, é louvável, faz parte desse ativismo em nome da cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Mas a diplomacia brasileira sofre de um excesso de protagonismo em outras situações. É fora do nosso alcance querer assumir uma posição de mediação em Honduras, o Brasil sempre teve pouca presença nos acontecimentos da América Central. Poderia sim apoiar o presidente Zeyala, mas deveria ser de um modo mais discreto. A mesma coisa em relação a uma suposta pretensão em mediar diálogos entre as potências ocidentais e o Irã: o Brasil não tem cacife para isso.”

Para o ministro Celso Amorim, críticas são um “ótimo” sinal, “pois há pouco tempo a política externa brasileira sequer era percebida”. “Muitas [críticas] têm a ver com uma visão pequena do Brasil. Mas não é o que se tem lido nos jornais anglo-saxões [uma referência a recentes reportagens elogiosas no inglês Financial Times e na norte-americana Foreign Policy], que é o que esses críticos leem.”

Críticos que também acusam algumas contradições: ao passo que a diplomacia brasileira tenta se projetar em assuntos globais, não dispensa a mesma atenção a questões regionais como a animosidade entre Venezuela e Colômbia ou o impasse entre Uruguai e Argentina em torno da construção de uma fábrica de celulose na fronteira entre os países.

“Problemas entre países são normais, algo comum, e nem tudo se consegue resolver ou evitar”, pondera Amorim. “Mas em relação a Colômbia e Venezuela, você tem de distinguir a existência das bases militares dos EUA, algo preocupante para toda a região. A presença de forças estrangeiras é o mais grave, pois, entre outras coisas, agrava tensões já existentes.”

Comércio exterior

O aumento do poder de barganha brasileiro no cenário internacional tem muito a ver com a retomada econômica de um país hoje capaz de sair de uma crise mundial sem sofrer muitos abalos, como ficou recentemente comprovado. Diversos fatores explicam esse conforto, e um deles é a diversificação comercial. Um país que, até pouco tempo, via nos Estados Unidos o único grande parceiro percebeu ricas fontes de intercâmbio com os próprios vizinhos de continente e também com países em desenvolvimento como Rússia, Índia, China e África do Sul. Antes, encampou a briga para que não fosse estabelecida a Alca (Área de Livre Comércio para as Américas), acordo que previa polpudas vantagens aos norte-americanos.

Com a economia norte-americana quase em colapso por causa da turbulência, não exige muito esforço imaginar quais consequências teria o Brasil caso insistisse nos EUA como a grande referência para se fazer comércio. “Mesmo os críticos reconhecem que o fato de o Brasil ter diversificado os parceiros foi importante para superar a crise”, aponta o ministro Amorim. Dados do Ministério do Desenvolvimento mostram que a opção foi acertada: o Brasil movimentou em 2008 – ano em que a crise se acentuou – US$ 371 bilhões em importação e exportação, um recorde.

Na avaliação do economista e ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Carlos Lessa, “trata-se de uma política externa que procura reforçar a soberania nacional”. Diz ele: “Com a crescente concorrência internacional, a diversificação de parceiros econômicos é um sonho assemelhável ao desejo de todos os outros países do planeta. A melhor chance brasileira está na parceria com os países do Sul, porém a melhor credencial brasileira não é a política externa e sim uma retomada do desenvolvimento brasileiro, o que animaria parceiros potenciais. É necessário não esquecer que soberania exige Forças Armadas bem equipadas. O mundo sabe que o recado da política externa brasileira sempre foi na direção da paz e da harmonia”.

* Nota: “Jogar entre as potências” é um entendimento errado. Todos os Estados são potências (como já expliquei antes aqui), a variação que existe é no “tamanho”: pequena (Bolívia, Tuvalu, etc.), média (Brasil, México, etc.), grande (França e China, por exemplo), superpotência (EUA) e hiperpotência.

Esse último termo é explicado por Amy Chua no “Pensadores” e significa uma superpotência com aceitação global (algo como uma “cola” que a une às demais), algo que os EUA não têm mais em diversas regiões do mundo. Porém, Samuel Pinheiro Guimarães ainda chama os EUA de Hiperpotência em seu livro Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes.

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EUA – Meio Ambiente por Conveniência

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Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091118/not_imp468090,0.php

Novas barreiras ao comércio

 

Os governos dos Estados Unidos e de outros países do mundo rico não estão dispostos a fixar metas ambientais obrigatórias, na cúpula de Copenhague, mas podem muito bem ampliar o protecionismo em nome de princípios ecológicos. Dos dois lados do Atlântico estão em debate novas barreiras comerciais. Se forem adotadas, o Brasil e outros países emergentes serão prejudicados. O protecionismo ambiental é apenas uma das novas ameaças ao comércio. Restrições baseadas em critérios trabalhistas e de segurança também poderão diminuir ou anular o poder de competição das economias em desenvolvimento, como informou reportagem publicada no Estado nessa segunda-feira.
Fazendeiros, industriais e sindicalistas americanos têm pressionado as autoridades federais, há anos, pela adoção de barreiras baseadas em critérios ambientais. Segundo os lobistas, quem produz nos Estados Unidos tem de seguir padrões ecológicos muito mais severos que aqueles observados no mundo em desenvolvimento. Disso decorre uma ampla diferença de custos, com desvantagem para os americanos, de acordo com o argumento.
A alegação é obviamente discutível, até porque as políticas ambientalistas foram relaxadas, nos Estados Unidos, durante os oito anos de governo de George W. Bush. Além disso, o agronegócio americano continua desfrutando de elevados subsídios, alguns deles mantidos mesmo depois de condenados pela OMC.
Nos EUA, esse tipo de pressão surgiu muito antes de se marcar a reunião de cúpula de Copenhague sobre mudança climática. O projeto em exame no Congresso poderá ser aprovado mesmo sem a fixação de metas obrigatórias nessa reunião. Mas, se houver compromisso com obrigações diferenciadas para países desenvolvidos e em desenvolvimento, os grupos de lobby deverão pressionar mais fortemente em busca de compensações. Um dos projetos em exame no Congresso poderá obrigar os importadores a comprar licenças de emissão de carbono, aumentando seus custos. O efeito será transferido, naturalmente, para os exportadores, encarecendo suas operações.
A ameaça é especialmente grave porque a Rodada Doha de negociações comerciais continua emperrada. Se fosse concluída, parte das barreiras e dos subsídios atualmente em vigor seria eliminada. Além disso, os negociadores ainda poderiam tentar estabelecer alguma disciplina para o uso de barreiras ambientais. Sem o avanço da Rodada, a aprovação das leis em estudo no mundo rico resultará simplesmente em mais entraves num comércio já sujeito a um excesso de distorções.
Segundo cálculo da Fiesp, as barreiras em discussão nos Estados Unidos poderão afetar 15,4% das exportações brasileiras para o mercado americano ? algo em torno de US$ 5 bilhões anuais.
O governo brasileiro acertou ao fixar um objetivo de combate ao aquecimento. Isso pode ser politicamente útil, no debate internacional. De toda a forma, a adoção de metas ambientais mais claras e mais severas atende ao interesse brasileiro ? se o compromisso for levado a sério em Brasília. Mas é preciso adicionar à discussão sobre o aquecimento global a questão do protecionismo. O presidente Lula poderia aproveitar a próxima reunião de cúpula para incluir o tema na agenda internacional.
Segurança e direitos sociais podem motivar a adoção de mais barreiras protecionistas, proximamente. A questão da segurança é especialmente importante para os americanos, empenhados no combate ao terrorismo dentro e fora de suas fronteiras. Mais perigosa é a pressão, nos países mais avançados, pela implantação de barreiras contra a importação de mercadorias produzidas com trabalho escravo e trabalho infantil. A legislação trabalhista no Brasil é mais minuciosa que a de muitos países desenvolvidos, mas é preciso avançar no combate ao trabalho ilegal. O próprio setor privado tem procurado agir por meio de acordos entre fornecedores e compradores de insumos. O problema é grave, economicamente, porque meia dúzia de bandidos pode prejudicar a imagem de todo o País. Mas é preciso ir além ? e não só para atender a exigências internacionais. Aplicar a lei de forma exemplar pode ser muito mais eficiente que as políticas adotadas até agora.

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roughshod

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DEFINITION: (adjective) Marked by brutal force.
SYNONYMS: barbarous, brutal, cruel, fell, savage, vicious.
USAGE: Stalin’s roughshod treatment of the kulaks resulted in the deaths of hundreds of thousands, and perhaps even millions, of Russian peasants.

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restitute

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DEFINITION: (verb) Give or bring back.
SYNONYMS: restore.
USAGE: The German government has agreed to restitute artworks seized by the Nazis during WWII.
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Why so Serious? (?) – Músicas que os Militares Usam para Atormentar o Pessoal na Embaixada Brasileira

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Fica o registro de duas dessas músicas, trazidas pelo jornalista DaEmbaixada.

Só para constar: um trecho está em CAIXA ALTA, não fui eu quem colocou, obviamente não apoio o movimento anti-Zelaya, sendo assim, estou só trazendo para vocês. O original da letra está aqui: http://www.lyrics007.com/Paquita%20La%20Del%20Barrio%20Lyrics/Rata%20De%20Dos%20Patas%20Lyrics.html

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