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O Brasil pode exercer um papel de relevância nas negociações sobre a questão nuclear do Irã?

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Archive for February 8th, 2010

Visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cameroun, Henry Eyebe Ayissi

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Por Daniel Cardoso Tavares
Imagem: www.podcastjournal.net 

Henri Eyebe Ayissi__cameroun

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Cameroun, Henri Eyebe Ayissi, visita o Brasil entre 8 e 12 de fevereiro. Essa é a segunda visita de um chanceler camerounês, sendo que a primeira foi em 2005.

Amanhã, Ayissi será recebido por Celso Amorim no Palácio Itamaraty, onde terão um almoço de trabalho e abrirão a III Reunião da Comissão Mista Brasil-Cameroun. O ministro fará ainda visita à sede da EMBRAPA.

No dia 10, ele manterá reunião com Miguel Jorge, Ministro do MDIC. No dia 11 terá encontro com representantes da FIESP e discutirão oportunidades de investimento no país africano.

De acordo com o MRE, "entre 2005, quando a Embaixada do Brasil em Iaundé foi reaberta, e 2008, o comércio bilateral cresceu de US$ 88 milhões para US$ 136 milhões."

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A Política Externa do PT e a do Governo: Divergências

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Por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Valor Econômico

 

Embora tenham em comum a atuação de Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da Presidência e coordenador do programa de governo da candidata petista ao Planalto, Dilma Roussef, o governo e o PT não estão afinados em termos de política externa.

No PT, existe desconforto com o livre comércio entre Mercosul e Israel e há críticas ao empenho oficial em prol de avanços na Rodada Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio). O relacionamento entre multinacionais brasileiras e o governo também é vista de forma distinta.

O Valor afirma que a eleição de um candidato do PSDB provocaria mudanças na política externa: "Afinal, vêm do campo tucano as críticas mais veementes e constantes à atuação do Itamaraty e do Planalto contra, entre outra iniciativas, o ativismo pela cadeira permanente no Conselho de Segurança nas Nações Unidas e a cordialidade nas relações com a Venezuela de Hugo Chávez; e Serra não esconde sua antipatia por certas limitações impostas no Mercosul à ação internacional do país."

Para o periódico, há dissonâncias entre o partido e o governo, que vieram à tona na reunião ocorrida no sábado, aqui em Brasília. Uma delas estaria no fato de peças-chave do PT estarem preocupadas com a atuação de empresas brasileiras no exterior, nos conflitos entre seus interesses e as populações locais. O partido sugere algo como um "código de conduta" para essas empresas, ao que Garcia rebate afirmando que existe crescente consciência por parte dessas empresas acerca de seu papel no contexto do local em que se fixam. Outro fator levantado por ele é o de que "a presença das companhias brasileiras tem se dado por convite explícito dos governantes".

Além disso, Marco Aurélio opôs-se à visão de que as esquerdas do continente estão em um "estado defensivo estratégico" em relação à implantação do socialismo. Ele é contrário ao desejo partidário de criar algo como um bloco de governos de esquerda.

Há, também, a percepção do partido de que os países vizinhos temem um "subimperialismo brasileiro", reforçado "pela atitude arrogante e predatória de empresas brasileiras". "Nos países vizinhos, políticos de direita ou de esquerda criticam o avanço "imperialista" do Brasil mas também defendem a presença de empresas brasileiras, se servirem para a "correção de assimetrias", comentou [o deputado] Dr. Rosinha."

"As empresas vão pelo lucro, vão especular mesmo", comentou o deputado. "Qual o comportamento que teremos?", perguntou, manifestando o dilema do partido, que, nos países da América do Sul, tem articulações com outros partidos de esquerda, alguns de discurso anti-capitalista. "Ou fazemos um processo de correção das assimetrias, ou se faz como os Estados Unidos no México: constrói um muro [para evitar a imigração]".

Enquanto o governo defende a cooperação com os EUA, os autores do documento preparado pela Executiva do PT, são da opinião de que a política externa brasileira abre um campo de competição com os EUA. Apesar de termos a doutrina de respeito e pacifismo, "a imensa importância geopolítica do Brasil tem o potencial de transformá-lo em ‘ameaça’ aos EUA."

O documento debatido na semana passada ainda passará pelas instâncias superiores do partido, até ser submetido à Convenção Nacional do PT. Será interessante comparar esse ponto de partida com o que resultará do debate voltado ao fortalecimento da campanha da candidata de Lula à sua sucessão.

Comentários: Tirando as questões do PT, que já estão bem colocadas acima…

"Afinal, vêm do campo tucano as críticas mais veementes e constantes à atuação do Itamaraty e do Planalto contra, entre outra iniciativas, o ativismo pela cadeira permanente no Conselho de Segurança nas Nações Unidas e a cordialidade nas relações com a Venezuela de Hugo Chávez; e Serra não esconde sua antipatia por certas limitações impostas no Mercosul à ação internacional do país."

O que ele pode fazer? Fazer com que o Brasil abdique da busca por um lugar permanente? Seria "maravilhoso" se a reforma acontecesse e ficássemos de fora. Ficaria cristalizada a maior burrice do século.

Sobre a cordialidade: O que ele pode fazer? Começar a criticar o governo venezuelano? Talvez ele fique feliz ao vê-los lançar toda sua retórica contra nós, romper os laços que criaram com o modelo de TV Digital brasileiro-japonês, principalmente na compra do GINGA (alguns dizem que isso é um mito, mas ok…), tomar atitudes imoderadas acerca de temas comerciais, travar o Mercosul, interna e externamente, etc. A melhor maneira de lidar com eles é aproximando, não afastando.

Por falar em nosso bloco regional: por mais insatisfeito que alguém esteja, o Mercosul já provou pela forma mais confiável, i.e. números, que não é prejudicial, mas sim benéfico ao comércio tanto do Brasil, como dos demais países do Bloco.

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Nossos Heróis de Bóinas Azuis e o Brasil em Operações de Paz (Livro)

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Retirado do site do colega Sérgio Carrera: http://missaodepaz.wordpress.com/

 

cleiton-escolta-1-9_Missao_de_paz_Brasil

Caro Comandante Geral,

Queira aceitar – sobretudo os colegas de Turma da APMB – o meu profundo e sincero sentimento de pesar pela perda do Capitão Cleiton!

Certamente, dos dias que passou entre nós, teremos gratas lembranças! Lembro como se fosse hoje, em 2005, quando o designei para a primeira Missão no Haiti e em visita à Brasília, ele teve a gentileza de passar em meu Gabinete no Comando Geral, oportunidade em que conversamos por mais de uma hora sobre o trabalho que realizava naquele país! Estava muito entusiasmado e muito consciente  da relevância da presença da ONU naquele ambiente de pobreza, de fome e de doenças! Pelo modo e pelo grande entusiasmo com que falava (e pelo conceito que tinha junto aos seus superiores hierárquicos na ONU), percebi que o Cleiton tinha encontrado uma razão muito forte de existir, quer como pessoa humana, quer como profissional.

Algumas vezes tive oportunidade de falar aos policiais militares mais próximos, sobre a escritora chilena Gabriela Mistral. Para Gabriela, servir ao próximo não é uma opção pessoal, que fazemos apenas porque queremos, ou porque nos pagam para isso! Servir é uma dádiva, uma graça concedida por Deus a pessoas previamente escolhidas por Ele. O maior exemplo foi Jesus, que Ele escolheu para nos servir e nos servindo morreu!

O Cleiton foi escolhido por Deus para fazer o que tinha que fazer! Era lá que Deus queria que ele estivesse e não aqui entre nós! O Cleiton cumpriu a sua missão e  Deus o levou para ficar com Ele!

Como ex-Comandante Geral, como cidadão brasileiro e, também, como pai que sou, sinto-me extremamente honrado em tê-lo conhecido pessoalmente. Uma pessoa educada, de excelente caráter, um exemplo de profissional e, também nos demonstrou, de alma generosa na atenção e carinho que dispensou ao povo tão carente do Haiti. A sua existência só pode ser um um motivo de orgulho para os seus pais, familiares e esposa – e para todos nós! Futuramente, também será para o seu pequeno filho!

O Cleiton se foi! Perdemos um grande ser humano! Um homem honrado! O Cleiton não veio ao mundo para ser um herói! Nem queria! Ele veio para ser ele mesmo! Ele veio para servir! O heroísmo é apenas um detalhe na sua maravilhosa existência e uma maneira que encontramos para prestar-lhe uma justa, merecida e inquestionável homenagem!

É assim que sempre me lembrarei dele!

Cel RR Renato Azevedo

ex-Comandante Geral da PMDF

 

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Foi lançado, no dia 21 de dezembro, o livro "Brasil: 60 Anos de Operações de Paz", escrito por Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura, Embaixador do Brasil no Líbano. A edição e publicação foi feita pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM).

"O livro é uma homenagem àqueles que serviram em operações de manutenção da paz das Nações Unidas e retrata, numa coletânea fotográfica, a participação brasileira desde o fim da Segunda Guerra Mundial."

“A leitura deste livro é uma viagem através do tempo, por lugares maravilhosos, em momentos nem sempre agradáveis e onde se destaca a figura do ser humano profissional, técnico, dedicado, voluntarioso, criativo, herói e crente em um dos maiores valores da vida: a paz.

Kleber Luciano de Assis

Almirante-de-Esquadra”

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Como comprar o Livro Brasil: 60 anos de Operações de Paz:

1) Acessar o site www.tesouro.fazenda.gov.br;

2) Entrar nos links: SIAFI, Guia de Recolhimento da União e Impressão de GRU;

3) Gerar a GRU;

4) Pagar no Banco do Brasil

5) Enviar o comprovante através do e-mail: humberto@dphdm.mar.mil.br  ou pelo fax: (21) 2104-5492.

 

OBS.:

É obrigatório o preenchimento dos campos abaixo conforme indicado:

UG – 673006
Gestão – 00001
Código de Recolhimento – 28886-1
Número de Referência – 67900000000

CPF/CNPJ do comprador
NOME: do comprador
Valor Principal:
Valor Total: 40,00

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Itamaraty: Irã Está Blefando ao Anunciar que Pode Enriquecer Urânio a 20% + Inside Story de Alguns Dias Atrás

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Fonte: Estadão

 

Irã não tem como enriquecer urânio a 20%, diz Itamaraty

Especialistas que acompanham o tema acreditam que essa jogada demonstra ousadia em assumir alto risco

 

BRASÍLIA -- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, blefou quando ordenou o início do enriquecimento de urânio a 20% em seu país, na avaliação do Itamaraty. Especialistas brasileiros que acompanham o tema acreditam que essa jogada demonstra ousadia em assumir alto risco. O Irã não tem capacidade de enriquecer nesse nível em curto prazo e, com a declaração de Ahmadinejad, pode provocar mudança de posição da China, o único membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas que se mostrava disposto a vetar novas sanções ao país.
A nova iniciativa do Irã deverá redobrar os esforços do governo brasileiro para não fechar os canais de diálogo entre o governo iraniano e as potências do P5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) em favor de um "fato novo" para solucionar esse conflito. Na visão do chanceler Celso Amorim, o "fato novo" seria o acordo de troca de urânio iraniano enriquecido a 3,5% por combustível nuclear da França.
Na semana passada, quando já se prenunciava outra vez a relutância do governo do Irã em aceitar o acordo, Amorim conversou com o chanceler daquele país, Manuchehr Mottaki. Um dia antes, em um seminário sobre desarmamento nuclear, em Paris, Amorim declarou que ambos os lados não deveriam "deixar que essa oportunidade (o acordo) seja esquecida".

Pressões -- No Itamaraty, há convicção de que o primeiro gesto em favor desse acordo partiu do próprio Ahmadinejad. Suas idas e vindas, depois de formulado o acerto, decorreram de pressões políticas internas -- a oposição é um dos principais eixos defensores do uso militar da energia nuclear -- e também da insegurança com relação ao cumprimento do acordo. Com a confiança desgastada, especialmente depois da revelação do reator mantido em segredo em Qom, em 2009, o Irã passou a contar com poder de barganha cada vez menor até mesmo para defender interesses legítimos.

O acordo prevê a entrega do estoque iraniano de 1.200 quilos de urânio enriquecido a 3,5% para a Rússia, que elevaria esse nível a 20%. Dali, seria enviado à França, que o transformaria em combustível para um reator que fabrica radiofármacos, em Teerã. Esse acerto daria mais segurança ao P5+1, por retirar do Irã a matéria-prima para a construção de armas atômicas, que exigem enriquecimento em torno de 90%.
Para o Irã, entretanto, ainda faltam garantias de que vai realmente receber o combustível para seu reator de Teerã. Daí sua proposta de entregar o estoque divido em três cotas -- cada uma de 400 quilos -- e sua exigência de receber simultaneamente o combustível nuclear. A França salgou ainda mais essa dúvida ao declarar que sua estatal nuclear, Areva, não teria condições de entregar combustível ao Irã antes de dois anos, em razão dos compromissos anteriores de fornecimento.
Como o Irã dispõe de combustível por cerca de um ano, seu reator teria de ser paralisado se não houvesse condições de receber de outra empresa. Para o Itamaraty, uma prioridade política do governo francês para o Irã no esquema de produção da Areva poderia contornar esse problema. Mas a França não quer dar mais uma chance ao Irã e considera que a imposição de novas sanções é a melhor forma de lidar com esse país.
Neste mês, a França ocupa a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU. As retaliações sobre pessoas físicas e empresas ligadas à Guarda Revolucionária Iraniana já foram listadas pelos Estados Unidos, mas não foram apresentadas ao comitê que acompanha as sanções anteriores por conta da resistência da China, que ainda aposta no diálogo.
Para o Itamaraty, assim como a Rússia cansou-se das idas e vindas do Irã e passou a apoiar as sanções, o governo chinês poderá seguir o mesmo caminho. Nesse caso, será impossível evitar as novas retaliações. Os esforços do governo Luiz Inácio Lula da Silva nesse imbróglio terão fracassado, mesmo com o voto contrário do Brasil, que é membro não-permanente do Conselho de Segurança desde 1º de janeiro. Nesse caso, caberá ao Brasil, como exemplar sócio da ONU, aplicar as sanções.

Entenda o caso até poucos dias atrás:

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