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(Vídeo) Ataques Hacker: Comunicado do Anônimo Brasil Sobre os Ataques e a Ideologia do Movimento (Vídeo Recuperado)

 

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Comunicado em vídeo do Anônimo Brasil Sobre os Ataques e a Ideologia do Movimento.

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Para refletir (101) Halleluja

From OOMPH.

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Na História Hoje: Yuri Gagarin, Primeiro Homem a Viajar Pelo Espaço

Por Silvana Guerra
Fonte: UOL Educação
 

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A Rússia comemora hoje 50 anos do primeiro homem a viajar pelo espaço.

A bordo da nave Vostok-1, o soviético Yuri Alekseievitch Gagarin viajou pelo espaço, no dia 12 de abril de 1961, durante uma hora e 48 minutos. A missão consistiu em dar uma volta na órbita da Terra a 315 km de altitude. Olhando pela janela da nave, Gagarin percebeu fascinado que “a Terra é azul!”.

A viagem ocorreu com o painel de controle totalmente travado, a Vostok-1 fez seu voo no automático. Apenas em um caso de necessidade o piloto Gagarin poderia destravar o painel com uma chave que estava sob sua responsabilidade. Tal situação não aconteceu, muito embora, ao final da missão, o módulo de equipamentos não se tenha separado da cápsula, provocando uma situação de risco ao queimar na reentrada da atmosfera terrestre.

No momento do acidente, Gagarin seguiu o planejado e ejetou-se após a reentrada, descendo de paraquedas. Durante alguns anos, a União Soviética negou o fato por receio das entidades internacionais não reconhecerem o voo soviético.

O Governo da União Soviética já havia lançado alguns voos preliminares: o primeiro lançamento foi o satélite artificial, o Sputinik, em 1957, e no mesmo ano, colocaram em órbita o primeiro ser vivo: a cadela Laika. A Vostok-1 foi precedida por dois voos não tripulados conhecidos como Korabl-Sputnik-4 e Korabl-Sputnik-5, que usaram a nave Vostok para testes.

Yuri Gagarin era piloto militar graduado pela escola de Saratov, em 1955, e pela unidade de treinamento de pilotos de caça Voroshilov Chkalovsk, em 1957. Serviu na frota de porta-aviões soviéticos, e em 1960 foi selecionado como Cosmonauta em 1960. Em 1963, ele foi nomeado comandante do grupo.

Ele nasceu no dia 09 de março de 1934, em Klushino, Rússia (antiga URSS), e morreu no dia 27 de março de 1968, próximo de Kirjatch, Rússia (antiga URSS), em um acidente com um jato MIG-15, junto com o piloto Vladimir Seryogin.

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Mauro Santayana: O Terrorismo de Columbine

Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/04/08/santayana-analisa-a-carta-do-suicida-de-realengo/
Nota: Indicada por Carlos Estevam

É difícil separar a emoção da razão, quando escrevemos sobre tragédias como a de ontem. A morte de crianças nos toca fundo:  pensamos em nossos próprios filhos, em nossos próprios netos.  Por mais que deles cuidemos, são indefesos em um mundo a cada dia mais inóspito.

Crianças e professores são agredidos pelos próprios colegas nas escolas. Traficantes de drogas e aliciadores esperam às suas portas a fim de perverter os adolescentes.  Em 1955, baseado em livro de Evan Hunter, Richard Brooks dirigiu um filme forte sobre a brutalidade nas escolas norte-americanas, Blackboard Jungle,  exibido no Brasil com o título de Sementes da Violência.

É difícil entender como um rapaz de 24 anos se arma e volta à escola onde estudara, a fim de atirar contra adolescentes. No calor dos fatos, com a irresponsabilidade comum a alguns meios de comunicação, associaram o crime ao bode expiatório de nosso tempo, o “terrorismo muçulmano”. No interesse dessa ilação, chegaram  a anunciar que isso estava explícito na carta que ele deixou. Ela, no entanto,  revela loucura associada não ao islamismo, mas, sim, às seitas pentecostais, de origem norte-americana, com sua visão obscurantista da fé. São seitas que alimentaram atos de loucura como o de Jim Jones, ao levar 900 de seus seguidores, a Peoples Temple, ao suicídio, na Guiana, em 18 de novembro de 1978. É o que hoje fazem pastores da Flórida, ao queimar um exemplar do livro sagrado dos muçulmanos – e provocar a reação irada de fiéis no Iraque e no Afeganistão. Segundo revelou sua irmã, a mãe adotiva de Wellington, cuja morte o transtornou, pertencia à seita das Testemunhas de Jeová, preocupada com a pureza do corpo, que o assassino menciona em sua carta. A referência à volta de Jesus e ao dogma da Ressurreição dos justos, não deixa  dúvida. Ele nada tinha a ver com o Islã, apesar de suas recomendações lembrarem ritos mortuários comuns às religiões monoteistas.

A carta revela um jovem perturbado pela idéia de pureza. Aos 24 anos, o assassino diz que seu corpo “virgem” não pode ser tocado pelos impuros. Ao mesmo tempo, presumindo-se herdeiro da casa que ocupava em Sepetiba, deixa-a, em legado, para instituições que cuidem de animais abandonados. Os cães, que são a maioria dos bichos de rua no Brasil, são, para os muçulmanos, animais amaldiçoados.

É preciso rechaçar, de imediato, qualquer insinuação de fundamentalismo islamita ao ato de insanidade do rapaz. O pior é que homens públicos eminentes endossaram essa insensatez. O terrorismo de Wellington é o dos atos, já rotineiros, de assassinatos em massa nas escolas norte-americanas, a partir do episódio de Columbine em 20 de abril de 1999. Desde que os meios de comunicação e do entretenimento transformaram o homem nesse ser unidimensional, conforme Marcuse, o modelo  de vida, que o cinema, as histórias em quadrinhos, a televisão e, agora, a internet, nos  trazem, é o da pujante, bem armada e soberba civilização norte-americana. Ela nos prometia a realização do sonho da prosperidade, da saúde, da segurança, do conforto e da alegria, da virilidade e da beleza. Mas essa civilização é apenas pesadelo, contrato faustiano com o diabo, sócio emboscado da morte. O diabo começou a cobrar seu preço, ao levar essa civilização à loucura, no Vietnã; nas muitas intervenções armadas em terra alheia; em Oklahoma, em Columbine, em Waco, e nos demais assassinatos coletivos dos últimos anos.

Limpemos as nossas lágrimas, e reflitamos se vale a pena insistir nessa forma de vida. Se vale a pena continuar sepultando crianças, e com elas, os sentimentos de solidariedade, de humanismo, de civilidade e de justiça. As crianças que morreram ontem, ao proteger as mais fracas com seus corpos,  nos disseram  o que temos a fazer, para que a vida volte a ter sentido.

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