Archive for the ‘Política Internacional’ Category
Reunião do Grupo de Países Megadiversos Afins – Em Brasília no Dia 12 de Março
Será realizada, em Brasília, em 12 de março, reunião ministerial do Grupo de Países Megadiversos Afins (GPMA). O GPMA é um foro de concertação política que congrega dezessete países em desenvolvimento, detentores, em seu conjunto, de mais de 70% da biodiversidade do planeta: África do Sul, Bolívia, Brasil, China, Colômbia, Costa Rica, Equador, Filipinas, Índia, Indonésia, Madagascar, Malásia, México, Peru, Quênia, República Democrática do Congo e Venezuela. Esta será a terceira reunião do GPMA sob coordenação do Brasil, que detém a Presidência do Grupo desde 2008.
Criado em 2002, o GPMA visa à articulação de posições comuns em negociações relativas à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). No âmbito da CDB, estão sendo negociados um Regime Internacional de Acesso e Repartição de Benefícios decorrentes da Utilização de Recursos Genéticos e um Plano Estratégico para o período 2011-2020. Ambos os instrumentos deverão ser adotados na próxima Conferência das Partes da CDB, a realizar-se em outubro, em Xangai.
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Palestra em Brasília: China e EUA. Democracia e Autoritarismo como Opção de Inserção no Sistema Internacional.
Aula Inaugural do Curso de REL do IESB.
Palestra com Cristina Pecequilo sobre "China e EUA. Democracia e autoritarismo como opção d inserção no sistema internacional.
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Indicações de Leitura: Um Lugar no Mundo: A Argentina e a Busca de Identidade Internacional
O livro que indico hoje é Um Lugar no Mundo: A Argentina e a Busca de Identidade Internacional.
A estrutura do livro:
Capítulo 1: A Argentina aberta ao mundo: 1860-1916.
Capítulo 2: A Argentina aberta ao mundo: época do radicalismo.
Capítulo 3: A busca de um novo modelo de inserção.
Capítulo 4: Os anos de peronismo.
Capítulo 5: Instabilidade institucional, estratégias de desenvolvimento e política exterior: 1955-1973.
Capítulo 6: Instabilidade institucional, estratégias de desenvolvimento e política exterior: 1973-1983.
Capítulo 7: Os debates durante a fase democrática.
Ainda não pensei em um sistema de "rating", fica para a próxima, mas deixo algumas impressões gerais: o livro tem uma abordagem "por cima", sem detalhes precisos sobre quem assumiu em que momento o comando, ou seja, se quiser um livro sobre história da Argentina deverá procurar outro. Traz, contudo, uma análise muito focada nas interações entre as vertentes internas do país e suas influências sobre a política externa. Sobre a leitura, devo dizer que apesar de não ser "quadradinha", como gosto, é bem ágil, sem prolixidade.
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Globo Comunidade Mostra o Trabalho dos Bombeiros de Brasília no Haiti
Bombeiros do Distrito Federal fazem resgates de vítimas do terremoto no Haiti. Eles falam das péssimas condições de trabalho que encontraram no país da América Central.
O tenente-coronel Rogério Alvarenga fala sobre a rotina de trabalho dos bombeiros brasileiros durante o período que passaram em Porto Príncipe. Eles falam dos equipamentos que puderam levar.
Veja imagens da atuação dos bombeiros brasilienses no resgate das vítimas do terremoto que destruiu o Haiti. Eles falam que se sentiram pequenos diante da fúria da natureza.
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Pensadores (70) – Empire: What Future for Capitalism? (Joseph Stiglitz, Tariq Ali, Ann Pettifor and Ruth Lea)
From New York to Dubai and Bangladesh, Empire looks at the impact of US-style capitalism and asks: What does the future hold for crony capitalism? And what are the alternatives to neo-liberal globalisation?
A discussion between Joseph Stiglitz, Tariq Ali, Ann Pettifor and Ruth Lea.
Só para constar:
Quando eu ia fazer meu trabalho de monografia eu tinha chegado a duas opções: 1) fazer sobre direitos das mulheres islâmicas. 2) fazer sobre o "capitalismo sem Estado" (algo assim, nunca desenvolvi a fundo) na Somália. Ambas as escolhas foram criadas por mim, nada foi imposto. Graças a "Deus" estudei em uma instituição inteligente, que dava 100% de liberdade para os estudantes escolherem as áreas de pesquisa.
Pois bem, eu eliminei precipitadamente a segunda idéia depois que um professor pouco inteligente tirou sarro da minha cara. Basicamente o que ele disse foi "quem é que quer saber sobre a Somália? Que assunto de idiota!". Fui pego no contrapé, em um momento de dúvida (quem não passou por isso antes de uma monografia de fim de curso merece uma balinha) e acabei cedendo.
Pois bem, esse "sujeito", me tirou de um "track" que seria genial… no final não me arrependo, pois se seguisse por outro caminho não teria motivos para ter lançado o politicaexterna.com. Porém, eu hoje teria subsídios para tratar do tema final exposto pelo "host" do Empire, que, para mim é a "raiz" da coisa…
Fica a dica para vocês:
Nunca sigam os outros só porque eles estão em posição de inspirar "sabedoria", ou só por que você respeita a hierarquia cegamente. Eu pessoalmente não dou a mínima para isso, mas se você acha que um "professor" ou seu "chefe" tem algo de superior… é bom rever seus conceitos… altos cargos podem ser conseguidos com amizades ou por simples extroversão e velhice não é sinônimo de inteligência, muito pelo contrário em alguns casos. Sigam suas próprias intuições acima de tudo! (se vocês forem intuitivos, claro -> se não sabe se é, faça o teste aqui).
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Na Foreign Affairs: Complexidade e Colapso – Impérios à Beira do Caos
Tradução por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Foreign Affairs; Imagens: http://www.alloilpaint.com e : www.isu.edu
O colapso imperial pode vir muito mais abruptamente do que muitos historiadores acreditam. Uma combinação de déficits fiscais e excessiva expansão militar sugere que os EUA podem ser o próximo Império à beira do precipício.
NIALL FERGUSON is Laurence A. Tisch Professor of History at Harvard University, a Fellow at Jesus College, Oxford, and a Senior Fellow at the Hoover Institution at Stanford University. His most recent book is The Ascent of Money: A Financial History of the World.
Não existe melhor ilustração para o ciclo de vida de uma grande potência que The Course of Empire, uma série de cinco pinturas produzidas por Thomas Cole, que estão expostas na Sociedade Histórica de Nova-York. Cola foi o fundador da Hudson River School e um dos pioneiros das pinturas retratando paisagens americanas no século XIX; no The Course of Empire, ele belamente captura a teoria da ascensão e queda dos impérios, que domina a muitas pessoas até hoje.
Cada uma das cinco pinturas mostra a boca de um grande rio sob rochas que brotam. No primeiro, The Savage State, uma rica floresta é povoada por uma porção de caçadores e coletores, lutando em primitiva existência sob uma alvorada tempestuosa.
A segunda pintura, The Arcadian or Pastoral State, é um idílio agrário: os habitantes limparam o terreno, criaram jardins, semearam e construíram um elegante templo grego.
O terceiro e maior quadro é The Consummation of Empire. Agora, a paisagem é coberta por um magnífico empório (entrepôt) de mármore e os agricultores-filósofos do quadro anterior foram substituídos por uma multidão de ricos comerciantes de tecidos, pro cônsules e cidadãos-consumidores. É o meio-dia no ciclo da vida.
Então vem Destruction. A cidade está em chamas, seus cidadãos fogem de uma horda que estupra e pilha sob um chocante céu ao anoitecer.
Finalmente, a lua ascende sobre a quinta pintura, Desolation. Não existe uma única alma a ser vista, apenas algumas colunas em ruínas e colunatas cobertas de arbustos e trepadeiras.
Concebidos na metade da década de 1830, as cinco grandes pinturas de Cole trazem uma mensagem clara: todos os impérios, não importa quão magníficos, estão condenados ao declínio e à queda. A sugestão implícita era que a jovem república da época de Cole seria mais bem servida aderindo a seus bucólicos cinco princípios e resistindo às tentações imperiais do comércio, da conquista e da colonização.
Minha visão:
Sobre os quadros: devo dizer que a muito tempo esperava alguma pintura que pudesse ser colocada nas paredes que me cercam. Como sou um ignorante em termos de arte, só agora conheço essas obras e estou realmente impressionado.
Sobre a lógica aplicada aos EUA: concordo que o império americano está à beira do fim. Muitos erros foram cometidos, sendo que as atuais guerras estão terminando de corroer, por dentro e por fora, o esplendor que um dia teve o atual "império".
Sobre a lógica em sentido amplo: devo discordar. Eu, perfeccionista como sou, acredito que é possível, sim, criar um império duradouro, que só perecerá ante às forças incomensuráveis da natureza. Eu acredito em um império brasileiro, em um futuro distante obviamente, marcado pelo respeito a todas as culturas, das mais próximas às longínquas (sendo o relativismo cultural essencial para isso), e pela diplomacia (que não é sinônimo de fraqueza, ou de uma crença roussoniana na bondade do homem, mas de força utilizada com racionalidade, no sentido exposto por Maquiavel).
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Why so Serious? (53) – Entendendo a Dívida Grega
| The Colbert Report | Mon – Thurs 11:30pm / 10:30c | |||
| Greece’s Economic Downfall – Scheherazade Rehman | ||||
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Citações (14) – Manuel Ugarte: El Porvenir de América Latina
Fonte: José Paradiso. Um lugar no mundo: a Argentina e a busca de identidade internacional. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. Pgs 104 – 105.
Um dos expoentes dessa corrente foi Manuel Ugarte, que, já em 1910, escreveu um livro intitulado El porvenir de América Latina, no qual defendia […]:
Pelo menos no que se refere à política internacional, tenhamos uma pária única e saibamos defendê-la da maneira mais elevada, com o sacrifício das paixões egoístas, subordinando os interesses da aldeia à salvação do conjunto. O futuro depende e nós. A coordenação das repúblicas não é um sonho irrealizável: a Itália formou com províncias heterogêneas, a Alemanha reuniu principados que mais de uma vez lutaram entre si. Nada impede uma aproximação dos países nascidos da mesma revolução e do mesmo ideal. Não nos deixemos convencer pelos que consideram um sonho tudo aquilo que ainda não viram. O ímpeto capaz de reconstruir o futuro está paralisado pelo otimismo oco de alguns e pelo pessimismo resignado de ouros. Chegou o momento de fazer a síntese. À Argentina, ao Brasil, ao Chile e ao México, cabe o dever de liderar essa cruzada.
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A Crise Europeia e o Brasil
Fonte: Estado de S. Paulo
Nota: Acompanhe a questão da Grécia pelo site www.politicainternacional.com.br
Poderia parecer que a crise que afeta a União Europeia (UE) e, em particular, a Grécia nada tem que ver com a economia brasileira, a não ser o fato de nos alertar para os riscos que um país corre ao acumular déficit público elevado e cobri-lo com empréstimos externos, isto é, com a poupança de outras Nações. Todavia, o que acontece na UE pode afetar, sim, nossa economia, sob diversos ângulos.
No Estado de domingo o nosso correspondente em Genebra, Jamil Chade, informou-nos que os governos europeus terão de captar 1,6 trilhão neste ano para conseguir rolar suas dívidas, enquanto os bancos precisarão captar 500 bilhões. Hoje, as sete economias mais industrializadas do mundo acumularam, em razão das políticas antirrecessivas, uma dívida de US$ 30 trilhões, o equivalente a 50% do PIB mundial. Em face dessa necessidade, vamos presenciar uma concorrência muito acirrada entre emissões realizadas pelos governos mundiais (emissões soberanas) e as do setor privado.
Nosso governo não será poupado nessa corrida ao mercado, justamente no período em que vai precisar de vultosos financiamentos para os gastos com a Copa do Mundo e a Olimpíada ? gastos que nem sempre oferecem retorno ?, e isso, por outro lado, no contexto de uma campanha eleitoral em que um dos concorrentes não esconde seu projeto de uma maior presença do Estado na vida econômica. Assim, podemos prever um aumento das taxas de juros para captação de recursos no mercado internacional, fato que poderá aumentar nosso déficit em transações correntes do balanço de pagamentos, que já representa um dos maiores problemas no horizonte das nossas contas.
Mas também as dificuldades que a UE enfrenta terão para nós um efeito muito negativo na medida em que o euro se está desvalorizando, o que, de um lado, torna mais difíceis nossas exportações para aquela área e, de outro, aumenta a competitividade de produtos importados vindos da Europa. Há anos que a UE é o melhor mercado para o Brasil, comprando mais do que o dobro de produtos nossos do que a China. É, também, nosso maior fornecedor e poderá ganhar até dos EUA.
Não podemos, pois, ficar indiferentes à crise europeia, que poderá surtir efeitos muito negativos para nossa economia, embora não tenhamos muita possibilidade de intervir nela, já que não estamos em situação de ajudar a Grécia nem os outros países em dificuldades na UE.
Ps.: Aqueles "?" parecem ser algum código "pré-publicação", não? Bom, foi assim que eles publicaram, então está valendo…
Ps2.: Algum de vocês está disposto a ajudar o site com notícias de economia/finanças/comércio exterior? Esse é um dos pontos que não consigo cobrir bem por aqui, falta amor pelo tema e capacidade
…
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