Riz Khan: O Verdadeiro Feminismo no Mundo Árabe
O programa Riz Khan, da AlJazeera, mostra os estereótipos sobre as mulheres árabes em meio aos movimentos revolucionários.
Meu livro no Submarino
Essa é só para constar mesmo, depois de muito tempo (e tendo esgotado minha paciência com o "buscador defeituoso" deles) acabei entrando no submarino.com.br em busca do meu livro e lá estava ele, finalmente!
Ficam meus parabéns à Saraiva\Siciliano, Companhia dos Livros, e Livraria Cultura, por terem feito tudo no prazo adequado.
Ps.: a capa é um pouco mais bonita "pessoalmente". O "sei lá quem" que escaneou o livro deixou muito escura a imagem e os sites mais inteligentes, a lá submarino, aumentaram artificialmente o brilho… não ficou 100% essa imagem ai em baixo, mas pelo menos está lá no site deles, não vou precisar processar ninguém
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Os direitos da mulher de lá
Por Daniel Cardoso Tavares
Olá. Ontem, dia internacional da mulher, não pude colocar nenhum material por que estava centrado na "grande festa de diplomacia", como o pessoal do Coisas da Diplomacia, no orkut, chamou o concurso do Instituto Rio Branco.
Hoje, porém, tenho tempo para tratar do assunto. Como sou um sujeito cauteloso (ou não), vou tratar só do assunto que tenho maior conhecimento, ligado à minha área de especialidade: relações internacionais. Trata-se, então, dos direitos da mulher nos países islâmicos. Não vou fazer um resumo do meu livro (à venda aí do lado direito), mas devo lembrar a percepção errada que muitos tem sobre esse tema.
A mídia grande sempre traz a mulher islâmica como oprimida. Ela supostamente precisa ser libertada dos homens malvados do islã, que as obrigam a usar véu e roupas largas. Não sou muçulmano e nem tenho pretensão de sê-lo, mas o resultado de minha pesquisa aponta para algo diferente do exposto acima. O Islã dá sim direitos às mulheres, na verdade muitos dos direitos que elas só adquiriram nos últimos anos aqui no Ocidente já eram prática comum a muitos séculos (não apenas anos) nos países islâmicos. O papel de Maomé foi, na verdade, o de um libertador das mulheres, dando-lhes garantias impensáveis para o cenário árabe do século VII depois de Cristo.
É até engraçado, mas a posição das mulheres a cada dia aproxima-se do que eram na época antes de Maomé, ou seja: elas simplesmente não eram respeitadas e estão voltando ao mesmo patamar. Talvez as mulheres daqui precisem aprender a dar um pouco mais de valor a si mesmas. Bom, voltando às mulheres do Islã, o que posso fazer já fiz. Creio que meu estudo é uma boa base para que seja entendido o direito que elas tem de viverem do jeito que vivem, sem serem incomodadas por propagandas supostamente libertadoras, mas que na verdade escondem (ou não, no caso de olhos bem treinados) interesses políticos e econômicos nada nobres.





