Isenção do Álcool Teria Impacto Limitado Para o Brasil
Por Silvana Guerra
Fonte: Folha de S.Paulo
O Senado dos Estados Unidos aprovou ontem (16/6) emenda que elimina subsídio ao álcool americano e tarifa sobre o produto importado, medidas que funcionam como barreira à entrada do combustível brasileiro no país. Esta é a primeira vez que cortes em incentivos e tarifas são aprovados em plenário. A medida passará ainda pela Câmara, provavelmente até o final de julho.
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O Brasil é o segundo produtor mundial de álcool, ficando atrás apenas dos EUA. A medida poderia beneficiar o Brasil, porém, ao que tudo indica, a produção brasileira não é o suficiente para atender os americanos, pelo menos no curto prazo. Como a produção não acompanhou o aumento do consumo doméstico, o avanço das exportações está comprometido. Mais que isso, o país tem sido obrigado a importar mais para abastecer o mercado interno.
Apesar do impacto comercial limitado, o fim do subsídio americano pode ser visto como um marco para o setor. Segundo o Diretor da Consultoria Job Economia, Julio Borges, a liberação às importações deve estimular um novo ciclo de investimentos no Brasil. “Entre os próximos cinco e dez anos, há potencial para exportar”, diz ele.
Astrônomos Descobrem Planetas sem Órbita que Vagam Sozinhos Pelo Espaço
Por Silvana Guerra
Fonte: BBC Brasil
Uma equipe de astrônomos japoneses afirma ter encontrado dez novos tipos de planeta, que têm aproximadamente o tamanho de Júpiter e sem orbitar nenhuma estrela. A descoberta foi publicada em uma revista especializada, Nature, na qual os cientistas afirmam que os planetas não estão ligados a nenhum sistema solar.
Os astrônomos já desconfiavam da existência desses tipos de planetas, mas essa seria a primeira evidência concreta da existência deles no Universo. O professor da Universidade de Osaka Takahiro Sumi, disse que o mais interessante, além da confirmação da existência desses planetas “solitários”, é o quanto eles parecem ser comuns, tanto quanto são as estrelas na Via Láctea.
De acordo com as pesquisas, os planetas estão localizados em uma galáxia chamada Bulge, que fica no centro da Via Láctea, e que poderiam ter sido expulsos de sistemas solares, em formação, por forças gravitacionais ou colisões interplanetárias.
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Pelas convenções astronômicas, se um planeta não orbita uma estrela ou um remanescente de uma estrela, ele não pode ser tecnicamente considerado um planeta, mesmo tendo sido formado da mesma maneira.
No entanto, a hipótese dos pesquisadores é que esses objetos foram formados em um disco planetário, como os planetas no nosso Sistema Solar, antes de forças gravitacionais os terem expulsado desses sistemas.
Europeus Buscam Parceria com Brasil Para o seu ‘GPS’
Por Silvana Guerra
Fonte: Folha de S.Paulo
A União Europeia (UE) pretende convidar o Brasil para participar do desenvolvimento do programa Galileo, o sistema europeu de posicionamento por satélites, que ainda está em fase de implantação e concorrerá com o GPS americano. O investimento do projeto está estimado em mais de 5 bilhões de euros, entre 2007 e 2020.
A proposta de convidar o Brasil partiu da Comissão da UE, órgão executivo do bloco, porém, depende ainda da aprovação do Conselho da União Europeia, formado por ministros e chefes de Estado dos países do bloco. Caso aprovada, a proposta será apresentada ao Itamaraty.
A entrada do Brasil no programa estará condicionada à instalação de uma base de monitoramento europeia em território nacional. Ela deverá fazer parte de uma rede de ao menos 20 bases instaladas em diversos países, que serão usadas no controle dos satélites e na troca de dados e informações, sendo que essas bases terão conexão direta com centrais de controle no continente europeu.
CIVIL, NÃO MILITAR
Uma vez estabelecida a parceria, o Brasil deve ter o direito de usar o sistema em aplicações civis, tais como o controle do tráfego aéreo, gestão de linhas ferroviárias e transporte marítimo, agricultura e proteção ambiental. Também devem ser possíveis usos domésticos, como o sistema de navegação em carros particulares.
Apesar de o Brasil ceder uma base em seu território, não terá o direito de usar aplicações militares do sistema. Isso significa que, em ações bélicas, o país continuará dependente de sistemas internacionais, que podem ser bloqueados em conflitos.
Além do GPS dos EUA, a Rússia tem uma rede de satélites com fins militares (Glonass), e a China e o Japão trabalham no desenvolvimento de um sistema regional. O Galileo promete ser mais preciso que o atual GPS. Enquanto o sistema americano admite uma margem de erro de metros, os europeus dizem que errarão por centímetros.
Mas o sistema da UE precisará fazer uso de satélites americanos para complementar a sua rede.
O Galileo utilizará 30 satélites em órbita média da Terra, em uma inclinação que, em tese, trará informações mais precisas de áreas localizadas em latitudes mais altas, sendo mais útil para países no norte da Europa. Até agora só dois satélites experimentais foram lançados. Os dois primeiros satélites funcionais devem ser colocados em órbita no segundo semestre deste ano.
Brasil Poderá não Apoiar a Síria em Conselho de Direitos Humanos da ONU
Por Silvana Guerra
Fonte: DefesaNet
O Governo brasileiro poderá não apoiar o ingresso da Síria no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas devido à violenta repressão às manifestações da população contra o Presidente Bashar al-Assad. O governo sírio busca votos de apoio, principalmente entre os países sul-americanos. A votação para decidir a entrada da Síria no órgão está marcada para o dia 20 de maio.
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O assunto, que já foi discutido durante o período de governo do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém sem nenhuma decisão concreta, está sendo discutido novamente dentro de um novo parâmetro. De acordo com o Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, a decisão brasileira sobre a Síria ainda não foi tomada porque “ainda há muito tempo para se analisar a situação”.
O Chanceler Antonio Patriota afirmou ainda que o Itamaraty precisa consultar a Presidenta Dilma Rousseff, e a ordem é liderar pelo exemplo nas áreas de direitos humanos, questões de gênero, combate à pobreza e promoção da igualdade. A Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, também deverá ser consultada.




