Posts Tagged ‘Hillary Clinton’
Vídeo da Coletiva de Imprensa Brasil – Estados Unidos da América (Hillary Clinton) + Entrevista de Celso Amorim
O Ministro Celso Amorim e a Secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton conversaram com a imprensa sobre os atos assinados, sobre a situação do Irã e da Venezuela como também sobre questões comerciais entre Brasil e EUA.
Declaração do Ministro Celso Amorim no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) após reunião com o Presidente Lula e a Secretária de Estado Americana Hillary Clinton
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Vídeo e Análise: Hillary Clinton Chega ao Brasil
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, desembarcou em Brasília nesta terça-feira (02). Ela está no país para discutir um acordo de cooperação entre o Brasil e os EUA para ajudar o Haiti.
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Segurando Firme: Autoridades Brasileiras no Haiti Dizem que Comando Continuará com a ONU
Fontes: Agência Brasil e Estado de S. Paulo
Porto Príncipe (Haiti) – As autoridades militares brasileiras no Haiti afirmaram que a segurança em Porto Príncipe está mantida e que o comando permanecerá com a Missão de Paz das Nações Unidas para a Estabilização do país (Minustah). O controle do aeroporto e o envio de mais tropas, além das declarações de autoridades norte-americanas, levantaram dúvidas sobre a autoridade das Nações Unidas para manter a segurança, que é coordenada por militares brasileiros.
O comandante militar da missão da ONU, general Floriano Peixoto, disse que as dúvidas são infundadas e que as Nações Unidas continuam no comando das ações. Segundo ele, a autorização de ontem (19), da ONU, para que a força militar possa ter 3,5 mil novos integrantes – sendo 2 mil militares e 1,5 mil policiais – está apenas em estudo pelo Estado Maior. “Vou avaliar a necessidade. E posso sugerir, como prevenção, elevar parte do conteúdo militar, ou não”, disse.
Peixoto comanda 7 mil homens de 17 nacionalidades que têm a função de manter a paz e a segurança no Haiti. O general brasileiro afirmou ainda que a ação norte-americana será para distribuição da ajuda humanitária que começa a chegar em maior volume, tarefa que vai dividir com o Canadá.
O embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, disse que os bairros de Cité Soleil, Cité Militaire e Bel Air, considerados os mais violentos da capital, não estão nas mãos de gangues e que a vida nesses lugares segue como antes do terremoto.
Na mesma linha, o coronel João Batista Bernardes, comandante do batalhão brasileiro no Haiti, assegurou que a capital está sob o controle da Minustah e que a “pouca” violência que ocorre na cidade é esporádica e compreensível, devido à situação de penúria a que grande parte dos cerca de 3 milhões de habitantes de Porto Príncipe estão expostos.
A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, insinuou, no começo da semana, que o seu país pode ampliar a atuação no Haiti não somente para distribuir ajuda humanitária. Para isso, bastaria um pedido do presidente haitiano, René Préval, como já foi feito no caso do aeroporto de Porto Príncipe, que é controlado pelos militares norte-americanos.
PORTO PRÍNCIPE – Soldados do Exército americano desembarcaram de helicóptero no palácio presidencial de Porto Príncipe com equipamento militar, água e comida e começaram a montar o que parece ser uma base de ajuda humanitária.
Após cerca de 20 helicópteros aterrissarem no gramado, centenas de desabrigados acampados próximos do palácio correram para as grades à espera de ajuda humanitária. Alguns saudaram os soldados. "Não sei exatamente o que eles vieram fazer aqui, mas creio que irão nos ajudar, então são bem-vindos", disse o haitiano Moline Augustin.Outros os criticaram a ação americana. "Isto é uma ocupação. O palácio é o país, representa nosso poder. É o nosso rosto e o nosso orgulho", criticou o morador de Porto Príncipe Feodor Desanges à agência France Presse.
Mais de 11 mil oficiais do Exército americano estão no Haiti e em bases navais na costa do país. De acordo com o governo dos EUA, a função das tropas é agilizar a distribuição de ajuda humanitária e proteger os recursos doados por diversos países. A segurança ficou a cargo das tropas da missão de paz da ONU.
A apenas quatro quadras do palácio, centenas de saqueadores atacaram o centro da cidade. "Não há nada que possamos fazer", lamentou um oficial que tentava isolar a área para proteger os civis.
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Why so Serious? (20) – Poderia Ficar Ainda Pior? … Sim!!!
| The Daily Show With Jon Stewart | Mon – Thurs 11p / 10c | |||
| Hillary in the Congo | ||||
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Criadora do "smart power" explica o conceito adotado por Hillary Clinton
O smart power, nova doutrina de política externa dos EUA, diferente do que muita gente pensa, inclusive eu (o histórico deste site mostra que alguns diplomatas brasileiros de gabarito também confundiram-se), não é o extremo oposto do hard power, ou seja: smart power é diferente de soft power. Ele é um tipo de terceira via, que utiliza tanto o peso militar, quanto técnicas de persuasão. Na edição de março de 2004 da Foreign Affairs, a cientista Suzanne Nossel (Ex-vice-embaixadora da missão dos EUA na ONU e atual Oficial Chefe de Operações da Human Rights Watch) detalhou tal conceito. Ela tem fortes laços com o partido democrata.
Abaixo faço um resumo do material encontrado na Foreign Affairs (veja o link nas fontes). Já adianto meu veredicto: perigoso, tão ou mais que antes. O Brasil, porém, pode tirar proveito de algumas coisas, como a retórica do desenvolvimento, mas deve estar alerta para a tal "reforma" da ONU, que na verdade é uma forma de evitar a verdadeira reforma do CSNU. Meus comentários, no texto, estão entre []´s.
Foreign Affairs:
RECUPERANDO O INTERNACIONALISMO LIBERAL
O combate ao terrorismo, ataques preventivos e a ação unilateral tem sido as bases de ação dos EUA desde os ataques de 11 de setembro. Os progressistas, por outro lado, não definiram com precisão sua oposição à atuação internaiconal do governo Bush. Agora, eles tem oportunidade histórica de reorientar a política externa americana.
Os agentes políticos devem atuar, agora, em prol do internacionalismo liberal, que diz que as democracias são menos inclinadas à guerra. Deve-se confirmar a liderança de Washington por meio da diplomacia, economia e, não menos, pelo poder militar. Os objetivos são amplos: auto-determinação, direitos humanos, livre comércio, desenvolvimento econômico e eliminação e quarentena [isolamento] e eliminação de ditadores e armas de destruição em massa. Internacionalistas liberais veem o comércio, a diplomacia, a ajuda internacional e a expansão dos valores americanos como tão importantes quanto a força militar.
Os republicanos aplicaram de forma errônea os conceitos de direitos humanos e democracia, já que os uniram a agressiva ação unilateral. Os progressistas devem ter uma ação mais efetiva contra o terrorismo, mas indo muito além disso: utilizando o smart power para ter gama estável de aliados, instituições e normas. O poder deve ser aplicado de forma prática para evitar ameaças e aproveitar oportunidades. Tal atuação irá satisfazer o público interno e angariar a simpatia internacional para os objetivos americanos.
A ASCENSÃO E QUEDA DE UMA IDÉIA
A tentativa de Woodrow Wilson de estabelecer uma ordem estável no pós I GM falhou espetacularmente. Porém, suas idéias levaram, anos depois, FDR a vencer os nazi-fascistas. Harry S. Truman, por sua vez, uniu o idealismo de Wilson com o pragmatismo em uma agenda de internacionalismo liberal, que arquitetou uma rede de aliados e instituições, incluindo a ONU e a OTAN, que levaram à reconstrução da Europa, do Japão e do sistema internacional de livre comércio. Os EUA, ao centro, dividiu o peso de manter a ordem. As instituições internacionais levaram os valores americanos para o resto do mundo, o que alimentou o desejo por seus produtos. O comércio alavancou a influência política e essa os valores americanos.
A ação de JFK (John Fitzgerald Kennedy) também foi acertada, ao entender que, além da dureza, deveria levar à frente as idéias de auto-determinação, democracia e direitos humanos.* O resultado foi um consenso que fortaleceu os EUA no além-mar.
Depois dele, contudo, o internacionalismo liberal perdeu-se. Seu declínio veio com o Vietnam [que os democratas JFK e Lyndon Jhonson, seu vice, escalaram] que levou os EUA a métodos não liberais de subversão e segredo, que minou a moral americana para a mudança liberal. O dano foi tão grande que nem o fim da guerra fria animou os progressistas. Os ecos do Vietnam foram ouvidos na retirada do Líbano em 1984 e da Somália, uma década depois, quando retiraram-se para evitar maiores complicações.
Clinton, a pesar de tentar retornar ao internacionalismo liberal, falhou. Liberalizou o comércio, expandiu a OTAN e buscou a paz no Oriente Médio, mas encontrou resistência ideológica. Os internacionalistas liberais defenderam o uso da força primeiramente em casos humanitários, expondo a doutrina a acusações de extrema ingenuidade. O governo Bush ascendeu em 2001 comprometido com o rompimento de acordos internacionais em favor de prioridades estratégicas: denunciou Kyoto e o ABMT (Anti-Ballistic Missile Treaty).
Os ataques de 11 de setembro transformaram a política externa de Bush, mudando-a de um unilateralismo desinteressado a desafiador. Uniu retórica idealista a uma agenda evangélica e militarista. Alguns conservadores autoproclamaram-se herdeiros de Woodrow Wilson.
Isso é ruim para os progressistas já que compromete os ideais do internacionalismo liberal e o papel dos EUA em os promover. Uma superpotência que não é vista como liberal não pode ser confiada na defesa dessas idéias. Hoje os EUA é visto como opressor, sedento por poder e petróleo. A ação agressiva no Iraque e o apoio ao regime da Arábia Saudita, por exemplo, tornam os EUA hipócritas. A ocupação desastrosa levou a dúvidas sobre seus motivos no exterior, assim como ameaça o apoio interno a ações de política externa ativista.
Ao minar as alianças, instituições internacionais e a credibilidade dos EUA, o governo Bush iniciou ciclo que está esgotando o poder americano. Liberdade e libertação estão sendo associadas, pelo menos no Oriente Médio, com violência e ocupação indevida. A nova agenda do internacionalismo liberal deve criar um ciclo virtuoso, no qual o poder dos EUA gera confiança na liderança americana, aumentando ainda mais seu poder.
RETOMANDO A LUTA
De acordo com pesquisa de 2003, muitas partes do mundo ainda acreditam nos ideais do internacionalismo liberal, incluindo Líbano, Marrocos e Paquistão. Acreditam que a democracia ocidental pode ser boa para eles. Agenda de combate ao terrorismo é mais urgente que nunca. Sociedades liberais, além de menos propensas a guerras, não aceitam a existência de terroristas em seus territórios. Progressistas devem levar à frente agenda de liberdade, comércio e direitos humanos para garantir a segurança americana contra o terrorismo. Apesar de manter a ação contra a al Qaeda, deve-se pensar na superação do subdesenvolvimento, crises de saúde e degradação do meio-ambiente. Deve-se fazer esforço seletivo para avançar a democracia em territórios estratégicos, acompanhado de políticas genuinamente liberais.
Os europeus, como mostrou a crise da Bósnia, não tem a vontade e os recursos para colocar os ideais do internaiconalismo liberal em pr
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Algumas notícias internacionais + Amorim nos EUA (atualizado)
- Benjamin Netanyahu foi escolhido o novo primeiro-ministro de Israel. Traduzindo para um bom português: esqueça a paz na região; imagine Israel querendo esmagar o Hamas, novamente; assentamentos de judeus não serão mais evacuados; novas terras palestinas serão confiscadas (já aprovado essa semana em Israel). Por falar nisso: o Hamas continua lançando mísseis contra Israel (alguém acreditou que não o fariam?).
- Popularidade de Obama cai 9 pontos: entre os democratas caiu de 96% para 92%; entre os republicanos a queda foi mais brusca, indicando que a "lua-de-mel" entre os dois partidos acabou-se: de 50% para 31%.
Veja as duas notícias, em vídeo, abaixo:
Visita de Amorim aos Estados Unidos (25/02)
Ele encontrar-se-á com Hillary Clinton na primeira reunião de altas autoridades dos dois países. Eles buscarão caminhos para aprofundar as relações bilaterais, discutirão temas regionais e globais e, por fim, prepararão a visita do presidente Lula aos EUA.
Fontes: Correio Braziliense, Economist.com, MRE, UOL e CNN
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Em telefonema a Lula, Hussein Obama defende Doha e coordenação para G20
O presidente dos EUA instruiu sua equipe econômica a "aproximar posições com o Brasil" para a reunião do G20 (abril). Obama convidou Lula para visitá-lo em março, quando este lá estará para um seminário de investidores. Existe a expectativa de que Hussein aceite o convite de Lula e venha ao Brasil ainda este ano.
Lula disse a ele que a imagem norte-americana durante seu governo será fortalecida na América Latina. Os dois presidentes discutiram os pontos da agenda nos quais pretendem agir em acordo. "Lula mencionou, entre outros pontos, uma política de biocombustíveis, o combate às mudanças climáticas, a relação com a África, a relação com os outros países da América Latina e o G20." Para Obama as discussões na Rodada Doha são importantes para enfrentar a crise financeira internacional. Os detalhes da agenda serão acertados pelo Chanceler brasileiro e pela Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.
É bom poder ler isso, mas espero que seja algo mais que simples discurso. Acredito, também, que nos principais aspectos comerciais que envolvem os dois países, as questão dos subsídios e barreiras à entrada de nossos produtos agrícolas, continuaremos a enfrentar os mesmos desafios, principalmente com um governo democrata, que tende a defender mais o mercado interno.
Escrito por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Estadão
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