Política Externa Brasileira, Defesa, Desenvolvimento Nacional, Concurso do IRBr para Diplomata (CACD)

Arquivo do mês: setembro 2009

 
 
 
 

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Cervantes was a Spanish author best known for Don Quixote de la Mancha, his novel about an aging “knight.” A superb burlesque of the popular romances of chivalry, the work was an enormous success and has had an indelible effect on the development of the European novel. Cervantes himself led an eventful life: he was imprisoned several times, captured by pirates, and sold as a slave. Who theorized that Cervantes and Shakespeare were actually the same person? Discuss

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Entrevista do Mahmoud Ahmadinejad com Larry King. A tradução e o original em Persa estão quase no mesmo volume, isso dificulta um pouco o entendimento, além do fato de, às vezes, os interlocutores falarem ao mesmo tempo, dificultando ainda mais o entendimento.


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Por Daniel C. T.
Fonte: MRE

 

Em nota, o Governo repudiou os acontecimentos graves em Guiné-Cronacri em 28 de setembro, que resultaram na morte de centenas de pessoas. A nota afirma que condenamos a repressão das manifestações populares e as violações cometidas contra os direitos democráticos e humanos dos cidadãos guineenses.

O Brasil exortou as autoridades à manutenção da normalidade constitucional e democrática. Por fim, reafirmou que a crise só será vencida por meio de uma solução politicamente negociada. "O Brasil espera que a Guiné possa restabelecer a normalidade constitucional dentro do mais breve prazo possível, mediante realização de eleições presidenciais."

 

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chargedodia

 

A Globo está em uma campanha constante anti-iraniana, ficam atiçando a população para ir contra nossa política externa, sem levar em consideração os ganhos que surgirão desse relacionamento.

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Fonte: ttp://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2009-09-27_2009-10-03.html#2009_09-29_17_31_48-9961110-0

Ministério da Defesa prepara plano de contingência para resgatar brasileiros de Honduras em caso de necessidade

O Estado Maior de Defesa do Brasil recebeu ordem para preparar um plano de contingência para o caso de a crise em Honduras recrudescer. Se houver necessidade de resgatar brasileiros que estejam em solo hondurenho, uma operação logística já está sendo montada.

O governo não vai divulgar detalhes desse plano de contingência, mas a ordem já foi dada no Ministério da Defesa. Aeronaves, pessoal e recursos terão de ficar à disposição para agir de maneira rápida e eficiente em algum momento que seja necessário.

A preparação desse plano é quase uma rotina em situações de crise como a atual. Não significa que o Brasil pense em usar força ou tenha alguma intenção de agir em território hondurenho. Trata-se apenas de uma precaução e de um sinal de que não há perspectivas claras sobre um desfecho pacífico no curto prazo.

Por ironia, o plano de contingência do Estado Maior das Forças Armadas está sendo montado no exato momento em que uma missão de deputados se prepara para embarcar para Tegucigalpa, capital de Honduras. Cinco congressistas embarcam amanhã (30.set.2009) em um avião da FAB com destino a San Salvador, capital de El Salvador, já que aeronaves brasileiras não podem no momento pousar em Honduras –o Brasil não reconhece o governo daquele país. A partir de San Salvador, os deputados pretendem tomar um voo comercial para Tegucigalpa.

Fazem parte dessa comissão de deputados Raul Jungmann (PPS-PE), Maurício Rands (PT-PE), Cláudio Cajado (DEM-BA), Ivan Valente (PSOL-SP) e Bruno Araújo (PSDB-PE). Um sexto deputado nomeado é Marcondes Gadelha (PSB-PB), mas ele não poderá viajar. Deve eventualmente ser indicada para o seu lugar a deputada Janete Pietá (PT-SP).

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Olá,

 

Aqueles que quiserem vender resumos e fichamentos dos livros da bibliografia do IRBr ou de DEFESA, assim como de história do Brasil e Mundial podem fazê-lo por meio do e-mail compras@politicaexterna.com.

 

Os valores são:

R$ 15,00 para fichamentos entre 6 e 10 páginas de extensão.
R$ 25,00 para resumos entre 15 e 20 páginas.

A fonte tem que ser Times New Roman com tamanho 12.

 

Os pagamentos serão feitos por meio do PAGSEGURO  do UOL.

 

Os resumos devem ter o nome completo do autor e serão avaliados, os aprovados serão  comprados e expostos aqui no site quando conveniente. Todos poderão ser revendidos.

Eu verificarei e recusarei arquivos copiados da internet: seu trabalho tem que ser inédito.

 

Ps.: Para não correr o risco de ter seu resumo rejeitado, você pode ater-se à bibliografia que eu coloco aqui no site ou então tirar sua dúvida pelo mesmo e-mail acima.

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Por Daniel C. T.
Fonte: Resenha do CCOMSEx

 

Brasil e o direito de autodefesa

Délber Andrade Lage (Entrevista)

Joana Duarte, Jornal do Brasil

 

RIO – Em entrevista ao JB, o advogado Délber Andrade Lage, coordenador geral do Centro de Direito Internacional (Cedin), em Belo Horizonte, avalia as alternativas do Brasil e da comunidade internacional para pressionar o governo interino a devolver o poder ao presidente eleito de Honduras, Manuel Zelaya. Para Lage, ações multilaterais que intensificam a pressão política e econômica tendem a dar melhores resultados. No entanto, com base no princípio de autodeterminação dos povos, Lage ressalta que nenhum Estado tem legitimidade para fazer uma intervenção direta e mudar o governo hondurenho à força. No caso de uma possível invasão da Embaixada do Brasil, o advogado explica que o governo brasileiro poderia apenas se defender para proteger sua missão diplomática e suas instalações.

Que tipos de atitudes podem ser tomadas pelo Brasil contra um governo não-reconhecido e que ainda por cima descumpre regras internacionais de diplomacia?

- O Brasil pode tentar primeiro fazer pressão política, como já vem fazendo ao reconhecer a legitimidade do presidente deposto, Manuel Zelaya, pedir a expulsão do delegado hondurenho durante a reunião do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e retirar o embaixador brasileiro de Tegucigalpa. Há também atitudes mais duras, como o embargo econômico feito pelos EUA. De modo geral, ações conjuntas que intensificam a pressão política e econômica por países que condenam o governo interino tendem a ser mais efetivas. O Brasil poderia provocar para que o reconhecimento da legitimidade de Zelaya se faça por meio dos organismos internacionais. Temos trabalhado muito junto à OEA, por exemplo, para fazer com que uma comissão do organismo reforce a idéia de que Zelaya precisa voltar ao poder.

O Brasil poderia intervir militarmente no caso de uma invasão da embaixada?

- Em princípio, nenhum Estado tem legitimidade para fazer uma intervenção, com base no princípio da autodeterminação dos povos. No caso de invasão da embaixada, o governo brasileiro poderia agir para proteger seus diplomatas, mas não poderia usar isso como uma desculpa para deflagrar um conflito com vistas à troca de governo. Se houver uma invasão à embaixada, como ocorreu em 1979 durante a tomada da embaixada americana em Teerã, a questão deverá ser examinada pela Corte Penal Internacional. Em resumo, o Brasil poderia se defender para fazer cessar uma invasão à embaixada, para em seguida procurar um tribunal internacional e resolver o conflito.

O governo interino agiu dentro dos parâmetros do direito internacional ao dar um ultimato de 10 dias ao governo brasileiro para que defina o status do presidente Zelaya?

- A manutenção das relações diplomáticas tem que ser consensual, acordada por ambas as partes. Portanto, se o governo interino assim o quiser, Honduras teria o direito de romper relações com o Brasil. Mas se houver essa quebra, o governo interino teria que determinar um prazo razoável para que a missão brasileira se retire.

O senhor considera o prazo de 10 dias razoável?

- O prazo a que me refiro seria após a ruptura, ou seja, se daqui a 10 dias o governo interino romper relações diplomáticas com o Brasil, nosso país precisaria de um tempo razoável para retirar sua missão com segurança.

O Brasil deveria conceder asilo ao presidente Zelaya?

- Para o asilo ser concedido é preciso que seja solicitado. Zelaya não quer pedir asilo porque isso seria uma manifestação de sua intenção de residir no Brasil e viver sob proteção brasileira. Zelaya quer ficar em Honduras. Portanto, não houve um pedido dele nesse sentido. Embora ele se enquadre na figura da proteção pelo asilo, porque, afinal, está sendo perseguido por motivos políticos, o fato é que ele não quer, por opção própria, ser asilado. Ele está na embaixada como hóspede, e quer proteção enquanto articula claramente sua intenção de voltar para o governo, o que coloca o Brasil em uma situação muito delicada. Por um lado, uma vez que manifestamos repetidamente nosso apoio ao retorno de Zelaya, não podíamos fechar as portas e deixar que ele fosse preso. Por outro lado, o perigo é que a proteção temporária acaba se tornando instrumento de facilitação para ele, na medida em que faz de nossa embaixada uma plataforma para uso político. Se o Zelaya promover a baderna de dentro da embaixada, nossa posição de liderança no continente poderá sair arranhada.

 

Crítica

Entendam meu silêncio sobre certos trechos como concordância (ou falta de melhores argumentos) com o que o entrevistado disse.

 

1 – Se houver uma invasão à embaixada, como ocorreu em 1979 durante a tomada da embaixada americana em Teerã, a questão deverá ser examinada pela Corte Penal Internacional. Em resumo, o Brasil poderia se defender para fazer cessar uma invasão à embaixada, para em seguida procurar um tribunal internacional e resolver o conflito.

Olha, a questão de procurar um tribunal internacional é mais complexa do que parece. Pegar um manual de Direito Internacional e tentar interpretar a situação sem analisar os fatos é complicado. Como o Brasil poderia processar internacionalmente um governo que nem reconhece? O simples fato de "abrir uma reclamação", ou algo do gênero, já seria um reconhecimento ao governo de fato, algo que não faremos.

O Brasil tem direito, de acordo com o artigo 51 do Capítulo VII da Carta da ONU , de tomar medidas reativas, incluindo o uso da força, com as limitações do direito humanitário. Esse direito só cessará no momento em que o "Conselho de Segurança tenha tomado as medidas necessárias para a manutenção da paz e da segurança internacionais."

 

2 – Portanto, se o governo interino assim o quiser, Honduras teria o direito de romper relações com o Brasil. Mas se houver essa quebra, o governo interino teria que determinar um prazo razoável para que a missão brasileira se retire. O prazo a que me refiro seria após a ruptura, ou seja, se daqui a 10 dias o governo interino romper relações diplomáticas com o Brasil, nosso país precisaria de um tempo razoável para retirar sua missão com segurança.

Está correto, mas errado quando observa-se a situação. Realmente, todo governo pode romper relações e exigir a saída do pessoal diplomático em determinado período de tempo, mas isso torna-se impossível quando o Brasil tem alguém abrigado, sob sua responsabilidade.

Seria muito fácil romper relações, então nossos diplomatas saiam e deixavam o Zelaya dentro da Embaixada, para ele ser preso ou morto (alguém duvida que os golpistas não queiram mantê-lo vivo?). Mesmo em caso de rompimento os brasileiros só poderiam sair se levassem junto o Presidente de Honduras, mas isso é algo que não ocorrerá, por dois motivos (que o próprio entrevistado mostrou na parte final): em primeiro, por que o próprio mandatário não aceitaria o status de asilado, seria abdicar da Presidência a que tem direito. Em segundo lugar, por que o governo golpista não cederia o direito de passagem (salvo conduto) sem que Zelaya estivesse sob aquela condição de inferioridade.

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Tradução por Daniel C. T.
Fonte: The Economist

 

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Assim como algumas pessoas tem uma auto-imagem melhor que outras, assim parece ser com países. Em uma pesquisa com 33 nações, realizada pelo Reputation Institute, uma consultoria de marcas, pessoas foram perguntadas sobre seu nível de confiança, admiração, respeito e orgulho que sentiam em relação a seu país. O resultado foi apresentado como um índice. Por essa medida, os Australianos mostraram-se tão empolgados com seu país quanto são com os esportes, liderando a lista. Eles foram seguidos de perto pelos canadenses. Os americanos, normalmente positivos e patrióticos, talvez estejam sendo afetados pela recessão. A auto-apreciação limitada dos brasileiros trai sua reputação de povo alegre e despreocupado, mas os japoneses são os mais melancólicos de todos.

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Fonte: UOL

Lula se transforma em herói para apoiadores de Zelaya em Honduras

Thiago Scarelli
Enviado especial do UOL Notícias
Em Tegucigalpa (Honduras)

Uma centena de pessoas subia um morro em cortejo fúnebre, no último domingo, em Tegucigalpa, capital de Honduras. Dentro do caixão, uma jovem que teria morrido por complicações pulmonares após inspirar gás lacrimogêneo lançado por policiais – o que fazia do cortejo também uma marcha política contra o governo.
De repente, chega a notícia de que o presidente Lula tinha desafiado um ultimato do presidente golpista. A marcha grita, ainda em luto: "Viva o Brasil!". Para essas pessoas, Lula é um herói e o Brasil é o melhor país do mundo.

A reação é a mesma sempre que se menciona o Brasil entre os apoiadores do presidente deposto Manuel Zelaya: agradecimentos, euforia e vivas.
Desde que o país aceitou acolhê-lo em sua embaixada, não se encontra um zelaysta que não queira mandar um "recado" ao nosso presidente.
"Se me está escutando o presidente do Brasil, gostaria que mandasse o exército aqui, para que os militares de Honduras aprendessem que o nosso presidente é Manuel Zelaya Rosales, a quem nós demos o voto para que fosse chefe da nação", disse, com uma escopeta na mão, German Flores Vallejo, que trabalha de segurança em um McDonalds da capital hondurenha.
O apoio de Lula não é de ontem. O Brasil foi um dos primeiros países a condenar o golpe de Estado que destituiu e expatriou Zelaya em 28 de junho, quando este colocava em marcha seu projeto de reformar a constituição. Lula e a chancelaria brasileira mantiveram o discurso durante os três meses em que o presidente deposto esteve fora do país, e Zelaya chegou a ser recebido em Brasília, onde discursou no Congresso Nacional para alertar sobre a ilegalidade do governo de Roberto Micheletti.

A última e definitiva prova de apoio chegou na última semana, quando Zelaya retornou escondido ao país e, ao bater nas portas da embaixada brasileira, foi recebido como hóspede e "presidente legítimo".O chanceler Celso Amorim contou mais tarde que ele mesmo falou com Zelaya por telefone para lhe dar "as boas vindas ao território brasileiro".
Depois disso, Lula ainda se levantou para defender o presidente deposto em um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas – e foi aplaudido.
"O respaldo que está dando o presidente Lula e o povo do Brasil ao povo de Honduras é extraordinário. Que bom que emprestou sua embaixada para que esteja aí o presidente Zelaya", afirmou ao UOL Notícias, em Tegucigalpa, Rafael Alegria, um dos coordenadores do grupo de resistência ao golpe de Estado. "Da embaixada do Brasil, nós vamos levá-lo à casa presidencial, e pronto!"
É evidente que essa não é uma posição unânime. O governo Micheletti alega que as ações do Brasil caracterizam uma indevida "ingerência externa" em Honduras e em mais de uma ocasião pediu que o governo brasileiro anunciasse em definitivo que status recebe Zelaya: se é um exilado político, como poderia parecer, então que seja enviado ao exterior de uma vez, pede o governo golpista.
Esses não parecem ser os planos do Brasil. Nesta segunda-feira, Amorim classificou o governo brasileiro como "guardião" de Zelaya e acrescentou que seria "covardia" mudar de postura agora.
"Seria muito fácil para nós simplesmente retirar os dois diplomatas que estão lá e o oficial de administração e o problema de segurança, do ponto de vista do Brasil, terminaria", disse o chanceler.
"Mas nós não podemos fazer isso, porque seria, primeiro, um gesto de covardia e, segundo, um gesto de desrespeito à própria democracia e um incentivo a outros golpes de Estado no continente, coisa que não podemos fazer."
A resistência agradece.

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