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soberania

Jogos (51) Irã Bane Jogo Battlefield 3 + Jogos com Fins Políticos/Militares

Por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: UOL

 

O governo iraniano baniu, de acordo com o jornal "The Daily Star" do Líbano, as vendas do jogo Battlefield 3. A razão: uma missão do jogo é exatamente um ataque dos EUA contra Teerã (vídeo acima).

De acordo com a mídia iraniana, há uma petição online, com mais de 5000 assinaturas, que cita a missão e afirma: "entendemos que a história de um videogame é hipotética … mas nós acreditamos que o jogo foi lançado de propósito em um momento em que os EUA tem pressionado a comunidade internacional contra o Irã". De acordo com a agência, o jogo estaria "condicionando os jovens Americanos à outra guerra por Israel."

No passado, a Rússia chegou a banir o jogo Call of Duty: Modern Warfare 2, que retratava uma "sequência de massacre em um aeroporto russo". A China já baniu o jogo Hearts of Iron, por "distorcer a história prejudicando a soberania da China e a integridade territorial." Aquele pais já havia proibido o jogo Command and Conquer Generals por "manchar a imagem da China e do exército chinês."

Comentários

americas-army-eua

Como qualquer pessoa politicamente instruída sabe, jogos são, assim como filmes, formas de divulgação de sua cultura e, também, de condicionamento/treinamento para qualquer fim possível.

No caso dos jogos de combate, o condicionamento chega a ser fator crítico, lembrando que o exército dos EUA têm preferência por candidatos habituados a jogarem esse tipo de jogos. Talvez o melhor exemplo seja o jogo America´s Army (http://www.americasarmy.com/), produzido pelo próprio exército dos EUA. (imagem acima)

Como eu já coloquei aqui antes, existem jogos "novos" que focam muito em colocar inimigos "com olhos puxados", talvez criando um condicionamento para uma possível guerra com a China. Nem preciso falar de jogos onde árabes são os alvos, os "terroristas": quase todos são assim. No caso da Rússia, outro jogo que pega no pé deles é Splinter Cell, por exemplo. O próprio Brasil teve as favelas do Rio de Janeiro invadidas por americanos no jogo Call of Duty 2 (vídeo abaixo).

Minha visão sobre os jogos

Naturalmente, não sou a favor do banimento deles, mas sou capaz de entender os motivos.

Acredito que os benefícios dos jogos trabalhem em direção ao aperfeiçoamento até mesmo da própria forma de pensar. Nunca deixo de recordar a primeira vez que joguei o "Call of Duty 2", depois de muitos anos sem jogar algo como um Counter-Strike (no qual já fui muito bom, ficando sempre entre primeiro e segundo): eu só morria, nem tinha tempo para ver os inimigos. No dia seguinte, depois de uma boa noite de sono, liguei e jogo e minha taxa de mortes aumentou tremendamente. Eu já era capaz de ver os inimigos e reagir, com velocidade, aos ataques sofridos.

Ou seja: meu cérebro foi capaz de aumentar a velocidade de processamento dos dados. É como se o jogo tivesse feito com que, no período de um dia para o outro, minha capacidade de processamento visual-sonora aumentasse dramaticamente. Em resumo: meu cérebro, assim como o de qualquer jogador, ficou mais veloz em um curto período de tempo, estimulado pelo jogo.

Como lambuja (metendo meus interesses pessoais/de grupo com questões políticas de interesse nacional), já tendo experiência com a produção de jogos, posso dizer que o governo Brasileiro (sei lá como, provavelmente um edital) pode contar com instituições como o IESB, em Brasília, para pegar um pessoal para produzir um jogo para o Exército, por exemplo. Já temos experiência, por exemplo, com o uso de Kinect e Unity 3D, assim como bons programadores e ótimos modeladores, e só o que precisamos é de um "GO!"

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Brasil Coloca 7 mil Homens para Vigiarem a Fronteira do Sul

Fonte: Estadão

O Brasil vai colocar 7 mil homens no patrulhamento dos seus 3,5 mil quilômetros de fronteira com o Uruguai, Argentina e Paraguai durante a Operação Ágata 2. A movimentação começou discretamente e, ontem, tornou-se ostensiva. Por motivos estratégicos, a operação não tem data para acabar. O objetivo é combater o crime na região.

"Hoje (ontem), a fronteira do Brasil, do Chuí (RS) a Corumbá (MS), está fechada", afirmou o general Carlos Bolivar Goellner, comandante militar do Sul, ao apresentar a operação à imprensa, em Porto Alegre (RS).

Logo depois, ele explicou que usou o termo "fechada" para informar que foram instalados postos de controle e fiscalização em toda a faixa abrangida pela operação. "As vias principais, os pontos focados pela inteligência, aqueles locais mais previsíveis estarão sendo monitorados", destacou. "E onde não tivermos tropas serão monitorados pela inteligência."

Assim como a Ágata 1, ocorrida em agosto na Amazônia, a nova operação faz parte das ações do Plano Estratégico de Fronteira, instituído por decreto presidencial com a previsão de estabelecer uma coordenação conjunta e consensual para atuar nas áreas limítrofes do País.

A Ágata 2 vai levar equipes do Exército, Marinha e Aeronáutica, da Agência Brasileira de Inteligência, das polícias Civil e Militar do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, da Receita Federal, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para pontos de passagem terrestres, lacustres e fluviais.

Foco

Os grupos trabalharão integrados, sob coordenação de um comando central, em Porto Alegre, para detectar e impedir tráficos de drogas, armas e animais, contrabando de mercadorias, destruição ambiental e ilícitos fiscais, entre outros crimes típicos de regiões fronteiriças.

A vigilância aérea contará com 30 aeronaves, entre elas um veículo aéreo não tripulado (Vant). Se alguma aeronave trafegar sem licença na região, será orientada a pousar para inspeção.

Fontes dos diversos órgãos que participam da operação acreditam que a presença ostensiva do Estado na fronteira vai reduzir a criminalidade, tanto pelo efeito imediato das possíveis apreensões e prisões que venham a ser feitas quanto pelo efeito mais prolongado da dissuasão.

Como as fronteiras dos Estados do Sul têm sido usadas como rota do tráfico, há também a expectativa de redução do abastecimento de drogas nas cidades de toda a região.

Embora não tenham operações semelhantes no momento, os governos do Uruguai, Argentina e Paraguai foram consultados e avisados da movimentação pelo Brasil e mandaram oficiais para acompanhar a Ágata 2.

Números da operação

3,5 mil é a extensão da fronteira com a Argentina, Uruguai e Paraguai que será patrulhada

30 é a quantidade de aeronaves que ajudará na vigilância da área

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Dilma faz Brasil Abaixar a Cabeça para os EUA em Mensagem Presidencial

Por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: UOL

“Senhor Presidente,

Em nome do povo e do governo do Brasil, expresso nossa solidariedade e pesar à nação norte-americana, no dia em que se completam dez anos dos atentados terroristas de 11 de setembro.

Creio que a maior homenagem que podemos prestar aos mais de três mil inocentes que pereceram naquela data é, tendo por inspiração a coragem exibida pelo povo dos EUA em face da tragédia, continuar a trabalhar, incessantemente, por um mundo de paz e desenvolvimento.

Nesse assunto, partilho plenamente a visão de Vossa Excelência, expressa em discurso na cidade do Cairo, de que o extremismo violento deve ser combatido em todas as suas formas, inclusive por meio da reconciliação entre o ocidente e o mundo árabe, pela eliminação do armamentismo nuclear, pela afirmação da democracia, pelo respeito à liberdade religiosa e aos direitos humanos e da mulher, pela promoção do desenvolvimento econômico e a criação de oportunidades para todos em um mundo de paz e cooperação. Conte com o Brasil na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa.

Mais alta consideração,

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil”

Comentário

Conte com o Brasil na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa.

Quem deve contar com quem? 

A frase deveria ser algo do tipo: "O Brasil e o mundo esperam contar com os EUA na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa."

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Movimento Sul é o Meu País Fará Pesquisa em Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre Sobre Separação do Brasil e Formação de Novo Estado

Fonte: http://oestadodoparana.pron.com.br/politica/noticias/46360/

 

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A partir do próximo dia 17 será realizada uma pesquisa de opinião com os moradores de Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre sobre a ideia de separar os três estados da região do restante do Brasil e formar um novo país. O questionamento sobre ser favorável ou não à separação será feito para 0,3% da população das três capitais. A consulta informal será promovida pelo Movimento Sul é o Meu País, instituição criada em 1992 que defende a "autodeterminação do povo sulista", conforme definição própria.

No ano que vem, além das três capitais, haverá pesquisa de opinião nas cidades com mais de 100 mil habitantes de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em 2013, será repetido este mesmo processo, mas acrescentando os municípios onde há representação do movimento. No ano seguinte será feito uma consulta informal com a população nos mesmos locais de votação para as eleições que escolherão os novos governadores e o próximo presidente do Brasil.

"Tudo será registrado em cartório, com os resultados, metodologia, para dar maior validade a todo o processo. Em 2015, entraremos com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando uma consulta legal para verificar a opinião da população sobre o assunto. Queremos demonstrar aos políticos brasileiros que vontade é essa", comenta o presidente nacional do Movimento O Sul é o Meu País, Celso Deucher. Ele indica que pesquisas anteriores realizadas pelo movimento indicam que mais de 80% dos habitantes da Região Sul consultados seriam a favor da separação.

Em seu site, o movimento cita que foi criado com o objetivo de estudar e incentivar os debates livres sobre as possibilidades, pacíficas e democráticas, da autodeterminação do povo sulino. O Sul é o Meu País tem recebido um novo fôlego, após ter ficado um pouco esquecido da sociedade brasileira. Na década de 1990, houve uma grande divulgação sobre as ideias separatistas e também existiu uma forte repressão em cima dos integrantes da mobilização, conforme relembra Deucher. "A pressão em 1994 foi muito grande. Integram o movimento pessoas comuns, pessoas simples. Ameaçaram até prender. São pessoas que têm medo de levar um processo, por exemplo. Por causa desta repressão do governo federal o movimento teve uma amenizada", afirma Deucher.

Atualmente, a instituição tem 32 mil filiados, sendo que mais de 15 mil são moradores do Paraná. O movimento está realizando uma série de encontros nos três estados do Sul para a formação de novos líderes municipais, que vão incentivar os debates sobre o assunto localmente. Na semana passada, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, uma reunião como esta formou 20 líderes de Colombo, Curitiba, Campina Grande do Sul, Campo Largo e São José dos Pinhais. No final deste mês haverá encontros em Foz do Iguaçu e Cascavel.

Em sua Carta de Princípios, o movimento cita fatores políticos, tributários, econômicos, geográficos, culturais, sociais, morais e históricos para defender a ideia pela criação de um novo país. Depois de quase 20 anos, os princípios são os mesmos, segundo Deucher. Nem mesmo uma melhor situação econômica do Brasil muda o posicionamento sobre a separação. "Não houve mudanças na distribuição tributária. A situação é a mesma de 1992. Estamos sendo explorados com os tributos e na hora que o cidadão precisa dos serviços públicos, não tem", avalia o presidente do movimento.

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