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Conselho de Segurança

Antonio Patriota faz sua Primeira Visita Oficial à Colômbia, Nesta Sexta-Feira

Por Silvana Guerra
Fonte: EFE

 

Nesta sexta-feira (4/2), o Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, realizará sua primeira visita oficial à Colombia, onde terá uma reunião com a Chanceler colombiana Ángela Holguín.

De acordo com a pauta, serão abordados temas como a agenda de cooperação e de política bilateral, sobre as iniciativas para o fortalecimento da Unasul – União das Nações Sul-Americanas, e também sobre o tema relacionado ao Conselho de Segurança da ONU, no qual os dois países ocupam lugar como membros não-permanentes.

Os Ministros também analisarão o bom desempenho em relação à troca comercial entre os dois países, na qual fechou o ano de 2010 com um aumento de 89,8% em relação a 2009. O total da movimentação foi de 3,2 bilhões de dólares. As exportações brasileira para a Colômbia chegou a 2,1 bilhões de dólares, enquanto que a entrada de produtos colombianos no Brasil superaram 1 bilhões de dólares, pela primeira vez.

Brasil Assume Presidência do Conselho de Segurança da ONU

Por Silvana Guerra
Fonte: Ansa

 

O Brasil assume a Presidência no Conselho de Segurança na Organização das Nações Unidas (ONU), a partir de 1º de fevereiro. O posto é rotativo e sempre ocupado por um dos 15 membros, tanto dos permanentes quanto dos rotativos. A última vez que o Brasil presidiu o Conselho de Segurança foi em março de 2005.

 

ONU

 

A Embaixadora brasileira no organismo, Maria Luiza Ribeiro Viotti, apresentou nesta sexta-feira (28/1) os principais temas da pauta. A recente independência do sul do Sudão será um dos temas principais a serem debatidos durante a Presidência brasileira, além da situação do Oriente Médio, Líbano, Congo, Kosovo e Timor Leste.

No dia 11 de fevereiro haverá uma reunião entre os Ministros das Relações Exteriores dos 15 países-membros do Conselho de Segurança para discutirem sobre a interrelação entre paz, segurança e desenvolvimento. Estarão presentes também os Chanceleres do G4 (Brasil, Índia, Japão e Alemanha), países que reivindicam uma cadeira permanente no Conselho.

De acordo com a Embaixadora Luiza Viotti, a Presidenta brasileira, Dilma Rousseff, comparecerá, pela primeira vez, à sede da ONU em setembro, mês que será realizada a Assembleia Geral da Organização.

Política Internacional: EUA e a Reforma no Conselho de Segurança da ONU

Por Felipe França

Nota: Mais um apoio dos EUA a um país do G4 (Grupo que reúne Brasil, Índia, Japão e Alemanha, que são países aspirantes à uma vaga permanente no Conselho de Segurança). O último apoio foi à Índia, e agora ao Japão.

Fonte: Estadão

Obama apoia assento permanente para o Japão no Conselho de Segurança

YOKOHAMA, JAPÃO – Após reunião com o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou neste sábado, 13, seu apoio às aspirações do Japão de ter um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Para Obama, Japão é país exemplo que tem direito ao assento no Conselho de Segurança da ONU

Obama e Kan se reuniram antes do começo da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que foi inaugurada neste sábado, 13, em Yokohama (Japão).

Em breves declarações à imprensa após o encontro de meia hora de duração, Obama assegurou que o Japão é o modelo de país que deveria contar com um assento permanente no organismo decisivo da ONU.

"É nossa opinião há algum tempo que o Japão é o tipo de país que queremos ver como membro permanente do Conselho de Segurança", disse.

O presidente americano, que tem no Japão a última etapa de uma viagem pela Ásia que já o levou à Índia, Indonésia e Coreia do Sul, já havia expressado seu apoio para que os indianos também obtivessem um assento permanente na esfera da ONU.

Em suas declarações, Obama indicou que Kan aceitou seu convite para visitar Washington no ano que vem e que o compromisso dos EUA com o Japão é "inquebrantável".

A aliança de segurança entre os dois países, que completa seu 50º aniversário em 2010, é considerada pelos parceiros como a base da paz e da estabilidade na região da Ásia-Pacífico.

Kan aproveitou o encontro para agradecer a Obama pelo "firme apoio" ao Japão na questão das ilhas Curilas, cuja soberania é disputada por Tóquio e Moscou. Durante a cúpula, o primeiro-ministro deve se reunir com o presidente russo, Dmitri Medvedev, para tratar do assunto.

A reunião de Obama e Kan foi centrada em questões econômicas e comerciais, na qual o primeiro-ministro japonês indicou que "o Japão se prepara de maneira significativa para se abrir ao comércio".

Tradução: Conselho de Segurança Turbinado

Tradução por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: Financial Times

 

Um grupo de poderosos e cada vez mais influentes Estados está prestes a juntar-se ao Conselho de Segurança nas eleições desta semana, prometendo alterar sua dinâmica de tomada de decisões.

Na luta pelos cinco dos dez assentos regionais rotativos, Índia e África do Sul disputam sem oposição enquanto caberá à Assembléia Geral determinar, na terça-feira, quais serão as duas dentre Alemanha, Canadá e Portugal que assumirão no dia primeiro de janeiro as duas vagas disponíveis. A última vaga está assegurada para a Colômbia, como representante da América Latina e Caribe.

Os novos membros não-permanentes juntar-se-ão ao Brasil e à Nigéria, potências regionais emergentes que já serviram seu primeiro de dois anos de mandato não renovável .

“É um pouco incomum ter tantos atores fortes, que no passado quiseram assentos permanentes”, afirmou Carne Ross, ex-diplomata britânico que lidera consultoria diplomática independente em Nova York. “Será interessante ver se são países sérios prontos para enfrentarem os grandalhões por meio de alianças”.

Os “grandalhões” (big boys no original) são os cinco membros permanentes do Conselho – EUA, China, França, GB e Rússia – que com apenas um voto podem derrubar qualquer resolução.

É virtualmente impossível para os 10 membros não-permanentes do Conselho impedirem a passagem de medidas nas quais haja concordância de todos os cinco grandes. Eles precisam de sete votos para bloquear uma resolução.

Contudo, como Brasil e Turquia mostraram por sua oposição à quarta rodada de sanções da ONU contra o Irã esse ano, as potências emergentes agora estão menos dispostas a aceitarem a realidade do “grande poder” sem um embate.

O novo Conselho incluirá cerca de metade do G20, instituição que tornou-se a sombra da ONU como fórum para decisões globais em assuntos econômicos.

Incluirá todos os BRICs – aliança de potências emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia e China – e ao menos três do chamado G4, que oferece apoio mútuo em busca de assentos permanentes no Conselho de Segurança. O G4 reúne Brasil, Alemanha, Índia e Japão, que completa seu segundo ano de mandato em 31 de dezembro.

”Será um CSNU muito particular, com muitos países grandes”, assim disse um diplomata de uma das potências com assento permanente. “Será ainda menos dócil que o anterior”.

Alguns analistas são céticos sobre se até mesmo tais membros podem reviver um Conselho que tem sido marginalizado em seu papel de árbitro supremo da segurança e paz internacionais.  Ele é cada vez mais percebido como pouco mais que um selo para as decisões das grandes potências.

Dois terços do tempo do Conselho são gastos com a África, um continente no qual as crises são por si sós importantes, mas são vistas como marginais  em relação aos assuntos globais discutidos em fóruns como o G20.

“O Conselho de Segurança ainda importa, é por isso que os Estados querem estar nele”, afirma Thomas Weiss, professor de estudos internacionais da Universidade de Nova York. “Mas a própria existência da ONU é voltada para procedimentos, não para resultados”.

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