Archive for the ‘Política Interna’ Category
Notas do Itamaraty: Terremoto na Turquia, Homenagem aos Mortos no Haiti e Evento Sobre Eficiência Energética e Sustentabilidade
Por Daniel Cardoso
Terremoto na Turquia
O Governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação, do terremoto de 6 graus na escala Richter, que atingiu a Turquia, nesta segunda-feira, dia 8 de março, e resultou na morte de pelo menos 50 pessoas.
O Governo brasileiro solidariza-se com as famílias das vítimas e manifesta seu sentido pesar ao Governo e ao povo turcos.
Homenagem a militares e funcionários da ONU mortos no Haiti
Será realizada em Nova York, na sede das Nações Unidas, em 9 de março, cerimônia em homenagem aos funcionários das Nações Unidas que morreram no Haiti em decorrência do trágico terremoto de 12 de janeiro. O Brasil será representado pela Embaixadora na ONU, Maria Luiza Viotti.
Com o auxílio do Governo brasileiro e da ONU, familiares dos brasileiros que serviam na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) comparecerão à cerimônia.
Dentre os brasileiros a serviço das Nações Unidas que morreram no Haiti havia 18 militares, o Representante Especial Adjunto do Secretário-Geral, Luiz Carlos da Costa, e o Capitão Cleiton Neiva, oficial da Polícia Militar do Distrito Federal que estava a serviço da MINUSTAH por meio do Programa de Voluntários das Nações Unidas.
“Construindo com Eficiência Energética e Sustentabilidade”
Dois eventos ocorrerão nos próximos dias, no Palácio do Itamaraty do Rio de Janeiro, buscando fomentar projetos de desenvolvimento habitacional com eficiência energética no continente americano.
O primeiro evento terá lugar nos dias 8 e 9 de março e reunirá arquitetos e especialistas em planejamento urbano e construção sustentável nas Américas. O objetivo do encontro, que conta com o copatrocínio do Governo dos EUA, é debater idéias e iniciativas na área das construções populares sustentáveis e eficientes. […]
O segundo evento, previsto para os dias 10 e 11 de março, será uma conferência de representantes governamentais das Américas sobre o mesmo tema. O objetivo é discutir políticas públicas e consolidar em documento as boas práticas que podem ser adotadas em outros países do continente. Além do Brasil, confirmaram presença representantes da Argentina, Belize, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, EUA, México e Trinidad e Tobago.
O documento resultante da reunião deverá ser apresentado na 5a edição do World Urban Forum, a ter lugar também no Rio de Janeiro, de 22 a 26 de março, sob os auspícios da UN-Habitat, Agência das Nações Unidas para Assentamentos Urbanos.
Ambos darão atenção especial à situação no Haiti e à necessidade de "necessidade de reconstrução do país com edificações seguras, sustentáveis do ponto de vista energético e de custo acessível."
"Essas iniciativas decorrem de proposta lançada pelo Brasil, em junho de 2009, por ocasião de reunião sobre eficiência energética realizada em Lima, em seguimento à última Cúpula das Américas (Trinidad e Tobago, abril de 2009). A proposta brasileira enfatizava a prioridade que se deve conferir às necessidades dos países em desenvolvimento no debate sobre eficiência energética, como a construção de casas para famílias de baixa renda."
Comentários sobre a questão da reconstrução habitacional do Haiti (viagem na maionese mode ON):
Em primeiro lugar, gostaria de deixar explícito que não sou engenheiro, nem arquiteto, nem pedreiro ou mestre de obras (
), mas apenas um interessado por construções, que sempre acompanhou atentamente o assunto "de uma distância segura". Digamos que é um tipo de "dom" reprimido que tenho (meu teste vocacional deu: 1 – relações Internacionais. 2 – Direito. 3 – Arquitetura…).
Bom, a questão da reconstrução habitacional do Haiti é muito interessante. Será bem fácil saber até que ponto a "comunidade internacional" está comprometida com soluções duráveis para o país. Simplesmente reconstruir tudo não é solução. Como eu já disse antes, é preciso aplicar tecnologias nas novas construção, "otherwise" elas vão colapsar após o próximo terremoto. Seria como construir um castelo de cartas.
Entrando em minha ceara, que é a de pensar em soluções sem me preocupar com os detalhes, acredito que uma boa solução seja a construção de "vilas verticais" (cidade vertical é o termo mais comum, eu, aqui estou reduzindo para um vila
).
Isso é: construir prédios de boa altura, com tecnologia antissísmica (que pode ser um contrapeso móvel no topo do prédio), assim seria possível abrigar centenas de famílias pobres, garantindo seu direito à habitação e, além disso, ter prédios seguros em caso de abalos sísmicos.
Outra vantagem seria o número reduzido desses prédios, o que poderia facilitar a mobilização de recursos internacionais. A manutenção e custos poderiam ser geridos por meio de espaços de marketing (um logo gigantesco da coca-cola na lateral, etc…). Uma troca justa, eles venderiam a alma em troca de uma casa bonita
.
Eu já havia pensado em soluções assim, mas para o Brasil. Sempre que vejo aquelas favelas do RJ fico pensando: "Por que esses caras não substituem essas centenas de ‘casinhas’ por um único prédio, com todo mundo empilhado." (hehe
) Assim seria mais fácil gerir muitas situações de uma única vez: seria possível criar condomínios verticais com escola, posto de saúde, posto policial etc. Com um sistema bem pensado de "condomínio" seria possível evitar que prédio virasse um cortiço. Com o mesmo sistema bem pensado seria possível neutralizar a ação de criminosos. Claro… tudo isso com um processo de negociação com a comunidade, que pode resistir no início, já que parece existir um certo "glamour da miséria" em certos locais, levado à frente, principalmente, por certos cantores por aí…
Aqui algumas soluções de baixo custo (molde de isopor!) + um dos sistemas de contrapeso que existem:
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Notas do Itamaraty: Terremoto na Turquia, Homenagem aos Mortos no Haiti e Evento Sobre Eficiência Energética e Sustentabilidade
Por Daniel Cardoso
Terremoto na Turquia
O Governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação, do terremoto de 6 graus na escala Richter, que atingiu a Turquia, nesta segunda-feira, dia 8 de março, e resultou na morte de pelo menos 50 pessoas.
O Governo brasileiro solidariza-se com as famílias das vítimas e manifesta seu sentido pesar ao Governo e ao povo turcos.
Homenagem a militares e funcionários da ONU mortos no Haiti
Será realizada em Nova York, na sede das Nações Unidas, em 9 de março, cerimônia em homenagem aos funcionários das Nações Unidas que morreram no Haiti em decorrência do trágico terremoto de 12 de janeiro. O Brasil será representado pela Embaixadora na ONU, Maria Luiza Viotti.
Com o auxílio do Governo brasileiro e da ONU, familiares dos brasileiros que serviam n
a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) comparecerão à cerimônia.
Dentre os brasileiros a serviço das Nações Unidas que morreram no Haiti havia 18 militares, o Representante Especial Adjunto do Secretário-Geral, Luiz Carlos da Costa, e o Capitão Cleiton Neiva, oficial da Polícia Militar do Distrito Federal que estava a serviço da MINUSTAH por meio do Programa de Voluntários das Nações Unidas.
“Construindo com Eficiência Energética e Sustentabilidade”
Dois eventos ocorrerão nos próximos dias, no Palácio do Itamaraty do Rio de Janeiro, buscando fomentar projetos de desenvolvimento habitacional com eficiência energética no continente americano.
O primeiro evento terá lugar nos dias 8 e 9 de março e reunirá arquitetos e especialistas em planejamento urbano e construção sustentável nas Américas. O objetivo do encontro, que conta com o copatrocínio do Governo dos EUA, é debater idéias e iniciativas na área das construções populares sustentáveis e eficientes. […]
O segundo evento, previsto para os dias 10 e 11 de março, será uma conferência de representantes governamentais das Américas sobre o mesmo tema. O objetivo é discutir políticas públicas e consolidar em documento as boas práticas que podem ser adotadas em outros países do continente. Além do Brasil, confirmaram presença representantes da Argentina, Belize, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, EUA, México e Trinidad e Tobago.
O documento resultante da reunião deverá ser apresentado na 5a edição do World Urban Forum, a ter lugar também no Rio de Janeiro, de 22 a 26 de março, sob os auspícios da UN-Habitat, Agência das Nações Unidas para Assentamentos Urbanos.
Ambos darão atenção especial à situação no Haiti e à necessidade de "necessidade de reconstrução do país com edificações seguras, sustentáveis do ponto de vista energético e de custo acessível."
"Essas iniciativas decorrem de proposta lançada pelo Brasil, em junho de 2009, por ocasião de reunião sobre eficiência energética realizada em Lima, em seguimento à última Cúpula das Américas (Trinidad e Tobago, abril de 2009). A proposta brasileira enfatizava a prioridade que se deve conferir às necessidades dos países em desenvolvimento no debate sobre eficiência energética, como a construção de casas para famílias de baixa renda."
Comentários sobre a questão da reconstrução habitacional do Haiti (viagem na maionese mode ON):
Em primeiro lugar, gostaria de deixar explícito que não sou engenheiro, nem arquiteto, nem pedreiro ou mestre de obras (
), mas apenas um interessado por construções, que sempre acompanhou atentamente o assunto "de uma distância segura". Digamos que é um tipo de "dom" reprimido que tenho (meu teste vocacional deu: 1 – relações Internacionais. 2 – Direito. 3 – Arquitetura…).
Bom, a questão da reconstrução habitacional do Haiti é muito interessante. Será bem fácil saber até que ponto a "comunidade internacional" está comprometida com soluções duráveis para o país. Simplesmente reconstruir tudo não é solução. Como eu já disse antes, é preciso aplicar tecnologias nas novas construção, "otherwise" elas vão colapsar após o próximo terremoto. Seria como construir um castelo de cartas.
Entrando em minha ceara, que é a de pensar em soluções sem me preocupar com os detalhes, acredito que uma boa solução seja a construção de "vilas verticais" (cidade vertical é o termo mais comum, eu, aqui estou reduzindo para um vila
).
Isso é: construir prédios de boa altura, com tecnologia antissísmica (que pode ser um contrapeso móvel no topo do prédio), assim seria possível abrigar centenas de famílias pobres, garantindo seu direito à habitação e, além disso, ter prédios seguros em caso de abalos sísmicos.
Outra vantagem seria o número reduzido desses prédios, o que poderia facilitar a mobilização de recursos internacionais. A manutenção e custos poderiam ser geridos por meio de espaços de marketing (um logo gigantesco da coca-cola na lateral, etc…). Uma troca justa, eles venderiam a alma em troca de uma casa bonita
.
Eu já havia pensado em soluções assim, mas para o Brasil. Sempre que vejo aquelas favelas do RJ fico pensando: "Por que esses caras não substituem essas centenas de ‘casinhas’ por um único prédio, com todo mundo empilhado." (hehe
) Assim seria mais fácil gerir muitas situações de uma única vez: seria possível criar condomínios verticais com escola, posto de saúde, posto policial etc. Com um sistema bem pensado de "condomínio" seria possível evitar que prédio virasse um cortiço. Com o mesmo sistema bem pensado seria possível neutralizar a ação de criminosos. Claro… tudo isso com um processo de negociação com a comunidade, que pode resistir no início, já que parece existir um certo "glamour da miséria" em certos locais, levado à frente, principalmente, por certos cantores por aí…
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Começa Hoje a Vacinação Contra a Gripe A H1N1
De acordo com o jornal Valor Econômico, a partir de hoje o Ministério da Saúde disponibilizará um cadastro, no qual você receberá um alerta por e-mail quando chegar a hora do seu grupo tomar a vacina.
"Cerca de um ano depois de aparecer como grande ameaça, e de já ter provocado 16 mil mortes no mundo, sendo 1.705 no Brasil, ainda não é possível prever como será o segundo ano da gripe."
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Mulheres, Um Mundo Misturado
Fonte: Folha de S. Paulo
Miguel Srougi
EMBARAÇADO PELAS minhas limitações, tentei compreender o sentido do Dia Internacional da Mulher. Lembrando as mulheres que conheço, concluí que elas seriam incapazes de criar uma data para sua autoexaltação sem contexto. Desviando o pensamento para os homens que conheço, suspeitei que eles pudessem ser os autores da obra, enfim, quem mais além delas lhes concede emoções tão incontidas? Rapidamente desisti. Acho que eles seriam incapazes de expressar gratidão.
Voltei a lembrar das mulheres que conheço e acho que compreendi. É delas mesmo que deve ter surgido a iniciativa, afinal, mais do que atuar como instrumento de perpetuação da espécie, acho que elas queriam ser lembradas pela sua participação, frequentemente desprezada, na construção de sociedades mais justas, dentro de um mundo confuso e misturado.
Não por acaso, a ONU estabeleceu em 2000 o Projeto do Milênio, em que foram definidas ações para, até 2015, reduzir pela metade a fome e a miséria no planeta. Planeta habitado por 800 milhões de pessoas que, vítimas da pobreza e da insensibilidade, vão dormir famintas ao final de cada dia e onde 29 mil crianças morrem diariamente atingidas por desnutrição ou doenças infecciosas já erradicadas nos países mais sérios. Tragédia que, apesar da exaltação oficial, não poupa o Brasil.
Designada a nona economia do mundo pelo seu PIB, nossa nação ostenta um aflitivo 75º lugar no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH. Parâmetro mais humano do que o PIB, já que agrega valores de saúde e de instrução de um povo. E reflete a brutal realidade que prevalece na nossa sociedade, povoada por 35 milhões de pobres e miseráveis e onde 1% dos mais ricos acumula a mesma renda que 50% de toda a população.
De forma emblemática, o projeto contemplou medidas de valorização e de proteção à mulher, por motivos fáceis de compreender. O ciclo de transmissão da fome e da miséria nas nações menos desenvolvidas só pode ser interrompido se os desprovidos tiverem acesso à educação, à saúde e ao trabalho. Nessas sociedades, as mulheres têm uma participação única e insubstituível. Elas são responsáveis por cerca de 70% do trabalho que sustenta as famílias e são provedoras quase exclusivas da assistência aos vulneráveis, crianças, doentes e idosos. Representam também, nas nações mais pobres, o principal elo, muitas vezes solitário, de agregação das famílias. Ademais, estudos da OMS e do Banco Mundial mostraram que, nos países pobres, a taxa de escolaridade dos filhos aumenta em quase 50% quando a mãe, ao contrário do pai, tem educação básica. Comprovaram ainda que, quando os proventos familiares são gerenciados pelo pai, e não pela mãe, as despesas com a alimentação dos filhos aumenta 15 vezes, devido ao desperdício e aos gastos inúteis. Além disso, para cada ano a mais de instrução da mãe, a taxa de mortalidade infantil diminuiu nove mortes em cada mil nascimentos.
Contrastando com a relevância do seu papel nas sociedades contemporâneas, as mulheres têm seus direitos restringidos ou ignorados na maioria delas. Por isso, combater as desigualdades de gênero é fundamental para produzir a prosperidade de uma nação e, principalmente, para respeitar a essência da condição humana. O que significa que é imprescindível que se conceda às mulheres os mesmo direitos desfrutados pelos homens no trabalho, na propriedade e na política, que se privilegie seu acesso à saúde e aos cuidados na maternidade, que se reduza sua vulnerabilidade à violência física, sexual e psicológica, que elas tenham a prerrogativa de comandar a sua vida sexual e reprodutora e, principalmente, que se conceda a elas o direito de controlar o próprio destino.
Termino dirigindo, neste dia, um olhar de reconhecimento a todas as mulheres. Mulheres que se confundem com a questão eterna da maternidade, com o manto de aconchego da condição humana e com a superação da miséria no mundo. E que têm sido afrontadas pela discriminação, pela injustiça, pela opressão e pela violência.
Como membro do outro gênero, aproveito também para pedir desculpas. E justifico socorrendo-me em Riobaldo, o jagunço-filósofo de Guimarães Rosa: "Eu careço de que o bom seja bom e o ruim ruim, que dum lado esteja o preto e do outro lado o branco, que o feio fique apartado do bonito e a alegria longe da tristeza!
Quero todos os pastos demarcados…
Como é que posso com este mundo?
Este mundo é muito misturado".MIGUEL SROUGI , 63, médico, pós-graduado em urologia pela Harvard Medical School (EUA), é professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP e presidente do conselho do Instituto Criança É Vida.
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Pensadores (68) – Political Anthropology (Introduction to Politics) – P. I
Theory in political anthropology and the state. Political systems, state and law, political theory since Aristotle, anthropology and politics.
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Why so Serious? (!) – "Ninguém Merece"…
Essa é mais para o pessoal de Brasília, que é quase 70% dos visitantes do site…
Para quem não conhece o Roriz, veja aqui o que dele falam: http://www.correiobraziliense.com.br
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Ministro diz que Plano de Banda Larga Utilizará Estrutura da Eletrobrás
Fonte: Agência Brasil
Nota: Enquanto o site do MRE está "morto", fica essa notícia relacionada ao desenvolvimento tecnológico.
O Ministro do Planejamento afirmou que o Programa nacional de Banda Larga utilizará a estrutura da Eletrobrás. O objetivo é universalizar o acesso à internet rápida no Brasil.
“O meio que o governo vai utilizar não passa por acordo com a Eletronet. A Eletronet é uma massa falida que continua lá, gerida pelo síndico. O que o governo federal pode, eventualmente, lançar mão das redes de distribuição de fibras óticas que estão de posse do sistema Eletrobrás. Não tem nenhuma relação econômica com a Eletronet”, afirmou o Ministro. O programa é considerado prioridade para 2010.
A Eletronet surgiu como empresa estatal no início da década de 1990. Parte da empresa foi privatizada em 1999 com a venda de 51% de seu capital para a americana AES. O governo manteve 49% das ações. Com a falência, o grupo americano vendeu a sua participação para uma empresa canadense, que revendeu metade do ativo para Nelson dos Santos.
O governo quer quer as redes de fibra ótica cubram 60% do território nacional, dando acesso a 90% da população. Há a decisão no sentido de que a Telebrás irá gerir o sistema. "Santanna não quis falar sobre o custo do investimento, mas disse que a parte mais cara, que seria a implantação da rede de fibras óticas já está pronta." “É um investimento que já foi feito que é a estrutura de fibra ótica. Seria um desperdício não utilizá-la. É só iluminá-las [utliza-las para transmissão de dados]. O que o governo terá é um ganho marginal de um investimento que já foi feito”.
Comentário: O Brasil, por experiência própria digo, já esteve muito atrás em termos de tecnologia de redes. Nos idos de 1998, nosso PING (ping é um pacote de dados cuja única utilidade é verificar se a conexão está funcionando. O valor do ping é o tempo, em milissegundos, que o pacote leva para ir e voltar ao usuário) em servidores nacionais, com "banda estreita" (modens de 36k), variava em torno do 999.
Quem tinha ping de 500-700 era um sortudo, invejado por todos. Nos fóruns especializados nós víamos os americanos, em competições internacionais, com ping de 200! O que diziam os mais entendidos, lembro bem, era que nós estávamos com dois anos de atraso em relação a eles.
Esse atraso já foi tirado ha muito tempo. Hoje nosso ping varia entre 60 – 200 no máximo (é até engraçado ver os "mulekes" (noobs) de hoje reclamando quando o ping está em 100: "estou lagado! Droga de conexão!" eu começo a rir… e pensar que sou idoso…), com banda larga claro. Lembrei-me hoje, por acaso, que naquela época, 1998, ter 1mb de conexão era um sonho, literalmente. Quem tinha tirava onda com seu "T1". Hoje quase todo o acesso é de banda larga, acredito que uma minoria use modems "padrão".
Podem pensar, contudo, que continuamos atrasados, mas isso não é verdade. A uns 3 ou 4 meses atrás, estava eu em um servidor americano e as discussões não saiam muito da nossa realidade. Estamos no primeiro mundo, falta universalizar o acesso, é isso que o governo quer.
Aqui em Brasília existia/existe um plano de criar mega torres de transmissão Wi-Fi, tornando o acesso gratuito em todo o Distrito Federal, mas essa idéia foi "ventilada" a alguns anos atrás e não ouvi mais nada a respeito.
Bom, apesar da boa vontade, agora começo a ser mais crítico do que descritivo, é preciso pensar em longo prazo, investir nossos recursos de forma inteligente e esse plano do governo pode estar seriamente comprometido, podemos voltar à estaca de subdesenvolvimento "internetal", digamos assim.
O principal desafio é a Google, de novo. Como já coloquei aqui, e saiu com uma semana de atraso em um revista nacional, eles já estão desenvolvendo um sistema de redes que pode chegar a 100GB por segundo! (veja aqui). Nós aqui no Brasil corremos o risco de estarmos gastando nossos esforços à toa, sendo que em breve tudo poderá estar perdido caso a Google desenvolva seu sistema com sucesso (eles são bons no que fazem) e simplesmente chegue aqui para nos "colonizar" tecnologicamente. Ou vocês acham que eles vão tornar esse conhecimento tecnológico livre de direitos de propriedade?
O que podemos fazer? Bom, sem parar os esforços do governo nesse sentido de universalização, devemos começar a investir em esforços de "contramedida". Tirando o peso conflituoso do termo, obviamente, seriam medidas de desenvolvimento tecnológico que nos permitam atingir o mesmo grau de avanço que eles pretendem ter, mesmo que com alguns meses de atraso, mas é melhor que nada, melhor que ficar nas mãos deles. Eu acredito que seja possível fazer, basta reunir um bom número de engenheiros de fazê-los trabalhar até suar sangue…
Outra possibilidade é aproveitar o desejo da Google de desenvolver seu sistema e agir de forma diplomática a fim de cooptá-los a testar seus sistemas aqui, com investimentos brasileiros e googlianos conjuntos. Resta saber se eles vão querer… ou se o governo dos EUA vai permitir… Eu ainda prefiro a opção do "suar sangue" …
Ps.: Quando existir a tal conexão de 100GB/ segundo, seremos obrigados a abrir os "joguinhos" FPS da vida e mergulhar neles por algumas semanas… só assim para adaptar o cérebro às megas velocidades de pings de, sei lá 0,10 ou coisas do gênero… Tenho até pena dos "velinhos" que nem sabem a diferença que fazem 100 milisegundos na vida de uma pessoa, hehehehe…
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Processo de Inovação Reversa
Fonte: IG
O recente anúncio de que a General Electric pretende instalar no Brasil seu primeiro centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da América Latina _será a quinta unidade de P&D da GE no mundo_ reforça a teoria de que a inovação reversa é uma das novas tendências do processo de criação de novos produtos e serviços. A opinião é do consultor especializado em inovação, Alexis Gonçalves, que identifica um claro movimento de investimentos em novos pólos tecnológicos, como Índia, China e Brasil.
Criado pelo professor da Tuck School of Business, nos Estados Unidos, o indiano Vijay Govindarajan, o conceito de inovação reversa trata das inovações que são criadas e adotadas primeiro nos países emergentes e, só então, levadas para os mercados desenvolvidos.
“As grandes empresas estão finalmente acordando para o fato de que já se foi o tempo em que os países em desenvolvimento limitavam-se a adaptar as novas tecnologias criadas nas matrizes das gigantes multinacionais”, avalia Gonçalves, que cita o exemplo do Nano. Desenvolvido na Índia, o carro teve seu projeto remodelado para entrar no mercado europeu, em movimento contrário ao tradicional.Autor dos livros Innovation Hardwired e Herramientas Avanzadas de Innovación, Gonçalves atuou em empresas como Citigroup, American Express e Accenture, em países da América, Ásia e Europa, sempre na área de consultoria e gestão da inovação. Hoje, ele lidera a implantação do programa de Inovação na área de Tecnologia em Negócios da Pfizer, em Nova York.
Leia a entrevista com Alexis Gonçalves.
iG: Qual é sua avaliação sobre o processo de inovação reversa?
Gonçalves: No início da globalização, os países desenvolvidos criavam tecnologias e novos processos e, às economias emergentes, cabia apenas realizar pequenas adaptações locais. Mas, cada vez mais, o que se vê é o processo de inovação reversa. Um bom exemplo é o Nano. Desenvolvido na Índia, o projeto foi adaptado pela Tata para o mercado europeu. A GE, que contou por dois anos com a consultoria de Vijay Govindarajan, reconhecidamente um dos maiores experts do mundo em estratégia e inovação, é outra grande companhia que se adiantou a esta tendência.iG: Mas esse movimento ainda é bastante discreto no Brasil se comparado a países como China e Índia, não?
Gonçalves: Sim, é verdade. Embora esteja mais adiantado que os países da América Latina, o Brasil está muito atrás da Índia e da China, que já entenderam que, sem inovação, não é possível prosperar. A inovação reversa representa uma importante mudança de paradigmas na forma de inovar. É preciso ter uma equipe local de pesquisadores e cientistas extremamente qualificados, com autonomia suficiente para agir.Conceito do Nano foi exportado para a Europa
iG: O que falta ao Brasil para acompanhar esses países?
Gonçalves: Diria que são cinco pontos. O primeiro é a proteção à propriedade intelectual. O fomento ao empreendedorismo e o investimento em educação também são fundamentais. Além disso, o Brasil precisa modernizar seu Judiciário. Porém, um dos itens mais importantes seria investir na formação de clusters, de forma a reunir universidades, centros de P&D, investidores e grandes empresas em um único lugar, como o que temos no Vale do Silício.
iG: Outra tendência que vem se fortalecendo no País é o uso de sistemas de inovação aberta, no qual as empresas apostam no que se chama de “inteligência coletiva”, ao contar com a colaboração de clientes para desenvolver novos produtos. Você acredita nesse modelo?
Gonçalves: A inovação aberta tem duas vertentes: outbound e inbound. A que está na moda é a inbound, quando uma empresa apresenta o problema ou o desafio e abre espaço para que as pessoas possam resolver ou sugerir soluções para o tema. Neste caso, toda a propriedade intelectual da ideia fica para a empresa. Dois bons exemplos são os sites da Fiat (Mio) e da Dell (Idea Storm).
A que tem menos procura é a outbound, quando alguém desenvolve uma tecnologia ou novo produto e oferece para alguma empresa implementar. Esta vertente é a mais arriscada, porque nesse caso não há controle sobre o sucesso do empreendimento.iG: Mas, quais são os riscos de expor as necessidades e os desafios da empresa num processo de inovação aberta?
Gonçalves: O segredo da inovação inbound é contar com uma capacidade de filtro extremamente eficiente. De forma geral, as companhias têm grande dificuldade em analisar, responder e articular as sugestões dentro de casa. Sem um back-end adequado – pessoas preparadas para receber as idéias, fazer uma triagem e encaminhar para os respectivos responsáveis – todo o projeto pode ser comprometido, afetando inclusive a imagem e a marca da empresa. É preciso contar com uma forte coordenação de comunicação.
Comentário:
Porém, um dos itens mais importantes seria investir na formação de clusters, de forma a reunir universidades, centros de P&D, investidores e grandes empresas em um único lugar, como o que temos no Vale do Silício.
Realmente, é importante que exista um ponto de referência em que os diferentes atores possam convergir. Isso pode acontecer em feiras/convenções, mas um ponto fixo é muito mais eficiente.
Aqui em Brasília, existe um modelo interessante, que ainda está sendo implementado. Trata-se da "Cidade Digital".
A Cidade Digital de Brasília é um terreno próximo ao Parque Nacional, com 40.000 m². O objetivo é reunir empresas de TI (Tecnologia da Informação) em um só local. Existem informações de que a Microsoft poderia ser instalada lá, assim como o Data Center do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
A esperança é a de que os investimentos no local cheguem aos bilhões, com investimentos de dez empresas de grande porte. A criação de postos de trabalho diretos poderia chegar a 40mil, sendo até 40 mil outros postos indiretos em todo o Brasil.
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Pensando Diferente (3) – Transportes: Ferrovias, Rodovias e Navios!
Quarto programa da série 7 Anos em 7 Minutos com o ministro Alfredo Nascimento (Transportes), em que fala sobre a retomada dos investimentos estratégicos em infraestrutura promovidos pelo governo Lula.
Eu sou um entusiasta das ferrovias. Não vejo como o Brasil possa desenvolver sem ter uma ótima estrutura de logística e isso precisa, antes de mais nada, passar pelo progresso vigoroso na área ferroviária.
Rodovias: Os gastos com rodovias são menores que os ferroviárias no curto prazo, mas a constante necessidade de manutenção, os riscos, incluindo o de assaltos, para os que utilizam o sistema (viajantes, caminhoneiros e operadores), os gastos causados por acidentes, tudo isso junto, com certeza, ultrapassa em muito qualquer investimento que pudesse ter sido feito em uma ferrovia no mesmo trecho.
Minha visão é a de que as rodovias federais devem ser privatizadas o quanto antes. Quanto mais cedo o governo livrar-se dos gastos em manutenção, sinalização e expansão, melhor para todos nós. A iniciativa privada que cuide disso, recebendo seu quinhão de lucro.
A privatização das estradas tem mais efeitos positivos que negativos: melhora e amplia as rodovias, traz maior segurança para o sistema como um todo e reduz o número de veículos em circulação, já que incentiva o uso de transportes coletivos.
Ferrovias: As ferrovias, como já disse a pouco, constituem a forma superior de transporte. É preciso levar em consideração, porém, o altíssimo custo inicial.
Todos sonhamos em ganhar na loteria ou receber grandes somas de dinheiro com uma grande descoberta ou coisas assim, pois bem, em um de meus momentos de "ócio criativo", resolvi fazer uma pesquisa (isso foi a alguns anos atrás) sobre quanto custaria determinado trecho utilizando o transporte ferroviário.
Acabei chegando a um site especializado (não sei mais o endereço
) que tinha uma tabela de custos por tipo de terreno. Obviamente, passando por cima de montanhas, em túneis, elevados, etc., tudo isso era mais caro que a construção em terreno plano. Enfim, os dados que eu tive foram os de que um (1) mísero quilômetro em terreno plano custa aproximadamente USD 2 milhões!!!!
Isso sem levar em conta os trens, as estações (que já sei, por experiência aqui em Brasília, que custam pouco mais de R$ 20 milhões a unidade, para trens de quatro composições (esse foi o custo das estações da 102, 112, 108, 110 sul aqui do Plano Piloto… lembrando que elas já estavam "semi-construídas"… não sei quanto disso "pode ter sido maracutaia"…).
Ou seja: são altíssimos os custos iniciais, mas, ao longo do tempo, isso pode ser compensado e valer à pena.
Imagine-se que um único trem pode transportar a carga de centenas de caminhões. Cortam-se drasticamente, assim, em um nível mais geral, os gastos com combustível, já que uma locomotiva gasta menos que centenas de motores individuais, alguns bem, outros mal regulados.
Reduz-se, também, os riscos de assaltos. Na verdade, creio que possa ser literalmente zerado o risco de assaltos. O fato de apenas um trem carregar uma quantidade absurda de bens, torna possível que exista um vagão exclusivo para a polícia ferroviária federal (isso existe sim… hehehe… parece que só tem 4 agentes hoje!!!!), dando segurança aos bens e pessoas que estivessem transitando.
Para as empresas, o transporte seria muito mais barato. Eliminaria-se o problema da "incerteza" com relação ao prazo de chegada, assim como da qualidade da mercadoria, que seria transportada mais rapidamente e sem os "solavancos" de uma estrada convencional.
Para os consumidores, tudo ficaria melhor. Os preços dos bens cairiam, já que os custos com transporte seriam menores. A qualidade dos mesmos seria elevada exponencialmente, especialmente no caso de hortifrutigranjeiros, que, por serem transportados mais rapidamente, chegariam mais frescos às mesas dos brasileiros, assim como exigiriam menor quantidade de agrotóxicos, já que grande parte deles serve para preservar esses alimentos pelas longas horas e dias de transporte rodoviário.
Para as pessoas o benefício seria muito grande. Menos caminhões nas estradas significarão menor risco de acidentes, já que uma parte deles provêm de caminhoneiros que têm que trabalhar por longas horas, sem descanso, correndo contra o relógio. Da mesma forma, as famílias deixarão de estar obrigadas a irem de carro. Poderiam pegar trens e chegar rapidamente a seus locais de destino, aproveitando as belezas da paisagem. Outro benefício seria o desafogamento das grandes cidades, que, por terem transporte de longa distância com alta qualidade, poderão receber pessoas de locais mais afastados dos centros. As "cidades-dormitório" tornar-se-ão mais presentes, diminuindo o fluxo de carros nos grandes centros urbanos.
Transporte marítimo: O já famoso livro "Amazônia Azul" trouxe à tona as discussões sobre a necessidade do Brasil ter uma frota mercante de peso. Como o intuito desse texto não é científico, não recorrerei ao livro texto para buscar números exatos, mas uma quantidade muito pequena de nosso comércio exterior é feito em navios nacionais.
O principal problema dessa realidade é o fato de que os valores pagos em fretes e seguros acabam ficando nas mãos de estrangeiros. Levarei à frente, assim, a visão dos oficiais da Marinha que pregam uma reversão no atual quadro. A proposta deles é a de que o Brasil precisa investir pesado na construção de navios mercantes, a fim de substituir os mais de 90% de dependência que temos de terceiros países em nosso comex.
Vocês já devem estar desconfiados e eu torno explícito que sou favorável ao investimento estatal inteligente. Não corroboro um processo de estatização, mas acredito que seja possível criar empreendimentos de sucesso no modelo Petrobrás ou a ex-Vale do Rio Doce, no qual o governo entra com um pesado investimento financeiro, mas com uma mentalidade capitalista, de lucro e competitividade. Nesse setor, de transporte marítimo, creio eu, seria ideal o governo lançar mão de recursos para a construção de estaleiros a fim de, gradualmente, substituir a situação atual.
Acabei não resistindo e vou sair um pouco da linha e fazer duas citações do livro Amazônia Azul, encerrando o argumento com a vertente interna desse setor.
Nessa era de globalização, o transporte marítimo é uma atividade eminentemente internacional, que opera em mercado aberto e concorrencial e, por isso, em princípio, qualquer operador pode, a despeito de sua nacionalidade ou da localização de sua empresa, prestar serviços de transporte no mercado. Assim, é muito comum a prestação desses serviços entre dois pontos de origem/destino, sem que algum deles seja o país de registro da empresa ou do navio (cross-trading). Talvez por isso, esse mercado seja dominado por grandes empresas transnacionais que desenvolvem estratégias globais, tirando partido da queda das diferentes barreiras de acesso às cargas transportadas, como se tem verificado em nível mundial.
Para um país como o nosso, que dispõe de um litoral com 3978 milhas e uma grande rede hidroviária interior, é lamentável que ainda nãos e explore adequadamente o transporte marítimo. É claro que são necessários investimentos para modernizar o sistema, que conta com 16 portos de boa capacidade operacional. Fazer crescer esse setor é difícil, mas não impossível. Sabendo-se que o número de empregos gerados por esse crescimento seria fator determinante para a diminuição da pobreza, tal imperativo logístico se impõe. Quantos novos postos de trabalho seriam criados com a ampliação da indústria naval, com o aumento do transporte marítimo, com o incremento da fiscalização e do controle, com a indústria de peças e com a maior demanda de mão-de-obras nos portos? É uma verdadeira bola de neve que não iria parar tão cedo.
Fonte: Amazônia Azul: o mar que nos pertence. Rio de Janeiro: Record, 2006. pgs. 110–111.
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