Política Externa Brasileira, Defesa, Desenvolvimento Nacional, Concurso do IRBr para Diplomata (CACD)

Arquivo do mês: julho 2010

Speaker: Joseph Fewsmith, director of the East Asian Studies Program, professor of International Relations and Political Science at Boston University; and research associate of the John King Fairbank Center for East Asian Studies at Harvard University

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On this week’s show: A look at the commotion caused by the latest WikiLeaks leak and how this leak differs from the rest. Plus, will Rupert Murdoch’s decision to charge for Times online content pay off?

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Por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Agência Brasil

 

Juan-Manuel-Santos-colombia

Lula conversou por telefone na manhã de hoje (31) com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manoel Santos, sobre o atrito entre Venezuela e Colômbia.

De acordo com o porta-voz da presidência, Marcelo Baumbach, “o presidente Lula considera que foi uma conversa bastante positiva e que ajudou nessa preparação para uma distensão do cenário.” Ele também afirmou que o episódio no qual Uribe fez críticas à postura de Lula já foi superado.

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vitoria 2-grande-capa

Vitória 2 é um jogo de estratégia que tem seu desenrolar durante a era colonial do século XIX.

Guie cuidadosamente sua nação de uma era de monarquia absolutas, no início do século XIX, por meio da expansão e colonização, até finalmente tornar-se uma grande potência no início do século XX.

Vitória 2 é um grande jogo de estratégia no qual o jogador assume o comando de um país, guiando-o por períodos de industrialização, reformas políticas, conquistas militares e colonização.

Experimente uma simulação política profunda, na qual toda ação leva a uma série de consequências em todo o mundo. A população reagirá às suas decisões baseada em sua maturidade política, classe social, assim como a aceitação ou não do seu governo.

 

 

vitoria 2 diplomacia diplomacy 1

 

Nome: Victoria II
Data de lançamento: 13 de Agosto de 2010
Plataforma(s): PC
Desenvolvedor: Paradox Interactive

 

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Fonte: Estado de S. Paulo

ANGELA LACERDA – Agência Estado

A candidata a presidente da República pelo PV, Marina Silva, criticou hoje a política externa do governo brasileiro em relação ao Irã, à Venezuela e à Cuba, em entrevista no Recife. Ela frisou que o Brasil defende a democracia, os direitos humanos e a cultura de paz, princípios que, ao seu ver, têm de ser afirmados nas relações exteriores.

"Ninguém pode criticar o governo por dialogar, o problema é saber a oportunidade e a conveniência", destacou. "Por isso causou estranhamento na opinião pública internacional a atitude do governo brasileiro em dar audiência para (o presidente iraniano Mahmud) Ahmadinejad, que não respeita os direitos humanos, não respeita a democracia, que tem presos políticos, onde pessoas foram assassinadas e que tem como objetivo fazer a bomba atômica".

Para ela, o Brasil tem "liderança fraterna e respeitosa" a ser exercitada na América Latina – sempre colocando seus princípios como valores que sirvam de orientação às suas ações – antes de dar um voo para o Oriente Médio. "Eu acho que a gente aqui teria muito mais condições de cuidar dos nossos problemas regionais e aí nos legitimarmos para voos quem sabe maiores", observou.

Em relação à Cuba, ela disse não fazer "crítica desqualificada, de jogar na lata do lixo a revolução cubana". Lembrou que antes da revolução Cuba tinha "uma ditadura perversa e cruel de Fulgêncio Batista, que destruía as pessoas". Acrescentou que a revolução cubana, para ser completa, "precisa das eleições e da democracia" e que uma das formas de o Brasil contribuir "não é relativizando esse valor, mas trabalhando inclusive para acabar com o bloqueio americano, que quando deixar de acontecer será uma grande contribuição para a abertura de Cuba".

Marina deu entrevista no restaurante Leite, um dos mais antigos do País, no centro do Recife, onde teria um encontro reservado com empresários. Amanhã (31), na parte da manhã, ela visita uma "Casa de Marina" no bairro do Coque, e dá entrevista ao programa Supermanhã, da Rádio Jornal do Commercio.



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Fonte: Carl Gustav Jung

A psicologia do indivíduo corresponde à psicologia das nações. As nações fazem exatamente o que cada um faz individualmente; e do modo como o indivíduo age a nação também agirá. Somente com a transformação da atitude do indivíduo é que começara a transformar-se a psicologia da nação. Até hoje, os grandes problemas da humanidade nunca foram resolvidos por decretos coletivos, mas somente pela renovação da atitude do indivíduo.

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Grifos por DCT

[…]

Os Presidentes:

1. Ressaltaram o diálogo fluido existente entre o Brasil e o Uruguai, amparado pelos profundos laços de amizade e de cooperação política, econômica e cultural entre os dois países e pela ampla coincidência de valores em defesa dos princípios democráticos, dos direitos humanos, do respeito ao direito internacional e da solução pacífica de controvérsias. Ressaltaram, igualmente, seu firme compromisso com o fortalecimento da integração bilateral e regional, destacando a importância do MERCOSUL e da UNASUL como instâncias primordiais de integração política, social, econômica e comercial da região.

2. Congratularam-se pela realização do encontro na fronteira, que simboliza o espírito de integração existente entre os dois países. Enfatizaram a importância de iniciativas que promovam o desenvolvimento integrado das cidades de fronteira e melhorem a qualidade de vida de sua população, por meio de um tratamento diferenciado em matéria econômica, de trânsito, de regime trabalhista e de acesso a serviços públicos essenciais. Nesse sentido, renovaram compromisso com a implementação do “Ajuste Complementar ao Acordo sobre Permissão de Residência, Estudo e Trabalho de Nacionais Fronteiriços Brasileiros e Uruguaios para a Prestação de Serviços de Saúde”. Ressaltaram, ademais, a necessidade de avançar rapidamente no financiamento pelo FOCEM (Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do MERCOSUL) do projeto de saneamento integrado de Aceguá-Brasil e Aceguá-Uruguai, cujo êxito poderá servir de modelo para outras iniciativas semelhantes na fronteira comum.

3. Manifestaram sua satisfação pela assinatura, nesta data, do Acordo sobre Transporte Fluvial e Lacustre na Hidrovia Uruguai-Brasil. A Hidrovia facilitará o transporte de passageiros e de cargas entre os dois países e permitirá o acesso de empresas mercantes brasileiras e uruguaias aos mercados de ambos os países, oferecendo uma alternativa de baixo custo para o transporte multimodal na área de influência da Bacia da Lagoa Mirim, gerando desenvolvimento na fronteira entre os dois países.

4. Celebraram a assinatura, nesta data, do Acordo sobre Cooperação no Âmbito da Defesa. O instrumento, que reflete o elevado grau de confiança mútua existente entre os dois países, constitui importante marco para o diálogo estratégico entre o Brasil e o Uruguai na área da Defesa. Oferece um amplo quadro legal para o aprofundamento da cooperação bilateral na matéria, incluindo, dentre outros, a troca de experiências sobre políticas de defesa e operações; pesquisa, desenvolvimento, apoio logístico e aquisição de produtos e serviços de defesa; promoção de ações combinadas de treinamento e exercícios conjuntos, além do intercâmbio de instrutores e alunos das instituições militares dos dois países.

5. Registraram, igualmente, a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Ministério da Pesca e Aqüicultura do Brasil e o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai para fomentar a cooperação em matéria de pesca e aqüicultura entre ambos os países.

6. Destacaram a importância do salto qualitativo nas relações bilaterais propiciado pela crescente integração produtiva entre Brasil e Uruguai. Nesse sentido, reiteraram sua satisfação pela criação da Comissão Bilateral de Planejamento Estratégico e Integração Produtiva Brasil-Uruguai (CBPE), instrumento de grande interesse estratégico para os dois países, e registraram a realização da I Reunião da CBPE, em 31 de maio último, em Brasília. As atividades da Comissão serão fundamentais para dinamizar o processo de integração bilateral e atender às aspirações de desenvolvimento e prosperidade de ambos os países.

Com relação aos projetos, temas e iniciativas tratados no âmbito da CBPE, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Presidente José Alberto Mujica Cordano:

Porto de Águas Profundas em La Paloma

7. Expressaram sua satisfação pela realização, nos dias 30 de junho e 1º de julho, de missão técnica brasileira a La Paloma e a Montevidéu, composta por representantes da Secretaria Especial de Portos e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), com o objetivo de avaliar as possibilidades de cooperação com o Uruguai na realização dos estudos de demanda e de viabilidade técnica do projeto.

8. Instruíram as autoridades competentes a identificar, de forma conjunta, potenciais formas de participação brasileira nas etapas de planejamento e execução das obras. Nesse sentido, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou a determinação de que a Secretaria de Portos avalie meios de transferir conhecimento na área de planejamento e execução de obras de construção, ampliação e manutenção de portos.

Integração ferroviária e Porto Seco de Rivera

9. Reconheceram que a promoção da integração ferroviária entre o Brasil e o Uruguai e a construção de um Porto Seco em Rivera são de fundamental importância para o intercâmbio comercial entre os dois países e para o escoamento de produtos brasileiros e uruguaios.

10. Tomaram nota da apresentação, por ocasião da I Reunião da CBPE, de dados que demonstram as novas demandas econômicas da região, bem como da realização de obras de recuperação, ora em andamento, da linha Montevidéu-Rivera. Determinaram que as autoridades competentes nos dois países dêem continuidade aos estudos de viabilidade técnica e econômica e à realização de reuniões periódicas, a fim de avançar no intercâmbio de experiências e na identificação de oportunidades de cooperação e de investimentos, incluindo a participação da iniciativa privada, no sistema ferroviário dos dois países.

11. Registraram, nesse contexto, a realização de missão técnica ao Uruguai do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no dia 21 de julho corrente, com o propósito de intercambiar informações e dados técnicos e iniciar a discussão de medidas concretas de promoção da integração ferroviária entre os dois países. Nesse contexto, congratularam-se pelo compromisso de reativação do trecho Cacequi-Livramento, anunciado pelo lado brasileiro durante a referida missão técnica.

Hidrovia Uruguai-Brasil

12. Concordaram que é necessário proceder, no prazo mais breve possível, à realização dos investimentos necessários para a implantação da Hidrovia Uruguai-Brasil, incluindo obras de infra-estrutura, dragagem, balizamento e sinalização. Nesse contexto, determinaram que sejam convocadas reuniões entre os órgãos competentes, a fim de identificar potenciais fontes de financiamento das obras e de coordenar as ações que serão realizadas. Registraram, nesse contexto, a realização do seminário técnico sobre a implantação da Hidrovia, no dia 16 de julho corrente, em Porto Alegre, com a participação de autoridades brasileiras e uruguaias.

Nova Ponte sobre o Rio Jaguarão e Restauração da Ponte Barão de Mauá

13. Reiteraram a importância da execução das obras de restauração da Ponte Barão de Mauá e de construção de uma segunda ponte sobre o Rio Jaguarão para a integração dos dois países. Nesse sentido, tomaram nota da entrega do projeto básico relativo à restauração da ponte Barão de Mauá, bem como dos avanços na elaboração do projeto executivo e dos estudos ambientais relativos à construção da nova ponte.

14. Instruíram as autoridades competentes a convocar, no prazo mais breve possível, reunião da Comissão Mista para a Construção da Segunda Ponte sobre o Rio Jaguarão e do Grupo Técnico para a Restauração da Ponte Mauá, de modo a assegurar avanços no curto prazo. Determinaram que a Comissão Mista tome decisão, com base nos estudos em andamento, sobre a localização da nova ponte, de modo a permitir o lançamento da licitação das obras. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão do Brasil de arcar com a maior parte dos custos da construção da segunda ponte sobre o Rio Jaguarão.

Centro de Convenções e Feiras de Montevidéu

15. Reconheceram a importância da construção do Centro de Convenções e Feiras de Montevidéu para a promoção do turismo no Uruguai, que incentivará a realização de feiras, congressos e eventos culturais e esportivos de grande porte no país, contribuindo para o ingresso de capitais na economia uruguaia.

16. Tomaram nota dos contatos preliminares mantidos, em maio último, entre autoridades uruguaias e brasileiras, com o propósito de discutir os requisitos para a realização do projeto e a concessão de financiamento, bem como a definição da entidade que será responsável pela administração do projeto.

17. Instruíram as equipes técnicas de ambos os países a dar seguimento ao intercâmbio de informações com vistas a avaliar as possibilidades de apoio brasileiro à estruturação e à execução do projeto.

Intercâmbio de energia elétrica

18. Congratularam-se pelo acordo alcançado entre as empresas energéticas UTE e ELETROBRAS para o estudo de empreendimentos conjuntos de geração em ambos os países.

19. No marco da construção da linha de interconexão elétrica entre San Carlos (Uruguai) e Candiota (Brasil), reiteraram a importância do projeto como forma de aumentar as capacidades de intercâmbio de energia elétrica.

20. Instruíram as autoridades competentes a intensificar as reuniões com vistas a assegurar as condições normativas adequadas para permitir tal intercâmbio, respeitando os marcos regulatórios de cada país. Determinaram que estas preparem, num prazo de 90 dias, uma proposta de Tratado que promova a integração energética, mediante fórmulas de intercâmbio tanto de energia firme como interruptível, respeitando os marcos regulatórios de cada país.

Sistema de Pagamentos de Moeda Local (SML)

21. Reafirmaram o interesse de ambos os países na implantação, no menor prazo possível, do Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) entre o Brasil e o Uruguai, que contribuirá para facilitar as transações bilaterais e reduzir custos operacionais, estimulando o fluxo comercial e financeiro entre os dois países.

22. Expressaram sua satisfação pelos avanços obtidos na definição dos marcos regulatórios e na realização dos testes do sistema de informática necessários para a implantação do SML. Saudaram a conclusão dos trâmites legais no Uruguai para a entrada em operação do SML e o envio ao Congresso Nacional, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 12/05/10, de projeto de lei para autorizar o Banco Central do Brasil a abrir crédito ao Banco Central do Uruguai, sob a forma de margem de contingência reciprocamente concedida, no valor de US$ 40 milhões. Determinaram que o sistema entre em operação tão logo os procedimentos técnicos e legislativos sejam concluídos em ambos os países.

23. Concordaram com a necessidade de reforçar a divulgação e disseminar o conhecimento sobre o SML. Solicitaram que os Bancos Centrais e os órgãos encarregados do comércio exterior dos dois países promovam, em agosto próximo, evento de divulgação do SML no Uruguai, com o objetivo de esclarecer o funcionamento e as vantagens do sistema para empresários brasileiros e uruguaios.

Integração Produtiva

24. Reafirmaram o caráter estratégico da integração produtiva entre os dois países como forma de alcançar maior equilíbrio nas trocas comerciais e destacaram a existência de grande potencial de cooperação nos setores de biotecnologia, energia eólica, metal-mecânica, eletrônica e software, lácteos, couro, química e látex, naval e aeronáutico, entre outros.

25. Saudaram a realização, no dia 18 de junho último, de encontro empresarial em São Paulo entre representantes dos setores com maior potencial de integração, no qual foram avaliadas oportunidades de negócio entre empresários dos dois países, com base na compilação dos diversos projetos de integração produtiva apresentados até o momento.

26. Determinaram que a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Ministério da Indústria, Energia e Mineração do Uruguai (MIEM) garantam o seguimento dos encontros setoriais já realizados e consolidem calendário, no prazo mais breve possível, de eventos empresariais, com ênfase na realização de rodadas de negócios e identificação de oportunidades concretas de integração produtiva. Instruíram que a ABDI e o MIEM assegurem a participação não apenas dos empresários, mas também de instituições financeiras que possam contribuir para a viabilização dos projetos identificados. Instruíram, no marco da CBPE, a ABDI e o MIEM, em coordenação com as respectivas Chancelarias, a tomar as providências necessárias à realização do III Encontro Empresarial em São Paulo em setembro próximo.

Ciência, Tecnologia e Inovação

27. Registraram, com satisfação, a inclusão do tema “ciência, tecnologia e inovação” no âmbito da Comissão Bilateral de Planejamento Estratégico e Integração Produtiva Brasil-Uruguai e a realização de reunião, no dia 18 de junho último, entre representantes dos órgãos competentes dos dois países.

28. Congratularam-se pela celebração, nesta data, do Memorando de Entendimento para a Cooperação Científica, Tecnológica, Acadêmica e de Inovação, que prevê a intensificação do trabalho conjunto em áreas como bio e nanotecnologia, energia, tecnologia industrial e engenharia de produção, meio ambiente, novos materiais, biomedicina, tecnologias da informação e das comunicações, matemática aplicada e modelagem e setor espacial.

29. Comprometeram-se a incentivar a integração de cadeias produtivas de indústrias e de serviços dos dois países, particularmente em setores intensivos em conhecimento. Coincidiram na avaliação de que recursos do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do MERCOSUL (FOCEM) poderiam ser utilizados para o financiamento de experiências-piloto de integração em áreas de fronteira.

30. Acolheram com entusiasmo a possibilidade de o Uruguai ampliar sua participação no Centro Brasileiro-Argentino de Biotecnologia (CBAB), havendo, para tanto, recomendado o início das consultas formais junto ao lado argentino, com vistas à concretização desse projeto.

31. Registraram o êxito da Missão brasileira de ciência, tecnologia e inovação ao Uruguai, nos dias 26 e 27 de julho de 2010, a qual estabeleceu elementos para um programa de trabalho bilateral em áreas como biotecnologia, integração produtiva na fronteira e intercâmbio de experiências de inovação.

32. Manifestaram satisfação com o avanço das negociações e dos contatos entre empresas uruguaias e brasileiras nos setores de biotecnologia, fármacos e insumos farmacêuticos, que esperam venham a propiciar maior integração produtiva e tecnológica neste setor, além de maior acesso aos respectivos mercados pelas empresas públicas e privadas de ambos os países.

Santana do Livramento/Rivera, em 30 de julho de 2010.

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Fonte: G1

 

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A produtora Blizzard, responsável pelos games “Starcraft”, “World of warcraft” e “Diablo”, além de produzir títulos bem recebidos pela crítica especializada, produz um dos melhores “cinematics” do mundo dos jogos eletrônicos. Recentemente, a qualidade das animações geradas por meio de computador, que contam mais detalhes das histórias, recebeu elogios da Pixar, estúdio responsável por filmes como “Toy story” e “Carros”. A empresa afirmou que “a Blizzard é a Pixar no mundo dos games”.

Há mais de oito anos, estas cenas que parecem filmes têm a mão de um brasileiro. O paulistano Fausto de Martini, 34 anos, atualmente é diretor de arte da produtora com sede na cidade de Irvine, na Califórnia, e trabalhou nas principais cenas do game de estratégia “Starcraft II: wings of liberty”. “Trabalhar neste game, que é o meu favorito, é a realização de um sonho para mim”, disse em entrevista ao G1.

O gosto para começar a trabalhar personagens e animações em 3D começou cedo, quando Martini trabalhava em uma revista de games. “Precisávamos de uma arte para a revista e um amigo meu a produziu em 3D. Quando ele mostrou aquilo e disse que tinha feito em casa, nesse momento comecei a me interessar pela área”, contou. “Instalei os programas em casa e comecei a brincar e a trabalhar com 3D, e tive a sensação de que era isso que eu faria para o resto da vida.

Estudando nos horários livres e fazendo cursos, Fausto de Martini aproveitou para desenvolver sua técnica para trabalhar como artista 3D. “Meus trabalhos eram mais voltados para monstros, naves espaciais, algo na linguagem de filmes e de jogos”, afirma. O gosto por “Starcraft”, o game favorito do artista, fez com que seus projetos fossem voltados para o estilo do game lançado em 1998.

“Fiz um personagem inspirado no jogo com intenção de animá-lo e mandá-lo para a Blizzard. Coloquei na internet e, em pouco tempo, recebi convites de trabalho de empresas da Europa e dos Estados Unidos, até que um dia a Blizzard me chamou e eu fui trabalhar lá”.

Na Blizzard, De Martini começou como artista de cinematics, participando da produção das animações para os jogos da empresa como do RPG on-line “World of warcraft”. Aos poucos, a empresa começou a reconhecer o trabalho do brasileiro, que cresceu. De projeto em projeto, ele se tornou diretor de arte, ajudando na transição dos desenhos em 2D dos jogos para o 3D.

O trabalho em “Starcraft II começou com o primeiro vídeo, que mostrava um marinheiro do espaço sendo vestido com uma armadura robótica. “Eu tive total liberdade para mostrar as peças da armadura se encaixando e tive que fazer os designs e as animações funcionarem”, explica De Martini. “A Blizzard é muito boa em relação a dar uma força quando você tem potencial e eles dão a liberdade para você realizar o seu trabalho. Lá, toda voz conta”.

O diretor de arte da Blizzard afirma que, para conseguir destaque na indústria de games, é preciso “trabalhar duro”. “Se você tem capacidade, acredite em si mesmo. Use o seu tempo livre para produzir e para procurar formas de melhorar o seu trabalho. Seja humilde e saiba que é preciso sempre crescer”.

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Fonte: Politique Étrangère – N° 2, Verão/2010

es profondes transformations du Brésil ces deux dernières décennies et, de façon plus évidente et accélérée, ces dernières années, ont éveillé un intérêt sans précédent pour le pays. De cet intérêt provient la hausse des investissements étrangers, mais aussi une curiosité légitime pour les réalités et les défis qui se posent à une nation dont Stefan Zweig disait, en 1941, qu’elle était destinée à être « l’un des plus grands facteurs du développement à venir du monde ».

Le président Lula da Silva a l’habitude de dire que le XIXe siècle fut le siècle européen par excellence, que le XXe siècle fut modelé par les États-Unis, et que le XXIe appartiendra dans une grande mesure aux puissances émergentes du monde en développement: la Chine et l’Inde bien sûr, mais aussi d’autres pays qui, par leur masse territoriale, leurs ressources naturelles, la taille de leurs marchés intérieurs et, surtout, le dynamisme de leurs économies et de leurs sociétés, joueront un rôle de plus en plus décisif dans l’évolution de l’économie mondiale et la gestion des problématiques globales.

Un nouveau développement

Rappelons que le Brésil s’étend sur un territoire de 8,5 millions de km2 ; qu’il compte une population de près de 190 millions d’habitants; qu’il possède la plus grande réserve d’eau douce (12 % du total mondial), et plus de 20 % des espèces existantes, soit la plus large biodiversité de la planète. Selon les chiffres de l’Organisation des Nations unies pour l’agriculture et l’alimentation (Food and Agriculture Organisation, FAO) et de l’Organisation de coopération et de développement économiques (OCDE), le Brésil est le troisième producteur agricole mondial et le premier parmi les pays émergents. Il est aujourd’hui le premier producteur mondial de viande bovine, de café et de jus d’orange; le deuxième producteur de soja et de sucre, le troisième producteur de fruits. Il est également le principal producteur de minerai de fer et possède la deuxième réserve mondiale de bauxite. Il est en neuvième position parmi les producteurs d’acier et travaille à devenir, dans la prochaine décennie, l’une des trois premières puissances sidérurgiques du monde.

Dans les 60 dernières années, le Brésil a développé le plus grand parc industriel d’Amérique latine – son secteur automobile figure parmi les plus avancés et compétitifs du monde -, et s’est affirmé comme une référence internationale dans plusieurs segments des technologies de pointe, tels que l’industrie aéronautique ou la prospection en eaux profondes. Dans le cadre d’une politique de développement actualisée, appuyée sur une capacité de planification stratégique, des instruments de financement à long terme, et un partenariat entre secteurs public et privé, le pays a connu un bond économique, qui s’est traduit par le renforcement de grands groupes d’entreprises nationales dotées de stratégies internationales.

Dans certains domaines des services – dont les télécommunications, les technologies de l’information -, le Brésil se trouve parmi les marchés les plus dynamiques du monde. Selon les dernières données disponibles, le pays se place au 5e rang en nombre de connexions Internet, derrière la Chine, les États-Unis, le Japon et l’Inde. En seulement trois années, de 2005 à 2008, le nombre d’usagers d’Internet a augmenté de 75 %, tandis que la progression du commerce a atteint entre 30 % et 50 % par an.

Du point de vue énergétique, le pays jouit de l’une des matrices les plus propres et les plus durables de la planète, compte tenu de son grand potentiel hydraulique et des capacités développées dans le domaine des biocarburants,  en particulier l’éthanol à base de canne à sucre. Selon les dernières estimations de l’Agence internationale de l’énergie (AIE), le Brésil, grâce aux nouvelles découvertes de réserves de pétrole sous la couche pré-sel, en sera en 2030 le 6e producteur mondial, avec 3,4 millions de barils par jour (b/j), derrière l’Arabie Saoudite, la Russie, l’Irak, l’Iran et le Canada. Le pays a, de plus, renforcé ses capacités nucléaires civiles, et fait partie, avec les États-Unis et la Russie, du groupe restreint des pays maîtrisant l’intégralité du cycle du carburant nucléaire, tout en possédant des réserves d’uranium.

Selon les estimations récentes de la Banque mondiale, s’il maintient un niveau de croissance annuelle d’environ 5-6 %, le Brésil devrait devenir, d’ici 2014, la 5e économie mondiale et, plus important, réduire ses inégalités de revenus. Tous ces résultats ne sont pas un don d’une nature pourtant luxuriante, mais le fruit de décisions politiques, de la mobilisation de l’opinion, bref d’une construction collective du peuple brésilien. Au moins quatre mouvements récents témoignent de cette évolution globale. Tout d’abord, la croissance de l’économie dans la stabilité macro-économique.

Puis l’expansion du marché intérieur, à partir de politiques sociales redistributrices. En troisième lieu, la redéfinition des priorités des dépenses publiques: projets d’infrastructures, élargissement des services publics, partenariats avec le secteur privé grâce au financement à long terme du secteur productif. Pour donner une idée de ce financement, on mentionnera que les remboursements de la Banque nationale de développement économique et social (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES), qui étaient de l’ordre de 37 milliards de réals en 2003, ont atteint, en 2009, 140 milliards. Enfin, la redéfinition de l’insertion internationale du pays.

Après une longue période de faible croissance, les dernières années ont été marquées par l’expansion accélérée du produit intérieur brut (PIB) et par l’accès de millions de citoyens à la classe moyenne, c’est-à-dire à l’économie formelle et au marché de consommation de masse. Cette accélération du développement économique et social est due, en partie, à la stabilité macro-économique découlant du contrôle de l’inflation, de la réduction de l’endettement du secteur public et de la diminution de la dette externe du pays. Elle s’explique aussi par des politiques actives de redistribution des revenus. Depuis 2003, on estime que près de 23 millions de Brésiliens sont sortis de la pauvreté et ont désormais accès à la consommation d’aliments et de biens de base. Environ 30 millions de personnes sont parvenues à la classe moyenne, dans un environnement marqué par une politique d’expansion du crédit qui a produit une nouvelle dynamique de la consommation intérieure. La classe dite « C » est passée de 37 % de la population en 2003 à 64 % en 2008, ce qui indique la maturation sociale et économique du Brésil.

Il s’agit là d’un des plus grands moments de mobilité sociale de l’histoire du pays, qui va dans le sens d’une correction des énormes disparités régionales qui y existent encore. Dans cette période, les taux de croissance des régions nord et nord-est du pays – les plus démunies – ont représenté plus du double de la moyenne de croissance nationale. Certes, un fort taux d’inégalité sociale persiste, l’un des plus élevés au monde : les 10 % les plus pauvres de la population n’ont accès qu’à 1 % du PIB, quand les 10 % les plus riches concentrent 44 % de la richesse nationale. Il faut toutefois souligner que, pour la première fois dans son histoire moderne, le Brésil tend vers la diminution des disparités sociales et régionales.

Dans le même temps, le pays doit faire face à d’autres grands défis: la généralisation d’une éducation de qualité, la lutte contre la criminalité et le crime organisé dans les grands centres urbains, la modernisation de son appareil de défense. En matière économique: la diversification de la production, pour limiter le poids du secteur primaire dans les exportations; la surévaluation de la monnaie, qui réduit la compétitivité des exportations; l’amélioration des infrastructures pour acheminer la production ; la réduction des coûts de production ; le renforcement de pôles d’excellence dans des secteurs de pointe, de façon a diffuser l’innovation à l’ensemble de l’économie.

Pourtant, quand survint la crise économique et financière internationale, le pays se trouvait dans une toute autre situation que celle qu’il avait connu lors des crises précédentes. Le Brésil a été l’un des derniers pays à être affectés par la crise de 2008, et l’un des premiers à démontrer des signes de reprise. Malgré un résultat légèrement négatif – recul de 0,2 % du PIB -, l’économie brésilienne a affiché en 2009 une des meilleures performances des membres occidentaux du G-20.

Pour certains, le Brésil aurait eu, face à la crise, « les qualités de ses défauts », protégé par une économie relativement fermée, son commerce extérieur ne pesant que 25 % du PIB (contre 40 % au Mexique, 50 % en Corée du Sud, et 70 % en Chine). D’autres soutiendront que ce sont les vertus du modèle brésilien qui ont compté. Sa solidité macroéconomique, la persistance dans des politiques responsables en matières monétaire et fiscale, entamées au milieu des années 1990 sous les présidents Itamar Franco (1992-1995) et Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) et maintenues – avec quelques inflexions – pendant les deux mandats du président Lula (2003-2010). Puis, face à la crise, l’existence d’um système financier assaini, transparent et avec des mécanismes de contrôle; l’existence de banques publiques solides qui ont pu garantir l’offre de crédit aux entreprises et aux particuliers. Par ailleurs, les surplus commerciaux des années précédentes ont permis de réduire l’endettement du secteur public, avec l’accumulation de réserves de près de 240 milliards de dollars (Md$), d’où un éloignement du risque de déstabilisation monétaire.

Vices et vertus mis ensemble, en plus des politiques anticycliques (stimuli fiscaux, hausse des investissements publics, renforcement du crédit), c’est la vitalité de l’économie et de la société brésiliennes qui s’est imposée. Deux exemples illustrent cette réalité. Tout d’abord la vente d’automobiles qui a connu, en 2009, une augmentation de 12 % par rapport à l’année précédente, plaçant le Brésil au 5e rang pour les ventes mondiales de véhicules. En 2010, le pays devrait parvenir à 4 millions d’unités vendues, dépassant l’Allemagne. Un autre résultat extraordinaire en 2009 a été la création d’un million de nouveaux emplois. En janvier dernier, le chômage touchait 7,2 % de la population active: le meilleur résultat pour un mois de janvier de toutes les statistiques du pays.

Pour 2010, les dernières évaluations d’augmentation du PIB se situent dans la tranche des 5-6 %, très au-dessus de la moyenne de la croissance mondiale. Les estimations suggèrent, pour les six prochaines années, un cycle de croissance de l’ordre de 5 % par an en moyenne, fondé sur l’expansion du marché intérieur et des investissements, en particulier dans les infrastructures et la construction civile. Aux grands projets d’infrastructures en cours dans le pays, entrepris dans le cadre du Programme d’accélération de la croissance (PAC), s’ajouteront les extraordinaires opportunités découlant de la Coupe du monde de football de 2014 et des Jeux olympiques de 2016. Dans une vision encore plus optimiste, le président de la Société générale au Brésil, François Dossa, traçait récemment un parallèle entre la situation brésilienne et la période des Trente Glorieuses pour la France de l’après-guerre, soulignant : « le Brésil a devant lui 20 à 25 ans de croissance quasi assurée ».

Une nouvelle posture internationale

Cette situation économique et sociale se traduit évidemment dans l’action diplomatique du pays. Bien que les principes qui ont historiquement guidé la politique étrangère brésilienne aient été maintenus, l’action internationale du Brésil a connu ces dernières années un changement d’horizon, et une redéfinition de ses paradigmes. Le gouvernement et la société brésilienne voient de plus en plus la politique étrangère comme un élément à part entière du projet national de développement et comme un vecteur qui contribue à la réduction des vulnérabilités externes du pays et au dépassement de ses défis intérieurs de croissance et de justice sociale.

L’intégration de l’Amérique du Sud est devenue une priorité centrale de la politique étrangère du gouvernement Lula.  en 2008, après un intense travail diplomatique, l’accord constitutif de l’Union des nations sud-américaines (UNASUR), premier organisme international exclusivement sud-américain, a été signé. Il s’agit d’une intégration qui dépasse les aspects commerciaux, et ouvre la voie à une coordination politique inédite entre des pays qui se sont historiquement tourné le dos. En dépit de sa jeunesse, l’UNASUR fait preuve d’efficacité croissante dans la gestion des rapports entre les pays de la région.

L’établissement du Conseil sud-américain de défense constitue une avancée notable, non seulement pour l’intégration opérationnelle des forces armées des pays de la région, mais pour la construction de confiance, l’échange d’informations, le développement de pratiques conjointes et l’harmonisation progressive des bases industrielles de défense. Dans um proche avenir, il sera peut-être possible de penser une doctrine de défense à partir d’éléments communs à l’ensemble des pays de la région.

Ces dernières années, des progrès significatifs ont pu être obtenus en matière d’intégration des infrastructures en Amérique du Sud, à l’aide de projets concernant des secteurs stratégiques: énergie, transports, communications. Ces chantiers auront un impact économique considérable pour le développement de l’intérieur du continent sud-américain, le rapprochement entre le Brésil et les marchés asiatiques du Pacifique, ainsi que le renforcement de la dimension atlantique de l’ensemble du continent sud-américain.

Les résultats économiques et commerciaux de ces efforts sont clairs. La croissance des échanges brésiliens avec l’ensemble des pays sud-américains et, plus généralement avec l’Amérique latine et les Caraïbes, est spectaculaire. Les exportations brésiliennes vers l’Amérique latine représentent aujourd’hui pratiquement le double des ventes brésiliennes aux États-Unis, bien que ces dernières aient aussi atteint un niveau record. Il y a moins de 10 ans, les exportations brésiliennes vers l’Amérique latine représentaient un peu moins de lamoitié des ventes aux États-Unis.

Pour le Brésil, le Mercosur reste le moteur et l’avant-garde de l’intégration en Amérique du Sud. L’union douanière en cours de consolidation est encore imparfaite, mais elle dispose d’un tarif extérieur commun, et de mécanismes de compensation. Pour augmenter la compétitivité du bloc, et attirer de nouveaux investissements, il faut approfondir l’intégration productive et avancer dans la planification de politiques industrielles communes. L’entrée du Venezuela donnera une dimension continentale au Mercosur qui s’étendra des Caraïbes à la Patagonie, représentant dès lors 80 % du PIB, 72 % du territoire et 70 % de la population de l’Amérique du Sud.

Comme l’ont déjà signalé nombre d’analystes internationaux le Brésil est, parmi les grands pays émergents, le seul à être activement engagé dans un effort d’organisation politique et d’articulation économique de son contexte régional. Les conséquences stratégiques à long terme de cet effort seront significatives, mais l’horizon brésilien s’étend bien au-delà des alentours régionaux. Le Brésil est un pays à vocation universaliste. Il s’ouvre à renforcer la coopération Sud-Sud et à diversifier ses partenariats, tout en maintenant ses relations traditionnelles avec les pays développés.

La « diplomatie présidentielle » a joué son rôle dans l’augmentation des flux de commerce et d’investissements. Les nombreuses visites du président Lula, souvent accompagné de nombreux chefs d’entreprises, dans plusieurs pays d’Afrique, ont transformé en réalité le souhait brésilien de mener une politique cohérente sur le continent noir. Les échanges du Brésil avec l’Afrique sont passés, entre 2002 et 2008, de 5 milliards de dollars à 26 milliards de dollars. Si l’on considérait le continent africain comme un partenaire unique, il serait aujourd’hui notre 4e partenaire commercial, derrière la Chine, les États-Unis et l’Argentine. Au-delà des intérêts croissants des entreprises, les actions de coopération technique sont de plus en plus nombreuses dans les domaines de l’agriculture, des énergies renouvelables et de la santé publique, en particulier dans la lutte contre le VIH-sida.

Dans ses relations avec les pays en développement, le Brésil a travaillé à la consolidation du Forum IBAS, mécanisme articulant les objectifs qu’il poursuit aux côtés de l’Inde et de l’Afrique du Sud. Pour la première fois, trois grandes démocraties, trois économies émergentes, trois acteurs de poids dans leurs régions respectives, trois sociétés pluriethniques luttant pour surmonter d’importants problèmes sociaux, ont créé un forum de concertation sur des questions décisives pour la paix et le développement économique.

Le Brésil s’ouvre également au renforcement du dialogue politique et de la coopération économique, scientifique et technologique entre les BRIC (Brésil, Russie, Inde et Chine). Ce concept, créé par une banque privée d’investissements, s’est finalement avéré être un véhicule important de coordination entre le Brésil, la Chine, l’Inde et la Russie, quatre économies émergentes représentant 22 % de la superficie, 42 % de la population, plus de 30 % des terres cultivables, et presque 20 % du PIB du monde. Certaines analyses récentes soulignent que le centre de gravité de l’industrie mondiale a déjà basculé, 52 % de la production industrielle étant désormais localisée dans les pays émergents. Des réunions de chefs de gouvernement et de ministres de l’Economie ont confirmé les BRIC comme espace de coordination politique et d’échange d’expériences. Le récent deuxième sommet des BRIC qui s’est réuni à Brasília a traité de questions allant de la réforme de la gouvernance mondiale et des stratégies de sortie de crise jusqu’aux problématiques financières et monétaires globales.

Toujours d’un point de vue de relations Sud-Sud, le commerce brésilien avec les pays arabes est passé de 6 Md$ à près de 20 Md$ dans les six dernières années. Les contacts politiques avec ces pays, attachés au Brésil par des liens historiques, culturels et affectifs, sont nombreux, tant au plan bilatéral qu’interrégional, comme le démontrent les sommets, inédits, entre l’ensemble de l’Amérique du Sud et les pays de la Ligue arabe. Le Brésil compte près de 10 millions de ressortissants d’origine arabe, intégrés à part entière à la société et à l’ethos même brésilien, qui vivent en harmonie avec une vaste et influente communauté juive. Le Brésil est d’ailleurs deplus en plus présent dans les efforts de la communauté internationale en faveur d’une paix durable au Moyen-Orient. Il a participé à la conférence d’Annapolis en 2007, et il peut apporter une contribution au dialogue entre les parties sur la base des valeurs brésiliennes traditionnelles de tolérance et de diversités culturelle et religieuse. C’est le message qu’a délivré le président Lula da Silva lors de as récente visite en Israël et en Palestine – première visite officielle d’un chef d’État brésilien dans la région.

Plus récemment, la diplomatie brésilienne a affirmé la nécessité d’aller jusqu’au bout du dialogue entre la communauté internationale et Téhéran, avec la participation de l’AIEA, avant l’adoption de nouvelles sanctions contre ce pays. Celles-ci ne feraient que pénaliser le peuple iranien, en créant un sentiment d’isolement peu souhaitable, et contribueraient à insuffler une logique de conflit dans la région. Le Brésil a clairement affirmé qu’il défendait le droit au développement et à l’usage pacifique de l’énergie nucléaire, mais qu’il ne tolérerait pas, et ne soutiendrait jamais la prolifération nucléaire militaire. Le président Lula l’a souligné voici peu : «Ce que le Brésil peut faire, l’Iran doit aussi pouvoir le faire [.], mais vouloir faire davantage, l’Iran ne devrait pas le vouloir». La position brésilienne s’efforce ainsi d’être équilibrée et ferme: elle correspond à notre tradition diplomatique, à notre expérience nationale de développement du nucléaire, à nos positions en matière de désarmement et de non-prolifération et à nos obligations vis-à-vis de la communauté internationale, et en particulier du monde en développement.

Il est important de souligner que toutes ces nouvelles dynamiques diplomatiques ne se sont pourtant pas développées au détriment des relations du Brésil avec ses partenaires du monde développé. Les échanges commerciaux avec les États-Unis se sont aussi accrus ces 6 dernières années. Le dialogue politique entre Brasilia et Washington est solide. Quant à la relation avec l’Union européenne (UE), elle a été hissée au rang de partenariat stratégique – un choix que Bruxelles n’a opéré qu’au bénéfice d’un nombre limité de pays -, et se concrétise par des projets très variés: énergie, éducation, environnement, coopérations techniques, etc.»

Pour une nouvelle gouvernance mondiale

L’ensemble de ces développements, ainsi que la crise mondiale, ont renforcé une perception brésilienne: le monde connaît un changement profond, qui appelle une réforme de la gouvernance mondiale, pour conférer plus de représentativité et d’efficacité aux instances internationales de décision. Le Brésil parie sur l’émergence d’un monde multipolaire où les pays en développement feraient valoir leurs intérêts légitimes. Dans le contexte de la crise, les réunions du G20, notamment à Londres et à Pittsburgh, ont justifié l’élargissement des instances de décision, avec une participation élargie des pays en développement à l’architecture financière internationale. Le Brésil s’est ainsi prononcé pour une réforme urgente des institutions de Bretton Woods, notamment du Fonds monétaire international (FMI) et de la Banque mondiale, créés voici plus de 50 ans dans un contexte historique très différent.

Il faut reconnaître que les institutions de gouvernance internationale n’ont pas suivi l’évolution économique et géopolitique du monde. Ceci n’explique certainement pas la crise internationale mais constitue une donnée importante du problème. Il est par exemple clairement admis que les organismes financiers internationaux n’ont ni la volonté politique ni la capacité de réguler l’économie, en particulier dans sa composante financière. La crise a montré que les forums de coordination restreints qui, comme le G-8, ne prennent pas en considération les grandes économies en développement, sont destinés à disparaître ou à tomber en déshérence. Le président Nicolas Sarkozy a été l’un des dirigeants mondiaux qui ont démontré le plus de sensibilité à cette nouvelle donne: « le G20 préfigure la gouvernance planétaire du XXIe siècle».

Dans cette même logique, le Brésil souhaite une réforme qui confère aux Nations unies plus de représentativité, d’efficacité et de légitimité. Il n’est pas acceptable que le Conseil de sécurité compte aujourd’hui les mêmes membres permanents qu’en 1945. Le Brésil compte sur le soutien réitéré de la France pour obtenir un siège permanent dans un Conseil de sécurité élargi.

Quant aux négociations commerciales multilatérales, à l’Organisation mondiale du Commerce (OMC), le Brésil souhaite que le cycle de Doha soit repris et achevé à partir des propositions qui se trouvaient sur la table en juillet 2008. Un accord aiderait à la reprise de la croissance économique mondiale, surtout au moment de la récupération de la crise. Le cycle de Doha, quel qu’en soit le dénouement, est intimement lié à l’évolution du rapport des forces internationales que symbolise la création du G-20 commercial, pour laquelle la diplomatie brésilienne a joué un rôle déterminant.

En somme, la politique étrangère brésilienne est devenue mondiale, à la mesure des ressources et aspirations du Brésil, et des attentes de la communauté internationale. Il peut y avoir, surtout en période de polarisation électorale, quelques expressions divergentes quant à la politique étrangère – encore que l’intérêt de l’opinion publique brésilienne pour ces questions soit une saine nouveauté – mais il existe aujourd’hui au Brésil une convergence sur les grandes questions nationales et sur les défis internationaux posés au pays.

Selon une récente enquête menée dans la « communauté brésilienne de politique étrangère » par le Centre brésilien des relations internationales (Centro Brasileiro de Relações Internacionais, CEBRI), 91 % des personnes interrogées jugent que le Brésil jouera un rôle international croissant dans les 10 prochaines années ; 65 % soutiennent une intégration renforcée avec l’Amérique du Sud et 91 % jugent positif l’impact du Mercosur sur le Brésil, 54 % souhaitant son élargissement.

Parmi les objectifs de la politique étrangère brésilienne, les réponses à l’enquête classent par ordre d’importance: la garantie de la démocratie en Amérique du Sud, l’intégration des infrastructures régionales, le renforcement du rôle régional du Brésil, l’action en faveur de l’environnement, la lutte contre le trafic de drogue, l’élargissement des accords de coopération scientifique et technologique, les partenariats pour la défense et la protection de l’Amazonie, le renforcement du Mercosur, la production et la consommation des biocarburants, la défense des droits de l’homme, le renforcement du système de défense, ou l’encouragement à un nouveau cycle de libéralisation du commerce extérieur. Toutes ces questions sont déjà au coeur de l’action diplomatique brésilienne et y resteront, quel que soit le résultat des élections présidentielles du mois d’octobre prochain.

Le partenariat stratégique avec la France

La nouvelle posture internationale du Brésil se reflète dans des relations de plus en plus significatives avec Paris. Ces relations ont pris un nouvel essor ces dernières années, sur la base d’un dialogue suivi entre les présidents Sarkozy et Lula, et l’année du Brésil en France en 2005, comme l’année de la France au Brésil en 2009, ont constitué des occasions exceptionnelles de renforcer la connaissance mutuelle et les échanges.

En décembre 2008, les deux présidents ont signé le plan d’action d’un partenariat stratégique: dialogue politique et gouvernance internationale, coopération économique et commerciale, coopération dans les domaines de la défense, de l’espace, de l’énergie nucléaire, du développement durable, coopération dans les domaines éducatif, linguistique, scientifique et technique entre autres. La visite d’État du président Sarkozy de septembre dernier a permis d’ouvrir de nouveaux domaines de coopération en matière de technologie de pointe, comme celles des superordinateurs, ou lanceurs spatiaux.

Les deux pays ont des visions proches sur des thèmes tels que le développement durable ou la lutte contre le réchauffement climatique : ils sont d’ailleurs parvenus à une position commune pour la conférence de Copenhague du mois de décembre dernier. Pour le Brésil, et contrairement à une perception répandue, la conférence de Copenhague ne fut pas un échec total, bien qu’elle ne puisse être qualifiée de succès… L’engagement des chefs d’État et de gouvernement dans les négociations fut un élément positif, et on peut malgré tout relever quelques progrès. Le document franco-brésilien a eu une grande valeur symbolique, en exprimant une volonté de rapprocher les visions et les engagements des pays en développement et des pays industrialisés. Grâce à cette convergence, les perspectives de coopération bilatérale sont prometteuses dans des domaines comme les mécanismes innovants de financement, la coopération trilatérale au bénéfice de l’Afrique, la non-prolifération et le désarmement, l’énergie nucléaire et l’éducation.

Le Brésil voit sans aucun doute aujourd’hui la France comme un partenaire stratégique d’exception. Notre association dans le domaine de la défense est l’une des facettes les plus visibles de la nouvelle relation entre les deux pays. L’année passée, ont été lancés de grands projets: pour la construction et le développement de sous-marins – y compris la coque d’un sous-marin nucléaire -, et d’hélicoptères, dont la production sera progressivement transférée à Helibras, au Brésil. Ces partenariats, loin du modèle d’« achat sur étagère », valorisent les transferts de technologies et de capacités industrielles, dans la ligne de la nouvelle stratégie nationale de défense brésilienne. Le dialogue stratégique franco-brésilien s’est de plus renforcé, via un échange régulier entre les ministères des Affaires étrangères et de la Défense.

La France est un allié privilégié du Brésil sur des questions internationales essentielles. Paris et Brasilia sont conscients que seul un monde multipolaire, avec des institutions multilatérales renouvelées, peut se mesurer aux défis de notre temps. C’est ce message que nos présidents ont transmis dans un article conjoint de juillet 2009, qui appelait la communauté internationale à s’unir en faveur d’une réforme ambitieuse des institutions de gouvernance mondiale. Nous savons en outre que les relations entre les deux pays peuvent servir de base à un élargissement des relations transatlantiques d’une UE qui trouve dans le Brésil – et donc dans l’Amérique du Sud – un allié stratégique, géopolitiquement et commercialement. C’est dans cette logique d’un «nouvel atlantisme» que les négociations Mercosur-UE doivent être reprises, et conclues. Le Brésil et la France ont ici une responsabilité particulière dans l’avancée des concessions nécessaires, de part et d’autre, pour arriver à un accord équilibré et avantageux pour chacune des deux régions.

En dépit de progrès significatifs, nos échanges économiques et commerciaux ne sont pourtant pas encore à la hauteur des potentiels des deux pays. Au plan commercial, les exportations brésiliennes vers la France ont presque atteint en 2008 les 4 milliards d’euros. Les importations brésiliennes de produits français étaient d’environ 3,5 milliards d’euros, avec un solde déficitaire pour le Brésil d’environ 500 millions d’euros. Les résultats de 2009 ont été un peu plus faibles, du fait de la crise.

Le Brésil était, en 2009, le 4e partenaire commercial de la France hors Organisation de coopération et de développement économiques (OCDE) et Maghreb, derrière la Chine, la Russie et Singapour, son 24e client et son 23e fournisseur, mais son principal partenaire en Amérique latine, contribuant à hauteur d’environ 36 % aux flux commerciaux français dans la région – loin devant le Mexique (13,7 %), le Chili (10,1 %), ou l’Argentine (8,7 %). Bien que significatifs, ces chiffres du commerce bilatéral ne représentent que moins de la moitié des échanges entre le Brésil et l’Allemagne.

La vigoureuse croissance de nos relations ces dernières années, en termes d’investissement et de commerce, est pourtant de bon augure. Plus de 400 entreprises françaises sont aujourd’hui installées au Brésil, et les investissements brésiliens en France ont fortement augmenté. L’intérêt pour le Brésil ne cesse d’augmenter en France, ainsi que, réciproquement, l’intérêt pour la France au Brésil.

La concrétisation des synergies existantes entre les deux pays est-elle à portée de main? Paris et Brasilia ont scellé une nouvelle alliance. D’amis cordiaux, ils sont devenus partenaires stratégiques. Dans un monde toujours plus interdépendant et mondialisé, ils partagent les mêmes valeurs de démocratie politique et de justice économique et sociale. Le capital mutuel de sympathie, d’influences croisées, d’admiration et d’intérêts communs, constitue un riche soubassement pour nos relations bilatérales. Pour le Brésil, l’avenir n’est plus abstrait ni intangible, comme le suggérait Stefan Zweig: il est devenu possible. La rencontre du Brésil et de son destin prometteur ne peut attendre : désormais, le futur est pressé.»

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