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política externa

Ligações Chocantes: Quais as Pesquisas Relacionadas Com "Foreign Policy"? – Politica Externa e Comunismo

Por Daniel Cardoso Tavares

 

 

Neste instante, estou assistindo uma transmissão online com Matt Cutts, o engenheiro chefe do Google para as buscas: os resultados das pesquisas dependem dele e de sua equipe.

Ele mostrou, logo no início, um mecanismo interessante da Google, que está começando agora, chama-se Google Correlate: http://correlate.googlelabs.com

 

O que o Google Correlate faz?

Ele pega os gráficos de pesquisas na web ao longo do tempo e compara com os gráficos de outras pesquisas a fim de encontrar semelhanças.

Exemplo (do próprio Matt): os gráficos de pesquisas na web por "gripe" variam com a mesma intensidade que os gráficos de pesquisas para nomes de remédios para gripe.

Parece óbvio, mas vamos ver o que os dados nos mostram sobre as pesquisas sobre FOREING POLICY (ainda não está funcionando para pesquisas em português).

 

Usando Jung na Análise

Usando os insights das pesquisas em relações com as teorias Junguianas, é possível vermos (ou testarmos) ligações inconscientes entre os temas. Ligações que talvez aconteçam em nosso inconsciente coletivo.

Quais temas inconscientemente ligam-se uns com os outros?

A pesquisa a seguir, sobre "Foreign Policy" é muito interessante para mostrar quais imagens inconscientes podem estar relacionadas com o tema.

 

Correlações de Pesquisas com "Foreign Policy"

 

A seguir, veja os três termos com maior taxa de correlação com "Foreign Policy", ou seja: quando as pesquisas sobre "foreign policy" sobem, as pesquisas sobre esses termos também sobem; quando descem as pesquisas sobre os outros termos também descem. Ainda é muito cedo, é preciso estudar tudo com mais cuidado, mas é muito interessante o resultado:

  1. 0.9307communist (gráfico 1)
  2. 0.9299surrealism (gráfico 2)
  3. 0.9263us policy
  4. 0.9229communism

 

Relação de "Foreing Policy" com "Communist"

Eu gostei! Hehehe, eu não sou "comunista", mas posso garantir que gravito fortemente em direção a esse tipo de pensamento: viva a revolução! ;P

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Relação de "Foreign Policy" e "Surrealism"

Uh! De novo! Quem acompanha este site sabe que aqui é cheio de coisas surrealistas! Hehehe: estou dentro dos padrões mundiais!  Hehehe Smiley mostrando a língua

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Em resumo, em uma conclusão apressada: As pessoas que lidam com "foreign policy" ou que gostam disso tendem a ser comunistas e surrealistas Gargalhando

A Argentina se Aproveita

Fonte: Estado de S. Paulo

Como já percebeu que, do lado do governo brasileiro, nada mudou até agora no relacionamento comercial entre os dois países, o governo argentino continua a agir como vinha agindo há muitos anos, impondo restrições crescentes à entrada no seu mercado de produtos originários do Brasil e violando com frequência cada vez maior as regras que ainda sustentam o Mercosul.

A imposição, pelo governo da Argentina, da necessidade de licença prévia para a importação de produtos brasileiros que fazem parte de uma lista de 600 itens afronta as normas que caracterizam o Mercosul, pelo menos teoricamente, como união aduaneira e, por isso, deveria ter sido prontamente contestada pelo governo brasileiro, que, no entanto, a tolerou.

A demora excessiva das autoridades alfandegárias e sanitárias argentinas na concessão da licença fere as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e exige resposta à altura do governo brasileiro, que não tem mais desculpas para postergar uma reação eficaz ao crescente protecionismo do governo de Cristina Kirchner, que prejudica a economia brasileira e a evolução do comércio regional.

Para alguns setores industriais, a complacência do governo brasileiro levou a uma situação insuportável, com a ameaça das autoridades argentinas de, sob falsos argumentos técnicos que não escondem seu real objetivo protecionista, devolver os produtos brasileiros retidos.

A Argentina, como noticiou o Estado na quinta-feira, pode mandar de volta para o Brasil balas, chocolates e confeitos retidos por não terem recebido certificados sanitários do Instituto Nacional de Alimentos (Inal), equivalente à brasileira Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Sem nenhuma explicação, o Inal suspendeu a concessão desses certificados. Cerca de 15 indústrias brasileiras têm, retidos nos depósitos de importadores argentinos, mercadorias avaliadas em mais de US$ 5,2 milhões. A Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip), equivalente à Receita Federal do Brasil, por sua vez, está notificando os importadores de que seus produtos estão irregulares. Ou eles são devolvidos ao Brasil em 30 dias ou os importadores se sujeitam à multa equivalente a cinco vezes o valor da mercadoria.

No caso das máquinas agrícolas brasileiras, as importações estão suspensas pelo governo argentino desde dezembro. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), à qual estão filiadas as indústrias de máquinas agrícolas, calcula que, só neste ano, o Brasil deixou de exportar para a Argentina 2,5 mil máquinas (800 colheitadeiras e 1,7 mil tratores). Com a queda das exportações, algumas empresas começam a anunciar demissões.

O problema não está apenas do lado brasileiro. A Argentina importa 80% das máquinas agrícolas que utiliza, o que significa que os agricultores argentinos não estão podendo investir em equipamentos. "A Argentina querer se industrializar nesse setor é legítimo", reconheceu o vice-presidente da Anfavea, Milton Rego, "mas ela não pode rasgar o acordo automotivo com o Brasil", que prevê o livre comércio de produtos automotivos entre os dois países.

No caso dos produtos alimentícios brasileiros, a Argentina adota agora uma prática protecionista diferente da que adotou no ano passado, quando longas filas de caminhões se formaram na fronteira entre os dois países, deixando visíveis os efeitos de sua política protecionista, que, na ocasião, impôs prejuízos óbvios com o vencimento de prazo de validade de alguns produtos e a necessidade de uso prolongado de refrigeração para a manutenção dos itens perecíveis. Desta vez, usa uma tática menos visível para o público – a retenção dos produtos nos depósitos -, mas não menos nociva para importadores e exportadores.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) já informou o governo sobre os prejuízos causados pelo protecionismo argentino e pediu medidas para a liberação e circulação dos produtos brasileiros. "Achamos que a única forma de resolver é com retaliação", disse o diretor do Departamento de Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Gianetti da Fonseca.

(Vídeo) Programa Brasileiros no Mundo: Conselho de Representantes Brasileiros no Exterior (CRBE)

O vídeo, de programa programa da TV Brasil, trata do Conselho de Representantes Brasileiros no Exterior (CRBE), que começou a funcionar em dezembro do ano passado.

 

Política Externa para Direitos Humanos Começa a Rachar Entendimento com Ideologias de Esquerda: Artigo de Geraldo Galindo

Comentários por Daniel Cardoso Tavares
Fonte: http://www.vermelho.org.br/ba/noticia.php?id_noticia=151708&id_secao=58

 

Geraldo Galindo: Dilma, direitos humanos e política externa

Por Geraldo Galindo (Geraldo Galindo é presidente do PCdoB em Salvador-BA)

Dilma estaria explicitando suas diferenças com o ex-presidente Lula na seara internacional, logo numa das áreas onde o país mais avançou nos últimos anos, assumindo uma postura enfática na defesa da soberania do país e de protagonismo político e diplomático, deixando de ser um subalterno dos EUA.

Seria uma precipitação agora afirmar categoricamente que há uma mudança de rumo, mas poderíamos especular que há sinais preocupantes de uma nova política que possa servir aos interesses imperialistas. Logo depois de tomar posse a presidente fez uma viagem à terra de Maradona e lá disse enfaticamente que não seria condescendente com a violação dos direitos humanos, o que nenhum cidadão normal deve se opor. Ocorre que ela se referia, conforme a imprensa, a Cuba e ao Irã, onde uma mulher teria sido condenada a morte por apedrejamento em razão de adultério, a mesma pena ridícula estabelecida na bíblia cristã para o mesmo "crime".
O voto do Brasil no Conselho dos Direitos Humanos da ONU em sintonia com os norte-americanos não teria ocorrido sob o governo Lula e é um gesto que provoca preocupações justas para quem defende o Brasil como um país autônomo e não sujeito às pressões das potências imperialistas. Qual o objetivo de se enviar um "fiscal" de direitos humanos ao Irâ? Por que o Irã e não a Arábia Saudita, o Iemen? É que o primeiro é uma teocracia que não se dobra aos interesses dos grandes países e os outros dois são teocracias sanguinárias, bem piores do que a do Irã, mas que são aliados dessas mesmas nações. É a velha tese de que uma ditadura amiga é muito bem vinda e ditadura inimiga deve ser destruída, para possivelmente surgir uma outra ditadura amiga.

A propósito, o mundo só passou a saber recentemente que existia ditadura no Egito e no Marrocos. Estes nunca foram assim rotulados, pois eram aliados das potencias ocidentais. A Arábia Saudita talvez seja a pior ditadura do mundo. Lá é proibido qualquer tipo de organização da sociedade civil, não há parlamento, não há eleições (o que há no Irã), as mulheres são oprimidas, os homossexuais perseguidos e uma dinastia comandada por ferozes ditadores, chamados gentil e formalmente pela imprensa ocidental, inclusive a do Brasil, de Reis. Quando tratam da Venezuela, onde há eleições regulares, dizem ser ditadura, o presidente ditador etc.
Mas voltando à preocupação excessiva da presidente Dilma com os direitos humanos no Irã e em Cuba, talvez ele devesse se preocupar mais com esses direitos aqui no nosso próprio Brasil, preocupações que efetivamente tem, pois ela representa um projeto de mudanças no Brasil iniciado pelo presidente operário (que as elites tanto odeiam) e que fazem de tudo para distanciar um do outro. Neste exato momento em que escrevo essas linhas tem centenas de brasileiros sendo torturados nas delegacias, milhares sendo humilhados e morrendo nas filas de hospitais, jovens sendo executados pelas Polícias Militares, trabalho semi-escravo até em obras do PAC, o centro de São Paulo abarrotado de homens e mulheres consumindo drogas e dormindo no meio da rua lado de animais.

Mas o que gostaria mesmo era que a presidente Dilma tomasse uma decisão corajosa de enfrentar pra valer os torturadores do regime militar, de quem foi vítima. Na Argentina, Uruguai e Chile esses violadores dos direitos humanos estão sendo processados, julgados e punidos por um crime que a nossa constituição considera imprescritível e insuscetível de anistia. E o nosso governo continua a fazer de conta que o problema não existe enquanto os assassinos circulam livremente como se nada tivesse acontecido.

A abstenção do Brasil à autorização para o "bloqueio do espaço aéreo líbio" para a "proteção dos civis" é outra demonstração de sinais preocupantes. Qualquer pessoa medianamente instruída sabe que os americanos não estão preocupados com "civis", pois estes foram as primeiras vítimas de seus criminosos bombardeios, mas apenas para, juntamente com a comunidade européia, se apropriar das imensas riquezas de petróleo nas mãos do ditador líbio, até há pouco, amigo deles.. O Brasil deveria ter votado contra e assim demonstrar ao mundo que existe um país emergente no cenário internacional que se opõe ao terrorismo de estado patrocinado pelos imperialistas. Mudança de rota? A ver.
Recentemente a Comissão Direitos Humanos da OEA condenou o Brasil por supostamente violar os direitos humanos dos indígenas na construção de uma hidrelétrica em Rondônia. E logo depois o governo dos EUA divulgou seu relatório dos direitos humanos relatando problemas graves no Brasil, que efetivamente existem, mas o maior violador de direitos humanos no mundo não tem moral alguma para levantar suspeitas contra outros países. Logo eles que jogaram bombas atômicas no Japão, bombardeiam países e povos sempre que podem em sua política de pilhagem, apoiaram as ditaduras sanguinárias da América latina e apoiam regimes ainda piores no norte da África, sem falar que Tio Sam concentra a maior população carcerária do mundo, em sua maioria formada por negros e hispânicos.

A reação do Brasil às duas provocações foi dura e à altura, uma posição firme, digna de um país soberano. Está de parabéns. Mas da mesma forma que o Brasil deve repelir tais relatórios e intromissão de prepostos americanos em nossa política interna e externa, como justificar o voto brasileiro ao lado dos americanos para condenar direitos humanos em outro país?

Comentário

Não sou cientista político (sou internacionalista), por isso não sei avaliar o impacto do artigo nas relações entre os partidos, mas creio que seja de muito significado ideológico (por falar nisso, ainda existem ideologias no Brasil? Eu achava que só existiam alianças espúrias em busca de poder político (ou seja: vagas no cabide governamental), incluindo o próprio PCdoB).

Preciso frisar que não concordo com tudo, apenas fiquei feliz de perceber que até mesmo os aliados políticos do PT começam a criticar publicamente a postura errada da Presidenta em termos de política externa.

Um dos pontos dos quais não concordo é aquele que fala que o Brasil deveria ter votado contra a resolução 1973 do CSNU: eu acredito que a abstenção foi o suficiente para deixar registrada nossa postura de descontentamento e, ao mesmo tempo, preservar-nos de exposição desnecessária.

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