Archive for the ‘Relações Internacionais’ Category
Entrevista de Ricardo Seitenfus Falando Sobre o Haiti
Por Daniel Cardoso Tavares
Nota: O professor Seitenfus é coordenador do projeto Brasil-Haiti: http://www.brasilhaiti.com/.
Professor Dr. Ricardo Seitenfus em entrevista para TV Campus, falando sobre o Haiti.
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Notas do Itamaraty: Terremoto na Turquia, Homenagem aos Mortos no Haiti e Evento Sobre Eficiência Energética e Sustentabilidade
Por Daniel Cardoso
Terremoto na Turquia
O Governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação, do terremoto de 6 graus na escala Richter, que atingiu a Turquia, nesta segunda-feira, dia 8 de março, e resultou na morte de pelo menos 50 pessoas.
O Governo brasileiro solidariza-se com as famílias das vítimas e manifesta seu sentido pesar ao Governo e ao povo turcos.
Homenagem a militares e funcionários da ONU mortos no Haiti
Será realizada em Nova York, na sede das Nações Unidas, em 9 de março, cerimônia em homenagem aos funcionários das Nações Unidas que morreram no Haiti em decorrência do trágico terremoto de 12 de janeiro. O Brasil será representado pela Embaixadora na ONU, Maria Luiza Viotti.
Com o auxílio do Governo brasileiro e da ONU, familiares dos brasileiros que serviam na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) comparecerão à cerimônia.
Dentre os brasileiros a serviço das Nações Unidas que morreram no Haiti havia 18 militares, o Representante Especial Adjunto do Secretário-Geral, Luiz Carlos da Costa, e o Capitão Cleiton Neiva, oficial da Polícia Militar do Distrito Federal que estava a serviço da MINUSTAH por meio do Programa de Voluntários das Nações Unidas.
“Construindo com Eficiência Energética e Sustentabilidade”
Dois eventos ocorrerão nos próximos dias, no Palácio do Itamaraty do Rio de Janeiro, buscando fomentar projetos de desenvolvimento habitacional com eficiência energética no continente americano.
O primeiro evento terá lugar nos dias 8 e 9 de março e reunirá arquitetos e especialistas em planejamento urbano e construção sustentável nas Américas. O objetivo do encontro, que conta com o copatrocínio do Governo dos EUA, é debater idéias e iniciativas na área das construções populares sustentáveis e eficientes. […]
O segundo evento, previsto para os dias 10 e 11 de março, será uma conferência de representantes governamentais das Américas sobre o mesmo tema. O objetivo é discutir políticas públicas e consolidar em documento as boas práticas que podem ser adotadas em outros países do continente. Além do Brasil, confirmaram presença representantes da Argentina, Belize, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, EUA, México e Trinidad e Tobago.
O documento resultante da reunião deverá ser apresentado na 5a edição do World Urban Forum, a ter lugar também no Rio de Janeiro, de 22 a 26 de março, sob os auspícios da UN-Habitat, Agência das Nações Unidas para Assentamentos Urbanos.
Ambos darão atenção especial à situação no Haiti e à necessidade de "necessidade de reconstrução do país com edificações seguras, sustentáveis do ponto de vista energético e de custo acessível."
"Essas iniciativas decorrem de proposta lançada pelo Brasil, em junho de 2009, por ocasião de reunião sobre eficiência energética realizada em Lima, em seguimento à última Cúpula das Américas (Trinidad e Tobago, abril de 2009). A proposta brasileira enfatizava a prioridade que se deve conferir às necessidades dos países em desenvolvimento no debate sobre eficiência energética, como a construção de casas para famílias de baixa renda."
Comentários sobre a questão da reconstrução habitacional do Haiti (viagem na maionese mode ON):
Em primeiro lugar, gostaria de deixar explícito que não sou engenheiro, nem arquiteto, nem pedreiro ou mestre de obras (
), mas apenas um interessado por construções, que sempre acompanhou atentamente o assunto "de uma distância segura". Digamos que é um tipo de "dom" reprimido que tenho (meu teste vocacional deu: 1 – relações Internacionais. 2 – Direito. 3 – Arquitetura…).
Bom, a questão da reconstrução habitacional do Haiti é muito interessante. Será bem fácil saber até que ponto a "comunidade internacional" está comprometida com soluções duráveis para o país. Simplesmente reconstruir tudo não é solução. Como eu já disse antes, é preciso aplicar tecnologias nas novas construção, "otherwise" elas vão colapsar após o próximo terremoto. Seria como construir um castelo de cartas.
Entrando em minha ceara, que é a de pensar em soluções sem me preocupar com os detalhes, acredito que uma boa solução seja a construção de "vilas verticais" (cidade vertical é o termo mais comum, eu, aqui estou reduzindo para um vila
).
Isso é: construir prédios de boa altura, com tecnologia antissísmica (que pode ser um contrapeso móvel no topo do prédio), assim seria possível abrigar centenas de famílias pobres, garantindo seu direito à habitação e, além disso, ter prédios seguros em caso de abalos sísmicos.
Outra vantagem seria o número reduzido desses prédios, o que poderia facilitar a mobilização de recursos internacionais. A manutenção e custos poderiam ser geridos por meio de espaços de marketing (um logo gigantesco da coca-cola na lateral, etc…). Uma troca justa, eles venderiam a alma em troca de uma casa bonita
.
Eu já havia pensado em soluções assim, mas para o Brasil. Sempre que vejo aquelas favelas do RJ fico pensando: "Por que esses caras não substituem essas centenas de ‘casinhas’ por um único prédio, com todo mundo empilhado." (hehe
) Assim seria mais fácil gerir muitas situações de uma única vez: seria possível criar condomínios verticais com escola, posto de saúde, posto policial etc. Com um sistema bem pensado de "condomínio" seria possível evitar que prédio virasse um cortiço. Com o mesmo sistema bem pensado seria possível neutralizar a ação de criminosos. Claro… tudo isso com um processo de negociação com a comunidade, que pode resistir no início, já que parece existir um certo "glamour da miséria" em certos locais, levado à frente, principalmente, por certos cantores por aí…
Aqui algumas soluções de baixo custo (molde de isopor!) + um dos sistemas de contrapeso que existem:
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Notas do Itamaraty: Terremoto na Turquia, Homenagem aos Mortos no Haiti e Evento Sobre Eficiência Energética e Sustentabilidade
Por Daniel Cardoso
Terremoto na Turquia
O Governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação, do terremoto de 6 graus na escala Richter, que atingiu a Turquia, nesta segunda-feira, dia 8 de março, e resultou na morte de pelo menos 50 pessoas.
O Governo brasileiro solidariza-se com as famílias das vítimas e manifesta seu sentido pesar ao Governo e ao povo turcos.
Homenagem a militares e funcionários da ONU mortos no Haiti
Será realizada em Nova York, na sede das Nações Unidas, em 9 de março, cerimônia em homenagem aos funcionários das Nações Unidas que morreram no Haiti em decorrência do trágico terremoto de 12 de janeiro. O Brasil será representado pela Embaixadora na ONU, Maria Luiza Viotti.
Com o auxílio do Governo brasileiro e da ONU, familiares dos brasileiros que serviam n
a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) comparecerão à cerimônia.
Dentre os brasileiros a serviço das Nações Unidas que morreram no Haiti havia 18 militares, o Representante Especial Adjunto do Secretário-Geral, Luiz Carlos da Costa, e o Capitão Cleiton Neiva, oficial da Polícia Militar do Distrito Federal que estava a serviço da MINUSTAH por meio do Programa de Voluntários das Nações Unidas.
“Construindo com Eficiência Energética e Sustentabilidade”
Dois eventos ocorrerão nos próximos dias, no Palácio do Itamaraty do Rio de Janeiro, buscando fomentar projetos de desenvolvimento habitacional com eficiência energética no continente americano.
O primeiro evento terá lugar nos dias 8 e 9 de março e reunirá arquitetos e especialistas em planejamento urbano e construção sustentável nas Américas. O objetivo do encontro, que conta com o copatrocínio do Governo dos EUA, é debater idéias e iniciativas na área das construções populares sustentáveis e eficientes. […]
O segundo evento, previsto para os dias 10 e 11 de março, será uma conferência de representantes governamentais das Américas sobre o mesmo tema. O objetivo é discutir políticas públicas e consolidar em documento as boas práticas que podem ser adotadas em outros países do continente. Além do Brasil, confirmaram presença representantes da Argentina, Belize, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, EUA, México e Trinidad e Tobago.
O documento resultante da reunião deverá ser apresentado na 5a edição do World Urban Forum, a ter lugar também no Rio de Janeiro, de 22 a 26 de março, sob os auspícios da UN-Habitat, Agência das Nações Unidas para Assentamentos Urbanos.
Ambos darão atenção especial à situação no Haiti e à necessidade de "necessidade de reconstrução do país com edificações seguras, sustentáveis do ponto de vista energético e de custo acessível."
"Essas iniciativas decorrem de proposta lançada pelo Brasil, em junho de 2009, por ocasião de reunião sobre eficiência energética realizada em Lima, em seguimento à última Cúpula das Américas (Trinidad e Tobago, abril de 2009). A proposta brasileira enfatizava a prioridade que se deve conferir às necessidades dos países em desenvolvimento no debate sobre eficiência energética, como a construção de casas para famílias de baixa renda."
Comentários sobre a questão da reconstrução habitacional do Haiti (viagem na maionese mode ON):
Em primeiro lugar, gostaria de deixar explícito que não sou engenheiro, nem arquiteto, nem pedreiro ou mestre de obras (
), mas apenas um interessado por construções, que sempre acompanhou atentamente o assunto "de uma distância segura". Digamos que é um tipo de "dom" reprimido que tenho (meu teste vocacional deu: 1 – relações Internacionais. 2 – Direito. 3 – Arquitetura…).
Bom, a questão da reconstrução habitacional do Haiti é muito interessante. Será bem fácil saber até que ponto a "comunidade internacional" está comprometida com soluções duráveis para o país. Simplesmente reconstruir tudo não é solução. Como eu já disse antes, é preciso aplicar tecnologias nas novas construção, "otherwise" elas vão colapsar após o próximo terremoto. Seria como construir um castelo de cartas.
Entrando em minha ceara, que é a de pensar em soluções sem me preocupar com os detalhes, acredito que uma boa solução seja a construção de "vilas verticais" (cidade vertical é o termo mais comum, eu, aqui estou reduzindo para um vila
).
Isso é: construir prédios de boa altura, com tecnologia antissísmica (que pode ser um contrapeso móvel no topo do prédio), assim seria possível abrigar centenas de famílias pobres, garantindo seu direito à habitação e, além disso, ter prédios seguros em caso de abalos sísmicos.
Outra vantagem seria o número reduzido desses prédios, o que poderia facilitar a mobilização de recursos internacionais. A manutenção e custos poderiam ser geridos por meio de espaços de marketing (um logo gigantesco da coca-cola na lateral, etc…). Uma troca justa, eles venderiam a alma em troca de uma casa bonita
.
Eu já havia pensado em soluções assim, mas para o Brasil. Sempre que vejo aquelas favelas do RJ fico pensando: "Por que esses caras não substituem essas centenas de ‘casinhas’ por um único prédio, com todo mundo empilhado." (hehe
) Assim seria mais fácil gerir muitas situações de uma única vez: seria possível criar condomínios verticais com escola, posto de saúde, posto policial etc. Com um sistema bem pensado de "condomínio" seria possível evitar que prédio virasse um cortiço. Com o mesmo sistema bem pensado seria possível neutralizar a ação de criminosos. Claro… tudo isso com um processo de negociação com a comunidade, que pode resistir no início, já que parece existir um certo "glamour da miséria" em certos locais, levado à frente, principalmente, por certos cantores por aí…
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Pensadores (71) – Direitos das Mulheres no Islã – Quebrando os Mitos (Women’s Rights in Islam)
Como é minha área de expertise, vou colocar um vídeo sobre os direitos das mulheres no Islã. Para uma abordagem internacionalizada da coisa, com a aplicação das noções islâmicas no contexto do direito internacional, indico meu livro.
Sobre o Islã em geral, esse vídeo aqui é muito bom, recomendo:
Aqui um texto sobre o tema, mostrando os direitos da mulher no islã: http://www.themodernreligion.com/women/w_roles_ideals.htm
Ou clique no link abaixo para ver:
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Na Foreign Affairs: Complexidade e Colapso – Impérios à Beira do Caos
Tradução por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Foreign Affairs; Imagens: http://www.alloilpaint.com e : www.isu.edu
O colapso imperial pode vir muito mais abruptamente do que muitos historiadores acreditam. Uma combinação de déficits fiscais e excessiva expansão militar sugere que os EUA podem ser o próximo Império à beira do precipício.
NIALL FERGUSON is Laurence A. Tisch Professor of History at Harvard University, a Fellow at Jesus College, Oxford, and a Senior Fellow at the Hoover Institution at Stanford University. His most recent book is The Ascent of Money: A Financial History of the World.
Não existe melhor ilustração para o ciclo de vida de uma grande potência que The Course of Empire, uma série de cinco pinturas produzidas por Thomas Cole, que estão expostas na Sociedade Histórica de Nova-York. Cola foi o fundador da Hudson River School e um dos pioneiros das pinturas retratando paisagens americanas no século XIX; no The Course of Empire, ele belamente captura a teoria da ascensão e queda dos impérios, que domina a muitas pessoas até hoje.
Cada uma das cinco pinturas mostra a boca de um grande rio sob rochas que brotam. No primeiro, The Savage State, uma rica floresta é povoada por uma porção de caçadores e coletores, lutando em primitiva existência sob uma alvorada tempestuosa.
A segunda pintura, The Arcadian or Pastoral State, é um idílio agrário: os habitantes limparam o terreno, criaram jardins, semearam e construíram um elegante templo grego.
O terceiro e maior quadro é The Consummation of Empire. Agora, a paisagem é coberta por um magnífico empório (entrepôt) de mármore e os agricultores-filósofos do quadro anterior foram substituídos por uma multidão de ricos comerciantes de tecidos, pro cônsules e cidadãos-consumidores. É o meio-dia no ciclo da vida.
Então vem Destruction. A cidade está em chamas, seus cidadãos fogem de uma horda que estupra e pilha sob um chocante céu ao anoitecer.
Finalmente, a lua ascende sobre a quinta pintura, Desolation. Não existe uma única alma a ser vista, apenas algumas colunas em ruínas e colunatas cobertas de arbustos e trepadeiras.
Concebidos na metade da década de 1830, as cinco grandes pinturas de Cole trazem uma mensagem clara: todos os impérios, não importa quão magníficos, estão condenados ao declínio e à queda. A sugestão implícita era que a jovem república da época de Cole seria mais bem servida aderindo a seus bucólicos cinco princípios e resistindo às tentações imperiais do comércio, da conquista e da colonização.
Minha visão:
Sobre os quadros: devo dizer que a muito tempo esperava alguma pintura que pudesse ser colocada nas paredes que me cercam. Como sou um ignorante em termos de arte, só agora conheço essas obras e estou realmente impressionado.
Sobre a lógica aplicada aos EUA: concordo que o império americano está à beira do fim. Muitos erros foram cometidos, sendo que as atuais guerras estão terminando de corroer, por dentro e por fora, o esplendor que um dia teve o atual "império".
Sobre a lógica em sentido amplo: devo discordar. Eu, perfeccionista como sou, acredito que é possível, sim, criar um império duradouro, que só perecerá ante às forças incomensuráveis da natureza. Eu acredito em um império brasileiro, em um futuro distante obviamente, marcado pelo respeito a todas as culturas, das mais próximas às longínquas (sendo o relativismo cultural essencial para isso), e pela diplomacia (que não é sinônimo de fraqueza, ou de uma crença roussoniana na bondade do homem, mas de força utilizada com racionalidade, no sentido exposto por Maquiavel).
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Pensadores (67) – Capitalismo Natural (Natural Capitalism) com Amory Lovins
Amory Lovins
Cofounder, Chairman and Chief Scientist, Rocky Mountain Institute
Conversations host Harry Kreisler welcomes Amory Lovins for a discussion of Natural Capitalism ( http://www.natcap.org/ ). Lovins explains the origins and mission of Rocky Mountain Institute ( http://www.rmi.org/ ) and analyzes the opportunities and benefits of using the profit motive to redesign the relationship between the environment and capitalism. Drawing on his thirty year career as an innovator/consultant/scientist,he analyzes the mechanisms by which ideas can impact business practice and government policy with the goal of sustaining the environment.
Nota: Percebam a nova tecnologia do youtube (no ícone CC), que permite que os vídeos tenham uma transcrição automática. Não é perfeita, com alguns erros bem toscos (o que é natural, afinal estamos lidando com máquinas), mas é bem interessante…
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(Vídeo) Análise Contrafactual: Para a Vitória Argentina na Guerra das Malvinas
Por Daniel Cardoso T.
Análise contrafactual é quando você imagina quais seriam as consequência de ações diferentes em determinados momentos históricos. Por exemplo: se Hitler não tivesse entrado em guerra com a URSS, teria a Alemanha vencido a 2ª GM? Ou, se Napoleão tivesse vencido a Rússia, teria ele criado um império tão duradouro quanto o Romano?
Já li, se não me engano no livro do Nye, que os historiadores tendem a não gostar desse tipo de análise. Alguns afirmam que não passa de ficção.
Em termos de temperamento humano, seria o embate entre sujeitos movidos pela intuição e os que têm os pés amarrados ao chão. Eu pertenço ao campo dos intuitivos e creio que essas análises são muito enriquecedoras/desafiadoras e ensinem muito mais que os fatos em si. Contudo, ela deve vir somente após haver um bom conhecimento do que ocorreu.
Clique no link abaixo para ver todos os arquivos de vídeo, produzidos pelo Discovery Channel e em espanhol…
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Citações (13) – Previsão de Huntington: Uma Guerra Global
Uma guerra global que envolva os Estados-núcleos das principais civilizações do mundo é altamente improvável, mas não impossível. Como sugerimos, uma guerra desse tipo poderia surgir da escalada de uma guerra de linha de fratura entre grupos de civilizações diferentes, mais provavelmente envolvendo muçulmanos de um lado e não-muçulmanos do outro. A probabilidade da escalada será maior de Estados-núcleos muçulmanos ambiciosos estiverem competindo para dar assistência a povos de uma mesma religião que estejam em luta. A probabilidade será menor em função dos interesses que países afins secundários e terciários possam ter em não se envolver profundamente eles próprios nessa guerra. Uma fonte mais perigosa de uma guerra intercivilizacional global é a alteração da balança de poder entre as civilizações e seus Estados-núcleos. Se ela continuar, a ascensão da China e a atitude cada vez mais afirmativa desse "maior ator da História da Humanidade" exercerão tremenda pressão sobre a estabilidade internacional no começo do século XXI. O surgimento da China como potência dominante na Ásia Oriental e no Sudeste Asiático seria contrário aos interesses norte-americanos tal como eles foram concebidos através da história.
Dados esses interesses norte-americanos, como seria possível que se desenvolvesse uma guerra entre EUA e China? Suponhamos o ano 2010…
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Pensadores (66) – Robert McNamara
Robert S. McNamara, former Secretary of Defense and former President of the World Bank reminisces with host Harry Kreisler about public service, the War in Vietnam, znc the dangers of the superpower confrontation during the Cold War.
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