Arquivo do mês: agosto 2009
O Embaixador Pedro Luiz Carneiro, Sub-Secretário Geral de Assuntos Econômicos e Tecnológicos, e o Conselheiro Luciano Mazza, Coordenador Geral de Contenciosos, concedem coletiva à imprensa a respeito do contencioso Brasil-EUA na OMC sobre subsídios ao algodão.
Notas:
- Quarta vez que o BRA tem inteira razão no contencioso.
- OMC reconheceu o valor estimado de 800 milhões de dólares.
- Não cabe apelação.
- BRA espera que os EUA cumpram as determinações da OMC.
- O cálculo é complexo, ainda está por ser decidido o valor final.
- Negociação é sempre possível, o ideal é que os EUA retirem os subsídios do algodão, encerrando a questão.
- Caso contrário o BRA tem condições de aplicar as retaliações que decidir.
- A aplicação não é automática, há muitas variáveis que influenciam o montante e a forma.
- 800 milhões é montante estimado.
- Duas categorias de subsídios: proibidos e acionáveis. EUA condenados nos dois.
- Decisão em duas categorias, também. No 1º, 147 milhões anuais. No 2º, são os subsídios internos.
- Subsídios proibidos são garantias de créditos. Cobre gama mais ampla de produtos além do algodão. Árbitros estabeleceram fórmula a ser atualizada anualmente. Ano de referente foi 2006. Para o BRA atuar devemos pegar 2008 e 2009: algo entre 630 – 640 milhões de dólares.
- Calculado pelo ano fiscal americano.
- Pedido original foi feito em 2005, com base em estimativas preliminares e dados de 2004 e 2003.
- Pedido inicial foi um teto, de aproximadamente USD 4 bilhões.
- Os números já foram atualizados e ficaram muito menores, por volta de USD 2 bilhões.
- O direito está dado. Agora há trabalhos internos e técnicos que serão aprofundados para que o Brasil informe os termos em que pretende adotar a retaliação.
- Para informar a OMC é preciso dar mais detalhes do que temos agora, são necessários maiores estudos com todos os envolvidos.
- Brasil foi autorizado à chamada retaliação cruzada a partir de certo montante (gatilho). Retaliação em serviços e propriedade intelectual.
- Gatilho estimado em 409 milhões de dólares.
- A idéia da retaliação responde à ilegalidade, se ela cessar o BRA não teria mais por que exercer o direito.
- É uma decisão complexa que exige estudos matemáticos mais complexos.
- Abaixo do gatilho só podem ser adotadas medidas nas áreas de bens.
- Há uma série de trabalhos técnicos que decidirão que tipo de retaliação em propriedade intelectual será tomada.
- Gama ampla de possibilidades: patentes, direito autoral, marcas, desenho industrial, etc…
- Como o ano fiscal fecha em setembro, nos parece que em torno de 800 milhões é o esperado (incluindo 2009).
- Os EUA queriam de 0 a 20 milhões de retaliação. Não parece que 800 milhões seja próximo do que eles estavam defendendo ao longo do processo.
- É a segunda maior retaliação da história da OMC. Todas as outras variavam entre 200 a 250 milhões. A maior foi de alguns bilhões de dólares. Tirando essa, nenhuma outra chegou perto.
- "Acho que temos todas as razões para comemorar o resultado."
- ABRAPA será beneficiada pelo processo de retaliação. A principal questão é que sejam cumpridas as decisões do caso, que beneficiarão o setor: aumento dos preços internacionais do algodão.
- "O governo dos EUA comemorou a decisão". – jornalista
- O que nos interessa é a razão que nos foi dada. Se eles julgam que o valor é irrisório, maior é a razão para que retirem os subsídios.
- Governo comemora por que é uma decisão de um processo que se arrasta a muitos anos. O montante final é bastante elevado.
- Todo o sistema multilateral ganha, todos os países em desenvolvimento.
- A decisão sai dando razão ao Brasil que tem trabalhado em defesa do sistema multilateral de comércio.
- Além de retaliar em bens, poderemos retaliar em serviços e propriedade intelectual – motivo de satisfação para o Brasil.
- Temos já 4 anos de descumprimento por parte dos EUA.
- A retaliação é o último recurso.
- Nos cabe continuar trabalhando com vistas a estruturar a documentação para a retaliação, se virá proposta dos EUA é algo incerto.
- Sobre os EUA comemorarem a decisão: O pedido que é feito é um teto e toda decisão abaixo disso pode ser "comemorada" até pelos "adversários". A decisão nunca será o teto.
- Nós temos toda a razão para comemorar o resultado.
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O presidente da Bolívia, Evo Morales, receberá durante dez dias uma dose diária do medicamento contra a gripe suína, informou nesta segunda-feira uma fonte oficial. O tratamento, que é preventivo, foi decidido depois que o governo da Colômbia confirmou que o presidente Álvaro Uribe está com a doença.
O chefe do Departamento de Epidemiologia da Bolívia, Eddy Martínez, disse à Efe que Morales não apresenta sintomas da nova gripe. Mas, por precaução, pelos próximos dez dias tomará uma cápsula de Tamiflu a cada 24 horas. "O mais importante é seu estado de saúde. O presidente está assintomático, não apresenta nenhum problema agora (…). De todas as formas, ele está recebendo a medicação por profilaxia, ou seja, para evitar uma infecção", afirmou Martínez.
O governo da Colômbia informou ontem que Uribe começou a se sentir mal na sexta-feira, que voltou a Bogotá depois de participar da cúpula extraordinária da União de Nações Sul-americanas (Unasul) realizada em Bariloche, na Argentina.
A Presidência colombiana disse que, pelos devidos canais diplomáticos, comunicou a doença de Uribe às delegações que participaram do encontro da Unasul. Até o momento, na Bolívia foram registrados 1.400 casos da doença e 21 mortes pelo vírus AH1N1.
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Por Daniel C. T.
Fonte: MRE e http://www.deser.org.br
Após a confirmação de que os EUA não havia dado cumprimento às determinações do órgão de Solução de Controvérsias da OMC, foram autorizadas hoje (31/08) contramedidas que poderão vigorar enquanto eles mantiverem o atual descumprimento das regras do comércio multilateral. Não pode haver recurso ao Órgão de Apelação.
O Brasil está autorizado a tomar contramedidas em duas parcelas:
a) um valor fixo de USD 147,3 milhões por ano, relativo aos subsídios que causam graves prejuízos na forma de supressão dos preços internacionais do algodão (subsídios “acionáveis").
b) "com relação aos subsídios proibidos, um montante variável que deverá ser calculado a cada ano, atualizado com base em dados relativos a exportações norte-americanas de vários produtos que tiverem se beneficiado do programa de garantias de crédito GSM-102."
Dados de 2006 foram a base da autorização dos árbitros, colocando o valor final das contramedidas em USD 294 milhões, o segundo maior já autorizado pela OMC. A estimativa do Brasil é que, ao tomarem-se dados atualizados, as contramedidas poderão somar USD 800 milhões para o ano de 2009.
A reação não terá limitações, podendo abranger serviços e direitos de propriedade intelectual, além do comércio de bens, a chamada "retaliação cruzada". "Os árbitros determinaram que o Brasil terá o direito de aplicar a retaliação cruzada sempre que o total de contramedidas calculadas em determinado ano exceder um “gatilho” calculado com base na variação das importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos. Utilizando dados parciais de comércio, o Brasil estima que, em 2009, esse “gatilho” deverá se situar em torno de 460 milhões de dólares, o que possibilitaria a aplicação de contramedidas em montante próximo de 340 milhões de dólares também nas áreas de serviços e direitos de propriedade intelectual."
A visão do Brasil é a de que o mecanismo de retaliação cruzada reconhece assimetrias entre desenvolvidos e em desenvolvimento, fortalecendo o mecanismo de solução de controvérsias da OMC. O Brasil fez declarações, em nota, afirmando que é lamentável a inobservância das regras pelos EUA, principalmente quando novas regras não são negociadas na Rodada de Doha. Afirmou ainda que "o pedido de autorização para suspender concessões constitui o último recurso previsto no mecanismo de solução de controvérsias da OMC e o Brasil lastima que a disputa tenha chegado até esse estágio."
Por fim: "O Brasil espera que os EUA dêem pronto e efetivo cumprimento às determinações da OMC no contencioso, de forma que não seja necessária a imposição das contramedidas hoje autorizadas."
Cronograma do Contencioso
27/Set/02 – Solicitação de Consultas do Brasil aos Estados Unidos
Out/02 a Jan/03 – Reuniões (3) para consultas entre Brasil e Estados Unidos
18/Mar/03 – Estabelecimento do Painel
22-24/Jul/03 – Primeira sessão da primeira audiência com o Painel
7-9/Out/03 – Segunda sessão da primeira audiência com o Painel
2-3/Dez/03 – Segunda audiência com o Painel
26/Abr/04 – Relatório Preliminar do Painel
8/Set/04 – Relatório Final do Painel
13/Out/04 – Apelação dos EUA
12-13/Dez/04 – Audiência com Órgão de Apelação
3/Mar/05 – Relatório do Órgão de Apelação
21/Mar/05 – Adoção do Relatório do Órgão de Apelação
1/Jul/05 – Fim do prazo concedido aos Estados Unidos para retirarem os subsídios considerados proibidos
21/Set/05 – Fim do prazo concedido aos Estados Unidos para retirarem os subsídios que causam prejuízo grave ao Brasil ou eliminar os efeitos adversos por eles causados
28/Set/06 – Estabelecimento do Painel de Implementação
27-28/Fev/07 – Audiência com o Painel de Implementação
27/Jul/07 – Relatório preliminar do Painel de Implementação
18/Dez/07 – Circulação do relatório final do Painel de Implementação
14 e 15/04/08 – Audiência com o Órgão de Apelação
2/06/08 – Circulação do relatório do Órgão de Apelação
25/08/08 – Retomada, pelo Brasil, de procedimento arbitral para estabelecer o montante e a forma de medidas de “retaliação”
2-4/3/09 – Audiência com os árbitros
31/8/09 – Divulgação da decisão arbitral sobre o montante e a forma das medidas de “retaliação” autorizadas ao Brasil
Informações de Apoio
I. Recomendações originais do Órgão de Solução de Controvérsias (março de 2005)
(A) Subsídios Proibidos
Step 2
O Órgão de Solução de Controvérsias (OSC) determinou que, na parte do programa que exige a exportação de algodão para o recebimento do subsídio, o Step 2 viola os artigos 3.1(a) e 3.2 do Acordo de Subsídios (proibição de subsídios condicionados à exportação). Além disso, o Step 2 para exportadores constitui subsídio à exportação nos termos do artigo 9.1(a) do Acordo de Agricultura. Como o algodão é produto em relação ao qual os Estados Unidos não inscreveram compromisso em matéria de subsídios à exportação, qualquer concessão de pagamento a esse título para a “commodity” resulta em infração aos artigos 3.3 e 8 daquele Acordo.
Quanto ao outro ramo do programa, que vincula o subsídio ao uso do algodão norte-americano pela indústria têxtil local, o painel julgou tratar-se de subsídio proibido à luz dos artigos 3.1(b) e 3.2 do Acordo de Subsídios (proibição de subsídios condicionados ao uso de bens domésticos em detrimento de bens importados).
O OSC determinou prazo de até 1° de julho de 2005 para a retirada do subsídio, conforme o disposto no artigo 4.7 do Acordo de Subsídios.
Os EUA eliminaram o programa “Step 2” a partir de 1º de agosto de 2006.
Garantias de Crédito à Exportação
A demanda brasileira, neste tópico, não se restringiu a algodão, abarcando, na verdade, conjunto mais amplo de produtos agrícolas beneficiários de tais garantias. O Órgão de Solução de Controvérsias determinou, com base na alínea (j) do Anexo I ao Acordo de Subsídios e em seus artigos 3.1(a) e 3.2, que as garantias de crédito à exportação constituem subsídios proibidos, uma vez que os prêmios cobrados pelo Governo norte-americano para concedê-las são inadequados para cobrir os custos e perdas dos programas no longo prazo.
Além disso, as garantias de crédito à exportação oferecidas sob os programas “General Sales Manager 102”, “General Sales Manager 103” e “Supplier Credit Guarantee Program” constituem subsídios à exportação que resultam, no sentido do artigo 10.1 do Acordo de Agricultura, em tentativa por parte dos Estados Unidos de evadir-se dos compromissos relativos a subsídios à exportação, o que os torna automaticamente incompatíveis também com o artigo 8 daquele Acordo. Essa decisão é aplicável a (i) algodão, (ii) outros produtos beneficiados pelas garantias, em relação aos quais os Estados Unidos não inscreveram, ao final da Rodada Uruguai, compromissos relativos ao valor e quantidade máximos que poderiam receber subsídios à exportação (como soja e milho), e (iii) arroz (produto em relação ao qual as autoridades norte-americanas concederam subsídios à exportação em valor superior ao qual se haviam comprometido).
O OSC determinou prazo de até 1° de julho de 2005 para a retirada do subsídio, conforme o disposto no artigo 4.7 do Acordo de Subsídios.
Os EUA fizeram ajustes administrativos, insuficientes, no programa GSM-102 e pararam de conceder garantias de crédito à exportação ao amparo dos programas GSM-103 e SCGP.(B) Subsídios Acionáveis
O Órgão de Solução de Controvérsias determinou que os subsídios “Marketing Loan”, “Step 2”, “Market Loss Assistance” e “Counter-Cyclical Payments” causam prejuízo grave ao Brasil, pelo significativo efeito depressivo sobre o preço internacional do algodão, em violação aos artigos 5 e 6.3(c) do Acordo de Subsídios. Tais programas, diretamente vinculados ao nível de preços, isolam o produtor norte-americano dos sinais de mercado e levam à produção artificial de excedentes, que, uma vez colocados no mercado mundial, provocam quedas nas cotações ou impedem que os preços subam tanto quanto deveriam. Os subsídios em questão montaram a cerca de US$12,5 bilhões entre 1999 e 2002. O valor da safra norte-americana de algodão produzida nesse mesmo período de 4 anos foi de $13,9 bilhões de dólares, o que constitui taxa média de subsídios de 89,5%.
O OSC determinou prazo de até 21 de setembro de 2005 para a retirada dos subsídios ou eliminação dos efeitos adversos por eles causados, conforme o disposto no artigo 7.8 do Acordo de Subsídios.
Além da eliminação do programa “Step 2”, conforme anteriormente mencionado, os EUA nada fizeram em relação aos demais subsídios de apoio doméstico acima indicados.II. Pedidos de autorização para adotar contramedidas
No que se refere aos subsídios proibidos, o Brasil circulou, no dia 5 de julho de 2005, pedido de autorização para adotar contramedidas sob o Artigo 4.10 do Acordo de Subsídios e para suspender concessões e obrigações para com os Estados Unidos sob o Artigo 22.2 do Entendimento sobre Solução de Controvérsias (ESC). Segundo propôs o Brasil, com relação aos programas de garantias de crédito à exportação, o montante das contramedidas seria calculado com base nos pedidos apresentados por exportadores norte-americanos durante o ano fiscal anterior. No que tange ao “Step 2”, o valor das contramedidas seria equivalente aos desembolsos realizados sob o programa durante o ano safra encerrado mais recentemente. Para fins ilustrativos, e de modo preliminar, o valor das contramedidas relativas aos dois conjuntos de subsídios, com base em dados do ano fiscal e do ano safra de 2004, montaria a cerca de 3 bilhões de dólares.
No dia 6 de outubro de 2005, o Brasil circulou novo pedido de autorização – desta vez relativo aos subsídios acionáveis – para adotar contramedidas sob o Artigo 7.9 do Acordo de Subsídios e para suspender concessões e obrigações sob o Artigo 22.2 do ESC. Nesse segundo pedido, o montante de contramedidas proposto pelo Brasil, calculado de forma preliminar, foi de 1,037 bilhão de dólares. Esta cifra corresponde ao valor médio anual dos excedentes produzidos pelos Estados Unidos como resultado da concessão dos subsídios em tela entre os anos-safra de 1999 e 2002, e resulta da multiplicação do excedente anual médio – estimado em estudo econométrico apresentado pelo Brasil durante o contencioso – pelos preços internacionais vigentes naquele período.
Em ambos os casos, os Estados Unidos apresentaram objeções a elementos contidos nos pedidos brasileiros. Em conseqüência, o assunto foi duas vezes remetido a procedimento de arbitragem sob o Artigo 22.6 do ESC, com o objetivo de determinar o montante e a forma das contramedidas autorizadas. Essas arbitragens foram suspensas para que as medidas tomadas pelos Estados Unidos para dar cumprimento às determinações do OSC pudessem ser examinadas pelo painel de implementação, que foi estabelecido em 28/9/06.III. Painel de implementação
Em seu relatório divulgado em 18/12/07, o painel de implementação chegou à conclusão de que os Estados Unidos não implementaram integralmente as determinações do Órgão de Solução de Controvérsias. O painel concluiu que o programa GSM-102, tal como modificado pelos EUA, ainda constituía subsídio proibido nos termos do Acordo de Subsídios. No que tange aos subsídios acionáveis, o painel de implementação considerou dados relativos ao ano-safra de 2005 e 2006 e concluiu que os dois programas remanescentes – “Marketing Loan” e “Counter-Cyclical Payments” – causavam prejuízo grave na forma de supressão dos preços internacionais do algodão.
Os Estados Unidos recorreram novamente ao Órgão de Apelação mas, em relatório divulgado em 2/6/08, este confirmou que os Estados Unidos não haviam dado cumprimento às determinações do OSC.IV. Retomada dos procedimentos arbitrais sobre “retaliação”
Em 25/8/08, o Brasil solicitou a retomada dos procedimentos de arbitragem para determinar o montante e a forma das contramedidas autorizadas ao País. Com base em dados mais atualizados e incorporados certos ajustes metodológicos, a documentação apresentada pelo Brasil no curso dos procedimentos de arbitragem solicitou autorização de contramedidas da ordem de 2,5 bilhões de dólares, bem como a possibilidade de adotar medidas de “retaliação” não somente sobre a importação de bens, mas também nas áreas de serviços e propriedade intelectual.
Descrição dos Programas Questionados
- “Marketing Loan Program”: garante aos produtores renda de 52 centavos de dólar por libra-peso da produção de algodão. Se os preços ficarem abaixo desse nível, o Governo norte-americano completa a diferença. É o mais importante subsídio doméstico concedido pelo Governo norte-americano ao algodão;
- “Counter-Cyclical Payments” (Lei agrícola de 2002)/ “Market Loss Payments” (leis orçamentárias de 1998 a 2001): realizados tendo como parâmetro o preço de 72,4 centavos de dólar por libra-peso. Tais recursos custeiam a diferença entre os 72,4 centavos de dólar por libra-peso (“target price”) e o preço praticado no mercado ou o valor de 52 centavos de dólar por libra-peso (“loan rate”), o que for mais alto;
- “Direct Payments” (Lei agrícola de 2002)/ “Production Flexibility Contract” (Lei agrícola de 1996): garantem renda de 6,67 centavos de dólar por libra-peso para produtores com histórico de produção de algodão – produção histórica;
- “Crop Insurance”: dá garantia aos produtores norte-americanos de algodão, com prêmios subsidiados, contra perdas resultantes de condições climáticas adversas, doenças e preços baixos;
- “Step 2”: pagamentos feitos a exportadores e a consumidores (indústria têxtil) norte-americanos de algodão para cobrir a diferença entre os preços do algodão norte-americano, mais altos, e os preços do produto no mercado mundial, aumentando dessa forma a competitividade do algodão norte-americano;
- “Export Credit Guarantees”: facilitam a obtenção de crédito por importadores não-americanos, aumentando a competitividade do produto norte-americano, em detrimento dos demais competidores naquele mercado importador;
- “Cottonseed Payments”: recursos destinados a auxiliar a indústria do algodão norte-americana a cobrir os custos com o beneficiamento do algodão.
Comentário: Em termos práticos, a parte mais importante é a final, na qual o Brasil pede que os EUA corrijam a situação sem que seja necessário aplicar as contramedidas restritivas. O Brasil faz bem em reclamar seus direitos, mas bater de frente com um gigante comercial como os EUA é sempre algo que deve ser feito com cuidado. Mesmo tendo todos os direitos, ao aplicarmos tais medidas estamos nos expondo a retaliações das mais variadas, nos mais diferentes setores. Infelizmente o comércio internacional ainda não dá as garantias efetivas de justiça.
É uma situação mais ou menos assim: o valentão da turma te deu uma porrada e você foi chorar com a professora. Ela lhe dá a razão e o direito de bater de volta nele. Porém, fica a questão: será que vale a pena bater nele? Mesmo que você tenha o direito, o que será que ele pode fazer depois, na saída?
O que eu acredito que seja o ideal? Não sou especialista no assunto e também não gosto muito de questões comerciais, mas acredito que o ideal seja um sistema no qual haja uma cobrança de multa diretamente pela OMC. Nos casos parecidos com o acima, por exemplo, fixa-se uma multa em dólares que deverá ser paga em X parcelas a cada mês ou ano. A própria OMC deveria fiscalizar isso e até mesmo receber e repassar o pagamento. Em caso de não pagamento haveria punição, como perda do poder de voto, por exemplo. Assim, isola-se o conflito entre as duas partes e faz da OMC algo como um juiz do comércio, não apenas um tipo de conselheiro distante, que diz o que deve ser feito, mas sai de cena no momento crucial.
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Fonte: OGLOBO –> Enviado para lista de e-mails do CACD
Novas regras no concurso para o Itamaraty e maior projeção do Brasil no cenário mundial atraem candidatos dos mais diferentes perfis
Por Fátima Sá
Enviada especial a Brasília(DF)Metido num terno cinza escuro, gravata caprichosamente apertada, sapato recém-engraxado, Amintas Angel Cardoso Santos Silva vive, sem se dar conta, um momento histórico.
Nascido há 32 anos num bairro de classe média baixa de Salvador, filho de professores duros mas que investiram tudo na educação da família, Amintas fez o que deu até chegar ao terno cinza escuro. Estudou psicologia, ensinou violão, foi recepcionista bilíngue da Prefeitura de Santos, trabalhou concedendo crédito agrícola para famílias pobres no sertão da Bahia e comandou até pesquisas de opinião em borracharias.
Há pouco mais de duas semanas, mudou-se para Brasília. E no último dia 12, deu nó na gravata, botou o celular pré-pago no bolso e correu para o Palácio do Itamaraty.
Aprovado no último concurso realizado pelo Instituto Rio Branco, entre março e junho deste ano, Amintas foi o 72º diplomata empossado naquela tarde no Ministério das Relações Exteriores.
Seus colegas de turma começaram a chegar ao Itamaraty uma hora antes da cerimônia de posse. Dois vinham do Piauí, um do Acre, três de Goiás, 59 do Rio e de São Paulo… Eram 109, ao todo — a maioria bacharéis em direito e relações internacionais.
Mas também havia físicos, jornalistas, engenheiros e até um zootécnico entre eles.
Do total, 70% eram homens. O mais jovem, com 22 anos. O mais velho, com 47. Uns poucos eram filhos de diplomatas, como Pedro Penha Brasil, que nasceu em Brasília e passou a maior parte de sua vida no exterior. A maioria não tinha mesmo qualquer contato com a carreira, como a carioca Paula Cristina Pereira Gomes, formada em história, filha de um bancário aposentado e de uma cabeleireira.
A turma reflete uma mudança de perfil que vem ocorrendo nos últimos anos entre os aprovados pelo Rio Branco.
Se no passado os diplomatas ficaram conhecidos por punhos de renda, o clichê da vez podem ser as mangas arregaçadas. E isso se deve a um conjunto de fatores, a começar pela própria diplomacia brasileira, que cresceu e apareceu.
— O país ganhou peso no cenário internacional, está mais atuante, é candidato declarado e reconhecido ao Conselho de Segurança da ONU, tem participação importante na Organização Mundial do Comércio e papel nevrálgico na América do Sul. Tudo isso fez as pessoas perceberem como a diplomacia é importante e tornou a carreira mais atraente — diz o embaixador Fernando Reis, diretor-geral do Instituto Rio Branco.
Luiz Fellipe Schmidt, aprovado em segundo lugar no concurso de 2007, reconhece que achava a carreira um bocado obscura a princípio. Engenheiro de telecomunicações, ele entrou na faculdade em 1999, um ano após a privatização das teles. Quando saiu, o mercado de trabalho era o paraíso. Mas logo vieram as fusões, as empresas começaram a se reestruturar, o cenário mudou do vinho para a água. Luiz Fellipe, que já sentia que faltava alguma coisa, começou a pesquisar e decidiu tentar o concurso.
Promovido recentemente, já é segundo secretário, lotado na Coordenação-Geral de Contenciosos do ministério.
— Tem todas as áreas: cultural, educacional, aeroespacial, ambiental, de direitos humanos, de direito internacional.
Isso aqui é um microcosmo do mundo — ele diz.
E esse microcosmo ganhou tanta importância que em 1998 havia apenas cinco cursos de graduação em relações internacionais no Brasil e hoje existem 150. Ao mesmo tempo, o concurso para o Itamaraty começou a chamar a atenção também pela oferta de vagas. Em 1999, eram apenas 20. Desde 2006 são mais de cem por ano.
A tendência é que o número seja mantido até o ano que vem.
Por tudo isso (e, naturalmente, pelo salário inicial, que já foi muito baixo mas hoje é de R$ 10.906,86), os candidatos à diplomacia triplicaram. Eram 2.500 há dez anos. Hoje, são mais de nove mil.
Professor de história com mestrado em relações internacionais, João Daniel Almeida tinha 26 anos quando percebeu o início dessa onda.
Vira e mexe era procurado por candidatos ao Itamaraty que queriam aulas particulares. E saiu-se tão bem que os alunos logo começaram a pedir indicações também de bons professores de inglês, português, geografia. Foi assim, “por acidente”, como ele diz, que nasceu o Curso Clio, um fenômeno na preparação de candidatos ao Instituto Rio Branco. Dos 109 aprovados no concurso deste ano, 98 passaram pelo Clio, o que fez de João uma espécie de celebridade na cerimônia de posse.
Junto com a professora de inglês Raphaela Serrador, João Daniel inaugurou o Clio em 2003, numa salinha alugada em Vila Isabel. Tinha 18 alunos.
Hoje, o curso ocupa parte de um prédio no Centro, tem filiais em Brasília e em São Paulo e soma 1.105 estudantes.
Desses, 176 têm bolsas que vão de 5% a 100%. Até o fim do ano, o curso pretende abrir unidades em Porto Alegre, Salvador, Florianópolis, Curitiba, Recife e Belo Horizonte.
Para 2010, há mais 12 cidades na mira.
Atualmente, as provas do Itamaraty acontecem em 18 capitais, mas houve um tempo em que era preciso ir a Brasília para a seleção. A exigência já tirava do páreo candidatos que não podiam viajar naquele momento.
— Quando entrei no Itamaraty, nos anos 60, a grande fonte de futuros diplomatas era a Zona Sul do Rio de Janeiro.
Agora o processo está mais democrático. Há mais candidatos de outras cidades, com idades e histórias mais variadas. Afinal, o ministro Celso Amorim costuma dizer que nossa diplomacia deve ter o rosto do Brasil — lembra o embaixador Reis.
O professor João Daniel faz coro: — Os diplomatas de hoje são mais coloridos, pragmáticos e experientes. Podem não saber quem compôs “As bodas de Fígaro”, mas têm condições de refletir sobre a política internacional, porque estudaram bastante o assunto.
A citação à ópera de Mozart não é gratuita. Até o início da década, a primeira fase do concurso para diplomatas (que elimina mais de 90% dos inscritos) era composta de questões de conhecimentos gerais como essa. Havia perguntas sobre música (dodecafônica, até), literatura, artes plásticas e filosofia grega, que mediam muito mais o verniz do candidato do que sua capacidade de raciocínio e conhecimento real. Levava vantagem, naturalmente, quem vinha de um ambiente mais erudito e sofisticado. A maioria dos aprovados hoje ainda é de classe média alta, mas há um programa de estudos claro, que todos podem seguir.
— Antes era uma prova que media os conhecimentos de uma certa cultura aristocrática.
Selecionava quem vinha desse ambiente — diz o sociólogo e doutor em geografia humana Demétrio Magnoli, que integra o Grupo de Análises de Conjuntura Internacional (Gacint) da USP. — Os novos diplomatas eram os filhos dos diplomatas. E as mudanças que aconteceram no exame, de modo geral, democratizaram o acesso.
Vivendo no Qatar desde 2008 como segunda secretária e assessora direta do embaixador, a carioca Claudia Assaf conheceu os dois momentos da prova. Neta de sírios, formada em matemática, com pós em análise de sistemas, ela trocou um emprego na IBM pela possibilidade de estudar e praticar o idioma árabe na Universidade de Damasco.
Depois, rodou o mundo como aeromoça na companhia Gulf Air, do Barein. Quando batia saudade do Brasil, corria para uma embaixada e ficava lá, falando português e lendo revistas e jornais brasileiros. Foi numa dessas que teve a ideia: a diplomacia era o caminho ideal para continuar conhecendo outras culturas e, ao mesmo tempo, manter uma ligação forte com o Brasil. Em 1996, marcou férias para a época do concurso e veio fazer a prova.
— Eu não tinha ideia daquilo.
Keynesianismo, Diego Velázquez, Kant? Desisti e voltei para o Golfo desiludida — lembra ela, por email, de Doha, onde, entre outras ações, já ajudou a libertar uma brasileira que era mantida em cárcere privado pelo marido estrangeiro.
Em 2002, Claudia decidiu. Ia investir o que tinha na preparação.
E tentaria quantas vezes fosse preciso, até 2009. Afinal, o concurso mudou, mas ainda é difícil. E muito. Para ajudar, Claudia foi fazer um curso de relações internacionais. E em 2004 fez o concurso pela primeira vez “pra valer”. Passou na terceira tentativa e tomou posse em 2006, prestes a fazer 35 anos e duas semanas antes do nascimento de seu primeiro filho. Como todos os diplomatas recém-empossados, ela passou um ano e meio estudando no Instituto Rio Branco. Ao fim do curso, dedicou sua monografia à memória dos avós sírios, que eram muito pobres, analfabetos e a principal inspiração para ela estar ali.
Os diplomatas são empossados como terceiros secretários, passam seis meses apenas estudando no Instituto Rio Branco e, depois, estudam e fazem algum estágio no ministério.
Concluído o curso e passados um ou dois anos, podem ficar em Brasília ou parar em locais tão diferentes quanto Belmopan ou Paris.
Alexandre Siqueira Gonçalves, de 29 anos, tomou posse ano passado e faz estágio no cerimonial. No dia 12 de agosto andava de um lado para o outro trabalhando na cerimônia de posse, enquanto o secretáriogeral Samuel Pinheiro Guimarães discursava sobre diplomacia e os quatro milhões de brasileiros que moram no exterior.
Alexandre é doutor em engenharia química, formado nos Estados Unidos graças a uma bolsa de estudos. Mas jura que sua turma não sonha com postos em Londres ou Nova York.
— O pessoal está querendo desafios — ele diz.
Outra mudança que vem procurando democratizar o acesso à carreira é o programa de ação afirmativa. Criado em 2002, ele seleciona candidatos afro-descendentes por meio de provas e entrevistas para receber uma bolsa de estudos de R$ 25 mil.
Não é cota. O dinheiro deve ser gasto em cursos, livros e no que mais for necessário para que o candidato se prepare para o concurso. Amintas, Paula e outros dois diplomatas empossados com eles foram bolsistas do programa. Desde 2002, 170 candidatos já receberam a bolsa, e 15 deles conseguiram passar no concurso. O programa é polêmico.
Num país cujo corpo diplomático está muito distante de espelhar a diversidade étnica das ruas, há quem veja a bolsa como um ótimo instrumento de democratização. E quem pense o contrário.
— Sempre são lembradas as histórias de quem conseguiu entrar graças a programas assim.
E nunca as de quem ficou de fora por causa deles — pondera Demétrio Magnoli, que também vê com ressalvas a campanha brasileira por uma vaga no Conselho de Segurança da ONU. — É um objetivo que o Brasil não pode alcançar por meios próprios. E engajar a política externa numa campanha assim nos leva a desperdícios e distorções. Um reflexo disso é a recusa do país em condenar certas ditaduras.
Para ampliar a influência do Brasil lá fora, o governo Lula abriu 36 novos postos diplomáticos, em locais como Tanzânia, Bangladesh e Sri Lanka.
Temos hoje 1.623 diplomatas e 203 embaixadas, consulados, viceconsulados, representações e escritórios lá fora. Um deles fica em Kuala Lumpur, na Malásia, onde está o segundo secretário Luiz Fernando Deo Evangelista, que trabalha como chefe do setor comercial desde abril. Luiz Fernando é outro exemplo desses novos ventos no Itamaraty. Até 2007 era cirurgião do Hospital Miguel Couto.
Desanimado com os rumos da medicina pública, emocionado com a experiência que tinha vivido numa missão humanitária no Sudão e de olho na diplomacia, ele mudou de vida.
— Percebi que muitos problemas podiam ser resolvidos com iniciativas políticas, muitas vezes mais eficazes do que as pequenas ações que médicos praticam no dia a dia. O interesse por outras culturas e um certo ecletismo também contribuíram para a escolha.
Luiz Fernando tinha 41 anos quando tomou posse, em 2007.
Não teria a mesma chance se isso fosse antes de 1999. Até lá a idade máxima para ingressar na carreira diplomática era de 35 anos. Hoje não há mais limite.
Para disputar o concurso, basta ter curso superior. Qualquer um, de qualquer área.
Para passar, em 2007, o médico Luiz Fernando começou a se preparar seis anos antes. Fez relações internacionais, entrou para o curso Clio e surpreendia os colegas de plantão com a quantidade de livros que carregava para cima e para baixo.
A maioria nem desconfiava do motivo. O cirurgião só deixou o hospital quando passou na prova e, no Itamaraty, aprendeu que diplomacia, ao contrário de emergência médica, exige um tempo mais lento, conversa, digestão e avaliação.
Quem se prepara para enfrentar a maratona do concurso precisa mesmo aprender a lidar com o tempo. Passada a primeira fase, que é só de questões objetivas de história, português, direito, economia, política internacional e geografia, vêm as provas discursivas das várias disciplinas. Francês, antigamente, entrava na primeira fase. E já eliminava um monte de gente de cara. Hoje, é prova apenas classificatória, como espanhol.
Inglês era eliminatória até 2005. Deixou de ser, o que causou a maior polêmica. Mudanças como essas, além da abertura de mais vagas, têm deixado diplomatas mais conservadores indignados.
— Um ótimo inglês é prérequisito indispensável. É bom democratizar, sim, mas o corpo diplomático de um país tem que reunir sua elite intelectual — diz um egresso do Rio Branco que prefere não se identificar.
Os candidatos, por outro lado, juram que a prova ficou mais difícil. Em alguns dias do concurso, chega-se a ficar sete, oito horas fazendo provas — escrevendo, em média, duas páginas e meia por hora.
Henrique Paiva Nascimento da Silva, 28 anos, faz simulados periodicamente para se preparar para o próximo concurso.
Apaixonado por diplomacia, ele estudou na Academia Militar das Agulhas Negras e tinha esperança de ser um “militar diplomata”.
Com o tempo, viu que isso não dependia dele e ainda podia levar 30 anos para se realizar. Henrique estava a caminho de virar capitão quando decidiu “trocar o muito certo pelo extremamente duvidoso”.
Deixou o Exército e entrou no curso Clio. Hoje, dedica 12 horas por dia à preparação. Só não abre mão do chope sagrado das noites de sexta. Bate ponto, com a turma do Clio — incluindo aí o professor João Daniel — no sebo e bar Al-Fárábi.
Um jeito democrático de aliviar o estresse sem culpa, com cerveja.
Mas cercado de livros.
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Publicação: 30/08/2009 20:24 Atualização: 30/08/2009 21:04
BOGOTÁ – O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, contraiu o vírus A (H1N1) e está reagindo "favoravelmente", informou neste domingo (30/8) a presidência da República em comunicado. Segundo a informação, o mandatário colombiano começou a sentir os sintomas da gripe sábado ao retornar da cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) tendo se submetido a exames médicos que confirmaram a presença do vírus.
"O presidente permanecerá isolado durante sua recuperação", precisou a nota. O porta-voz presidencial César Velásquez informou que a Casa de Nariño -sede da presidência- enviou um informe aos governos dos países cujos presidentes assistiram à cúpula para determinar se alguém mais pode estar enfermo, de modo a tomar as medidas correspondentes.
Segundo dados do estatal INS, 34 pessoas morreram na Colômbia por causa dol vírus, depois de comprovados 621 casos de contágio.
Será que mais algum dos outros presidentes pegou o vírus? Hmmm…
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Vale muito a pena aproveitar a pechincha.
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Por Silvana Guerra
Fonte: Defesa Brasil
O Exército do Equador acaba de receber da empresa brasileira Agrale o segundo lote de 12 veículos do Agrale Marruá, modelo AM20, que serão utilizados pelas forças armadas equatorianas. O primeiro lote de 18 unidades do modelo AM10-Rec foi entregue no início deste ano.
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O utilitário Marruá conta com 100% de componentes nacionais, é produzido pela montadora de Caxias do Sul (RS) e desenvolvido no Brasil para atender às Forças Armadas nacionais. Devido à sua versatilidade, robustez e baixo custo operacional, tem sido vendido a outros países com fins militares.Os Marruá AM20 são veículos de transporte de carga ou tropa, com fácil manutenção. São equipados com bancos auxiliares para capacidade de até 8 passageiros na carroceria e 2 na cabina. Possuem motor movido a diesel. Sua velocidade máxima é de 128 km/h e tem autonomia de 900 km. O Agrale Marruá também é desenvolvido para uso civil para serviços mais severos.
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Alongside Nelson Mandela: Reminiscences of a Former Political Prisoner Under Apartheid, with Ahmed Kathrada.
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Visite o site e escolha seu livro, vai que você ganhe
: www.audible.com (livros que custem 1 crédito)
Fica a última chance…
Dica inicial: Descubra qual a profissão dele, ajudará bastante.
Especial #1: Foi feita uma série especial do “Pensadores” com aqueles que tem a mesma profissão que ele…
Especial #2: Entre os 6 entrevistados possíveis, ele faz parte dos que usam óculos.
Especial #3: Ele não é americano, mas quase.
Especial #4: Ele cita o Brasil em sua entrevista.
O sorteio acontecerá no dia 7 de setembro às 13:01, horário do sistema. Provavelmente depois de sabermos de quem compraremos os novos caças franceses do projeto FX-2 (
)…
Links para os artigos relacionados:
Desafio (2) – Pensadores: http://www.politicaexterna.com/archives/4006
Dica especial #1: http://www.politicaexterna.com/archives/4045
Dica especial #2: http://www.politicaexterna.com/archives/4271
Bom, quem não tenta não tem chances.. hehehe é só arriscar
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Por Daniel C. T.
Fonte: CCOMSEx
Até o fim do ano o Brasil deve trocar o embaixador na ONU. Atualmente, Maria Luiza Viotti ocupa o posto, sendo que um dos nomes mais "fortes" na disputa ao cargo é o do atual embaixador brasileiro em Washington, Antonio Patriota.
"À frente da embaixada dos Estados Unidos desde o início de 2007, Patriota era, antes de ser indicado para o cargo, o braço direito do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em Brasília. Tem larga experiência em questões multilaterais e já serviu na ONU como adjunto de Amorim. É, ainda, tido como um dos principais articuladores da campanha do Brasil por um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas."
O atual secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães aposentar-se-á compulsoriamente em outubro deste ano, situação que inicia especulações sobre quem ocupará a vaga. Ele pode substituir Mangabeira na Secretaria de Assuntos Estratégicos da PR (SAE).
"Atualmente, a SAE é comandada por Daniel Vargas, que era secretário-executivo de Mangabeira Unger há até cerca de dois meses. Ele é ex-aluno de Mangabeira na Universidade de Harvard. O futuro de Guimarães está ligado ao que acontecerá com a Secretaria."
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