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integração

Gastronomia Política (2) – Receita para Desviar Dinheiro para Seu Estado Favorito e Ainda Pagar de Justiceiro

Por Daniel Cardoso Tavares

 

Ingredientes

  • Um quilo de Dnocs;
  • Dois quilos de Codevasf;
  • Um Ministério da Integração;
  • Uma xícara de água benta presidencial;
  • Alianças políticas bem picadas;

 

Modo de preparo

Sobremesa

O Ministério da Integração Nacional reafirma a posição de renovar os quadros das empresas vinculadas à pasta. Este processo de mudança se iniciou no final do ano passado. A reestruturação visa aperfeiçoar práticas de gestão do ministério e de suas vinculadas.

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Hiram Reis e Silva: BR 319, Rodovia da Integração

Por Hiram Reis e Silva

“Sem dúvida é uma região em que as pessoas precisam de muitas coisas para ter melhores condições de vida. A ideia é a gente tentar chegar neste meio termo para que não se acabe com toda a natureza, mas que as pessoas possam ter uma vida melhor.”

(Fábio Rohe – Wildlife Conservation Society)

Careiro da Várzea

Na minha descida pelo Amazonas, passei ao largo da sede do município de Careiro da Várzea, no dia 23 de dezembro de 2010, mas nem por isso posso deixar de fazer algumas considerações a respeito. A população, segundo o censo do IBGE de 2010, era de 23.963 habitantes e o acesso à sede do município se dá por via fluvial, em embarcações que saem diariamente do Porto de Manaus ou em lanchas rápidas que saem do Porto do Ceasa em Manaus. O Município, com sede na antiga Vila do Careiro, foi criado pela Lei n° 1.828, de 30 de dezembro de 1987.

Estrada da Integração

A BR-319, com cerca de 870 km de extensão, liga Porto Velho, RO, a Manaus, AM, teve sua construção iniciada em 1968 e concluída em 1973. O objetivo de sua construção era assegurar o acesso à região do interflúvio Purus-Madeira integrando Manaus ao sistema Rodoviário Federal. Os desafios eram enormes e somente a Engenharia Militar estava em condições a enfrentá-los. A região cortada pela rodovia tinha uma população extremamente rarefeita, apresentava altíssimos índices pluviométricos, o trecho Careiro – Humaitá estava inserido em região geológica que inviabilizava a implantação de uma rodovia de acordo com os padrões tradicionais e, além disso, era necessário realizar a transposição de diversos cursos d’água, construir aterros altos e superar os altos custos dos serviços. Quando foi finalmente inaugurada, em 27 de março de 1976, a rodovia estava completamente pavimentada, e o tempo de deslocamento entre Porto Velho e Manaus estimado em 12 horas. Uma década depois este tempo foi ampliado para 36 horas como resultado do processo de erosão, já previsto na época da construção. O total abandono por parte do poder público, no final da década de oitenta, tornou-a intransitável em muitos trechos a partir de 1988.

A BR 319 foi incluída no “Plano Plurianual 2004-2007” e depois no “Programa de Aceleração de CrescimentoPAC”. As obras entregues, mais uma vez, à Engenharia Militar, começaram, efetivamente, em 21 de novembro de 2008, com duas frentes de trabalho partindo dos extremos da rodovia. O Exército Brasileiro, quando for concluído o processo de pavimentação da BR, que será transformada em Estrada-Parque, a partir de 2013, terá a responsabilidade de realizar a manutenção e conservação da rodovia além de comandar todas as ações de proteção ao meio ambiente.

BR 319, um Sonho há Muito Acalentado

A população que vive às margens da rodovia, na sua maioria, anseia pelo asfalto e confia na capacidade do governo de criar e fiscalizar as unidades de conservação para evitar a ação de grileiros e madeireiras ilegais. Os “talibãs verdes”, contrários ao asfaltamento, não se comovem com os brasileiros que necessitam atendimento médico imediato e apontam, como opção alternativa, o transporte fluvial que pode levar até quatro dias de viagem. Outras questões que devem ser consideradas são produção agropecuária, na época das chuvas, seis meses por ano, que não tem condições de ser comercializada por falta de condições da estrada além de dificultar e muitas vezes inviabilizar o transporte escolar.

BR 319, Mudança de Curso

Careiro estava no eixo da BR 319/174 que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). Na altura de Humaitá temos o entroncamento da BR 319 com a BR 230, conhecida como Transamazônica e a partir daí temos um trecho comum até Careiro, da BR 319 com a BR 174, que continua de Manaus até Pacarima (RR) fronteira com a Venezuela.

Transamazônica: é uma das maiores rodovia do país, com 4.000 km de comprimento, cortando os estados brasileiros da Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas. Inicia na cidade de Cabedelo, na Paraíba, e segue até Lábrea, no Amazonas.

A ligação de Porto Velho a Manaus não é viável tecnicamente passando por Careiro. A alternativa encontrada foi melhorar a estrada de acesso do município de Manaquiri à BR 319, construir uma ponte de 3.400 metros, de Manacapuru a Manaquiri, e duplicar a rodovia que liga Manacapuru ao distrito de Cacau Pirera, município de Iranduba. O acesso a Manaus será pela ponte sobre o Rio Negro, que se entende da ponta do Pepeta, em Iranduba até a capital e cuja inauguração está prevista para junho de 2011, mas como ainda falta licitar o sistema de proteção dos pilares baseado em balsas flutuantes, provavelmente, ela só será entregue em 2012. Um sonho manauara e brasileiro que aos poucos começa a se tornar realidade.

Ponte Rio Negro

A bela Ponte sobre o Rio Negro terá, quando concluída, um comprimento total de 3.505 metros, incluindo as rampas de acesso. Possui 73 vãos de 45 metros e dois vãos livres de 200 metros ao redor de um marque central de 172 metros de altura, a partir do nível d’água, e vãos livres de 55 metros, no mínimo (período da cheia), de altura para a passagem de transatlânticos ou navios de grande porte. O Governo do Estado determinou que essa cota fosse mantida, aumentando consideravelmente o custo da obra, garantindo total segurança para as grandes embarcações que por acaso seguissem em direção às cabeceiras do rio. Os estais, em número de 104, do vão central empresta à ponte um formato em diamante que poderá ser avistado a uma distância de até 30 quilômetros. A largura de 20,7 metros permitirá a construção de quatro pistas, além de passeio para pedestres em ambos os lados. A ponte sobre o rio Negro será a maior ponte em ambiente de água doce do Brasil e a segunda maior do mundo e deverá receber um fluxo semanal próximo dos 15 mil veículos.

Concretagem

O Volume de concreto empregado equivale a dois Maracanãs e, em função do volume necessário para a concretagem das fundações, por vezes superiores a 90 metros de comprimento e que demorariam aproximadamente dez horas para concretar, houve a necessidade de se resfriar o concreto. O material é misturado com gelo para que haja uma cura homogênea e se evite qualquer área de fragilidade.

Orçamento

A obra iniciada em 2008 e cuja previsão de conclusão estava prevista para 2010 foi orçada em R$ 575 milhões já se aproxima do bilhão de reais.

Ponte Rio Solimões

Os amazonenses se mobilizam, agora, para a construção da Ponte sobre o Rio Solimões (Manacapuru-Manaquiri) integrando o Amazonas e Roraima, definitivamente, ao restante do País. As mobilizações já coletaram um total de 22 mil assinaturas em favor da construção da ponte, movimento idêntico foi realizado, em 2003, para a construção da Ponte sobre o Rio Negro, quando foram coletadas mais de 120 mil assinaturas.

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Comunicado Conjunto Brasil-México para Inicio das Negociações para um Acordo Estratégico de Integração Econômica

Fonte: MRE

Brasil e México anunciam a decisão de iniciar as negociações para um Acordo Estratégico de Integração Econômica.

Em agosto de 2009, os Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Felipe Calderón instruíram suas equipes a explorar as opções para aprofundar a relação comercial bilateral. Em fevereiro de 2010, em Cancun, os mandatários anunciaram o início de um processo formal de trabalho para avaliar a possibilidade de negociar esse Acordo.

Por mais de um ano, funcionários dos dois países mantiveram seis encontros bilaterais e realizaram consultas com seus respectivos setores produtivos. Em 12 de maio de 2010, acordaram os termos de referência, ou seja, as regras do jogo que regerão as negociações. Esses termos refletem o compromisso entre ambos os governos nos seguintes aspectos fundamentais:

 

1. O Acordo será amplo, ou seja, além de tarifas, incluir-se-ão temas de serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual, entre outros.

2. A cobertura desse Acordo será integral e examinar-se-ão todos os produtos, serviços e demais temas comerciais.

3. Serão reconhecidas as sensibilidades de ambos os países e será outorgado tratamento especial aos setores vulneráveis.

4. Será garantido o acesso real aos mercados, atendendo de maneira ágil e efetiva os problemas pontuais e as barreiras não-tarifárias.

5. Serão seguidos os princípios de negociação segundo os quais a substância determinará o tempo do processo e a noção de que nada estará acordado até que tudo esteja acordado.

 

Através do aprofundamento de sua relação econômica e com uma visão de longo prazo, Brasil e México estão seguros que o Acordo não somente incrementaria os fluxos de comércio e investimento entre ambos os países, mas também impulsionaria de maneira importante o desenvolvimento e a integração da América Latina e o Caribe, fortalecendo a competitividade e a presença regional nos mercados internacionais.

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Vídeo: Aula inaugural da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) com o Presidente Lula + Comentário

Lula conta um pouco de sua trajetória política e dos movimentos de esquerda da região, que percorreram um longo caminho até conquistarem o poder em diversos países do continente.

 

Vou atualizar o vídeo colocando meus comentários, o que não pude fazer ontem por questão de falta de tempo.

Eu sinceramente estou muito satisfeito com a criação da UNILA, porque basicamente superou uma ideia que eu tinha.

Minha ideia sobre o tema educação superior era a de criar centros de ensino superior “de nicho”, um tipo de centro de excelência, exemplo: centro de excelência em informática, ou seja, com apenas os cursos diretamente relacionados com informática; ou um centro de excelência em ciências biológicas (agronomia, biologia, engenharia florestal, bioengenharia, etc), outro especializado em saúde, ou até mesmo em música (qual não seria o benefício cultural de termos um local com milhares de pessoas cursando a faculdade de música?) etc. Mas realmente algo de primeiro mundo, com professores de nível internacional (importados, quem sabe), com dinheiro estatal, mas com parceria explícita com empresas privadas para financiamento de pesquisas e, até mesmo, a possibilidade de mensalidades pagas (naturalmente com bolsas nos mais diversos graus).

A ideia da UNILA, por outro lado, é superior ao incorporar, mesmo que o Presidente Lula possa não saber disso, os princípios fundamentais que levam ao surgimento de uma hiper-potência internacional (veja uma explicação sobre o que é uma hiper-potência com Amy Chua, na série “Pensadores”: http://www.politicaexterna.com/5122/pensadores-45-amy-chua-2-o-momento-do-imprio). Mais uma vez, lembro que todos os Estados são potências (não existem Estados impotentes), desde o menor e mais fraco (que pode ser uma ilhota), chamado de pequena potência, até o maior e mais forte, conhecido como super-potência. O Brasil é uma potência mediana, que aspira a ser uma grande potência.

A noção de hiper-potência diz respeito mais ao sentido qualitativo do que quantitativo (que determina as outras categorias), já que estruturalmente é muito semelhante a uma super-potência. O que diferencia os dois é que a hiper-potência, mais do que simples poder econômico e militar no modo “rolo compressor”, detém a simpatia dos demais Estados, que lhes devem boa parcela de gratidão e respeito.

Como, então, atingir esse status? Simples (?), basta que haja uma gestão justa do sistema internacional (partindo do princípio de que a super-potência é a mantenedora dos organismos de governança global) e um amplo nível de identificação dos demais Estados com a hiper-potência.

É aí que entra a UNILA ou qualquer outro empreendimento no mesmo sentido.

Uma Universidade como essa será capaz de aproximar os povos de diferentes nações, criando um laço efetivo com o Brasil e, se o esforço for expandido para todos os continentes, fortalecendo as bases para que nós nos tornemos (acompanhados do devido poder econômico e militar) uma hiper-potência em algum momento do futuro. Não como os EUA, que concentram o poder e geram antipatia com suas intromissões em assuntos internos ou invasões, mas de forma aberta, fazendo todos sentirem-se incluídos no processo.

Uma ótima iniciativa.

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