soberania
Since the new world order
Played upon our fears
Spreading accusations
Of radical ideas
The brotherhood of wisdom
Strength and dignity
Its rituals and secrets
Remain a mystery
Beneath an ever watchful eye
The angels of the temple fly
Turn the key
Walk through the gate
The great ascent
To reach a higher state
A rite of passage
The final stage
A sacred home
Unlock the door
And lay the corner stone
A rite of passage
Men of wealth and power
Influence and fame
Philosophers and leaders
All members of the trade
Bound by oath and honor
Like the rose and cross
An enigmatic union
Of esoteric thought
Beneath an ever watchful eye
The angels of the temple fly
Turn the key
Walk through the gate
The great ascent
To reach a higher state
A rite of passage
The final stage
A sacred home
Unlock the door
And lay the corner stone
A rite of passage
Turn the key walk through the gate
The great ascent to reach a higher state
A rite of passage
The seven stars
The rising sun
A perfect world
Where new life has begun
A rite of passage
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Fonte: Hiram Reis e Silva
É o Soldado …
(Padre Dennis O’Brien)
É o soldado, não o Presidente,
Quem nos dá democracia;
É o soldado, não o Congresso,
Quem cuida de nós;
É o soldado, não jornalista,
Quem nos garante a liberdade de Imprensa;
É o soldado, não o Poeta,
Quem nos desperta a liberdade de expressão;
É o soldado, não os sindicatos,
Quem nos garante a liberdade de manifestação;
É o soldado quem cultua a Bandeira,
Quem por ela se bate,
Quem acaba em um ataúde por ela coberto,
Enquanto outros a ignoram e a maculam.
Neste terceiro artigo sobre o Imbróglio, proporcionado pelo Megalonanico (como o denomina Reinaldo Azevedo) Ministro da Defesa, apresentamos um novo capítulo, que foi o veemente e corajoso Manifesto assinado pelos Militares da Reserva apoiando o conteúdo do Manifesto publicado no site do Clube Militar. A Presidenta deixou-se envolver no processo graças à incompetente assessoria do Ministro da Defesa que escancarou à nação um executivo extremamente tirano além de potencializar uma nota dos Clubes Militares que, dificilmente, teria chegado ao conhecimento dos brasileiros em geral e ultrapassado as fronteiras nacionais.
- Alerta à Nação – "Eles que Venham. Por Aqui Não Passarão!”
Este é um alerta à Nação brasileira, assinado por homens cuja existência foi marcada por servir à Pátria, tendo como guia o seu juramento de por ela, se preciso for, dar a própria vida. São homens que representam o Exército das gerações passadas e são os responsáveis pelos fundamentos em que se alicerça o Exército do presente.
Em uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do Manifesto publicado no site do Clube Militar, a partir do dia 16 de fevereiro próximo passado, e dele retirado, segundo o publicado em jornais de circulação nacional, por ordem do Ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de autoridade ou legitimidade para fazê-lo. O Clube Militar é uma associação civil, não subordinada a quem quer que seja, a não ser a sua Diretoria, eleita por seu quadro social, tendo mais de cento e vinte anos de gloriosa existência. Anos de luta, determinação, conquistas, vitórias e de participação efetiva em casos relevantes da História Pátria.
A fundação do Clube, em si, constituiu-se em importante fato histórico, produzindo marcas sensíveis no contexto nacional, ação empreendida por homens determinados, gerada entre os episódios sócio-políticos e militares que marcaram o final do século XIX. Ao longo do tempo, foi partícipe de ocorrências importantes como a Abolição da Escravatura, a Proclamação da República, a questão do petróleo e a Contra-revolução de 1964, apenas para citar alguns.
O Clube Militar não se intimida e continuará atento e vigilante, propugnando comportamento ético para nossos homens públicos, envolvidos em chocantes escândalos em série, defendendo a dignidade dos militares, hoje ferida e constrangida com salários aviltados e cortes orçamentários, estes últimos impedindo que tenhamos Forças Armadas (FFAA) a altura da necessária Segurança Externa e do perfil político-estratégico que o País já ostenta. FFAA que se mostram, em recente pesquisa, como Instituição da mais alta confiabilidade do Povo brasileiro (pesquisa da Escola de Direito da FGV-SP).
O Clube Militar, sem sombra de dúvida, incorpora nossos valores, nossos ideais, e tem como um de seus objetivos defender, sempre, os interesses maiores da Pátria. Assim, esta foi a finalidade precípua do manifesto supracitado que reconhece na aprovação da “Comissão da Verdade” ato inconsequente de revanchismo explícito e de afronta à lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo. Assinam, abaixo, os Oficiais Generais por ordem de antiguidade e os Oficiais superiores por ordem de adesão.
Oficiais Generais
01 – Gen Ex Pedro de Araujo Braga
02 – Gen Ex Domingos Miguel Antônio Gazzineo
03 – Gen Ex José Luis Lopes da Silva
04 – Gen Ex Luiz De Góis Nogueira Filho
05 – Gen Ex Valdésio Guilherme de Figueiredo
06 – Gen Ex Gilberto Barbosa de Figueiredo
07 – Gen Ex Luiz Edmundo Maia de Carvalho
08 – Gen Ex Antônio Araújo de Medeiros
09 – Ten Brig Ar (Refm) Ivan Frota
10 – Gen Ex Domingos Carlos Campos Curado
11 – Gen Ex Ivan de Mendonça Bastos
12 – Gen Ex Rui Alves Catão
13 – Desembargador Bernardo Moreira Garcez Neto
14 – Gen Ex Cláudio Barbosa de Figueiredo
15 – Gen Ex Carlos Alberto Pinto Silva
16 – Gen Ex Luiz Cesário da Silveira Filho
17 – Gen Ex Maynard Marques de Santa Rosa
18 – Gen Div Francisco Batista Torres de Melo
19 – Gen Div Amaury Sá Freire de Lima
20 – Gen Div Cássio Cunha
21 – Gen Div Aloísio Rodrigues dos Santos
22 – Gen Div Robero Viana Maciel dos Santos
23 – Gen Marcio Rosendo de Melo
24 – Gen Div Luiz Carlos Minussi
25 – Gen Div Gilberto Rodrigues Pimentel
26 – Gen Div Ulisses Lisboa Perazzo Lannes
27 – Gen Div Luiz Wilson Marques Daudt
28 – Maj Brig Ar Edilberto Telles Shirotheau Corrêa
29 – Maj Brig do Ar Cezar Ney Britto de Mello
30 – Maj Brig Ar Irineu Rodrigues Neto
31 – Maj Brig Ademir Siqueira Viana
32 – Brig Ar Leci Oliveira Peres
33 – Gen Bda Dickens Ferraz
34 – Gen Bda Paulo Ricardo Naumann
35 – Gen Bda Gilberto Serra
36 – Gen Bda Aricildes de Moraes Motta
37 – Gen Bda Durval A. M. P. de Andrade Nery
38 – Gen Bda Carlos Augusto Fernandes dos Santos
39 – Gen Bda Miguel Monori Filho
40 – Gen Bda Iberê Mariano da Silva
41 – Gen Bda Eduardo Cunha da Cunha
42 – Gen Bda Tirteu Frota
43 – Gen Bda César Augusto Nicodemus de Souza
44 – Gen Bda Geraldo Luiz Nery da Silva
45 – Gen Bda Marco Antonio Felício da Silva
46 – Gen Bda Newton Mousinho de Albuquerque
47 – Gen Bda Paulo César Lima de Siqueira
48 – Gen Bda Marco Antonio Tilscher Saraiva
49 – Gen Bda Manoel Theóphilo Gaspar de Oliveira
50 – Gen Bda Hamilton Bonat
51 – Gen Bda Elieser Girão Monteiro
52 – Gen Bda Pedro Fernando Malta
53 – Gen Bda Mauro Patrício Barroso
54 – Gen Bda Marcos Miranda Guimarães
55 – Gen Bda Zamir Meis Veloso
57 – Gen Bda Valmir Fonseca Azevedo
58 – Gen Bda Marco Antônio Sávio Costa
59 – Brig. Ar Sérgio Luiz Millon
60 – Gen Bda Carlos Eduardo Jansen
61 – Gen Bda Mario Monteiro Muzzi
62 – Gen Bda Paulo Roberto Correa Assis (…)
Devido ao acúmulo de adesões, os novos pedidos de inclusão – serão solicitados pelos e-mails: marco.felicio@yahoo ou seixasmarques@gmail.com ou averdadesufocada@terra.com.br para agilizar a atualização das adesões
- Manifesto Interclubes Militares, Rio de Janeiro, 16.02.2012
Texto na Íntegra: http://www.gentedeopiniao.com/lerConteudo.php?news=92097
(…) Na quarta-feira, 8 de fevereiro, a Ministra da Secretaria de Direitos Humanos concedeu uma entrevista à repórter Júnia Gama, publicada no dia imediato no jornal Correio Braziliense, na qual mais uma vez asseverava a possibilidade de as partes que se considerassem ofendidas por fatos ocorridos nos governos militares pudessem ingressar com ações na justiça, buscando a responsabilização criminal de agentes repressores, à semelhança ao que ocorre em países vizinhos. Mais uma vez esta autoridade da República sobrepunha sua opinião à recente decisão do STF, instado a opinar sobre a validade da Lei da Anistia. E, a Presidente não veio a público para contradizer a subordinada.
Dois dias depois tomou posse como Ministra da Secretaria de Política para as Mulheres a Sra. Eleonora Menicucci. Em seu discurso a Ministra, em presença da Presidente, teceu críticas exarcebadas aos governos militares e, se auto-elogiando, ressaltou o fato de ter lutado pela democracia (sic), ao mesmo tempo em que homenageava os companheiros que tombaram na refrega. A platéia aplaudiu a fala, incluindo a Sra. Presidente. Ora, todos sabemos que o grupo ao qual pertenceu a Sra. Eleonora conduziu suas ações no sentido de implantar, pela força, uma ditadura, nunca tendo pretendido a democracia.
Para finalizar a semana, o Partido dos Trabalhadores, ao qual a Presidente pertence, celebrou os seus 32 anos de criação. Na ocasião foram divulgadas as Resoluções Políticas tomadas pelo Partido. Foi dado realce ao item que diz que o PT estará empenhado junto com a sociedade no resgate de nossa memória da luta pela democracia (sic) durante o período da ditadura militar. Pode-se afirmar que a assertiva é uma falácia, posto que quando de sua criação o governo já promovera a abertura política, incluindo a possibilidade de fundação de outros partidos políticos, encerrando o bi-partidarismo. Os Clubes Militares expressam a preocupação com as manifestações de auxiliares da Presidente sem que ela, como a mandatária maior da nação, venha a público expressar desacordo com a posição assumida por eles e pelo partido ao qual é filiada e aguardam com expectativa positiva a postura de Presidente de todos os brasileiros e não de minorias sectárias ou de partidos políticos.
- Retirada do Manifesto Interclubes Militares
Essa nota foi publicada intespentivamente e sem autorização. Houve precipitação…
(V. Alte Ricardo Antonio da Veiga Cabral – Presidente do Clube Naval)
Os Presidentes dos Clubes Militares, pressionados pela Presidenta, foram forçados a publicar uma nota desautorizando o texto do “Manifesto Interclubes”. O Palácio do Planalto agiu “intespentivamente” já que se vivêssemos, realmente, em um estado democrático de direito a liberdade de expressão teria sido respeitada. A lei n° 7524 / 86, de 17 de julho de 1986, ainda em vigor, dá direito ao militar inativo de “opinar sobre assunto político e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público”.
- O Imbróglio do Megalonanico
Fonte: Reinaldo Azevedo, 03 de março de 2012
Quando Dilma e Amorim decidiram punir militares da reserva, havia 98 assinaturas em documento; agora, já são 361 de militares e 124 de civis; havia 13 oficiais-generais; agora, há 44, dois ex-ministros do STM. Então… Da próxima, em vez de a presidente Dilma Rousseff dar ouvidos a Celso Amorim, o Megalonanico, escuta o Tio Rei, que não é nanico… Eu bem que chamei a atenção da Soberana para o direito que têm os militares da reserva de se manifestar. Há uma lei a respeito, conforme deixei claro aqui. Mais: reservistas não têm armas, não podem ameaçar ninguém. No caso em questão, os dois textos que deixaram a presidente brava não traziam e não trazem incitamento à indisciplina ou algo parecido. Expliquei tudo direitinho aqui e aqui. (…)
Que se reitere: ninguém aqui ou fora daqui está incitando indisciplina militar. Ao contrário: entendo que os militares da ativa, os da reserva, o ministro da Defesa e a presidente da República estão obrigados a cumprir a lei. Ponto final. Caso Dilma e Amorim insistam, as advertências serão aplicadas, e os punidos podem recorrer à Justiça. Havendo o triunfo da lei — que é explícita a mais não poder —, terão todos a devida reparação. No Estado de direito é assim.
Eis, em suma, uma crise inútil. Lula é quem é, mas se diga uma coisa em seu benefício. Jamais teria caído nessa roubada. Quando menos, Nelson Jobim lhe teria dito que o confronto era uma desnecessidade e que os efeitos do primeiro documento seriam mínimos. Tudo teria sido resolvido na conversa. Amorim, o megalonanico belicoso, resolveu agir de modo diferente: “Pega eles, Soberana; pega eles! Estamos sendo desrespeitados!” Eis aí o resultado. (…)
Não será fácil para os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica resolverem o imbróglio criado pela presidente Dilma Rousseff por ter decidido punir com advertência todos os militares que assinaram o manifesto “Alerta à nação – Eles que venham, por aqui não passarão”, que endossa as críticas a ela por não ter censurado suas ministras que pediram a revogação da lei de anistia.
A presidente já havia se irritado com o manifesto dos Clubes Militares, lançado às vésperas do Carnaval, e depois retirado do site, e ficou mais irritada ainda com o novo documento, no qual eles reiteram as críticas e ainda dizem não reconhecer a autoridade do ministro da Defesa, Celso Amorim, para intervir no Clube Militar. (…)
O Ministério da Defesa e os comandos militares ainda estão discutindo internamente com que base legal os militares podem ser punidos. Várias reuniões foram convocadas pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, e os comandantes militares nos últimos dias para discutir o assunto. Mas há divergências de como aplicar as punições. A Defesa entende que houve “ofensa à autoridade da cadeia de comando”, incluindo aí a presidente Dilma e o ministro da Defesa. Amorim tem endossado esta tese e alimentado a presidente com estas informações. O ministro entende que os militares não estão emitindo opiniões na nota, mas sim atacando e criticando seus superiores hierárquicos, em um claro desrespeito ao Estatuto do Militar.
Só que, nos comandos, há diferentes pontos de vista sobre a lei 7.524, de 17 de julho de 1986, assinada pelo ex-presidente José Sarney, que diz que os militares da reserva podem se manifestar politicamente e não estão sujeitos a reprimendas. No artigo primeiro da lei está escrito que “respeitados os limites estabelecidos na lei civil, é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político, e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público”. Esta legislação acabou dando origem a Súmula 56 do Supremo Tribunal Federal. (…)
Até agora nenhum militar da ativa assinou o documento. Se isso ocorrer, a punição será imediata e não será com advertência, mas poderá chegar a detenção do “insubordinado”. Quanto ao general Rocha Paiva, que deu entrevista para o programa da Miriam Leitão, lançando suspeita sobre participação de Dilma em atentado e duvidando que ela tenha sido torturada, a princípio, nada será feito contra ele porque a entrevista já teria sido concedida muito antes da atual crise e o contexto é considerado outro.
Encerro
E pensar que tudo isso nasceu porque uma Ministra do Estado, Maria do Rosário, resolveu fazer uma exortação contra a letra da lei e contra decisão do Supremo e porque outra, Eleonora Menicucci, resolveu contar, no discurso de posse, uma história falsa como nota de R$ 3. Proibidos de se manifestar, os militares da ativa se calaram. E fizeram bem. Autorizados por lei a falar, os reservistas falaram.
Dilma tem de se conformar com as regras do estado democrático e de direito. Os militares, da ativa e da reserva, felizmente, já se convenceram de que este é o melhor caminho para o Brasil: o triunfo da lei. Que os civis agora façam o mesmo Dilma tem de se conformar com as regras do estado democrático e de direito. Os militares, da ativa e da reserva, felizmente, já se convenceram de que este é o melhor caminho para o Brasil: o triunfo da lei. Que os civis agora façam o mesmo.
- Manifestantes não Estão Sujeitos a Sanções Disciplinares
Fonte: Evandro Souto Maior – OAB/RJ 53.223
O Advogado e Coronel de Cavalaria, da turma de 1957, Evandro Souto Maior faz uma análise precisa sobre o ilícito de punir os militares da reserva.
Alguns amigos me perguntam se os militares que assinaram recentes manifestos estão sujeitos a sanções disciplinares. A resposta é NÃO. A jurisprudência a respeito é antiga e deu origem a Súmula n° 56 do STF.
A promulgação da Lei nº 7.524 deu mais abrangência à matéria. O artigo 1° dessa norma jurídica estabeleceu que:
é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político, e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público.
No parágrafo único desse artigo estabeleceu o limite da liberdade de expressão:
A faculdade assegurada neste artigo não se aplica aos assuntos de natureza militar de caráter sigiloso e independe de filiação político-partidária.
Aí surge a pergunta seguinte: - e se assim mesmo for punido? A resposta para essa pergunta encontra-se na Lei n° 4.898, de 9 de dezembro de 1965, que “Regula o Direito de Representação e o processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de autoridade”. Isso não é nada difícil de se fazer e nem requer advogado, embora seja recomendado. O art. 1° da Lei estabelece que o processo se inicia com uma petição, que nada mais é do que um requerimento (petição vem de pedido); o art. 2° informa que deverá ser encaminhado para a autoridade superior àquela que praticou o ato. Se o ato inquinado for criminoso, o requerimento deverá ser encaminhado para o Ministério Público competente. Nunca esquecendo que ainda pode ser ajuizada uma ação por danos morais em juizado cível.
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Por Daniel Cardoso Tavares
A Embraer divulgou uma nota nesta terça-feira em que lamenta o cancelamento do contrato referente à aquisição do avião de combate leve para o projeto LAS (Light Air Support), informado hoje pela Força Aérea dos Estados Unidos.
"Junto com sua parceira nos Estados Unidos, SNC (Sierra Nevada Corporation), a Embraer participou do referido processo de seleção disponibilizando, sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida", dizia a nota.
Segundo a empresa, a decisão a favor do Super Tucano, divulgada no dia 30 de dezembro de 2011, pela Força Aérea dos Estados Unidos, "foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente".
A nota também afirma que "a Embraer permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos Estados Unidos e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto para, junto com sua parceira SNC, decidir os próximos passos".Cancelamento
O motivo do cancelamento do contrato de US$ 355 milhões seria problemas na documentação.
"Já que a compra ainda está em litígio, eu só posso dizer que o diretor executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor” afirmou o secretário da USAF Michael Donley em comunicado oficial.
Os Super-Tucanos seriam usados em operações no Afeganistão.
Comentário
Finalmente começa a chegar ao fim a lua de mel da Dilma com os EUA (não me espantaria, porém, se ela fosse burra o suficiente para não entender o recado). É preciso um nível de cegueira absurdo para acreditar que subjugar toda uma estratégia bem pensada do Brasil em troca de um relacionamento com os EUA traria algum tipo de benefício. Só o Patriota e a Dilma poderiam pensar em uma asneira do gênero.
A política externa atual, que a cada dia mostra-se mais e mais débil, só conseguiu tomar forma com a conjunção de um chanceler fraco como Patriota (que é movido por sentimentos e não pela fria análise das situações) com uma presidenta que é uma ignorante completa da política internacional.
Agora resta ao Brasil engolir esse sapo. Ainda bem que a lerdeza da Dilma é tão grande que evitou que se fechasse o acordo da compra dos caças com os EUA, seria uma vergonha sem tamanho, além de um golpe fragilizador em nossa defesa. Por sinal, ainda não temos os caças, então a Dilma deve ser diretamente responsabilizada pela morte de brasileiros em uma situação limite.
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Por Daniel Cardoso Tavares
A Associated Press descobriu documentos que provam que milhões de dólares foram gastos em serviços de "inteligência" voltado para o monitoramento de atividades regulares de muçulmanos, como momentos de oração, grupos de estudo etc. A invasão deu-se até mesmo ao monitorar-se sites de universidades do país.
Comentário
O uso de serviços de inteligência tem como principal fim a ação em outros países, visando a defesa de um Estado em relação a outro ou outros. O uso de inteligência internamente é algo que pode aproximar-se da prática de tiranos.
No Brasil, fiquei revoltado quando, após ser vaiado em evento em Estádio, o presidente Lula lamentou não ter dado bola ao serviço de inteligência: piada. Piada de péssimo gosto, por sinal. Utilizar os serviços de inteligência para monitorar se o presidente será ou não vaiado é algo totalmente tirânico, tendo como único objetivo a preservação da figura de um homem, não os interesses nacionais.
Da mesma forma, todas as pessoas, dentro do Estado, devem ser respeitadas em seu direito à privacidade e ninguém pode ser tido como criminoso em potencial sem que tenha cometido crime e passado por todo o processo público de defesa. Quem permite ou executa tais ações tem sobre sua cabeça a responsabilidade de agir em sentido tirânico.
Os atentados de 11 de setembro foram muito úteis e acho que até comemorados em todos os mais altos círculos do poder, em todo o mundo: a partir daquele momento, tornou-se admissível, ou até mesmo recomendável, matar os direitos dos cidadãos e investigar os próprios nacionais, empregando (como em qualquer governo tirânico) meios de infiltração em e-mails, correspondências e infiltrando agentes em atividades corriqueiras, do dia-a-dia das pessoas.
A partir do 11 de setembro, todos os Estados passaram a achar que têm permissão para agirem como ditaduras. No Brasil, a proximidade da Copa de 2014 e outros eventos de alto nível gera um grande perigo: o estrangulamento da liberdade em troca de uma suposta "segurança contra terroristas".
Espionagem contra o próprio povo é uma arma da tirania. Todo e qualquer governante que se valha da espionagem contra nacionais, não importa o motivo, é um tirano.
Todos devemos entender que a ação da inteligência dentro do Estado, sem autorização da justiça, que serve de contra-peso contra a tirania do executivo, é um crime contra a liberdade.
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Fonte: Hiram Reis e Silva
Senhor, umas casas existem, no vosso reino onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta, se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de corneta, se deitam obedecendo. Da vontade fizeram renúncia como da vida. Seu nome é sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares… Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a liberdade e a vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros demais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão. Eles, porém, calados, continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição, eles compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede agora de fazer em rigor tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem. Porque, por definição, o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai coragem, e à sua direita a disciplina".
(MONIZ BARRETO – Carta a El-Rei de Portugal, 1893).V. Alte Ricardo Antonio da Veiga Cabral – Presidente do Clube Naval
Gen Ex Renato Cesar Tibau da Costa – Presidente do Clube Militar
Ten Brig Carlos de Almeida Baptista – Presidente do Clube de Aeronáutica
"Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte, não haverá discriminação, privilégios ou compadrio. A partir da minha posse, serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política”. (Dilma Roussef)
No dia 31 de outubro de 2010, após ter confirmada a vitória na disputa presidencial, a Sra. Dilma Roussef proferiu um discurso, do qual destacamos o parágrafo acima transcrito. Era uma proposta de conduzir os destinos da nação como uma verdadeira estadista.
Logo no início do seu mandato, os Clubes Militares transcreveram a mensagem que a então candidata enviara aos militares da ativa e da reserva, pensionistas das Forças Armadas e aos associados dos Clubes. Na mensagem a candidata assumia vários compromissos. Ao transcrevê-la, os Clubes lhe davam um voto de confiança, na expectativa de que os cumprisse.
Ao completar o primeiro ano do mandato, paulatinamente vê-se a Presidente afastando-se das premissas por ela mesma estipuladas. Parece que a preocupação em governar para uma parcela da população sobrepuja-se ao desejo de atender aos interesses de todos os brasileiros.
Especificamente na semana próxima passada, e por três dias consecutivos, pode-se exemplificar a assertiva acima citada.
Na quarta-feira, 8 de fevereiro, a Ministra da Secretaria de Direitos Humanos concedeu uma entrevista à repórter Júnia Gama, publicada no dia imediato no jornal Correio Braziliense, na qual mais uma vez asseverava a possibilidade de as partes que se considerassem ofendidas por fatos ocorridos nos governos militares pudessem ingressar com ações na justiça, buscando a responsabilização criminal de agentes repressores, à semelhança ao que ocorre em países vizinhos. Mais uma vez esta autoridade da República sobrepunha sua opinião à recente decisão do STF, instado a opinar sobre a validade da Lei da Anistia. E, a Presidente não veio a público para contradizer a subordinada.
Dois dias depois tomou posse como Ministra da Secretaria de Política para as Mulheres a Sra. Eleonora Menicucci. Em seu discurso a Ministra, em presença da Presidente, teceu críticas exarcebadas aos governos militares e, se auto-elogiando, ressaltou o fato de ter lutado pela democracia (sic), ao mesmo tempo em que homenageava os companheiros que tombaram na refrega. A platéia aplaudiu a fala, incluindo a Sra. Presidente. Ora, todos sabemos que o grupo ao qual pertenceu a Sra. Eleonora conduziu suas ações no sentido de implantar, pela força, uma ditadura, nunca tendo pretendido a democracia.
Para finalizar a semana, o Partido dos Trabalhadores, ao qual a Presidente pertence, celebrou os seus 32 anos de criação. Na ocasião foram divulgadas as Resoluções Políticas tomadas pelo Partido. Foi dado realce ao item que diz que o PT estará empenhado junto com a sociedade no resgate de nossa memória da luta pela democracia (sic) durante o período da ditadura militar. Pode-se afirmar que a assertiva é uma falácia, posto que quando de sua criação o governo já promovera a abertura política, incluindo a possibilidade de fundação de outros partidos políticos, encerrando o bi-partidarismo.
Os Clubes Militares expressam a preocupação com as manifestações de auxiliares da Presidente sem que ela, como a mandatária maior da nação, venha a público expressar desacordo com a posição assumida por eles e pelo partido ao qual é filiada e aguardam com expectativa positiva a postura de Presidente de todos os brasileiros e não de minorias sectárias ou de partidos políticos.
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Por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: UOL
O governo iraniano baniu, de acordo com o jornal "The Daily Star" do Líbano, as vendas do jogo Battlefield 3. A razão: uma missão do jogo é exatamente um ataque dos EUA contra Teerã (vídeo acima).
De acordo com a mídia iraniana, há uma petição online, com mais de 5000 assinaturas, que cita a missão e afirma: "entendemos que a história de um videogame é hipotética … mas nós acreditamos que o jogo foi lançado de propósito em um momento em que os EUA tem pressionado a comunidade internacional contra o Irã". De acordo com a agência, o jogo estaria "condicionando os jovens Americanos à outra guerra por Israel."
No passado, a Rússia chegou a banir o jogo Call of Duty: Modern Warfare 2, que retratava uma "sequência de massacre em um aeroporto russo". A China já baniu o jogo Hearts of Iron, por "distorcer a história prejudicando a soberania da China e a integridade territorial." Aquele pais já havia proibido o jogo Command and Conquer Generals por "manchar a imagem da China e do exército chinês."
Comentários
Como qualquer pessoa politicamente instruída sabe, jogos são, assim como filmes, formas de divulgação de sua cultura e, também, de condicionamento/treinamento para qualquer fim possível.
No caso dos jogos de combate, o condicionamento chega a ser fator crítico, lembrando que o exército dos EUA têm preferência por candidatos habituados a jogarem esse tipo de jogos. Talvez o melhor exemplo seja o jogo America´s Army (http://www.americasarmy.com/), produzido pelo próprio exército dos EUA. (imagem acima)
Como eu já coloquei aqui antes, existem jogos "novos" que focam muito em colocar inimigos "com olhos puxados", talvez criando um condicionamento para uma possível guerra com a China. Nem preciso falar de jogos onde árabes são os alvos, os "terroristas": quase todos são assim. No caso da Rússia, outro jogo que pega no pé deles é Splinter Cell, por exemplo. O próprio Brasil teve as favelas do Rio de Janeiro invadidas por americanos no jogo Call of Duty 2 (vídeo abaixo).
Minha visão sobre os jogos
Naturalmente, não sou a favor do banimento deles, mas sou capaz de entender os motivos.
Acredito que os benefícios dos jogos trabalhem em direção ao aperfeiçoamento até mesmo da própria forma de pensar. Nunca deixo de recordar a primeira vez que joguei o "Call of Duty 2", depois de muitos anos sem jogar algo como um Counter-Strike (no qual já fui muito bom, ficando sempre entre primeiro e segundo): eu só morria, nem tinha tempo para ver os inimigos. No dia seguinte, depois de uma boa noite de sono, liguei e jogo e minha taxa de mortes aumentou tremendamente. Eu já era capaz de ver os inimigos e reagir, com velocidade, aos ataques sofridos.
Ou seja: meu cérebro foi capaz de aumentar a velocidade de processamento dos dados. É como se o jogo tivesse feito com que, no período de um dia para o outro, minha capacidade de processamento visual-sonora aumentasse dramaticamente. Em resumo: meu cérebro, assim como o de qualquer jogador, ficou mais veloz em um curto período de tempo, estimulado pelo jogo.
Como lambuja (metendo meus interesses pessoais/de grupo com questões políticas de interesse nacional), já tendo experiência com a produção de jogos, posso dizer que o governo Brasileiro (sei lá como, provavelmente um edital) pode contar com instituições como o IESB, em Brasília, para pegar um pessoal para produzir um jogo para o Exército, por exemplo. Já temos experiência, por exemplo, com o uso de Kinect e Unity 3D, assim como bons programadores e ótimos modeladores, e só o que precisamos é de um "GO!"
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Fonte: Estadão
O Brasil vai colocar 7 mil homens no patrulhamento dos seus 3,5 mil quilômetros de fronteira com o Uruguai, Argentina e Paraguai durante a Operação Ágata 2. A movimentação começou discretamente e, ontem, tornou-se ostensiva. Por motivos estratégicos, a operação não tem data para acabar. O objetivo é combater o crime na região.
"Hoje (ontem), a fronteira do Brasil, do Chuí (RS) a Corumbá (MS), está fechada", afirmou o general Carlos Bolivar Goellner, comandante militar do Sul, ao apresentar a operação à imprensa, em Porto Alegre (RS).
Logo depois, ele explicou que usou o termo "fechada" para informar que foram instalados postos de controle e fiscalização em toda a faixa abrangida pela operação. "As vias principais, os pontos focados pela inteligência, aqueles locais mais previsíveis estarão sendo monitorados", destacou. "E onde não tivermos tropas serão monitorados pela inteligência."
Assim como a Ágata 1, ocorrida em agosto na Amazônia, a nova operação faz parte das ações do Plano Estratégico de Fronteira, instituído por decreto presidencial com a previsão de estabelecer uma coordenação conjunta e consensual para atuar nas áreas limítrofes do País.
A Ágata 2 vai levar equipes do Exército, Marinha e Aeronáutica, da Agência Brasileira de Inteligência, das polícias Civil e Militar do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, da Receita Federal, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para pontos de passagem terrestres, lacustres e fluviais.
Foco
Os grupos trabalharão integrados, sob coordenação de um comando central, em Porto Alegre, para detectar e impedir tráficos de drogas, armas e animais, contrabando de mercadorias, destruição ambiental e ilícitos fiscais, entre outros crimes típicos de regiões fronteiriças.
A vigilância aérea contará com 30 aeronaves, entre elas um veículo aéreo não tripulado (Vant). Se alguma aeronave trafegar sem licença na região, será orientada a pousar para inspeção.
Fontes dos diversos órgãos que participam da operação acreditam que a presença ostensiva do Estado na fronteira vai reduzir a criminalidade, tanto pelo efeito imediato das possíveis apreensões e prisões que venham a ser feitas quanto pelo efeito mais prolongado da dissuasão.
Como as fronteiras dos Estados do Sul têm sido usadas como rota do tráfico, há também a expectativa de redução do abastecimento de drogas nas cidades de toda a região.
Embora não tenham operações semelhantes no momento, os governos do Uruguai, Argentina e Paraguai foram consultados e avisados da movimentação pelo Brasil e mandaram oficiais para acompanhar a Ágata 2.
Números da operação
3,5 mil é a extensão da fronteira com a Argentina, Uruguai e Paraguai que será patrulhada
30 é a quantidade de aeronaves que ajudará na vigilância da área
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Por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: UOL
“Senhor Presidente,
Em nome do povo e do governo do Brasil, expresso nossa solidariedade e pesar à nação norte-americana, no dia em que se completam dez anos dos atentados terroristas de 11 de setembro.
Creio que a maior homenagem que podemos prestar aos mais de três mil inocentes que pereceram naquela data é, tendo por inspiração a coragem exibida pelo povo dos EUA em face da tragédia, continuar a trabalhar, incessantemente, por um mundo de paz e desenvolvimento.
Nesse assunto, partilho plenamente a visão de Vossa Excelência, expressa em discurso na cidade do Cairo, de que o extremismo violento deve ser combatido em todas as suas formas, inclusive por meio da reconciliação entre o ocidente e o mundo árabe, pela eliminação do armamentismo nuclear, pela afirmação da democracia, pelo respeito à liberdade religiosa e aos direitos humanos e da mulher, pela promoção do desenvolvimento econômico e a criação de oportunidades para todos em um mundo de paz e cooperação. Conte com o Brasil na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa.
Mais alta consideração,
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil”
Comentário
Conte com o Brasil na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa.
Quem deve contar com quem?
A frase deveria ser algo do tipo: "O Brasil e o mundo esperam contar com os EUA na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa."
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Fonte: http://oestadodoparana.pron.com.br/politica/noticias/46360/
A partir do próximo dia 17 será realizada uma pesquisa de opinião com os moradores de Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre sobre a ideia de separar os três estados da região do restante do Brasil e formar um novo país. O questionamento sobre ser favorável ou não à separação será feito para 0,3% da população das três capitais. A consulta informal será promovida pelo Movimento Sul é o Meu País, instituição criada em 1992 que defende a "autodeterminação do povo sulista", conforme definição própria.
No ano que vem, além das três capitais, haverá pesquisa de opinião nas cidades com mais de 100 mil habitantes de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em 2013, será repetido este mesmo processo, mas acrescentando os municípios onde há representação do movimento. No ano seguinte será feito uma consulta informal com a população nos mesmos locais de votação para as eleições que escolherão os novos governadores e o próximo presidente do Brasil.
"Tudo será registrado em cartório, com os resultados, metodologia, para dar maior validade a todo o processo. Em 2015, entraremos com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando uma consulta legal para verificar a opinião da população sobre o assunto. Queremos demonstrar aos políticos brasileiros que vontade é essa", comenta o presidente nacional do Movimento O Sul é o Meu País, Celso Deucher. Ele indica que pesquisas anteriores realizadas pelo movimento indicam que mais de 80% dos habitantes da Região Sul consultados seriam a favor da separação.
Em seu site, o movimento cita que foi criado com o objetivo de estudar e incentivar os debates livres sobre as possibilidades, pacíficas e democráticas, da autodeterminação do povo sulino. O Sul é o Meu País tem recebido um novo fôlego, após ter ficado um pouco esquecido da sociedade brasileira. Na década de 1990, houve uma grande divulgação sobre as ideias separatistas e também existiu uma forte repressão em cima dos integrantes da mobilização, conforme relembra Deucher. "A pressão em 1994 foi muito grande. Integram o movimento pessoas comuns, pessoas simples. Ameaçaram até prender. São pessoas que têm medo de levar um processo, por exemplo. Por causa desta repressão do governo federal o movimento teve uma amenizada", afirma Deucher.
Atualmente, a instituição tem 32 mil filiados, sendo que mais de 15 mil são moradores do Paraná. O movimento está realizando uma série de encontros nos três estados do Sul para a formação de novos líderes municipais, que vão incentivar os debates sobre o assunto localmente. Na semana passada, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, uma reunião como esta formou 20 líderes de Colombo, Curitiba, Campina Grande do Sul, Campo Largo e São José dos Pinhais. No final deste mês haverá encontros em Foz do Iguaçu e Cascavel.
Em sua Carta de Princípios, o movimento cita fatores políticos, tributários, econômicos, geográficos, culturais, sociais, morais e históricos para defender a ideia pela criação de um novo país. Depois de quase 20 anos, os princípios são os mesmos, segundo Deucher. Nem mesmo uma melhor situação econômica do Brasil muda o posicionamento sobre a separação. "Não houve mudanças na distribuição tributária. A situação é a mesma de 1992. Estamos sendo explorados com os tributos e na hora que o cidadão precisa dos serviços públicos, não tem", avalia o presidente do movimento.
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