Calendário de Eventos do MRE em 2011
Fonte: MRE
15/SET – Dalian, China. Reunião de Altos Funcionários do grupo BRICS na área de ciência, tecnologia & inovação. (Fonte: SGAP-II)
19 a 23/SET – Londres. Missão técnica para cooperação na organização de megaeventos esportivos. (FONTE: CGCE)
19 a 23/SET – Díli. III Assembléia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. (Fonte: CGCPLP)
20/SET – Nova York. Outorga do Prêmio Woodrow Wilson por Serviço Público à Senhora Presidenta da República, Dilma Rousseff. (Fonte: DEUC)
21/SET – Nova York. Reunião do Conselho de Chanceleres da ASPA. (Fonte: SGAP-II)
22/SET – Nova York. Reunião dos Pontos Focais do Fórum de Diálogo IBAS. (Fonte: SGAP-II)
23 a 27/SET – Washington e Nova York. Visita Oficial do Senhor Vice-Presidente da República, Michel Temer. (Fonte: DEUC)
23 a 30/SET – Washington. 2º Curso de Formação de Professores de Língua Portuguesa como Língua de Herança. (Fonte: DPLP/DBR)
23 a 30/SET – Recife. VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. (Fonte: FUNAG)
24/SET – Nova York. Reunião de Chanceleres do Fórum de Diálogo IBAS. (Fonte: SGAP-II)
24/SET – Nova York. 6ª Reunião de Chanceleres do BRICS. (Fonte: SGAP-II)
24/SET – Nova York. 34ª Reunião de Chanceleres do G-15. (Fonte: SGAP-II)
24/SET a 2/OUT – Loma Plata, Paraguai. Jornada de Regularização Migratória de Brasileiros. (Fonte: DAC)
27 e 28/SET – Paris. 3ª Reunião do Grupo Bilateral sobre Questões Migratórias Brasil-França. (Fonte: SGEB/DIJ/DCB)
28/SET – Rio de Janeiro. Seminário América do Sul e Integração Regional. (Fonte: FUNAG)
28 e 29/SET – Manaus. Seminário Internacional “COPA 2014: SUSTENTABILIDADE E LEGADO”, organizado no âmbito da Cooperação Técnica entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Ministério do Esporte. (FONTE: CGCE)
28 a 30/SET – Ankara. Reunião negociadora de acordos de extradição, assistência legal mútua em matéria penal e transferência de pessoas condenadas Brasil-Turquia. (Fonte: DCJI)
28 a 30/SET – Brasília. I Fórum da Sociedade Civil da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. (Fonte: CGCPLP)
30/SET – Jordânia. I Reunião dos Ministros de Turismo da ASPA. (Fonte: SGAP-II)
José Flávio Sombra Saraiva: Política Externa
Fonte: Correio Braziliense
A política externa ganhou força nos debates acadêmicos da penúltima semana de agosto. Duas interpretações, díspares, propiciaram intenso contraditório científico, daqueles que fazem bem a alma, ao espírito do pesquisador e à universidade que ansiamos.
A coincidência do lançamento de um artigo em um livro animou o debate em torno das políticas exteriores dos Estados contemporâneos. Permitiu, tanto nas redes sociais quanto na noite de bate-papo no auditório da Livraria Cultura, o mover a comunidade acadêmica dedicada ao estudo das relações internacionais na capital da República.
O debate começa com o artigo publicado no Financial Times, de 16 de agosto, escrito por Philip Zelikow, professor da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos. Intitulado The Global Era and the End of Foreign Policy, sugere argumento simples: a política externa dos Estados morreu. Se, no passado, ela servia aos ajustes das relações interestatais, a política externa, nos tempos da globalização, tornou-se ajuste doméstico às adaptações internacionais.
Para Zelikow, a política externa cedeu aos que de fato têm poder, não mais diplomatas, nem os negociadores internacionais. O mesmo se diria dos orçamentos nacionais que são agora repartidos entre várias agências de formulação da ação externa que dificultam uma política externa clássica, agora dividi por múltiplos agentes e agendas concomitantes que veem de fora da nação, gerados pela era global.
O segundo fato acadêmico foi o lançamento da quarta edição do livro escrito pelos professores Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno, da UnB e Unesp. Por iniciativa do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, a noite de quinta-feira, dia 25, foi marcada pela boa contenda acadêmica na Livraria Cultura. A iniciativa fez parte do programa de ampliação de visibilidade social do grupo mais produtivo da área de relações internacionais do país, conforme relatório da Capes. E a noite de debates não teve fim.
Lançado originalmente há 20 anos, intitulado História da política exterior do Brasil, o livro agrega, na nova edição, um capítulo a defender a força da política externa de Estados como o Brasil nos dias de hoje. Para os autores, a política externa é campo vivo, atual, contemporâneo, positivo, no conjunto da inserção internacional do Brasil do início do século 21. Cervo especialmente critica o artigo do professor da Universidade de Virginia, uma vez que esse reflete o momento da política externa norte-americana, não o das várias políticas exteriores com peso novo na onda globalizante das relações internacionais do início do novo século.
Desbastemos o caminho. A introspecção da política externa pode ser fenômeno observado em Estados menores, sem massa crítica, território, adensamento de poder de dissuasão e escala econômica global. A diminuição do peso da política externa norte-americana e europeia na política internacional são fenômenos conhecidos pela literatura de relações internacionais nestes dias. A dificuldade de manter as linhas do G7 nas negociações internacionais diante da atual governança sincrética (conceito que já discuti em artigo anterior) é também nova conjuntura das relações internacionais do mundo que vivemos.
Mas daí a concluir que há fim da política externa é outra coisa. Faz lembrar a leviandade intelectual daqueles que falaram do "fim da história". Na prática, não se nota tal fenômeno em países como o Brasil, a Índia, a China e mesmo países emergentes que garantem, nos dias de hoje: o crescimento da economia global, o traço de racionalidade nos temas de segurança internacional, o G-20, o Brics, o Ibas, o diálogo no Conselho de Segurança da ONU em torno dos meios pacíficos para solução de controvérsias e a crítica à ideologia do terrorismo contra o terrorismo ou a obstrução à lógica das guerras preventivas.
O que importa é que o debate prossegue em alto nível. Nova coleção, voltada ao estudo da política externa do Brasil, em sua dimensão bilateral, com parceiros históricos e atuais, está quase pronta, na forja desse mesmo grupo de produtivos acadêmicos.
Comentário
Por Daniel Cardoso Tavares
Quantidade, quantidade, viva a quantidade. Outro dia, um professor, doutor em física, estava falando sobre a babaquice que é a academia brasileira: você é "obrigado" a produzir determinado número de artigos por ano para manter o "status" ou o emprego. O resultado: produções inúteis. Escreve-se muito, mas nada de realmente revolucionário.
No passado recente, em outra conversa, com outra doutora, desta vez em psicologia, falava-se sobre a necessidade de X produções a cada X tempo e como os acadêmicos ficavam pressionados a produzir.
Tendo de produzir dois artigos que sejam por ano, ninguém conseguirá fazer algo realmente relevante. Talvez um artigo em 5/10/15 anos de intensa reflexão possam, aí sim, mudar o mundo.
No fim, volta-se àquele "citações" (http://www.politicaexterna.com/19318/mbti-produo-intelectual-cientistas-introvertidos-x-extrovertidos) que tratou sobre a diferença entre cientistas introvertidos e extrovertidos: os introvertidos são esmagados no sistema atual…
Em Gráficos: Celso Amorim X Antonio Patriota e o Interesse por Política Externa nas Pesquisas do Google Brasil
Como curiosidade, deixo o gráfico (produzido via http://www.google.com/insights/search/) mostrando o nível de pesquisas sobre "política externa" de junho de 2010 até junho de 2011.
Nível de pesquisas no Brasil para o termo política externa
Nível de pesquisas no Brasil, por região, para o termo política externa
Em termos de popularidade:
Celso Amorim X Antonio Patriota
Como Antonio Patriota era "quase desconhecido" antes de 2011 (uma análise no mesmo sistema mostra isso), a pesquisa fica entre janeiro de 2011 a junho de 2011.
(Vídeo) Marco Aurélio Garcia Fala Sobre Política Externa Brasileira no Governo Dilma
No Entrevista Record Mundo desta segunda-feira (27), Rodrigo Vianna entrevista Marco Aurélio Garcia, assessor da presidência para assuntos internacionais. Marco Aurélio fala sobre as diferenças na política externa nos governos de Lula e Dilma Rousseff e comenta o novo papel do Brasil no cenário internacional.




