Arquivo do mês: janeiro 2009
João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, dona da extinta fábrica de carros Gurgel, tinha 83 anos e sofria do mal da Alzheimer. Ele morreu na sexta-feira (30/01). Formado na Escola Politécnica de São Paulo e no General Motors Institute, levou à frente o desafio de produzir carros totalmente brasileiros. A fábrica foi fundada em 1969 e faliu em 1994 (o vídeo abaixo diz 1996). A causa? Concorrência das multinacionais e dívidas que levaram à concordata. Falta de ajuda governamental? Ele não recebeu financiamento de USD 20 milhões em 1994.
Eu pessoalmente sou um entusiasta de qualquer empreendimento brasileiro. Acredito que algumas coisas precisam ser entendidas como "projetos de Estado", de longo prazo e com algum risco. Uma dessas coisas é a ajuda governamental a empresários que tenham visão e queiram desenvolver "bens duráveis" 100% nacionais. Faltam celulares brasileiros, faltam carros brasileiros, mas agora temos a Dafra, com motos brasileiras! Para não esquecer da Embraer, orgulho nacional.
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Falta um tanto ainda para o Brasil ser uma grande potência econômica, que vende bens de alto valor agregado, desenvolvidos e produzidos aqui, para o mundo todo. Essa caminhada será muito difícil enquanto o Estado não "proteger" de forma inteligente nossos industriais mais ousados. Para mim um modelo que deveria ser bem estudado é o chinês, lá a "tecnologia reversa" está em alta e rendendo bons dividendos e muitas esperanças econômicas. Patentes? Quando nós formos fortes nós lutamos por elas, enquanto isso devemos quebrá-las sem dó nem piedade.Por fim, conheço pouco sobre a vida do senhor Gurgel, mas ele é um exemplo do que o Brasil precisa: ousadia empresarial, chega de produzirmos só alimentos (e semelhantes) e ficarmos felizes com isso! Infelizmente a nossa grande diversidade na flora não nos dará o passaporte para o desenvolvimento. Tecnologia, isso sim nos dará.
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Escrito por Daniel Cardoso TavaresFonte: Correi Braziliense e Globo.
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Deixe a sua opinião sobre o que o Presidente e o Ministro disseram. Visite o fórum (ainda sendo reconfigurado, mas funcional)
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O Ministro Celso Amorim e Kamal Nath mantiveram encontro em Davos (Suíça). Eles trocaram impressões sobre a crise mundial com objetivo de retomar as negociações comerciais da Rodada Doha.
Trataram também sobre a retenção de remédios genéricos que dirigia-se para o Brasil, tendo sido apreendida na Holanda (veja mais aqui). Ambos concordaram que houve um notável retrocesso para o princípio de acesso universal aos medicamentos, que contraria especificação da Comissão de Direitos Humanos (resolução 2002/31). Avaliaram em conjunto que medidas desta natureza tem impacto sistêmico negativo sobre o comércio de genéricos, o comércio Sul-Sul e as políticas nacionais de saúde pública.
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Ambos denunciarão a ação da Holanda na próxima reunião do Conselho-Geral da OMC (Organização Mundial de Comércio), em fevereiro. Por fim, concordaram em manter atuação "estreitamente coordenada", tanta na OMC quanto em outros foros relevantes.
Escrito por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: MRE
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Entre os dias 29 e 31 o Chanceler brasileiro, Celso Amorim, participará do Fórum Econômico Mundial. Terá encontros com o Ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath, com o Diretor-Geral da OMC, Pascal Lamy e com o Ministro do Comércio de Austrália, Simon Crean. Falará ainda com Kofi Annan, com os ministros do comércio da Nova Zelândia e de clima e energia da Dinamarca e com os ministros da agricultura e do comércio e economia do Japão, além de outros encontros.
No dia 30 será debatedor no evento "Brazil, a new power broker", no qual falará sobre o papel do Brasil como novo ator de peso no cenário internacional. No dia 31, proferirá palestra com o título "O combate ao protecionismo".
Conforme forem saindo os comunicados da chancelaria brasileira eu irei resumindo e colocando aqui.
Escrito por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: MRE
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Veja a cronologia das relações Brasil – Paraguai.
1811 – Independência do Paraguai. José Gaspar Rodríguez de Francia governará como “Ditador Perpétuo”. Inicia-se a dissolução do Vice-Reinado do Prata.
1820 – Portugueses derrotam as forças de Artigas (Caudilho da Banda Oriental – equivalente ao atual Uruguai), que exila-se no Paraguai.
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1840 – Carlos Antonio Lopez sucede Francia. Paraguai está afastado das disputas platinas.]1842 – Lopez solicita ao Império brasileiro o reconhecimento da independência do Paraguai.
1844 – O Império brasileiro reconhece formalmente a independência do Paraguai, sendo o primeiro país a fazê-lo.
1850 – Missão Bellegarde: assinado Tratado de Aliança entre o Brasil e o Paraguai. Brasil considerava inevitável sua guerra contra Rosas (Governador da província de Buenos Aires). Em 1851 Rosas declara guerra ao Império brasileiro.
1854- Lopez proíbe a passagem de navios brasileiros pelo Rio Paraguai, expulsando o encarregado de negócios brasileiro em assunção. Por considerar a navegação do Prata como estratégica para a comunicação com a província de Mato Grosso, o Império brasileiro despacha uma força naval ao Paraguai.
1855 – Lopez admite negociar. É assinado tratado bilateral sobre os direitos da navegação, mas o acordo não é ratificado pelo Brasil.
1856 – Firmado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Paraguai. Garantiu a livre navegação dos rios Paraguai-Paraná e congelou por seis anos a disputa territorial pela área entre os rios Apa e Branco.
1858 – Missão José Maria da Silva Paranhos (Visconde do Rio Branco, pai do Barão do Rio Branco) firma compromisso bilateral com Lopez sobre “a verdadeira inteligência e prática” do tratado de 1856.
1859 – Intervenção naval dos EUA no Paraguai, causada pelo incidente com o navio Water Witch – 1855.
1862 – Francisco Solano Lopez sucede ao pai Carlos Antonio Lopez. Os uruguaios, sob liderança de Bernardo Berro, buscam aproximar-se do Paraguai, que deseja ter acesso a um porto marítimo alternativo a Buenos Aires. Forma-se o eixo Assunção-Montevidéu.
1863 – O general Venancio Flores (Argentina) invade o Uruguai, apoiado por liberais brasileiros do Rio Grande do Sul.
1864 – Império brasileiro lança ultimato ao governo blanco do Uruguai devido à não aceitação dos termos da Missão Saraiva (que pretendia receber reparações pelos “agravos” sofridos por fazendeiros e pecuaristas do Rio Grande do Sul). Aguirre (Uruguai) rompe relações com o Brasil, esperando apoio do Paraguai. Quando o Brasil invade o Uruguai, o Paraguai, de Solano López, entende como um casus belli (motivo para a guerra). O
Paraguai aprisiona o vapor brasileiro Marquês de Olinda. A seguir López declara guerra ao Barsil, ordenando invasão terrestre do Mato Grosso. Inicia-se a Guerra do Paraguai (ou Guerra da Tríplice Aliança). Será o mais longo e destrutivo conflito da América do Sul no século XIX.
1865 – Solano Lopez declara guerra à Argentina, após ser negada a passagem de suas tropas pelo território daquele país. Paraguai invade a província de Corrientes.
Argentina, Brasil e Uruguai (sob controle dos colorados que tomaram o poder dos blancos, com Venancio Flores como presidente) assinam o Tratado da Tríplice Aliança, contra Lopez.
Paraguai invade o Rio Grande do Sul, mas tem sua Marinha atrasada na Batalha do Riachuelo, vencida pela esquadra imperial. Aquele país perde sua única comunicação com o exterior.
Paraguai tem tropas sitiadas e rendi
Escrito por Daniel Cardoso Tavares
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Um fundo binacional e uma uma linha de crédito para financiamentos de projetos teriam por objetivo investir em infraestrutura nos dois países. A proposta foi feita no dia 26 pelo Chanceler brasileiro a uma comitiva de ministros paraguaios. Alejandro Hamed, chanceler paraguaio, dará uma resposta ao Brasil em 20 dias. O assunto será novamente discutido quando Fernando Lugo, presidente daquele país, vier ao Brasil, em abril.
O objetivo brasileiro é minimizar as reivindicações paraguaias. Os ministros paraguaios estiveram reunidos com Guido Mantega, Edison Lobão e Celso Amorim. As reinvindicações que eles trouxeram dizem respeito à hidrelétrica de Itaipu. A proposta deles é a de que nós paguemos entre USD 600 e USD 800 milhões anuais, ao invés dos atuais USD 100 milhões pelo direito de uso da energia paraguaia (50% da energia produzida pertence ao Paraguai, mas como eles só usam 5% desta energia, vendem o restante para nós). A posição do Brasil, porém, é de não aceitar concessões nesta área.
Nas próximas horas colocarei aqui a cronologia das relações Brasil – Paraguai.
Escrito por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Gazeta Mercantil
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O presidente dos EUA instruiu sua equipe econômica a "aproximar posições com o Brasil" para a reunião do G20 (abril). Obama convidou Lula para visitá-lo em março, quando este lá estará para um seminário de investidores. Existe a expectativa de que Hussein aceite o convite de Lula e venha ao Brasil ainda este ano.
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Lula disse a ele que a imagem norte-americana durante seu governo será fortalecida na América Latina. Os dois presidentes discutiram os pontos da agenda nos quais pretendem agir em acordo. "Lula mencionou, entre outros pontos, uma política de biocombustíveis, o combate às mudanças climáticas, a relação com a África, a relação com os outros países da América Latina e o G20." Para Obama as discussões na Rodada Doha são importantes para enfrentar a crise financeira internacional. Os detalhes da agenda serão acertados pelo Chanceler brasileiro e pela Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.É bom poder ler isso, mas espero que seja algo mais que simples discurso. Acredito, também, que nos principais aspectos comerciais que envolvem os dois países, as questão dos subsídios e barreiras à entrada de nossos produtos agrícolas, continuaremos a enfrentar os mesmos desafios, principalmente com um governo democrata, que tende a defender mais o mercado interno.
Escrito por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Estadão
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Como consequência do caso Battisti, a Itália decidiu chamar para consultas o seu embaixador. "Depois da grave decisão tomada no caso Battisti (pelo Brasil), o ministro das Relações Exteriores, Franco Frattini, decidiu chamar para consultas em Roma o embaixador da Itália no Brasil, Michele Valensise", informou a chancelaria italiana.
O Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza, havia recomendado, na noite de segunda-feira, que o Tribunal federal arquivasse o pedido de extradição de Cesare Battisti. Ele havia sido condenado em 1993 pela justiça italiana à prisão perpétua e foi detido no Rio de Janeiro em 2007.
Internacionalmente o caso não pegou nem um pouco bem para nosso país. A revista The Economist, no artigo intitulado "A loucura do asilo: por que esta indulgência a um assassino convicto?", diz que o Brasil é um ótimo destino para fugitivos da justiça, com o "Cristo Redentor a dar redenção sem limites". Importante, porém, é perceber que a Itália também não consegue entender-se com a França sobre a extradição de criminosos. Marina Petrella, ex-"terrorista das Brigadas Vermelhas" não foi extraditada pelo governo francês. Battisti foi condenado por matar dois policiais, assim como um açougueiro e um joalheiro (assassinado na frente do filho de 14 anos), e, de acordo com a revista, o julgamento, realizado à revelia (quando o réu não está presente), foi considerado justo pelos italianos. Para a economist.com os motivos que levaram o Ministro tarso Genro a tal decisão foram: 1 – A relutância do Brasil em analisar questões semelhantes às da ditadura (que seriam sempre abafadas quando surgem); 2 – Sentimento de solidariedade decorrente da história do PT. Para a revista, na Itália, porém, o assunto é muito grave, tendo em vista que um ex-Primeiro Ministro foi morto em 2002 por ativistas das Brigadas Vermelhas.
Bom, a questão, então, escalou. A Itália definitivamente sentiu-se ofendida com o julgamento brasileiro. É algo que podemos entender em parte: imagine-se um Fernandinho beira-mar, por exemplo, preso em algum outro país e não sendo extraditado para o Brasil. Como já dito aqui, o Itamaraty, com sua costumeira habilidade, já havia apoiado pareceres que pediam a sua extradição. Coube ao Ministro Amorim, falando pela casa, "engolir" a decisão judicial. Agora caberá à nossa diplomacia atuar como bombeiro e apagar o fogo, iniciado por outros, em prol dos interesses nacionais de médio e longo prazo (como inclusão do país em um G-8 ampliado). Ao fim e ao cabo a Itália terá de aceitar a decisão, que não dependeu do governo, mas sim da justiça.
Escrito por Daniel Cardoso Tavares
Fontes: Correio Braziliense e www.economist.com.
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As recentes compras militares brasileiras devem equipará-lo a países como Itália e Espanha. O peso político-estratégico do Brasil não só será recomposto, mas aumentado, porém ainda distante de outras potências, como França e Alemanha. O esforço deverá recompor as forças armadas que "desde 1995 passam por um processo de desmonte".
Como já dito em artigo anterior ( veja aqui ), o Brasil adquirirá da França a tecnologia dos submarinos Scorpene (que juntará com a tecnologia de propulsão nuclear que está desenvolvendo e deverá estar pronta até 2020), equipamentos de tecnologia para os soldados (Soldado do Futuro) e helicópteros. O desenvolvimento militar consta na Estratégia Nacional de Defesa, que será colocado em prática neste ano e em 2010. A transferência de tecnologia no caso dos submarinos foi o fator preponderante, assim como deverá ser na compra de novos 120-150 jatos de ataque.
Para Antônio Ruy de Almeida, doutorando no Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, o desenvolvimento do submarino nuclear mudará nosso patamar tecnológico e estratégico, inserindo o Brasil em um grupo seleto de países. Para ele, hoje existe um grande descompasso entre os sucessos do Brasil no uso do "soft power" (poder por meio da persuasão, que na nova doutrina de Hillary Clinton está sendo chamado de "smart power") e a fragilidade de nosso "hard power" poder militar ( para maiores informações: vide Joseph S. Nye – Livro que está no menu ao lado).
Muitos benefícios podem ser percebidos na compra desses equipamentos, sendo o principal o incremento do poder de dissuasão, que talvez evite sobressaltos nacionalistas de nossos parceiros regionais menos contidos, assim como proteger melhor nossas recém descobertas reservas de petróleo de parceiros menos contíveis. Desafios, porém, poderão surgir com os parceiros regionais que fiquem para trás militarmente, principalmente aqueles que enfrentam dificuldades econômicas e não tem condições de fazer investimentos semelhantes. A oportunidade, então, será de aprimorar os mecanismos de cooperação militar, estreitando os laços político-militares entre os parceiros do Mercosul.
Dados de 2007/2008:
|
País |
Exército |
Marinha |
Força |
Efetivos |
G.M. |
PDN |
P.E. |
Total |
Ranking |
|
Brasil |
252 |
161 |
275 |
10 |
30 |
25 |
47 |
800 |
1º |
|
Chile |
198 |
105 |
112 |
40 |
40 |
35 |
26 |
556 |
2º |
|
Peru |
188 |
105 |
137 |
30 |
30 |
15 |
26 |
531 |
3º |
|
Argentina |
148 |
107 |
95 |
10 |
20 |
20 |
34 |
434 |
4º |
|
Colômbia |
60 |
71 |
130 |
40 |
50 |
25 |
30 |
406 |
5º |
|
Venezuela |
89 |
80 |
142 |
20 |
20 |
30 |
19 |
400 |
6º |
|
Equador |
51 |
56 |
51 |
40 |
40 |
15 |
8 |
261 |
7º |
|
© |
Notas importantes:
> Exército: pontuaram tanques pesados (MBT), blindados 6×6 e 8×8 artilhados, blindados de transporte de tropas, canhões autopropulsados e helicópteros.
> Força Aérea: pontuaram aviões AEW&C/SR, caças, aviões de ataque (a jato), aviões leves de treinamento/ataque, aeronaves d
e transporte/reabastecimento em vôo e helicópteros.
> Efetivos / Pop. = índice do total de efetivos das três Armas em relação à população do país. Quanto maior este índice maior a pontuação recebida (de 10 a 50 pontos).
> G.M./ PIB = índice dos gastos militares em relação ao Produto Interno Bruto(PIB). Quanto maior este índice maior a pontuação recebida (de 10 a 50 pontos).
> P.D.N. = Plano de Defesa Nacional: considerou-se planejamento de longo prazo, vontade política, interesse no fortalecimento das Forças Armadas, indústria bélica e Política de Defesa Nacional.
> P.E. = Projeção Estratégica: considerou-se a população total, área do país, efetivos militares, Produto Interno Bruto (PIB), capacidade de mobilização e atuação em missões de paz da ONU.
Escrito por Daniel Cardoso Tavares
Fontes: Defesa Brasil, www.MilitaryPower.com.br, www.army-technology.com e Estadão.
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No dia 23 foi firmado acordo com a Bósnia e Herzegóvina, representada por Sven Alkalaj. O ato trata sobre dispensa de vistos para agentes diplomáticos, oficiais ou de serviço que não estejam acreditados nos países (no máximo 90 dias).
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