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O Brasil pode exercer um papel de relevância nas negociações sobre a questão nuclear do Irã?

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Archive for the ‘Prep. IRBr’ Category

IBGE Divulga Dados do PIB de 2009: Valor Total de R$ 3 Trilhões e 143 Bilhões, com Retração de 0,2%

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Por Daniel Cardoso Tavares

 

 

Em 2009, PIB varia -0,2% e fica em R$ 3.143 bilhões

IBGE_PIB_2009_1

Em relação ao terceiro trimestre de 2009, o PIB (Produto Interno Bruto)1 a preços de mercado do quarto trimestre do ano passado cresceu 2,0%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal2. A indústria registrou o maior aumento (4,0%), seguida pelos serviços (0,6%) e pela agropecuária (0,0%).

Na comparação com o quarto trimestre de 2008, o PIB cresceu 4,3%, sendo que o valor adicionado a preços básicos3 aumentou 3,9%, e os impostos sobre produtos, 6,2%. Dentre as atividades econômicas, destacaram-se os serviços (4,6%) e a indústria (4,0%), enquanto a agropecuária teve queda (-4,6%).

No acumulado no ano de 2009, em relação ao mesmo período de 2008, o PIB variou -0,2%, resultado da taxa de -0,1% para o valor adicionado e da redução de 0,8% nos impostos. Nessa comparação, a agropecuária (-5,2%) e a indústria (-5,5%) tiveram quedas, enquanto os serviços (2,6%) cresceram. Assim, segundo as informações das Contas Nacionais Trimestrais4, em 2009, o PIB em valores correntes alcançou R$ 3.143 bilhões. Como em 2009, a população brasileira cresceu 0,99%, o PIB per capita5 ficou em R$ 16.414, sofrendo uma queda de 1,2%, em volume, em relação a 2008.

Principais resultados do PIB a preços de mercado do 4º trimestre de 2008 ao 4º trimestre de 2009

IBGE_PIB_2009_2

Em relação ao 3º tri de 2009, indústria é atividade que cresce mais

O PIB cresceu 2,0% na comparação do quarto trimestre contra o terceiro trimestre de 2009, sendo que as variações por atividade econômica foram: indústria, 4,0%; serviços, 0,6%; e agropecuária, 0,0%.

Entre os componentes da demanda interna, a formação bruta de capital fixo (FBCF, ou investimento) teve a maior alta (6,6%), seguida pela despesa de consumo das famílias (1,9%) – indicador que cresce desde o primeiro trimestre de 2009 (0,2%) – e pela despesa de consumo da administração pública (0,6%).

Pelo lado do setor externo, tanto as exportações (3,6%) como as importações de bens e serviços (11,4%) registraram crescimento.

Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, FBCF tem primeiro aumento do ano

Na comparação do quarto trimestre de 2009 com o quarto trimestre de 2008 (variação do PIB = 4,3%), a taxa negativa da agropecuária (-4,6%) pode ser, em grande parte, explicada pelo desempenho de alguns produtos que possuem safra relevante no período6, caso do trigo e da laranja, que tiveram quedas de produção no ano, de 16,0% e 0,3%, respectivamente. As estimativas para a pecuária e a produção da silvicultura e da exploração florestal apontam também um fraco desempenho no quarto trimestre de 2009.

Na atividade industrial (4,0%), o destaque foi o crescimento de 5,6% da indústria extrativa mineral, explicado principalmente pelo aumento de 5,7% na produção de petróleo e gás. Em seguida veio a indústria de transformação (4,7%). A construção civil cresceu 2,5%, beneficiada pelo aumento das operações de crédito direcionadas à habitação; enquanto eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana aumentou 1,4%.

Entre os serviços (4,6%), os maiores destaques foram para intermediação financeira e seguros (8,5%); comércio (8,1%); e transporte, armazenagem e correio (5,4%), os dois últimos influenciados pelo desempenho da indústria. As demais variações foram as seguintes: outros serviços, 3,5%; administração, saúde e educação pública, 3,2%; serviços de informação, 2,1%; e serviços imobiliários e aluguel, 1,5%.

Dentre os componentes da demanda interna, o maior destaque foi o crescimento de 7,7% da despesa de consumo das famílias – o 25º seguido nessa base de comparação -, influenciado pela continuidade do aumento da massa salarial real e do crédito para as pessoas físicas e pelo fato de a base de comparação ser o quarto trimestre de 2008. A despesa de consumo da administração pública cresceu 4,9%, e a formação bruta de capital fixo, após três trimestres de queda, aumentou 3,6%.

Pelo lado do setor externo, as exportações caíram 4,5%, enquanto as importações aumentaram 2,5%, ambas com desempenho superiores aos três primeiros trimestres do ano de 2009.

No ano, PIB varia -0,2% e PIB per capita -1,2%

Em 2009, o PIB brasileiro variou -0,2% em relação a 2008. Nos anos recentes, após o 3,2% de crescimento em 2005, a taxa acumulada em 12 meses acelerou até atingir o pico de 6,6% no terceiro trimestre de 2008. Em seguida, houve desaceleração, chegando a -1,0% no terceiro trimestre de 2009 e fechando o ano em -0,2%, conforme o gráfico abaixo.

IBGE_PIB_2009_3

A queda da agropecuária em 2009 (-5,2%) se deveu à redução na produção de culturas importantes, como o trigo (-16,0%), o milho (-13,5%), o café (-12,8%) e a soja (-4,8%).

Na indústria (-5,5%), todas as atividades apresentaram queda, sendo que a maior foi na indústria de transformação (-7,0%), seguida pela construção civil (-6,3%), e pela eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-2,4%). A extrativa mineral registrou variação de -0,2%, com crescimento de 5,7% na produção de petróleo e gás e queda de 22,3% na extração de minérios ferrosos.

No setor de serviços (2,6%), os resultados foram positivos para intermediação financeira e seguros (6,5%), outros serviços (5,1%), serviços de informação (4,9%), administração, saúde e educação pública (3,2%) e serviços imobiliários e aluguel (1,4%). Por outro lado, os serviços ligados à indústria de transformação tiveram queda: comércio atacadista e o varejista (-1,2%) e transporte, armazenagem e correio (-2,3%).

Na análise da demanda, a despesa de consumo das famílias cresceu 4,1% em 2009, sexto ano consecutivo de aumento. A despesa do consumo da administração pública também aumentou (3,7%), por outro lado, a formação bruta de capital fixo caiu 9,9%.

No âmbito do setor externo, as exportações tiveram redução de 10,3%, e as importações, de 11,4%. Desde 2005 o desempenho em volume das exportações não era superior ao das importações.

Com a variação de -0,2% no PIB e o crescimento de 0,99%7 da população residente, em 2009 houve queda de 1,2% no PIB per capita, que ficou em R$ 16.414.

IBGE_PIB_2009_4

Em 2009, PIB chega a R$ 3.143 bilhões

IBGE_PIB_2009_5

A taxa de investimento8 no ano de 2009 foi de 16,7% do PIB, a menor desde 2006 (16,4%), já a taxa de poupança9 alcançou 14,6% do PIB, a menor desde 2001 (13,5%).

IBGE_PIB_2009_6

Indústria perde participação no valor adicionado da economia

Por conta, principalmente, da queda de 5,5%, a indústria perdeu participação no valor adicionado a preços básicos, de 27,3% em 2008 para 25,4% em 2009. A agropecuária ganhou 0,2 ponto percentual (de 5,9% para 6,1%), mas o maior aumento foi o dos serviços: 1,8 ponto percentual (de 66,7% em 2008 para 68,5% em 2009).

Pela ótica da demanda, o setor externo perdeu peso, com queda de participação tanto das exportações com das importações, enquanto a demanda interna ganhou peso, com destaque para a despesa de consumo das famílias, conforme a tabela abaixo.

IBGE_PIB_2009_7

_______________________

1 Bens e serviços produzidos no país descontadas as despesas com os insumos usados no processo de produção durante o ano.
2 As séries da agropecuária, indústria, serviços, valor adicionado, PIB, despesa de consumo da administração pública, despesa de consumo das famílias, formação bruta de capital fixo, exportações e importações de bens e serviços são ajustadas sazonalmente de maneira direta, ou seja, individualmente.
3 Contribuição ao PIB pelas diversas atividades econômicas, obtida pela diferença entre o valor de produção e o consumo intermediário absorvido por essas atividades.
4 Todos os indicadores e valores apurados pelas Contas Trimestrais estão sujeitos a revisão.
5 Divisão do valor corrente do PIB pela população residente no meio do ano de referência.
6 Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA-IBGE).
7 Segundo estimativa da Coordenação de População e Indicadores Sociais (COPIS) do IBGE.
8 Formação bruta de capital fixo/ PIB
9 Poupança Bruta/ PIB

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Reunião do Grupo de Países Megadiversos Afins – Em Brasília no Dia 12 de Março

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Será realizada, em Brasília, em 12 de março, reunião ministerial do Grupo de Países Megadiversos Afins (GPMA). O GPMA é um foro de concertação política que congrega dezessete países em desenvolvimento, detentores, em seu conjunto, de mais de 70% da biodiversidade do planeta: África do Sul, Bolívia, Brasil, China, Colômbia, Costa Rica, Equador, Filipinas, Índia, Indonésia, Madagascar, Malásia, México, Peru, Quênia, República Democrática do Congo e Venezuela. Esta será a terceira reunião do GPMA sob coordenação do Brasil, que detém a Presidência do Grupo desde 2008.

Criado em 2002, o GPMA visa à articulação de posições comuns em negociações relativas à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). No âmbito da CDB, estão sendo negociados um Regime Internacional de Acesso e Repartição de Benefícios decorrentes da Utilização de Recursos Genéticos e um Plano Estratégico para o período 2011-2020. Ambos os instrumentos deverão ser adotados na próxima Conferência das Partes da CDB, a realizar-se em outubro, em Xangai.

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Palestra em Brasília: China e EUA. Democracia e Autoritarismo como Opção de Inserção no Sistema Internacional.

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Aula Inaugural do Curso de REL do IESB.

Palestra com Cristina Pecequilo sobre "China e EUA. Democracia e autoritarismo como opção d inserção no sistema internacional.

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Indicações de Leitura: Um Lugar no Mundo: A Argentina e a Busca de Identidade Internacional

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Por Daniel Cardoso Tavares

 

um_lugar_no_mundo_argentina

O livro que indico hoje é Um Lugar no Mundo: A Argentina e a Busca de Identidade Internacional.

 

A estrutura do livro:

Capítulo 1: A Argentina aberta ao mundo: 1860-1916.

Capítulo 2: A Argentina aberta ao mundo: época do radicalismo.

Capítulo 3: A busca de um novo modelo de inserção.

Capítulo 4: Os anos de peronismo.

Capítulo 5: Instabilidade institucional, estratégias de desenvolvimento e política exterior: 1955-1973.

Capítulo 6: Instabilidade institucional, estratégias de desenvolvimento e política exterior: 1973-1983.

Capítulo 7: Os debates durante a fase democrática.

 

Ainda não pensei em um sistema de "rating", fica para a próxima, mas deixo algumas impressões gerais: o livro tem uma abordagem "por cima", sem detalhes precisos sobre quem assumiu em que momento o comando, ou seja, se quiser um livro sobre história da Argentina deverá procurar outro. Traz, contudo, uma análise muito focada nas interações entre as vertentes internas do país e suas influências sobre a política externa. Sobre a leitura, devo dizer que apesar de não ser "quadradinha", como gosto, é bem ágil, sem prolixidade.

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Desciclopédia: Guia Politicamente Incorreto da Diplomacia

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Fonte: http://desciclo.pedia.ws/wiki/Diplomacia
Nota: Essa é uma tradução do inglês: http://uncyclopedia.org/wiki/Diplomacy

 

Diplomacia_01

A diplomacia é a arte de convencer as pessoas de que elas estão erradas e você certo. Isso a faz análoga ao debate, mas a diplomacia é muito mais interessante pois involve explosivos e milhares de vidas de pessoas inocentes.

Desde tempos remotos têm-se registro da atividade diplomática como meio para destruir um adversário através de uma só arma: as palavras. Palavras e, possivelmente, algumas pedras bem grandes. O uso de um intelecto superior e a barganha por altos ganhos sobre um posicionamento fraco são os principais princípios por trás da diplomacia. Quem não precisar se utilizar de seu intelecto superior é, claramente, mais esperto que seu oponente.

 

Boa diplomacia x Má diplomacia

Um bom diplomata nunca cede, é carrancudo e não se deixa levar por qualquer subterfúgio. Os melhores diplomatas podem mudar o rumo de qualquer discussão trazendo os argumentos para o seu lado, colocando o oponente sob o seu prisma, mesmo que tenha que usar a força para tanto. Um martelo é uma boa ferramenta diplomática, entretanto, a nível internacional, um arsenal nuclear é muito mais convincente. Um bom exemplo de como não usar seus "meios" diplomáticos foi a Guerra Fria. Durou o tempo que durou porque EUA e Rússia tinham muito medo de usar a real diplomacia proporcionada por seus aparatos.

Já comprometer-se é um dos maiores erros da diplomacia, a não ser que você queira trocar alguns insultos por um soco a mais na cara do seu oponente. Nunca ceda às demandas, seus adversário cheiram fraqueza a quilômetros de distância e não hesitarão em agarrar com unhas e dentes essa vantagem. O seu país inteiro vai ter que redimir porque você não conseguiu se sustentar durante a discussão. Nunca seja fraco, mesmo que não tenha nada que te dê crédito. Seu exército inteiro foi dizimado? Claro que não, nossas forças não foram detectadas porque a USP desenvolveu soldados invisíveis. Não tem mais dinheiro? É óbvio que não, o que houve foi uma invasão comunista resultante na desmonetarização do país e posterior criação da maior Reversal Russa do planeta.

A má diplomacia baseia-se numa boa fundamentação, paciência, perseverança e belos tradutores. Ou você fala a língua deles ou vai falar com as paredes. Na verdade, a única coisa que um bom diplomata precisa é brandir seus punhos quando fizer acordos: paciência é só um sinal de preguiça; perseverança serve para aguentar os choramingos e manhas o tempo suficiente para extorquir a total rendição de seus oponentes.

Ouvir é outra maneira de se fazer a má diplomacia. Ouvindo você concorda que seu adversário tem ideias e opiniões que tem que ser levadas em consideração, o que não é verdade! Exceto, claro, se você o estiver enganando, conduzindo-o a uma falsa sensação de segurança, entretanto esse know-how é recomendado apenas aos diplomatas mais experimentados. O melhor a fazer é entupir o ouvido com algodão e falar até que suas cordas vocais, num frenesi impulsivo para se salvar, saiam de sua garganta por sua própria vontade.

 

Revisão

Bons diplomatas:

  • Fazem ameaças
  • Brandem os punhos
  • Arremessam móveis
  • Fazem exigências irracionais
  • Gritam
  • Não mostram perdão
  • Portam armas
  • Tiram os sapatos e batem na mesa com eles

Maus diplomatas:

  • São racionais
  • Põe as coisas em perspectivas
  • Comprometem-se
  • Têm boas maneiras
  • Valoram a vida dos seres humanos
  • Consideram as consequências
  • Conduzem a conversa num terreno neutro
  • Agem como babacas

O Processo Diplomático

Qualquer mané pode entender os conceitos gerais da diplomacia, porém sem o conhecimento específico do processo diplomático a maioria desses manés provavelmente vai murchar frente ao olhar incisivo de seu oponente. Isso porque nunca deve passar pela sua cabeça que seu oponente também é um mané. Vigilância ou mesmo paranoia são partes indispensáveis de uma boa diplomacia.

Apresentação

Quando encontrar-se com outros diplomatas, certifique-se de ser brilhantemente ameaçador. Primeiras impressões abrem portas para diversos caminhos. Imagine-se esmigalhando o cerébro deles com o poder de sua mente, porque é assim que você quer que eles se sintam (mas lembre-se, não tente fazer isso se você for um Jedi ou detiver poderes psíquicos, as consequências seriam desastrosas para a diplomacia internacional em geral). Sinta-se livre para fazê-los borrarem as roupas de baixo, um bom diplomata lembra-se de sempre zombar seus oponentes para desencorajar qualquer brincadeirinha amigável que possa dar ensejo a uma estratégia suja para angariar sua confiança.

Se insistirem em apertar sua mão, lembre-se de dar uma grande, gorda e embaraçosa pausa para estender seu braço e, estrategicamente, pegue os 4 primeiros dedos do punho de seu oponente e balance aquela mão desprotegida como se fosse um peixe morto. Sempre tenha seguranças, eles poderão encarar os outros diplomatas enquanto você os estuda um a um. Óculos de sol são uma boa, assim como sobretudos negros. Faça com que seus seguranças também usem sobretudo e se algum deles estiver com um soco inglês em mãos, não é nada mal. Lembre-se, não se entusiasme demais! Os debates ainda nem começaram, ou seja, você ainda não arrancou deles o que queria.

Coisas que acontecem após as apresentações

Todos os diplomatas respeitam quem possui uma aura de autoridade, então sente em uma cadeira que o faça mais autoritário, ou seja, pegue a maior cadeira da sala ou sente em cima de uma lista telefônica para ficar maior. Se a reunião for em uma mesão, tente sentar na ponta de modo que as janelas onde bata sol fique nas suas costas, note que essa luz faz com que a pessoa pareça-se com um vulto e não há nada mais intimidante que um vulto. No mais, lembre-se que estarão todos olhando para várias partes da sala e, quando você estiver falando, tenderão a concordar com o que diz justamente por terem diretamente o sol em seus olhos.

Um último lembrete sobre cadeiras: sempre que puder, coloque uma tachinha no acento de seu adversário. Talvez isso não traga muitas vantagens diplomáticas, mas é bem engraçado!

Tendo início a conversação, dispense as formalidades e vá direto ao ponto. Dê a todos uma lista das suas exigências e, se necessário, gratifique-os com uma apresentação do Power Point. Eles vão chiar e discordar, vão dizer que sua proposta é descabida. Não desanime! É aqui que entra em jogo sua raiva contida seguida da agressividade passiva escondida em suas entranhas. Se insistirem nessa teimosia infantil, não se mostra abatido, isso seria uma sinal de fraqueza que os encorajaria ainda mais a manter sua posição. Em vez disso, bata com seus punhos sobre a mesa, levantese com ódio em seus olhos e diga que só vai suportar isso até que sua fúria diplomática comece a bater em suas cabeças. É isso ou bater neles com o martelo.

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Pensadores (70) – Empire: What Future for Capitalism? (Joseph Stiglitz, Tariq Ali, Ann Pettifor and Ruth Lea)

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From New York to Dubai and Bangladesh, Empire looks at the impact of US-style capitalism and asks: What does the future hold for crony capitalism? And what are the alternatives to neo-liberal globalisation?

A discussion between Joseph Stiglitz, Tariq Ali, Ann Pettifor and Ruth Lea.

 

Só para constar:

Quando eu ia fazer meu trabalho de monografia eu tinha chegado a duas opções: 1) fazer sobre direitos das mulheres islâmicas. 2) fazer sobre o "capitalismo sem Estado" (algo assim, nunca desenvolvi a fundo) na Somália. Ambas as escolhas foram criadas por mim, nada foi imposto. Graças a "Deus" estudei em uma instituição inteligente, que dava 100% de liberdade para os estudantes escolherem as áreas de pesquisa.

Pois bem, eu eliminei precipitadamente a segunda idéia depois que um professor pouco inteligente tirou sarro da minha cara. Basicamente o que ele disse foi "quem é que quer saber sobre a Somália? Que assunto de idiota!". Fui pego no contrapé, em um momento de dúvida (quem não passou por isso antes de uma monografia de fim de curso merece uma balinha) e acabei cedendo.

Pois bem, esse "sujeito", me tirou de um "track" que seria genial… no final não me arrependo, pois se seguisse por outro caminho não teria motivos para ter lançado o politicaexterna.com. Porém, eu hoje teria subsídios para tratar do tema final exposto pelo "host" do Empire, que, para mim é a "raiz" da coisa…

 

Fica a dica para vocês:

Nunca sigam os outros só porque eles estão em posição de inspirar "sabedoria", ou só por que você respeita a hierarquia cegamente. Eu pessoalmente não dou a mínima para isso, mas se você acha que um "professor" ou seu "chefe" tem algo de superior… é bom rever seus conceitos… altos cargos podem ser conseguidos com amizades ou por simples extroversão e velhice não é sinônimo de inteligência, muito pelo contrário em alguns casos. Sigam suas próprias intuições acima de tudo! (se vocês forem intuitivos, claro -> se não sabe se é, faça o teste aqui).

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Na Foreign Affairs: Complexidade e Colapso – Impérios à Beira do Caos

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Tradução por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Foreign Affairs; Imagens: http://www.alloilpaint.com e : www.isu.edu

 

O colapso imperial pode vir muito mais abruptamente do que muitos historiadores acreditam. Uma combinação de déficits fiscais e excessiva expansão militar sugere que os EUA podem ser o próximo Império à beira do precipício.

NIALL FERGUSON is Laurence A. Tisch Professor of History at Harvard University, a Fellow at Jesus College, Oxford, and a Senior Fellow at the Hoover Institution at Stanford University. His most recent book is The Ascent of Money: A Financial History of the World.

 

Não existe melhor ilustração para o ciclo de vida de uma grande potência que The Course of Empire, uma série de cinco pinturas produzidas por Thomas Cole, que estão expostas na Sociedade Histórica de Nova-York. Cola foi o fundador da Hudson River School e um dos pioneiros das pinturas retratando paisagens americanas no século XIX; no The Course of Empire, ele belamente captura a teoria da ascensão e queda dos impérios, que domina a muitas pessoas até hoje.

 

the_course_of_empire_Thomas_Cole_The_savage_state

Cada uma das cinco pinturas mostra a boca de um grande rio sob rochas que brotam. No primeiro, The Savage State,  uma rica floresta é povoada por uma porção de caçadores e coletores, lutando em primitiva existência sob uma alvorada tempestuosa.

 

the_course_of_empire_Thomas_Cole_The_Arcadian_or_Pastoral_State

 

A segunda pintura, The Arcadian or Pastoral State,  é um idílio agrário: os habitantes limparam o terreno, criaram jardins, semearam e construíram um elegante templo grego.

 

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O terceiro e maior quadro é The Consummation of Empire. Agora, a paisagem é coberta por um magnífico empório (entrepôt) de mármore e os agricultores-filósofos do quadro anterior foram substituídos por uma multidão de ricos comerciantes de tecidos, pro cônsules e cidadãos-consumidores. É o meio-dia no ciclo da vida.

 

the_course_of_empire_Thomas_Cole_Destruction

Então vem Destruction. A cidade está em chamas, seus cidadãos fogem de uma horda que estupra e pilha sob um chocante céu ao anoitecer.

 

the_course_of_empire_Thomas_Cole_Desolation

Finalmente, a lua ascende sobre a quinta pintura, Desolation. Não existe uma única alma a ser vista, apenas algumas colunas em ruínas e colunatas cobertas de arbustos e trepadeiras.

Concebidos na metade da década de 1830, as cinco grandes pinturas de Cole trazem uma mensagem clara: todos os impérios, não importa quão magníficos, estão condenados ao declínio e à queda. A sugestão implícita era que a jovem república da época de Cole seria mais bem servida aderindo a seus bucólicos cinco princípios e resistindo às tentações imperiais do comércio, da conquista e da colonização.

 

Minha visão:

Sobre os quadros: devo dizer que a muito tempo esperava alguma pintura que pudesse ser colocada nas paredes que me cercam. Como sou um ignorante em termos de arte, só agora conheço essas obras e estou realmente impressionado.

Sobre a lógica aplicada aos EUA: concordo que o império americano está à beira do fim. Muitos erros foram cometidos, sendo que as atuais guerras estão terminando de corroer, por dentro e por fora, o esplendor que um dia teve o atual "império".

Sobre a lógica em sentido amplo: devo discordar. Eu, perfeccionista como sou, acredito que é possível, sim, criar um império duradouro, que só perecerá ante às forças incomensuráveis da natureza. Eu acredito em um império brasileiro, em um futuro distante obviamente, marcado pelo respeito a todas as culturas, das mais próximas às longínquas (sendo o relativismo cultural essencial para isso), e pela diplomacia (que não é sinônimo de fraqueza, ou de uma crença roussoniana na bondade do homem, mas de força utilizada com racionalidade, no sentido exposto por Maquiavel).

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História do Brasil (2)/ História Mundial (5) – A Batalha do Rio da Prata – 1939 (Vídeo)

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1939, três meses antes de iniciar a guerra, singrava no Atlântico Sul um Corsário da Alemanha Nazista, sua missão: levar a pique mercantes Ingleses que transportavam material estratégico à Inglaterra, mantendo assim esquadras inglesas dispersas. Começa uma das maiores batalhas navais ocorridas no Sul do Atlântico.
A Alemanha no limiar da 2ª Guerra Mundial não possuía poder Naval, suas limitações eram resultados da imposição do tratado de Versalhes, onde a Alemanha não poderia por muitos anos fabricar armas de grande porte.
Premeditando a guerra, Hitler cria então estratagemas, desafiando importantes clausulas do tratado Versalhes e começa treinar tropas de combate e à fabricar armas secretamente.
A Kriegsmarine (Marinha Alemã), limitada às embarcações pequenas de 10.000 Ton, constrói então um pequeno couraçado adaptado com grande poder de fogo, nasce o couraçado-de-bolso (denominação de Winston Churchill). Deste tipo de embarcação, três foram construídas, entre eles o Admiral Graf Spee.
Comandado pelo Capitão Langsdorff , o couraçado Admiral Graf Spee afundou vários navios mercantes Ingleses com ações que iam do litoral brasileiro às costas Africanas. A Inglaterra cria então uma força de caça chamada: Força G. Integradas pelos Cruzadores Ajax, Achilles e o Exeter , com a missão de interceptar Corsário alemão Graf Spee, uma perseguição que acabou às costas do Uruguay, na foz do Rio Prata, culminando em um impasse diplomático com um final surpreendente.
Para entender a dinâmica do envolvimento do Brasil na 2ª guerra mundial, o brasileiro precisa conhecer esta história.
Brasil participa de três conferencias pan-americanas, uma delas cobra da Alemanha e Grã Bretanha a violação da zona de segurança das Américas, evidentemente ignorada. Posteriormente um tratado de nações americanas assinava clausulas que cessavam relações com paises do EIXO, provocando retaliações de uma Força tarefa da Marinha alemã, que culminariam em afundamentos de mercantes brasileiros e mexicanos, também signatário do tratado de 1942 no Rio de Janeiro; todos levavam matéria prima aos EUA.
Sugiro o usuário assistir o filme "The Battle Of The River Plate" em português: A batalha do Rio da Prata. Uma produção de 1956 direção de Michel Powell e Emeric Pressburger. Distribuido por Fj Lucas.

Texto por: FSNOBREGA

Vídeo do History Channel:

 

Nota: Esse vídeo encaixa-se melhor em "história Mundial", mas coloquei também como História do Brasil devido à grande proximidade, que certamente influenciou nossa percepção da realidade.

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Entre Aspas: História do Brasil Revisada

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Pesquisadores que tiveram acesso a documentos, antes secretos, produziram novas teses sobre a História do nosso país. O historiador Marco Antônio Villa e o jornalista Leandro Narloch debateram o caso.

 

Não há nada de necessariamente novo, mas é uma discussão interessante sobre as formas de ensinar a história nas escolas.

Minha posição, sempre pensando em termos políticos, é: é preciso chegar a um equilíbrio entre o conhecimento e a utilidade desse conhecimento. Saber que Dom Pedro I tirava "catota" do nariz não ajuda muito na hora de criar um espírito, um "vigor nacional".

Eu, por exemplo, acredito que a versão "esplendorosa" do grito do Ipiranga é muito mais útil no busca de um Brasil melhor que a do "riacho do Ipiranga", que diz que o Imperador estava com diarréia e coisas do gênero.

Óbvio que fatos são fatos e a verdade deve ser mantida, mas creio que ela deva vir em "camadas". Se podemos dar glamour a certos eventos a fim de inspirar o povo, não vejo problemas. Deixemos esses estudos sobre o riacho do Ipiranga para os historiadores ou alunos de nível superior.

Digo isso ao ver os americanas, que gostando ou não, são um símbolo de sucesso político, que sempre remetem aos seus "founding fathers". Essa é a inspiração deles, e os políticos de hoje não podem fazer muitos vacilos que já são condenados: "nossos fundadores nunca aceitariam isso!".

Vou dizer algo bem polêmico aqui, mas acredito que a ignorância gera mais resultados concretos que a sabedoria. Se os americanos, famosos desconhecedores do mundo, tivessem uma educação de alto nível, jamais se lançariam nos desertos do Oriente para conquistar outros povos a fim de "levar a democracia". Isso pode ser horrível para o mundo, mas para eles é fantástico! Eles dominam o mundo por que agem! Reflexão demais leva ao imobilismo, "moderação demais" leva à mediocridade.

Eu, errado ou certo, sinto que existe uma falta de bases no Brasil. Nós, como nação, não temos um ponto de referência histórica no qual nos apoiar. Falta uma sensação de "exemplo perfeito", um verdadeiro Herói. E não precisamos de muito, veja que "até" o Haiti, tem seu Thoussaint Louverture, que inspira a todos, mesmo os que nunca foram à escola.

Alguns podem dizer que o "enjesuszado" Tiradentes é um exemplo. Bom, para mim um sujeito com a corda no pescoço não é exemplo de nada!

O Brasil precisa ter um herói para inspirar a todos e dar os limites atemporais que separaram o aceitável do inaceitável. Se não temos um agora, que o criemos. O Brasil precisa desejar a glória e precisa ter exemplos, urgentemente!

 

Ps.: Rio Branco é um candidato potencial, mas ele é praticamente desconhecido… também devem-se esquecer as biografias que sujam sua reputação moral, a versão oficial é a adequada para espalhar a imagem correta do Herói: límpido moralmente e com grandes feitos.

Sobre Rui, não creio que ele seja um herói nos moldes adequados, foi mais um pensador que um "fazedor"…

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