Comissão Eleitoral Afirma que Houve Fraude no Segundo turno das Eleições no Haiti
Fonte: Folha
Autoridades haitianas informaram ontem que o segundo turno das eleições presidenciais e legislativas no país foi marcado por fraudes que devem adiar o anúncio dos resultados preliminares em quatro dias, para 4 de abril. A apuração final não deve sair antes de 16 de abril.
Em torno de 1.518 cédulas das eleições presidenciais foram colocadas de lado, aguardando decisão final sobre sua validade, já que foram consideradas "visivelmente fraudulentas", afirmou o chefe da Comissão Eleitoral Provisória, Widmack Matador, a jornalistas. Mas ele não respondeu quando questionado se as fraudes levariam dúvidas sobre os resultados das eleições, nas quais o cantor popular Michel Martelly, 50, enfrenta a ex-primeira-dama Mirlande Manigat, 70.
O primeiro turno, em novembro, também foi marcado por corrupção, forçando a comissão eleitoral a retirar o candidato do presidente René Preval da disputa e permitir que Martelly concorresse.
O vencedor do pleito terá o desafio de comandar a reconstrução do país caribenho, devastado por um terremoto no ano passado.
O Brasil comanda o braço militar da força de paz da ONU no país.
Empresários Reclamam de Falta de Decisão Sobre Barreiras Comerciais Durante Visita de Obama
Fonte: Agência Brasil
A visita do presidente norte-americano, Barack Obama, ao Brasil terminou hoje (21) sem um posicionamento claro sobre o fim das barreiras comerciais à entrada de produtos brasileiros nos Estados Unidos (EUA). Tema de discursos e discussões entre brasileiros e norte-americanos durante o fim de semana, o assunto acabou sem definição e seguirá na agenda bilateral dos dois países.
Essa indefinição foi lamentada por empresários brasileiros. Para eles, apesar da queda dessas barreiras dependerem de decisões dos parlamentares dos EUA, o presidente Obama poderia ter anunciado um compromisso com o assunto em sua vinda ao Brasil.
“Infelizmente, não foi feito nada”, disse o diretor do Departamento de Energia e Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Cavalcanti. “A gente espera uma atitude mais forte de Obama neste sentido [da redução das barreiras comerciais].”
Cavalcanti foi um dos empresários que se reuniram na manhã de hoje, em São Paulo, com o secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke. No encontro, eles cobraram do representante do governo norte-americano uma atitude “mais leal” dos EUA no comércio bilateral.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse em entrevista coletiva após o encontro com Locke que foram expostos a ele vários setores da economia brasileira afetados por subsídios a empresas norte-americanas ou por taxas impostas a exportações brasileiras. Etanol, aço, suco de laranja, carne e algodão são alguns produtos com a sua venda comprometida, destacou Skaf.
Skaf afirmou que Locke tomou nota das reivindicações dos brasileiros e se comprometeu a analisá-las. Porém, não se posicionou sobre o assunto. “A vinda de Obama é um gesto. Agora, cabe a todos nós transformar esse gesto em realidade nos negócios, nos investimentos, na relação entre os dois países”, disse Skaf, sobre suas expectativas para o comércio entre os dois países.
Segundo ele, devido a essas barreiras comerciais, o valor das exportações brasileiras para os EUA não aumenta desde 2004. De lá pra cá, o percentual de produtos manufaturados brasileiros vendidos para os Estados Unidos caiu de 74% para 51%.
Skaf lembrou que, em 2004, o Brasil tinha superávit de US$ 8 bilhões de dólares na balança comercial com os EUA. Em 2010, teve déficit de US$ 8 bilhões. Neste ano, este déficit pode chegar a US$ 11 bilhões.
Hoje na História: Pérsia Torna-se Oficialmente Irã
Fonte: UOL
Por decreto real de 21 de março de 1935, a Pérsia muda de nome e se torna oficialmente Irã. O xá Reza Pahlavi, que queria modernizar o país, aproveita-se dessa nova medida para abolir o porte do xador, traje feminino usado em alguns países muçulmanos, especialmente no Irã, que cobre todo o corpo, à exceção dos olhos e para criar a Universidade de Teerã.
O vocábulo Pérsia, do latim persia, ou do grego persís, é, formalmente, um sinônimo para o Irã. Pelo menos desde 600 a.C., o termo persis era usado pelos gregos para se referir à Pérsia. Persis provém do persa Pars ou Parsa, o nome do clã principal de Ciro e que também deu o nome da região onde habitavam os persas, correspondente hoje à moderna província iraniana de Fars.
O termo Pérsia foi, até 1935, o nome oficial pelo qual o mundo conhecia o Irã, mas o povo persa usava, para referir-se à sua própria nação, desde o período Sassânida, o termo "Iran", que significa “terra dos arianos”, derivado de Aryanam, forma encontrada em textos persas antigos. No período aquemênida, os persas usavam o termo Parsa.
Em 550 a.C. (séc. VI a.C.), Ciro, do clã persa dos aquemênidas, liderou uma rebelião contra os medos, vitorioso, reuniu sob seu domínio todas as tribos que habitavam o planalto iraniano. A partir daí, começou a formação do Império Persa. Ciro conduziu a Pérsia à expansão, conquistando várias regiões, solucionando o problema do aumento da população e da pequena produção agrícola na região.
Fundador do Império Persa, Ciro, o Grande, após vencer os medos e reunir sob seu domínio todas as tribos que habitavam o planalto iraniano, conquistou os reinos da Lídia e as cidades gregas da Ásia Menor. Em 539 a.C., conquistou a Mesopotâmia. Por sua ordem, nesse mesmo ano, os judeus retornaram à Palestina, terminando assim o cativeiro da Babilônia. Ciro incorporou ao império toda a Mesopotâmia, a Fenícia e a Palestina. O sistema administrativo persa foi um dos mais eficientes da Antiguidade Oriental. O Império Persa era governado por uma monarquia absoluta teocrática. Possuía quatro capitais: Susa, Persépolis, Babilônia e Ecbátana.
Dario I enfrentou diversas rebeliões dos povos dominados. A fim de combater as rebeliões, Dario I dividiu o Império Persa em 20 províncias denominadas Satrápias, e nomeou sátrapas, altos funcionários reais, para administrá-las. Com a intenção de não dar poderes absolutos aos sátrapas, nomeou para cada província um general e um secretário subordinados diretamente ao sátrapa. No século VII, o Império Persa acabou conquistado pelos árabes, incorporando traços de sua cultura, como a religião islâmica.
As criações artísticas e intelectuais sofreram influência das culturas dos povos vizinhos. Os persas optaram a princípio pela escrita cuneiforme, inventada pelos sumérios, que depois foi substituída por uma escrita alfabética. Adotaram o uso de moeda – o dárico -, visando ao desenvolvimento do comércio.
Na arquitetura, os persas usaram como modelo as construções babilônicas e egípcias, embora os grandes monumentos persas não fossem templos – como no Egito e na Mesopotâmia – e sim palácios reais.
A grande herança cultural deixada pelos persas foi a religião, diferente de todas as outras existentes no Oriente Próximo.
Em 1935, o Xá Reza Pahlavi solicitou formalmente que a comunidade internacional passasse a empregar o nome nativo do país, Iran (Irã ou Irão, em português). Em 1959, o Xá Mohammad Reza Pahlavi anunciou que tanto Pérsia como Irã eram formas corretas de referir-se ao seu país.



